A Viúva
9 Adeus Daniel
Notas iniciais
Perda...
"Não existem palavras,
línguas, gestos ou
mesmo pensamentos
que possam expressar a
dor da perda. Ela é tão
profundamente dolorida; e
fere a alma de uma
maneira como se corta-se
lenta e dolorosamente com
o lado cego da faca.
A dor é fenomenal.
Incrivelmente dor,
extraordinariamente dor,
fatalmente dor. É dor, dor,
dor, somente dor. E não
cede, não acalma, não dá.
trégua. E a alma se contorce,
revolve, chora, berra e geme.
em lamentos surdos, que
tomam o corpo, que fazem
cambalear e entontecer o espírito.
A dor da perda não tem som,
não tem voz, e invade a
alma silenciosa e cruelmente
fazendo doer e adoecer o corpo.
Massacra a alma a tal ponto de
tudo ao redor perder o sentido.
Tudo perder o brilho da vida.
Autor Desconhecido "
Pov Emma.
Eu já beijei tantas mulheres e homens, mas o beijo de Regina não se comparava a nenhum deles, era um beijo calmo, carinhoso, gostoso com sabor de quero mais. No começo foi apenas um roçar de lábios, passei minha língua contornando sua cicatriz e sentindo a textura do local, a senti suspirar em meus braços mostrando que estava totalmente entregue a mim naquele momento.
Regina era uma mulher que possuía uma beleza diferente, marcante, estonteante, uma beleza que era exclusivamente só dela. Eu poderia citar essa beleza em várias forma, ela era uma mulher digna de merecer um amor que a respeita-se e que a faça feliz pelo resto da vida. Eu estava perdidamente louca com seus beijos, ora ela chupava meus lábios e ora ela os puxava mordiscando me causando uma sensação de dor, porém estava tão bom aquilo que não protestei. Quando aprofundamos o beijo com nossas línguas foi a melhor sensação que tive, senti meu corpo se arrepiar e mesmo com o som abafado ouvi a morena gemer, ficamos naquela tentativa de quem dominava a boca de quem. Se o beijo dessa morena já era assim imagina ela na cama??
Quando o ar se fez bastante necessário pra ela, pois eu não cessei o beijo tão já. Só em caso de última alternativa desgrudaria meus lábios do dela, porem nos afastamos e tentamos recuperar o fôlego, ambas com a testa colada olhos fechados e respiração irregular. Não que Regina era fraca para beijar, mas ela ficava sem ar muito rápido o que eu achei divertido.
Abri meus olhos lentamente e encarei aquele olhar negro profundo a minha frente, ela se soltou de meus braços seu corpo cedeu quase caindo, devido ao beijo ela ficou em um estado fraco suas pernas estavam bambas, e além de estar meio desnorteada processando tudo o que aconteceu. Segurei seu corpo apenas com um braço em volta de sua cintura, para que ela não colidisse com o chão.
Fiquei encarando a mulher que eu acabara de beijar, Regina não disse nada no momento ela apenas tentava recuperar a respiração que lhe foi tomada. Eu poderia beijar essa morena horas e horas e jamais me cansaria de provar esses lábios vermelhos carnudos.
— Até que para uma baixinha você beija muito bem.. — senti seu olhar me fuzilar e a mesma revirar os olhos tentando se soltar do meu braço. Mas eu não queria largar Regina, então eu soltei meu braço de sua cintura devagar logo em seguida pegando em sua mão a fazendo rodar, assim que parou de costas pra mim eu a agarrei trazendo pra perto do meu corpo mantendo meus dois braços presos a ela.
Ela tentou se soltar e eu comecei a rir, eu era mais forte e ela jurava para si que conseguia escapar das minhas investidas. Afundei meu rosto em seu pescoço aspirando o cheiro de seu perfume, era um cheiro adocicado, ela cheirava maçã. Passei a distribuir beijos e mordidas em sua pele, Regina suspirava soltando gemidos baixos e seus gemidos estavam me excitando muito. Eu queria levá-la pra cama, mas era cedo demais. Regina não era igual às outras mulheres com quem eu dormia só por uma noite, ela era diferente, delicada, frágil, manhosa, às vezes agia como uma criança fazendo birra por tudo. Tudo bem que eu mal a conhecia, mas era como se já nos conhecêssemos a tempo.
E mesmo assim era a mulher que eu escolheria para minha vida sem dúvidas alguma, então merecia uma foda digna e não um sexo rápido. Mas que seria um prazer fazer aquela mulher gozar em minha boca, gemendo meu nome naquele instante, Ahhh seria o maior espetáculo já visto por meus olhos.
[ ... ]
— Emma... — me chamou quase num sussurro rouco o que me deixou mais excitada ainda, me fazendo chupar um ponto específico de sua nuca. Essa mulher ia me levar a loucura.
— Eu.... eu na.. Não posso. Daniel. Isso não está certo, acabei de ficar viúva. — Eu... Eu preciso ir.. — soltei Regina pois eu a entendia, era errado ela acabou de perder o marido, mas foi impossível resistir a essa mulher.
— Porque diabos você me beijou??? — perguntou assim que se virou pra mim como se fosse me atacar.
— Você não reclamou enquanto estava gemendo ao sentir minha língua chupando seu pescoço. — Rebati dando de ombros. Foi aí que eu soube que falei besteira, Regina deu meia volta e saiu do quarto em passos largos e firme eu sabia que ela estava furiosa.
— Regina espera... – sai do apê atrás dela que não esperou o elevador e desceu as escadas sem olhar pra trás.
