Notas iniciais
gente essa minha ideia foi tipo
lendaria -ideia veio enquanto brisava xD-
boa leitura pessoas *u*

A líder respirou profundamente enquanto encarava a porta a sua frente. Mordeu o lábio inferior com força já decidindo bater na porta.

As batidas ecoaram por sua mente, mas logo ouviu-se passos dentro do cômodo. Em poucos segundos a porta se abriu revelando um par de olhos heterocromáticos.

- Elesis? – perguntou há azulada um pouco surpresa pela ‘visita’ repentina.

- Mari eu quero te propor algo – afirma a líder deixando a azulada intrigada.

Mari apenas deixou a ruiva adentrar em seu quarto e, no segundo em que a porta foi fechada Elesis virou-se para a azulada já dando inicio a sua proposta.

- E então? – perguntou a ruiva ao terminar de propor a idéia.

A azulada suspirou.

- É um tanto arriscado e pode acabar não te levando para o lugar que você quer ir....

- Não é O lugar, mas sim vários lugares. Preciso que esse dispositivo me dê à possibilidade de ir q qualquer lugar – informou a jovem líder caminhando em direção a porta.

- Ok – disse a azulada. – Começarei a fazê-lo agora....

- Quanto tempo ate ele estar pronto? – perguntou a líder com a mão na maçaneta.

- Uma semana eu diria – informou a tecnomaga ajeitando seus óculos.

O silencio prevaleceu enquanto a jovem líder ainda permanecia parada em seu lugar.

- Você esta mesmo disposta a fazer isso Elesis? – perguntou a azulada. – Afinal... ele te ama...

A ruiva abaixou a cabeça.

- Não... ele não me ama... – murmurou a ruiva – quem ele ama de verdade é você... minha presença esta apenas deixando-o confuso quanto a isso – disse ela por fim retirando-se do local.

Os dias passaram-se devagar para a ruiva cuja tristeza por ter de que afastar-se de seu amado, aos poucos, tornava-se evidente. Alguns se perguntavam o porquê de a garota encontrar-se daquele jeito. Uns formavam idéias, mas nenhuma dessas chegava a, se quer, estar perto de ser o verdadeiro motivo. E outros, como o imortal, faziam piadinhas do estado da garota que, para a frustração dele, nada respondia, ou se quer batia nele ela simplesmente ia para outro lugar.

No ultimo dia, quando muitos comemoravam com uma grande festa o sucesso de mais uma batalha ganha, a ruiva apenas encontrava-se sozinha em seu quarto. Esta penteava desinteressadamente seus cabelos longos e vermelhos.

Ela não tinha vontade de descer para festejar, tampouco descer para vê-lo, mas uma hora ela teria de fazê-lo. Afinal aquele era seu ultimo dia e ela teria de fazer com que esse dia valesse a pena... ela teria de dizer para ele que o amava mais que tudo...

Logo Elesis depositou a escova sobre sua cama e pegou sua espada. Girou-a por entre seus dedos antes de depositá-la em sua bainha.

- Espero que meus amigos entendam – murmurou para si mesma voltando suas mãos para trás na cabeça no intuito de prender seu cabelo.

Em poucos segundos ouviu-se uma batida na porta e logo esta se abriu revelando a azulada com algumas ferramentas em mãos juntamente de um pequeno aparelho vermelho com azul.

- Esta pronto – informou a menina.

A ruiva olhou-a por uns instantes.

- Você terá de fazer a passagem lá fora – informou-a.

- Esta bem – murmurou à ruiva.

Logo ambas saíram do aposento e se dirigiram, sorrateiramente, para a ala de treinamento externo da base onde poucos, ou melhor, ninguém encontrava-se a aquela hora, mas o que elas não haviam percebido é que alguém as seguira.

- Esta pronta? – perguntou Mari recebendo apenas um aceno afirmativo da parte da líder. – Ok... então... pronto – a azulada apenas distanciou-se da ruiva e apertou o pequeno botão que havia no aparelho.

Logo um denso portal de tom arroxeado fez-se presente no local. Podia-se ver a ondulação da matéria ao redor deste enquanto ondas estáticas tremiam ao seu redor.

