A Vida de Samanta
4 Capítulo 4
Notas iniciais
— Para! Por favor! – eu empurro ele.
— Han? Por quê? Fiz alguma coisa de errado?
— Eu estou grávida – ops, saiu.
— Como assim? – ele rir e de repente fica sério. – É meu?
— Não, é de outro cara. – digo nervosa.
“Como assim?” Vocês devem estar se perguntando o porquê do “é meu?”.
Bom, no dia da festa não rolou somente beijos...
“Eu acho que nunca estive tão louca na minha vida antes. Essa festa vai ser a melhor do ano!
— Maelleee! – Gritei procurando-a e tentando não tropeçar no meu próprio pé.
Eu andei quase a casa toda e não a encontrava. Estava indo para o quintal quando tropecei e quase cai.
— Acho que você passou um pouco da conta. – surgiu Bruno atrás de mim. – Você deveria sentar um pouco.
— Eu to é otimaaa! – não tava não. – Só quero saber onde a Maelle ta.
— Eu sei bem onde ela está, e você realmente deveria se sentar. – ele riu me guiando até a cadeira da piscina. – Não se preocupa, Maelle está desmaiada no quarto de hospedes. Garanti que ninguém vai tocar nela, pode deixar.
— Esse povo vai embora quando?
— A maioria decidiu dormir ai, provavelmente vão ficar jogados pela sala.
— Você tem tanta sorte de seus pais viajarem sempre, fica sempre com a casa livre para fazer o que quiser.
— Não acho sorte, mas ok.
— Me desculpa se falei algo errado. Não queria te magoar.
— Não, não magoou. – ele sorriu. – Na verdade, magoou um pouco sim. Mas não foi isso.
— O que foi então?
— Você está muito gata, eu te olhei a festa inteira e nenhuma chance você me deu.
— Me diz onde você estava que não te vi.
— Não importa agora. Mas e a chance? Vai dá?
Eu não sabia nem o que falar. O amor da minha infância, meu melhor amigo, estava ali dando em cima de mim e querendo FICAR COMIGO. Já posso morrer em paz.
— Vou considerar isso como um “sim”.
Ele colocou a mão na minha nuca e me puxou me dando AQUELE beijo. Ele conseguiu tirar todo meu folego. Não sei se é por eu ser apaixonada por ele, mas esse foi o melhor beijo da minha vida – dos quais não foram muitos.
— Uou! – eu disse depois de acabar o beijo. – Não esperava por essa.
— Que tal a gente subir? Pode dormir comigo.”
O momento que eu deveria ter parado tudo. A minha ingenuidade me fez acreditar que realmente só iriamos dormir, mas por que iria suspeitar, né? Ele é meu melhor amigo. Mas não rolou assim.
“Subimos para o quarto já se agarrando, não sei se vou a vodka, mas subiu um fogo em mim e não sei se iria conseguir parar. Acho que nesse momento não pensamos em nada, só na gente mesmo. Entramos já tirando a roupa do corpo e se jogando na cama.
Eu não acreditava que isso estava rolando, até eu lembrar de um detalhe: sou virgem.
— Ai meu Deus! – empurrei um pouco ele.
— O que foi? Não quer continuar?
— Quero, quero muito. Mas você esqueceu de um detalhe.
— Qual?
— Nunca transei antes.
— Meu deus, eu não pensei nisso. Se quiser paramos agora, não tem importância.”
Outro momento que fui trouxa.
Pensei: nossa, que fofo. Ele se preocupa comigo e é meu melhor amigo, o amor da minha vida, por que não poderia perder a virgindade com ele?
O resto vocês já sabem.
Agora se perguntam: “você não disse que ele te humilhou? Não vimos isso até agora.”
Mas agora irão ver, ou ler, tanto faz.
“Acordei no dia seguinte na pior das piores ressacas. Olhei para o lado e não vi Bruno, então resolvi descer para comer alguma coisa.
