A Vida de Samanta

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Vou dizendo logo aqui que sou MUITO tímida e insegura. Aceito as criticas, menos as ofensivas.
Faz 3 anos que não escrevo nada e provavelmente vou ser péssima nessa volta kkkkk
Mesmo assim espero que alguém goste. Boa leitura.

Eu estava desesperada, não sabia o que fazer. Pensei que a partir daquele momento minha vida tinha acabado, que eu não teria mais ninguém.

Naquela hora não pensei em falar com ninguém, apenas me sentei no chão do banheiro e esperava acordar de um pesadelo, mas sabia que não era.

Ouço passos na escada e fecho a porta do meu banheiro, talvez se eu fingisse não estar ali ninguém viria me perturbar. Mas ouço batidas na porta e logo uma voz fala.

— Anda, Samanta, a gente vai se atrasar. – gritou Maelle, minha melhor amiga.

— Eu não estou me sentindo muito bem, acho que não vou hoje.

— Sério que vai perder o primeiro dia de aula?

— Seríssimo!

— Nada disso, saia daí agora! – a voz que eu mais temia, minha mãe.

Não acredito que as duas pessoas mais importantes da minha vida estavam a uns passos de distância e eu não poderia contar nada a elas. Pensei em milhares de maneiras de me livrar do problema, e nenhuma incluía as duas nisso. Mas para fazer o que preciso uma delas vai ter que saber do ocorrido.

— Ok! Vou me arrumar... – o desanimo fluiu junto com a frase.

— Vou te esperar lá embaixo para o café da manhã. Não demore.

Ouvi seus passos se distanciando e abri a porta puxando Maelle para dentro do banheiro.

— O que foi sua louca?

— Tenho sérios problemas e preciso resolve-los agora.

— Olha, se for o caso do Bruno, esquece. Achei que tivesse superado, ele ta de namorada nova e... – tapei a boca dela para que me deixasse falar.

— Não é nada disso, não estou nem ai para o Bruno. É uma coisa séria de verdade e que não quis comentar com você antes.

— Podemos conversar sobre isso no caminho da escola? Vamos nos atrasar.

Ela saiu do banheiro me deixando falar sozinha. Será que deveria mesmo contar? Ou foi um sinal do universo para que manter-se segredo?

Fui tentar me arrumar o mais rápido o possível enquanto minha família me esperava lá embaixo, provavelmente nem daria tempo de comer.

Quando estava pronta e quase descendo, lembrei do teste que deixei na gaveta do banheiro, peguei e escondi na minha mochila. Desci as escadas e encontrei a mesa já limpa e minha mãe se preparando para sair com meu primo Luca. Ele tem 8 anos e mora com a gente faz 5 anos, a minha tia não era lá uma das melhores mães e acabou perdendo a guarda dele, desde então mora com a gente, o que é um alivio para mim, assim não sou o centro das atenções da minha mãe.

— Você demorou muito, não tenho tempo de esperar você tomar o café, tenho que levar Luca a escola.

— Não tem importância, como alguma coisa lá. Vamos com vocês.

Fomos os quatro para o carro e estava explodindo de nervoso, sentia minhas mãos suarem, meu corpo gelar e a sensação de embrulho no meu estomago. Olhava apreensiva para a estrada tentando me distrair.

Minha mãe me olha pelo retrovisor do carro e percebe meu nervosismo.

— O que foi, Samanta? Que cara é essa? Está bem?

— Verdade, está pálida. E afinal, o que iria me contar? – se intromete Maelle.

— Depois falamos disso. – olhei repreendendo Maelle. – E eu só estou nervosa pelo primeiro dia de aula, mãe. Nada demais.

— Se você diz, espero que não seja por não ter tomado café. Mas para eu me sentir menos culpada, toma... – ela esticou a mão com 20 dólares e me deu. – Comprem alguma coisa para comer, não quero buscar ninguém passando mal mais tarde.

Peguei o dinheiro e guardei na minha mochila. A última coisa que eu estava sentindo era fome.

Chegamos a escola uns 10 minutos atrasada, mas tudo sobre controle, fomos para a sala de aula quase que correndo para tentar sentar nos nossos lugares de sempre e por um milagre estavam vazios – acho que o pessoal entendeu que eram nossos lugares, nem as novatas sentaram. Me sentei e esperei ansiosa – só que nunca – pela aula da Senhora Watson, a pior professora de todas.

Enquanto esperamos, acho que devo me apresentar.

Meu nome é Samanta Culler, tenho 16 anos e descobri essa manhã que estou gravida. Acho que não foi a melhor apresentação, então deixa eu complementar.

Moro em uma pequena cidade, onde tem apenas um colégio de ensino médio, então todos os adolescentes praticamente se conhecem. Vivo com minha mãe Sarah e meu primo Luca, — que vocês já conheceram – minha melhor amiga é a Maelle, uma menina baixa, de cabelos negros e pele branca, meu melhor amigo Bruno, jogador do time de futebol, mais velho e bem exibido com seus cabelos negros e pele escura, um belo prodígio do futebol e bota belo nisso.

Tivemos um caso de uma noite e me apaixonei, assumo isso, mas consegui superar esse mal-entendido no verão. Tive muito o que pensar e muito em quem beijar. Não sei se foi a melhor ideia.

Acampamentos de verão realmente são feitos para se divertir e, às vezes, encontrar um cara bonito, ou uma menina, não me fecho para nada. Mas para pessoas ingênuas como eu não é a melhor ideia.

Tinha esse garoto lá, nunca tinha visto antes e nem sei se verei de novo. Ele foi tão legal comigo, rolou uma química na hora, o cabelo dele era loiro, ele era alto e nem era dos mais fortes. Aproveitamos o verão inteiro, literalmente. Só esquecemos o mais importante, que era nos cuidar.

Antes de acabar o verão eu comecei a me sentir estranha, acho que já sabia o que estava rolando, antes mesmo de saber se era um positivo eu pensei em todas as possibilidades.

Pensei em ter a criança e cuidar, mas e os meus estudos?

Pensei em ter a criança e dar para adoção, mas e se eu me apaixonasse por ela quando nascesse?

E por fim pensei em aborto. Seria cruel para algumas pessoas, mas ninguém sofreria depois, nem eu, nem a criança, nem o pai dela que eu nem sei onde deve estar nesse momento, nem nos preocupamos em saber disso, só de ficar se pegando.

— Senhorita Culler!? – ela bate na mesa – Minha aula interrompe seus pensamentos?

— Sinto muito, prometo que não vai acontecer de novo. Só acho que não estou muito bem.

— Sem desculpas, mais uma vez e vai para a sala do diretor.

— Realmente não me sinto bem, posso sair da sala?

— Beba uma água e volte, sem demoras.

Me levantei e não sabia nem que pé colocar primeiro, a porta parecia tão distante de mim. Tentei me equilibrar nas carteiras, porém tudo escureceu.

Notas finais
Obrigada por ler! Espero que tenha tido uma boa leitura.