- Os portais ficam abertos por pouco tempo... – informou a menina inicialmente – boa sorte em sua busca Elesis – disse por fim entregando a líder o pequeno aparelho.

- Entregue isso a comandante – pediu a ruiva entregando um pequeno envelope a azulada. – E... obrigado Mari... – murmurou por fim dirigindo-se para o portal.

Quando a ruiva já se encontrava a poucos centímetros de adentrar no portal esta escutou a voz de seu amado. Ele corria em sua direção e gritava seu nome. Pedia para que esta não fizesse aquilo. Não era tarde demais para ela voltar atrás, mas ela não queria perder aquela oportunidade de encontrar seu pai.

Elesis virou-se para encarar-lo.

- Eu te amo – disse olhando-o nos olhos. – Adeus Sieghart.... – murmurou por fim virando-se e adentrando no portal.

Primeiro veio à sensação de enjôo depois a tontura, mas logo a garota sentiu o chão sob seus pés e o vento balançar-lhe o cabelo.

Respirou profundamente antes de abrir seus olhos. Teve uma grande surpresa ao deparar-se o estado daquele lugar.

Árvores petrificadas espalhavam-se pelo local um pouco afastado dali podiam-se ouvir sons de uma batalha. Logo a ruiva sacou sua arma e correu em direção à batalha, mas quando ali chegou nada encontrou. Frustrada esta re-embainhou sua arma e pôs-se a andar.

Caminhou por dias. Passou por vários vilarejos, mas ninguém chegava a, se quer, ser amigável com a garota.

Após uma semana ela suspirou cansada já desistindo daquela dimensão.

- Vamos para a próxima – murmurou consigo mesma adentrando no portal que a pouco se formara a sua frente.

E assim q ruiva vagou por entre varias e varias dimensões. Esta não perdia a esperança quanto a encontrar seu pai... e logo os meses se passaram...

Era fim de tarde quando a ruiva cruzou com um grupo de tropas asmodianas... sim ela estava na dimensão de onde vieram Dio e Rey.

Antes que pudesse esconder-se esta já se viu cercada por três soldados demoníacos. Grunhiu baixo vendo que não haveria escapatória a não ser lutar.

Logo partiu para cima de seus inimigos. Atacava-os sem piedade usando sua espada...

- Ataque meteoros! – gritou-a saltando para trás e arremessando cinco esferas de fogo em direção a seus inimigos que recuaram surpresos. Em poucos segundo a garota preparou-se para desferir o próximo ataque, mas antes que esta, se quer, mantivesse-se de pé os demônios já haviam fugido. – Fracotes – murmurou-a re-embainhando a espada.

Elesis virou-se a tempo apenas de ver uma figura encapuzada encarando-a fixamente. Rapidamente a garota tomou sua espada em mãos.

- Quem é você? – rosnou-a.

- Elesis? – indagou o homem hesitante.

- Quem quer saber? – perguntou-a com desgosto evidente enquanto empunhava sua espada.

Nenhuma palavra foi proferida pelo homem que apenas observava atento a ruiva.

- Depois de todos esses anos – disse-o primeiramente – nunca esperei poder encontrá-la novamente... – ele apenas desceu seu capuz revelando seus cabelos avermelhados desalinhados — ...filha.

Os olhos da ruiva marejaram e pensar que ela, há alguns dias atrás, pensou em desistir de tudo.

- P-Pai... – sussurrou a mesma largando sua espada e correndo em direção ao homem. – E-Eu pensei que jamais fosse revê-lo – continuou enquanto abraçava-o fortemente.

- Calma – pediu o homem afastando-a um pouco para olhá-la nos olhos. – Veja o quanto você cresceu durante esse tempo – disse o Esclud surpreso.

A única imagem que o homem tinha da filha era aquela pequena garotinha ruiva e estressada. Apesar de todo esse tempo que passou longe da garota este não se lamenta por ter ido a guerra, sua única lamentação é a de ter deixado a pequena sozinha já que esta perdera a mãe muito cedo.

