A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão

13 Capítulo 12 - Flagrante


Notas iniciais
Desculpem pela demora meninas mas como eu disse, tenho andado mt ocupada por isso, peço que não me apressem a postar porque essas 4 próximas semanas serão realmente cheias para mim. Hoje, trago esse capítulo pra vcs, está pequeno e peço desculpas por isso. Não deixem de ler as notas finais. Boa leitura!

– Acho melhor sairmos daqui. — Falei.

– É. Nem acredito que deu tudo certo! — Carol sorrira.

Quando eu e meus amigos nos preparávamos para sair, ouvimos vozes na sala.

– Cara, tô doido pra tocar aquela música que eu compus no banheiro! — Uma asneira dessa só podia ter saído da boca do William.

Espera aÍ: DO WILLIAM?!?!?

– Vamos ensaiar logo gente! — Jeremy disse impaciente. Eu podia ouvir sua voz cada vez mais próxima.

Eu e meus amigos nos entreolhamos e eu falei baixinho para eles:

– Ferrou!



Assim que vimos a maçaneta da porta girar lentamente, percebemos que se não saíssemos dali logo, seríamos pegos no flagra e seríamos desmascarados.

– O que faremos? — Chris estava quase chorando. O que seria cômico se não fosse trágico.

– Onde está o lunático do seu primo que não vigiou a porta? — Perguntou Carol a beira do desespero.

– Porque a porta está trancada? — Ouvi a voz do Jeremy ao mesmo tempo em que via a maçaneta se mexer.

Corri feito uma louca para a janela que dava para o quintal da casa mas como que por um azar danado, a janela estava emperrada.

– Pronto, achei a chave! — Disse Jeremy e eu pude ouvir o barulho da chave ser introduzida na fechadura.

Chamei meus amigos e nos escondemos atrás das caixas de som, espremidos, enquanto os descerebrados adentravam a sala.

– Como vamos sair daqui? — Sussurrou Caroline.

– Não sei... — Falei baixinho.

Olhei para o lado e vi o Chris mexendo no celular.

– O que está fazendo? — Perguntei.

– Tô mandando um torpedo pro mané do Yuri! Ele tem que dar um jeito de nos tirar dessa!

– Esquece o babaca do Yuri, ele deve estar se divertindo as nossas custas! — Chris nem me deu ouvidos, enviando a mensagem para o maluco.

– Poxa não tem nenhuma cervejinha e uns aperitivos? — Perguntou Paul, o cabeça de galo.

– Tem, pega lá na geladeira.

– Eu vou com você. — Disse William já se levantando.

– Eu também! — Responderam Daniel e Rafael, ficando só Jeremy e Michael na sala, sentados em pufs.

– E aí Michael, o que está achando da popularidade?

– Hum... legal... — Michael respondeu totalmente indiferente.

– Só isso? — Jeremy deu um risinho antes de prosseguir. — Acredite, você não iria querer se sentar com a ala dos fracassados do colégio, os invisíveis. — O besta disse convicto.

– Eu não acho os invisíveis os fracassados. Na verdade, são os melhores. — A confissão de Michael deixara-me estupefata.

– Os melhores? Ficou maluco? — Jeremy deu uma risada espalhafatosa e eu tive que me conter para não voar em seu pescoço.

– São sim! Eles não são o centro das atenções e ninguém fica os analisando o tempo todo. Eu gosto dos invisíveis. — As palavras de anjinho me deixaram boquiaberta.

– E porque? — Indagou Jeremy.

– Porque eles sempre nos supreendem. — Essa frase foi o suficiente para me fazer paralisar.

– Nossa que poético Ever. — Carol estava admirada.

– Seu namorado é profundo. — Mais uma vez não tive forças para responder a provocação do Chris.

– Gente, o Yuri vai tentar distrair os sem cérebro. — Sussurrou Chris mexendo em seu celular.

– Como se nem de vigiar a porta ele deu conta? — Carol estava indignada afinal, se estávamos nessa situação, era culpa do mané do Yuri BK.

– Ele tem um plano! — Chris afirmou, mas resolvemos não alimentar esperanças quanto a isso.

– Porque eles estão demorando tanto? — Indagou Jeremy.- Eu vou lá ver. — Meu irmão se levantou saindo da sala e deixando Michael sozinho.

