Alvo Dumbledore sempre foi um prodígio mágico desde um tenra idade, tendo mostrado os primeiros sinais mágicos ainda muito jovem, por volta dos dois anos de idade. Aos cinco já tinha um certo controle sobre a sua magia, podendo, por exemplo, levitar alguns objetos e fazer com que o gato e o cachorro de sua família obedecesse suas ordens, mesmo sem treiná-los. Aos sete já podia até fazer alguns feitiços simples sem auxilio da varinha, que ele aprenderá na escola básica de feitiços.

Escola essa que é frequentada por bruxos de 7 a 10 anos, na qual são ensinados alguns conhecimentos comuns aos trouxas, como a matemática, a geografia e a gramática, como também os feitiços mais básicos usados no dia-a-dia bruxo, como os utilizados para cozinhar e para limpar, bem como um pouco da história do mundo mágico e os costumes bruxos, porém não é esperado que os alunos consigam realizar os feitiços nela ensinados, já que o uso da varinha só é permitido a partir dos 11 anos. Embora grande parte dos bruxos eduquem seus filhos em casa, Dumbledore pediu aos seus pais, no seu aniversário de 7 anos, no sétimo dia de julho, para frequentar a escola, pois sempre teve uma grande vontade de aprender tudo o que podia sobre magia.

Tudo corria bem com a família Dumbledore nesses anos. O pai, Percival, um homem alto, de boa aparência, com cabelos cor acaju que batia nos ombros, sem barba e de olhos bem azuis, era empregado do ministério, trabalhando como parte do esquadrão de cumprimento das leis da magia, e recebendo um razoável salário por isso. A mãe, Kendra, uma mulher de média estatura, com um nariz pontudo, ela tinha longos cabelos negros que quase alcançavam seu quadril quando estavam soltos, e o seu rosto lembrava a de um índio nativo-americano, porém isto só fazia dela mais bonita, já que tinha um corpo estilo violão. Ela se encarregava dos afazeres domésticos, de cuidar de seus três filhos e de levar e buscar o seu filho mais velho da escola durante a semana.

Os Dumbledore tiveram, além de Alvo, mais dois filhos: Aberforth e Ariana. Aberforth nasceu no dia 4 de fevereiro, cerca de dois anos e meio depois de Alvo. Já Ariana nasceu no primeiro dia de Agosto, 1 ano e meio depois de Aberforth. Aberforth sempre foi um pouco rebelde e não ligava para os estudos como seu irmão, e Ariana era doce e tímida, e já tinha manifestado sua magia por volta de seus 6 anos. Foi então que, exatamente 2 meses depois de seu sexto aniversário, aconteceu a tragédia que marcou para sempre toda a família.

Era uma quinta-feira e fazia uma bela manhã de outono, o céu estava limpo e com uma temperatura agradável, e então, por volta das onze e meia, Kendra chamou o nôitibus andante para buscar Alvo na escola e deixou Ariana e Aberforth sozinhos em casa. Ela estava acostumada a fazer isso e não se preocupava muito, já vinha fazendo isso á três anos e até então nunca tinha acontecido nada de grave durante os cerca de 15 minutos em que ela se ausentava. Antes de sair ela deixou Ariana brincando no jardim em frente a casa e avisou a ela e Aberforth que estava saindo para buscar o seu irmão mais velho.

Aberforth saiu e foi para a cozinha colocar os talheres na mesa, já que dali a meia-hora seu pai chegaria do serviço e todos iriam almoçar. Enquanto isso Ariana continuava brincando no jardim em frente a casa, sentada e fazendo vários de seus brinquedos flutuarem em redor dela. Foi aí que um trouxa, com cerca de 15 anos, acompanhados por outros dois adolescentes um pouco mais velhos que ele, á viu com seus brinquedos flutuantes. Ele falou para os outros dois que não tinham á visto, e eles por um momento ficaram olhando-a, espantados com aquilo. Eles se aproximaram entrarão, já que Kendra havia deixado o portão aberto, para olhar aquilo de perto, e então Ariana os percebeu, e seus brinquedos pararam de flutuar e caíram no chão com um pequeno estalo. O mais jovem dos três adolescentes á mandou fazer aquilo novamente, ela olhou para os objetos, porém nada aconteceu. Foi então que o que aparentava ser o mais velho deles, pegou ela pelo braço e a ergueu de pé e começou a sacudi-la mandando-a fazer aquilo novamente ou ela iria se arrepender. Ela, novamente, olhou e apontou sua mão tremendo para os brinquedos, mas novamente nada aconteceu. Então os três adolescentes formaram um circulo em redor dela e começaram a empurra-la um para o outro, por vezes colocando o pé na frente para ela cair e dando pequenos tapas em sua cabeça.