O homem abraçou a ruiva que retribuiu o ato sem questionar. Ambos passaram alguns minutos daquela forma... apenas matando a saudade um do outro

Antes que quaisquer outras palavras pudessem ser pronunciadas pai e filha estavam cercados pro demônios.

- De onde eles vieram? – perguntou a ruiva tomando sua espada em mãos, novamente.

- Aparentemente há um posto pelas redondezas – informou o pai da garota desviando do ataque de uma criatura.

- Provavelmente eles chamaram reforços... – disse a ruiva decapitando um dos demônios e desviando do ataque de outro. – Melhor irmos embora...

- Ah... espada de fogo... – disse o homem pulando e arremessando laminas de fogo em direção aos inimigos fazendo os mesmos recuarem. – Filha acho que agora não é o momento propicio para recuarmos – informou o homem...

- Não pai... – disse-a – Ah.. Critico X – berrou derrubando outro inimigo – eu.. estou falando para irmos para casa... cairmos fora dessa dimensão.... – informou-a.

- Impossível, só uma bruxa poderia fazer.... – logo o homem percebeu o pequeno aparelho nas mãos da garota.

- Dê-me cobertura enquanto abro o portal – pediu a ruiva re-embainhando a espada.

O homem apenas assentiu já partindo para cima do restante dos inimigos presentes.

Pouco segundos depois a ruiva já havia preparado o aparelho e logo um portal arroxeado fez-se presente assustando vários asmodianos que fugiram.

- Vamos pai – chamou-a perto do portal.

O homem, que não avistara um inimigo, apenas re-embainhou sua espada e juntou-se a filha que apenas o esperava para poder adentrar no portal.

O primeiro a adentrar naquela forma arroxeada foi o homem e logo em seguida seria a ruiva, mas assim que a mão da garota tocou a superfície um asmodiano atacou-a de surpresa provocando-lhe um ferimento grave, mas este não a impediu de adentrar no portal que fechou-se rapidamente.

O homem apenas flutuava por entre o misto de cores a procura de sua filha. Logo este a avistou, mas assim que seus olhos depararam-se com o grave ferimento dela este tentou ao máximo se aproximar, mas era impossível já que uma força o puxava para frente cada vez mais.

- P-Pai... – murmurou-a sendo levada para trás... para o misto de sombras que se formaram atrás de si. – Parece que... o destino não quer... que fiquemos mais juntos... – disse-a tristemente – mas eu fico feliz de tê-lo encontrado – ela sorriu fraco enquanto as sombras a envolviam mais e mais. – Por favor, quando você voltar para nossa dimensão... encontre a Grand Chase... e diga a eles... que eles foram os melhores amigos que eu já tive...

- Elesis! – gritou o homem – não diga isso... eu... eu vou te ajudar filha... nós... nós não podemos nos separar depois de todos esse anos.

Lagrimas formara-se nos olhos da espadachim.

- Adeus papai – murmurou-a desaparecendo.

Logo o homem foi puxado totalmente e em seguida um portal jogou-o frente há uma grande construção onde havia escrito GC.

Lentamente este ergueu-se de seu lugar. Antes que pudesse pronunciar qualquer coisa este já estava cercado por guardas.

- Quem é você? – perguntou um dos homens notando o antigo símbolo de Canaban que havia na armadura do ruivo.

- Me chamo Sieghart... – o homem arregalou os olhos – Esclud Sieghart, Cavaleiro de Canaban.

E antes que quaisquer outras palavras pudessem ser pronunciadas os cavaleiros, agora surpresos, abaixavam suas armas. Uns surpresos por verem aquele nobre cavaleiro... aquela lenda viva, frente aos seus olhos.

- O que esta acontecendo aqui? – gritou Lothos afastando alguns guardas.

- Comandante é o... Esclud – informou um guarda fazendo com que, não apenas a loira, como também o imortal que vinha atrás desta, ficassem surpresos.

- N-Não pode ser – murmurou a loira estática.

Juntamente ao imortal vinha a azulada cujo sorriso estampado em sua face entregava que ela sabia que aquilo era obra de sua líder. Mas logo este morreu ao não avista-la por perto.

