A Viagem

3 O início da batalha


Notas iniciais
Hey galera o/ Como prometido,aí está o 3º capítulo! Obrigada por estarem lendo até aqui,e em breve vai sair outra fic minha,então fiquem de olho *-* Para o próximo capítulo eu quero 2 comentários,pode ser? E é provável que eu mude o horário de postagem,pois vou começar a acordar cedo.

Fechei os olhos por um momento,e a garota havia sumido.Abri a porta e fui direto para dentro da casa e subi ao 2º andar.Jake já havia se acomodado no gigantesco loft que havia lá,então fiquei com o menor quarto da casa.Uma cama com dossel preto transparente e roupa de cama branca estava no meio do quarto.Havia apenas uma janela,em frente à cama.Passei o fecho de ferro e fechei as cortinas.Era perigoso manter as janelas abertas ali.

Um armário branco estilo vintage cobria metade da parede da porta.Nas outras paredes,pôsters de diversas coisas davam um ar mais vintage ainda para o lugar.Uma escrivaninha de madeira negra-cruri,a árvore que simboliza a noite-estava encostada ao lado da cama e,ao seu lado,um divã vermelho.Tirei meu diário da mochila e joguei ela na cama.Fui até a escrivaninha e acendi o abajur-as 6 lâmpadas do quarto não eram suficientes.-e logo achei o tinteiro.Peguei a pena de fênix que eu guardava dentro do diário e comecei a escrever o que acontecera.Eu esperava que,algum dia,meu pai me encontrasse e lesse tudo o que havia acontecido desde a separação.

–Oi,americana.-A voz conhecida de Jake encheu meus ouvidos.Olhei para a porta.

Ele estava com uma blusa preta simples,calça jeans e descalço.O cabelo loiro-escuro estava bagunçado e molhado.O sorriso dele estava cansado.

–Americana porque está escrevendo em um diário,entendeu?-Ele deu uma risadinha forçada...E desnecessária.Olhei feio para ele.

Me levantei e fechei o diário com força.Tirei a presilha do cabelo e encostei a espada na parede.Ele tremeu.

–Esse diário é para meu pai idiota.Que nos deixou sem uma explicação.Minha mãe humana e ele,um vampiro.Ele sabia que era uma questão de tempo até eu ter que matar ele.

–Não teria nascido um híbrido?-Indaga Derrans.

–Não.Híbridos são mutações de caçadores.-Disse,achando que fosse óbvio.

Ficamos em silêncio por um tempo,ouvindo Beatriz arrumar a casa.

–Minha mãe quase matou meu pai.-Ele disse,quebrando o silêncio.-Então eu tive que...

–Dar o golpe de misericórdia.-Completei.-É normal.

–Você sabe quem vamos ter que enfrentar aqui?-Pergunta ele.

–Não faço a mínima ideia.Só sei que alguns moradores locais estão agindo estranhamente.Quando chegamos,alguns abrigavam-se do Sol e estavam com queimaduras por toda a pele.-Respondo.

–É pior do que eu imaginava.

Não falei nada desta vez.Ele ficou cabisbaixo.

–Eu não vou passar a noite aqui.Eu vou lutar.Não quero adiar demais isto.-Disse ele,finalmente.

–Eu vou com você.-Falei.Soou estranho,já que eu havia dito que eu não sentia nada por ele e o odiava.O que,obviamente,não era nem de perto a verdade.

–Não.-Determinou.-Não seja idiota.

Ele saiu do quarto,irritado,e bateu a porta do quarto dele.Fui até o guarda-roupa e achei roupas legais.Coloquei uma blusa de manga longa listrada,azul e branca,e uma calça jeans nova,azul.Coloquei um all-star de cano alto branco que achei por ali.

Meu celular tocou pela primeira vez em meses.A música ''Afterlife'',da banda Avenged Sevenfold,retumbou pelo quarto quase vazio,mesmo saindo de um pequeno IPhone 5.Corri até ele e atendi a ligação.

–Alô?

–Oi,Rebecca Pine?-Uma voz de homem respondeu.

–Sim,é ela.Prossiga.

–É o Paul.

Fiquei fitando a cama.Paul havia sido meu namorado,até que paramos de nos falar e nunca demos um fim nem um começo a nossa relação.