— Vai embora Emma, aliás eu estou indo na verdade, não tem porque vir atrás. — Peguei a pelo braço a puxando ao meu encontro, passei minha mão direita por entre seus cabelos negros os puxando com certa força, Regina gemeu tombando a cabeça para traz, era tão maravilhoso vê lá daquela forma tão entregue. Juntei meus lábios com os seus num beijo calmo, como se eu me desculpasse pela forma que agi e mesmo relutante ela acabou cedendo ao beijo.
— Me desculpa, não queria parecer indelicada. — falei ao cessarmos o beijo.
— Preciso ir, tenho coisas para resolver. — assenti com a cabeça pois Regina não me deixou levá-la como eu prometi a Elsa, mas eu iria respeitar seu espaço.
Após me despedir e a ver partir, praguejei imensamente por me deixar levar por uma mulher que eu se quer conheço. Voltei para o apê e Ruby estava no banho, resolvi tomar o meu e dormir.
xXx ♥ xXx
Pov Regina.
Emma Swan sem duvidas era uma cretina e bem bonita diga se de passagem, lógico que eu queria aquele beijo mas ela não podia saber que desejei ser beijada. Aquilo era errado, não sei o que senti com tudo isso só sei que eu queria mais, porém me culpei pelo que fiz. Na verdade me senti viva quando os lábios dela tocaram os meus, como a tempo eu não me sentia assim. Não que meu marido não me levava as nuvens mas foi algo diferente beija lá.
Cheguei na casa de meus pais e estava minha família toda reunida ali preocupados comigo, eu dei graças a Deus que eu tinha dinheiro na calça pra pagar o taxista. Mamãe logo correu em minha direção me abraçando e checando para ver se eu estava ferida ou algo do tipo, revirei os olhos pois ela me trata como uma menininha de 10 anos. Eu estava bem cansada abracei minha família e deixei meu pequeno príncipe pro final, eu estava com tanta saudades do meu filho que não sei como me permiti a isso de ficar horas fora de casa longe dele.
Após eu explicar tudo o que meus pais já sabiam fora os acontecimentos com Emma, o que eu guardei alguns detalhes apenas para mim. Tinker minha melhor amiga foi embora pois ela era casada com Killian e tinha sua vida pra cuidar, mas agradeci a ela por tomar conta do meu bebe. Porém ela percebeu que tinha algo a mais nessa história e que eu seria obrigada a conta lá depois, Subi para o quarto com Henry e tomei um banho junto com ele,depois o coloquei para dormir na minha cama junto comigo, desde que Daniel ficou no hospital eu me recusei a ficar em nossa casa, pois me doía as lembranças. Só fui uma única fez pegar roupas para mim e meu filho.
[...]
Era o velório de Daniel eu não sabia o que pensar, eu fiz algo que não devia beijei uma desconhecida, e se não bastasse uma mulher. Eu nunca beijei uma mulher na minha vida e aqui estava eu me desculpando por beijar alguém do mesmo sexo. Mas esse não era o problema, mas sim eu não respeitei a morte de meu falecido marido.
Alguns parentes mais próximos estavam reunidos ali naquela tarde fria, todos choravam e eu me aguentei firme. Eu amei Daniel, ele era bom pra mim, um ótimo esposo e pai. Eu sei que daqui pra frente teria que seguir minha vida, criar Henry e não deixar faltar amor pra ele, eu teria que completar a ausência de um pai na vida dele, não ia ser fácil mas eu iria fazer o possível para meu pequeno não se sentir triste.
O padre rezava, as pessoas ao meu redor choravam, e eu me sentia incompleta e acabada. Por um momento eu queria sair dali correndo e sumir, queria acordar desse pesadelo ou me jogar junto com ele na cova. Suspirei e uma lágrima solitária escorreu de meus olhos, não fiz nem um esforço para limpa-la, eu só queria que esse pesadelo acabasse logo.
Quando o caixão de meu esposo foi abaixando no buraco, eu entrei em desespero. Gritei assustando todo mundo ali, eu não queria, para mim Daniel estava vivo. Eu não me conformei com sua morte, exigi que abrissem o caixão e ordenei para tirar meu marido dali. Entrei em uma crise desesperadora naquele momento, eu gritava para tirarem Daniel daquele lugar horrível, gritava para libertarem meu esposo. Mamãe e Tinker tentavam me tirar de cima do caixão, que eu apoiei minha cabeça e me recusei sair de lá até tirarem Daniel daquele coisa horrenda.
Eu não me importei dos familiares de Daniel verem minha crise, eu queria meu esposo de volta, eu precisava dele pois não ia conseguir viver sozinha com nosso filho. Ouvi vozes e todos chorarem, alguns soluços e algumas palavras de conforto para mim dizendo que Daniel precisava ir. Me recusei a aceitar aquilo, era meu marido era alguém que eu amava, era a metade do meu coração se indo.
Eu estava em um estado que não me reconhecia, eu estava perdida em algum lugar sozinha na minha cabeça, não queria voltar a minha realidade. Eu estava péssima, comecei a me sentir mal, senti meu coração sendo esmagado, uma súbita falta de ar me pegou, fechei meus olhos tentando digerir aquela dor que circulava em meu corpo e consumia minha alma. Senti braços fortes me puxarem delicadamente, mirei meu rosto na direção dessa pessoa que me puxava e era ela Emma Swan pela segunda vez me salvando, ela estava ali. Me permiti ser tirada por ela e assim que o ato foi feito, eu não sentia mais nada, era como se só meu corpo estivesse ali e minha alma vagava por aí , só a abracei e desabei em lágrimas em seus braços. Senti a loira me abraçar forte, logo acariciando meus cabelos com uma de suas mãos e sussurrando palavras de conforto.
— Adeus Daniel. — Foi a única coisa que consegui sussurrar entre meus soluços e lágrimas.
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