Notas iniciais
Bjs e boa leitura meus cupcakes!!!

Pov narrador

Jôh e Anne estavam na recepção, que ficava na frente da porta dupla de vidro. A recepção tinha um balcão de magno preto que na frente tinha luzinhas pisca pisca formando o nome do Cassino, em cima tinha três computadores e atrás na parede havia vários gancho enfileirados e do lado de cada um tinha cubículo cheio de papeis.

– Está me dizendo que nunca teve vontade de saber que é sua mãe? – Perguntou Anne abismada com a frieza da prima. – Obrigada pela preferência. – Falou ela para um senhor que ia para o quarto.

– Sim... Boa estadia. – Dizia Jôh para a senhora com um chapéu extravagante.

– Por que?! — Perguntou a prima virando para ajeitar nos ganchos.

– Por que ela nunca se importou em me ligar ou para meu pai então eu também não ligo... Sim? – Jôh falou e atendeu o telefone que tocava incessantemente. – Entendo, mandarei alguém. Disponha. – Ela desligou o telefone.

Anne virou para frente e Jôh virou para trás para abrir as cartas do Cassino.

– Você tem gelo no coração? – Perguntou a prima limpando o balcão.

– Talvez sim. – Sussurrou Jôh jogando as cartas sem valor no lixo e guardou as contas.

– Como isso é possível?!

– Por favor, foi uma brincadeira! – Exclamou ela pensando quanto a prima podia ser infantil.

– Não isso. – Anne cutucou a prima para ela olhar para frente. – Aquilo.

Jôh virou e viu dois garotos entrarem pela porta. Um tinha cabelos encaracolados, era magrelo, alto, estava usando um jeans surrado com um cinto maluco e uma camiseta suja de olho de motor. O outro era alto, pálido, magro, mas não o magro do outro um magro normal, tinha cabelos pretos, olhos pretos, usava um jeans surrado, uma blusa laranja com uma inscrição estranha e uma jaqueta de aviador por cima.

– Como é possível duas pessoas tão lindas?! – Exclamou Anne sorrindo.

– Nada demais. – Desprezou Jôh.

– Deixa de ser chata e antissocial. Vamos atendê-los.

Vendo que a prima não ia deixa-la em paz resolveu atender os dois, virou bem na hora que os dois pararam na frente do balcão.

– O que desejam? – Perguntou Anne exibindo o melhor sorriso possível para o garoto de cabelo enrolado.

– Estamos procurando um ser mitológico com a cara amassada. – Sorriu o outro de volta, parecia cansado.

As duas ergueram as sobrancelhas e se olharam transmitindo aquele pensamento “Tadinho, é louco.”.

– Brincadeira. Precisamos passar um dia aqui. – Disse o de cabelo enrolado.

– Certo. – Respondeu Jôh.

As duas se abaixaram e pegaram de baixo do balcão um livro com capa de couro marrom, elas o abriram na frente de cada um.

– Escreva seu nome. – Disse Jôh para o de cabelo preto. Ela estendeu a caneta para ele e na hora que os dois seguraram ela estourou manchando a mão dos dois de azul.

– Deuses! Desculpa, é minha culpa sempre acontece comigo. – Jôh jogou a caneta fora, pegou um pano entregou para ele limpar as mãos.

Anne estava em uma conversa muito boa com o outro garoto sobre pocker.

– E esse é o truque. – Jôh ouviu ela falar.

– Nossa! Nunca imaginaria! – Exclamou o garoto.

– A culpa não foi sua. – Ele olhou Jôh nos olhos pela primeira vez. – Uou!! – Exclamou impressionado com os olhos dela.

– Eu sei, meus olhos são violetas, e não, não são lentes. – Ela entregou outra caneta para ele.

Jôh virou de costas de novo para poder limpar as mãos e ouvir a conversa da prima.

– É um jeito meio antigo de registrar.

– É só formalidade. – Respondeu Anne.

– Na verdade é por que você só vão passar um dia aqui, não vale a pena registrar, não vai dar dinheiro para o Cassino. – Intrometeu-se na conversa.

– Seja gentil. – Sussurrou Anne.

Mas eles já haviam entendido o recado, já estava na hora da conversa acabar. Os dois fecharam os livros Anne entregou duas chaves depois de fazer uma piadinha sobre os quartos e os dois foram embora.

Anne esperou eles se distanciarem bastante para pegar os livros e ver seus nomes. Parecia que o nome dos garotos eram Nico di Angelo, o de preto e Leo Valdez, o magrelo.

– Interessante. – Disse Anne olhando os nomes deles. Ela olhou para prima. – Conseguiu ler o que estava na camiseta dele?

– Não, se lembra também sou disléxica. – O telefone voltou a tocar.

Quando Jôh colocou a mão nele ele fez um barulho estranho e começou a soltar fumaça.