Para a nossa completa desgraça, o celular de Caroline começara a tocar, despertando a curiosidade do Harry que se levantara.

– Droga, droga, droga! — Sussurrou Carol com uma voz fina desligando o celular logo em seguida.

– Que esquisito... de quem deve ser o celular que estava tocando? — Indagou Michael, se aproximando de onde estávamos escondidos, fazendo-nos entrar em pânico.

– Senhor, por favor eu prometo que se você me tirar dessa nunca mais gasto toda a minha mesada em chocolates! — Sussurrou Carol com uma voz chorosa.

– Senhor, se você me tirar dessa nunca mais cuspo dentro dos copos de suco de laranja do Jeremy. — Falei, vendo Michael se aproximar mais.

– Senhor se tu me tirar dessa eu prometo que nunca mais cheiro as meias sujas do meu avô. — Disse Chris fazendo com que eu e Carol o olhasse com cara de nojo.

– Mais um passo e o Michael descobre a gente! — Carol disse a beira de um A.V.C. Não so ela, eu e Chris também estávamos desesperados.

– Michael vem cá ver o garoto bizarro lá na sala! Daqui a pouco voltamos para ensaiar. — Jeremy adentrou a sala puxando Michael pelo braço.

Antes deles saírem de nosso campo de visão, pude ver Michael dar uma última olhada na sala de ensaios e logo depois ele saiu.

Nos levantamos apressadamente e Chris correu até a janela emperrada, tentando fazê-la abrir.

– Ihhhhhhhh! — Urrou Chris fazendo força para tentar abrir a janela.

– Rápido, Chris! — Carol, desesperada, se juntou a Chris, tentando abrir a janela que se mexeu um pouquinho.

Logo em seguida, me juntei a eles, mas não estávamos tendo muito sucesso.

– Eu... desisto... — Carol disse entre arfadas.

– Não podemos desistir!

– É, não podemos ficar trancados aqui! É capaz deles descobrirem a gente e a situação vai piorar quando eles tocarem seus instrumentos. — Tudo o que o Chris havia dito me fez estremecer.

– Gente não podemos desistir! Vamos fazer essa janela abrir nem que tenhamos que derrubá-la! — Decidida, usei toda a minha força para empurrar a janela e logo, meus amigos se juntaram a mim.

Depois de usarmos quase todas as nossas forças, a janela finalmente se abre, fazendo-nos comemorar baixinho.

– Eu saio primeiro! — Carol praticamente voou pela janela, tamanho era o seu desespero por querer sair dali.

Chris foi logo em seguida.

Quando subi na janela, quase gritei de felicidade. Dessa vez, não teríamos mais flagrantes. Assim que tentei pular, percebi que o cadarço do meu tênis havia ficado preso em um prego que estava na janela.

– Merda! — Meus amigos me olharam confusos. Só entenderam a minha situação quando eu ficara em pé na janela, balançando meu pé frenéticamente, puxando-o, tentando desprender meu cadarço dali.

– Ever, tira o tênis! — Falou Carol.

– Não dá! O Jeremy vai saber que eu estive aqui. — Carol ia abrir a boca para falar algo mas assim que a porta da sala de ensaios foi aberta, ela e Chris arregalaram os olhos, olhando para mim desesperados.

Tentei puxar meu pé a todo o custo, mas acabei batendo a cabeça na parte de cima da janela me fazendo urrar de dor.

Chris e Carol logo se esconderam e a voz atrás de mim me fez gelar:

– Ever, o que você faz aí na janela? — Perguntou Michael desconfiado.

– Ferrou! — Disse baixinho para Chris e Carol que estavam agaixados, próximos a mim.

Notas finais
Agora a Ever está literalmente ferrada KKKKKKKK' Bom gente primeiramente quero agradecer a todas as meninas que comentam nos capítulos e dizer que esse desabafo é justamente para todos os leitores fantasmas desta fanfic. Se eu demorar a postar aqui, é pelos motivos que eu falei lá em cima, pq estou ocupada. Se não fossem vcs meninas, eu já teria desistido de postar esta fic a muito tempo. Então, obrigada pq é em consideração a vcs que continuo postando! Tenham uma boa tarde