Ao descer as escadas vi umas 10 pessoas jogadas na sala dormindo. E ainda bem que dormir lá em cima. Fui andando para a cozinha quando vejo Bruno e mais 4 garotos conversando perto da piscina.
— Cara, não acredito que você pegou ela.
— Muito menos eu, só acreditaria vendo.
— Que nojo, seu tarado. – disse Bruno rindo. – Foi muito estranho, sério. Foi a transa mais confusa da minha vida, ainda era a primeira vez dela.
— E teve coragem, agora ela vai ficar toda grudenta achando que é sua namorada.
— Ela já é super grudenta com ele. Não sai daqui.
— Ei, parem com isso. Ela é minha melhor amiga.
— Agora é a melhor amiga colorida. – ele riam de um jeito escroto.
Não aguentei mais e fui até ele.
— É sério mesmo que você contou para eles? Você é um babaca!
— Se acalma, Samantinha. – disse um deles.
— Está achando que tem intimidade comigo?
— Olha, ele falou que sua bunda é uma graça.
— Não acredito nisso! – fui para cima do garoto.
Tentei ao máximo bater nele, mas Bruno me puxou e me levou para a cozinha novamente.
— Acho melhor você se acalmar.
— OI?
— Melhor não arranjarmos problemas.
— Não pode ser verdade, você conta a porra da nossa intimidade e ainda me pede calma. Para você aquilo não foi nada?
— Samanta, foi só uma conversa sobre uma transa qualquer, isso rola sempre.
— Nossa. Foi uma transa qualquer?
— Ou, não queria dizer isso.
— Quer saber? Vou embora. E se a Maelle acordar, pede para ela ir na minha casa. Mas depois disso, nunca mais fala com a gente na sua vida.”
E foi assim que tudo rolou, não quis mais atender suas chamadas, responder suas mensagens ou qualquer outra coisa. Estávamos no meio do verão, mas consegui ir para o acampamento, — Minha mãe tem seus contatos – seria a melhor coisa ficar longe dele.
Mas tive que voltar, e agora eu perdoei ele por sempre termos sido amigos, mas não acho que foi a melhor ideia.
E tudo acabou em pegação de novo. E acho que fui usada mais uma vez.
— Que cara? Você está doida?
- Um cara qualquer.
— O cara do verão?
— Exato. – desço da bancada.
— E quando esperava me dizer isso? Depois de que a gente estivesse namorando?
— Uooou, você quer namorar comigo? – digo surpresa.
— Pode responder minha pergunta?
— Eu não esperava dizer tão cedo. Na verdade, eu nem penso em ter o bebê.
— Você não é maluca a esse ponto. Não vai fazer isso. – desço da bancada.
— E quem é você para pensar que manda em mim?
— Sou seu melhor amigo, um cara que te ama e acha que essa não é a solução.
— Me ama? E por que não disse isso no dia da festa? Esperou para dizer tudo agora. Estou começando a achar que estou sendo usada de novo, não confio mais na sua palavra.
— Eu não estou te enganando. Eu fui totalmente sincero com você agora.
— Então por que você agiu daquele jeito na festa?
— Por que você não esquece esse maldito dia? – ele grita.
— Porque era para ser o melhor dia da minha vida e você destruiu ele. – grito de volta e começo a chorar.
— Por favor, não chora. – ele tenta me abraçar. – Eu fui escroto no dia da festa porque aprendi a ser assim. Os garotos já me perturbavam falando de você. Todos queriam ficar com você, e eu gosto de você. E ficando com você e contando para eles era a forma de ficarem longe. E assumo que fui escroto em não mandar eles não perturbarem você, mas me sinto encaixado no grupo e não queria destruir isso. E acabei destruindo o “nosso”.
— Eu ouvi você dizendo que foi “estranho” e “confuso”.
— Disse isso, porque foi a primeira vez que transei com alguém que eu gostasse de verdade. E realmente foi confuso, estávamos um pouco bêbados e eu não sabia o que fazer, era sua primeira vez, não queria te magoar. Me desculpa.
— Posso te desculpar, mas não sei se posso continuar perto de você, não por agora...
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