– Pra mim já chega! Foram duas canetas, um telefone e aquela máquina. Eu vou subir! – Jôh exclamou saindo de trás do balcão.

Anne massageou as temporãs. Ela pensava que talvez nas férias quando o movimento estivesse maior sua prima fosse obrigada a sair daquele quarto escuro para ajudar, e se enturmar, mas parece que a má sorte dela estava sempre lá para atrapalhar.

E as pessoas diziam o oposto dela, diziam que era tão alto astral que era capaz de deixar uma sala inteira feliz. Aqui era tudo o oposto.

Uma senhora chegou no balcão. Ela usava uma roupa toda preta, tinha a cara a amassada e trazia apenas uma bolsa de couro preto.

– Como posso ajudar? – Perguntou Anne sorrindo.

– Eu quero passar um dia aqui.

– Certo. Escreva seu nome aqui. – Ela estendeu o livro de registro.

A senhora escreveu o seu nome e de cabeça para baixo Anne leu, Janette Alecto. Anne entregou a chave do quarto 123. Quando a senhora pegou a chave, e a luz bateu no rosto dela se transmutou em um rosto de monstro. O rosto fino, muito magro e com poucos cabelos na cabeça, mas não durou nem um segundo logo ela já era a senhora de novo. Antes de sair da recepção ela puxou o ar como se estivesse farejando e fez cara feia para Anne.

Anne deu de ombros, provavelmente era mais uma de suas alucinações, como na vez em que pensou que tivesse visto um cara com um enorme olho no meio da testa nas ruas de Las Vegas.

Quando Jimmy, o recepcionista oficial do hotel & cassino voltou, Anne pôde sair. E foi atrás de Jôh.

Subiu até o último andar do RedCollen, onde ficavam seus quartos, o de Jôh era no final do corredor à esquerda, em frente ao de sua prima. Anne bateu na porta.

– Jôh, vamos jantar!

– Eu não quero, não estou com fome. — respondeu ela do outro lado da porta.

– Eu não perguntei se você quer, eu disse que nós vamos jantar! Com ou sem fome. Vou contar até três, se você não sair eu entro e te arrasto até lá em baixo. Um... Dois... Três!

A porta estava trancada por dentro, Anne mexeu um pouco no trinco e ela simplesmente abriu.

Jôh estava sentada em uma poltrona no canto do quarto, lendo um livro. Ela olhou para Anne e sorriu.

– Você não tem jeito mesmo. — disse ela, balançando a cabeça.

– Eu sei! — Anne sorriu de volta. — Agora vamos.

As meninas foram jantar no McDonalds, na área de alimentação do hotel & cassino.

– Eu quero um hambúrguer de carne e queijo, uma Coca-Cola e uma porção de fritas pequena. — Jôh pediu.

– E eu... três hambúrgueres de carne e queijo, um suco de uva grande e duas porções de fritas grandes também. — Anne pediu.

Pegaram suas bandejas e foram procurar uma mesa.

O McDonalds estava lotado. Havia apenas uma mesa de quatro lugares, mas dois deles já estavam ocupados. Jôh e Anne se aproximaram, talvez pudessem pegar as cadeiras que estavam sobrando.

– Ali não! — Disse Jôh.

– Por que não? — Pergunta Anne olhando melhor para as duas sentadas.

E lá não havia percebido que as duas pessoas eram os dois garotos que haviam se registrado mais cedo, Leo Valdez e Nico di Angelo.

– Vamos voltar e comer em outro lugar. — Fala Jôh olhando em volta, a procura de outra mesa.

– Não. Vamos sentar ali, conversar e socializar. Seja legal. — Diz Anne a prima.

20 minutos depois os quatro conversam como se fosse velhos amigos. Nico e Jôh eram os mais reservados do grupo, não conversavam muito entre si, mas trocavam vários olhares.

– Vocês sempre moraram aqui? — Pergunta Leo entre mordidas no seu hambúrguer.

– Nossos pais tem esse há muito tempo. Praticamente nascemos aqui. — Diz Jôh tomando um gole de refri. — E vocês o que estão fazendo em Vegas? Férias, turismo?

– Está mais para um passeio. — Diz Leo inseguro.

Nesse momento as luzes piscam, uma, duas, três vezes e se apagam. As pessoas começam a ficar agitadas, algumas vão para saída e como se não bastasse o alarme de incêndio começa a soar.

Leo e Nico nem se mexem. Jôh e Anne auxiliam na saída das pessoas, para que tudo corra com calma.

– Vamos! — Chama Anne.

– Não dá para ir! Ela vai nos pegar de qualquer jeito. — Fala Nico para Leo.

– Vocês estão...

Anne é interrompida por uma risada maligna e estridente de algo ou alguém atrás dela.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Deixem reviews, adoramos reviews! Bjs, CupCakeAzul