- Onde esta a Elesis? — perguntou o imortal assim que aproximou-se do homem. Ele lembrava de tê-lo visto ser puxado por um portal dimensional enquanto estava em Xênia.

- Aconteceu um problema no final... e quando minha filha foi passar pelo portal dimensional um Asmodiano a atacou – murmurou-o baixando a cabeça – ela se perdeu em alguma dimensão...

- Se ela ainda estiver com o aparelho que lhe dei ela voltará... – disse a azulada aparecendo ao lado do imortal e envolvendo o braço do mesmo.

O ruivo apenas abaixou a cabeça para o pequeno aparato em suas mãos, logo que a garota seguiu a visão do homem um sentimento de arrependimento tomou seu corpo. Ela não sabia o porque, mas sentia que aquilo era culpa dela.

Todos abaixaram a cabeça. E poucos, sem que percebessem, deixaram lagrimas cair pelo desaparecimento da principal líder da caçada, Elesis.

*

Lentamente a ruiva abriu os olhos. Esta sentia-se confortável, não que estivesse deitada em uma cama macia, mas ela sentia que braços fortes e quentes a envolviam protetoramente.

Gemeu baixinho enquanto erguia a cabeça a tempo apenas de deparar-se com aquele par de olhos prateados.

- Ola ruivinha – murmurou o moreno sorrindo para a garota.

- Q-Quem é você? – perguntou Elesis.

Esta não tinha consciência de onde estava ou de quem era a pessoa a sua frente, apesar de sentir que o conhecia, ela desconhecia o nome daquele rapaz. Talvez por decorrência de ter batido fortemente a cabeça contra o chão quando o portal jogou-a, não em outra dimensão, mas em uma época passada.

- Chamo-me Sieghart e você ruivinha? – perguntou-o parando de caminhar e colocando-a sentada encostada em uma arvore para logo sentar-se ao lado da mesma. O rapaz encontrava-se cansado já que carregara a garota por horas.

- E-Elesis – murmurou-a colocando a mão sobre o grave ferimento que havia na lateral de seu corpo.

O moreno apenas virou-se já pegando algumas coisas em sua mochila para poder cuidar daquele ferimento.

- Onde conseguiu esse machucado tão grave? – perguntou-o interessado.

- E-Eu não me lembro... eu só me lembro de um nome – murmurou-a encarando o belo lago que havia há alguns metros a frente.

- E qual seria? – indagou-o curioso.

Ela virou-se para encara-lo.

- Grand Chase – murmurou virando-se para encara o rapaz que parara seus afazeres e a encarara surpreso.

O silencio prevaleceu enquanto o rapaz terminava o curativo.

- Pronto – murmurou-o.

Ela o observou por uns segundos. Mas não o observou e sim a espada que este carregara.

- Você é um espadachim? – perguntou-a curiosa.

- Sim – respondeu-o fazendo pose heróica. – Sou Sieghart, o lendário Gladiador imortal – continou estufando o peito.

- Nunca ouvi falar – admitiu-a fazendo o rapaz olhá-la mais que surpreso, afinal seu nome era conhecido dentre os quatro continentes.

- Como não? – perguntou-o.

- Desculpe, mas se ouvi falar não lembro – disse-a dando de ombros.

Ele manteve-se calado apenas observando-a de canto de olho. Que ruivinha mais... interessante! Era o que o moreno pensava.

- Sieghart – chamou-a fazendo-o sair de seus pensamentos – poderia me ensinar a manipular uma espada? – pediu-a.

O rapaz apenas ergueu as sobrancelhas surpreso. Muitos já haviam o pedido aquilo, mas nenhum deles era uma garota, ainda mais uma garota tão... misteriosa.

Ela sorriu para o rapaz que sentiu-se encantado apenas por aquele ato.

Será que Sieghart, o gladiador imortal que derrotou cem goblins sozinho, estava se apaixonando por aquela menina estranha?

Isso só o tempo dirá...

- Claro — respondeu-o sorrindo.

Aparentemente o futuro reservava muito para aquele jovem imortal e sua companheira.

Notas finais
kero reviews u.u
tive mó trabalho pra escreve *-*
bjinhus ;*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!