Depois de cerca de dois minutos dela continuar tentando escapar, ela começou a ficar vermelho escarlate e por fim gritou "Para". O grito foi tão alto que provavelmente todo o bairro deveria ter ouvido, e os três adolescentes que estavam em redor dela caíram para trás como se tivessem recebido uma pequena descarga elétrica. Os garotos de levantaram e olharam para ela com uma expressão que mesclava ódio e medo, e o mais jovem deles a acertou com um chute nas pernas e a derrubou no chão e outros dois a acertaram com um chute nas costas e outro no estômago. O sangue corria pelo nariz dela e ela estava paralisada, deitada junto ao chão enquanto os três garotos saiam calmamente pelo portão, mas não antes de um deles pisar no rosto e quebrar o seu nariz. Quando aberforth saiu da casa e a viu naquele estado, com o nariz quebrado, coberta de sangue e paralisada de medo, ele correu atrás dos três trouxas e mirou um soco no estômago do ultimo que ia saindo pelo portão, mas ele desviou o soco e revidou dando um chute nas costelas de Aberforth, que caiu no chão, sem tirar os seus olhos cheios de ódio dos três garotos.

Foi com essa cena que seu pai, sua mãe e Alvo se depararam quando chegaram em casa, com Ariana desmaiada e coberta de sangue no chão e Aberforth xingando os três garotos trouxas, que nesse momento já estavam a uns 50 metros de distância. Percival não conseguia acreditar no que estava vendo, ficou branco e parecia que ia desmaiar, mesma reação que sua mulher e seu filho mais velho tiveram ao ver aquela cena de terror na sua frente. Aberforth apontava para os garotos trouxas que estavam caminhando no outro lado da rua e Percival não pensou duas vezes, mandou Kendra cuidar de Ariana e saiu correndo atrás dos três adolescentes.

No momento em que eles viram que o pai da menina estava correndo atrás deles, eles começaram a correr também, porém Percival foi mais rápido e apontou para o garoto do meio e berrou "Crucio", ele caiu no chão gritando de dor e os outros dois pararam e avançaram para cima Percival, porém ele apontou a varinha para o primeiro que veio e este também caiu no chão berrando de dor, mesma coisa aconteceu com o terceiro. Eles ficaram ali, caídos e tremendo no chão, mesmo depois de Percival já ter parado com a maldição da tortura. Antes de ir embora ele gritou para os três "se vocês voltarem a encostar um dedo na minha família, eu os mato sem cerimônia", a esta altura várias pessoas,na maioria bruxos, tinham saído de suas casas e estavam olhando espantadas para aquela cena.

Não demorou muito para o ministério ficar sabendo, e meio hora depois 5 aurores apareceram em sua casa e o levaram para ser julgado em Wizengamot, a suprema corte dos bruxos. Dois dias depois, na sua audiência, o então bruxo-chefe de Wizengamot, Archer Evermonde, que viria a ser o ministro da magia duas décadas depois, o interrogou sobre o ataque. Percival confessou que tinha atacado os três garotos trouxas, mas, apesar do interrogatório, nunca disse o que o levou a amaldiçoar os três adolescentes.

Após isso, ele foi condenado a prisão perpétua em Azkaban e, em decorrência da influência dos dementadores, acabou morrendo 3 anos depois, três dias antes do natal, e um mês e duas semanas depois de ter completado 35 anos. Em frente a isso, a familia ficou arrasada e nunca mais foi a mesma. Ariana passou a não sair mais de casa e passou a ter medo de tudo. Kendra, a mãe, passou a ser mais reservada com vizinhos e amigos, sendo que depois de 2 meses do incidente ela foi obrigada a se mudar para Godric's Hollow para evitar um pouco o olhar dos curiosos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.