–Bec,eu sei que você está aí.Desculpe.Eu só queria dizer que...Eles já chegaram aqui na minha casa.Eu não posso sair do 3º andar,ou eles me acharão.-Ele sussurrava.

Lá fora,um vento gélido uivava.

–Paul...Eles quem?-Indago,mesmo já sabendo a resposta.

–Aquilo que você caça.

Ouvi um grito de mulher no fundo,e a ligação caiu.Tentei retornar,e nada.

Saí do quarto,preocupada.Atravessei o corredor,passando pelo quarto de Jake.Desci as escadas correndo,tentando vencer as lágrimas que iam acumulando-se nos meus olhos.Bea estava trancando a porta.A janela denunciava que uma tempestade caía lá fora.

Bea virou-se e correu para me dar um abraço.Ela pergunta o que aconteceu.

–Paul me ligou.

Ela soltou-se do abraço e levou as mãos à boca.

–O que ele disse?

–Eles chegaram até a casa dele.-Disse.

–Nós precisamos ir lá!-Disse ela.

–Não,obrigada,não me importo mais com ele.-Mentira.-Eu só queria que ele parasse de ser tão dependente.-Mentira! Ai,como eu paro?

Bea deu de ombros.

–Ok,então.Eu já jantei.Chame Jake,tem pizza na cozinha.

–Ok.

Ela foi para o quarto e eu peguei a caixa de pizza.Subi as escadas,silenciosamente.Bati no quarto de Jake,duas vezes.Ele abriu a porta.Ele olhou para a pizza e revirou os olhos.

–Entre.

–Tem troco para cinquenta?-Pergunto,tentando levantar o ânimo.

–Nem para dez.

Comemos em silêncio.Jake checa o celular,que é igual ao meu,várias vezes.Quando acabamos com os 4 pedaços,ele atira o celular na cama,que estava a uns 5 metros de nós.Fico encarando-o.

–Desculpe!-Ele gemia de dor.-Mas vá!

Corri até a porta.Ele se contorcia no chão.Abri a porta e fui até meu quarto.Só me lembro de ter me jogado na cama,sem nem tirar o tênis.

>>>>5 horas depois.

Minhas pálpebras tremulavam.O quarto estava super gelado.Comecei a tremer,e percebi que alguém tinha me coberto.Minha mochila e meu tênis estavam no chão.Peguei meu celular,que estava no meu bolso.Dez horas da noite.A porta estava fechada,e a janela,um pouco aberta.

Joguei o cobertor de lado,e calcei o tênis.Abri a mochila e encontrei meu diário lá,com a pena da fênix e tudo o mais.Tateei meu cabelo,no escuro.Minha presilha estava lá.Peguei uma regata branca no guarda-roupa,troquei de blusa,peguei uma jaqueta de couro e estava abrindo o resto da janela quando ouvi a voz dele.

–Aonde pensa que vai?-Ele apareceu na frente da janela.Seus olhos verdes e amarelos cintilavam na escuridão.

–Eu troquei de blusa na sua frente?-Indago,indignada.

–Não,eu acabei de subir.Eu estava na cozinha.

–Ufa.

Contornei ele e abri o resto da janela.Não havia ninguém na rua.Carros,pessoas,nada.

–Aonde vai?

–Eu vou salvar a vida do meu namorado,por que?-A expressão dele ficou sombria.

A luz vermelha que emanava dos meus olhos banhava o rosto dele.

–Namorado? Paul?-Ele riu.-Ele não se importa com você.

–Ele tem vida.Eu vim aqui para salvar vidas.-Rebati,ignorante.

Pulei da janela e pousei no jardim com graça.O rosto de Jake na janela tinha uma expressão amarga.

–Por favor.Eu posso ir com você.Mas não agora.São só dez horas!

Os olhos mesclados dele fitavam os meus.

–Não.

Saí batendo o pé e tirei a presilha do cabelo.A espada de ouro cintilou na escuridão,e logo vi as criaturas avançando em mim.Galhos se partiam quando eles avançavam,com suas bocas pingando sangue.

–Seus dias estão contados,idiotas.-Blefei com as criaturas.

Todas elas saltaram na minha direção ao mesmo tempo.5,não,10 vampiros em cima de mim.A janela se fechou.Eu estava por conta própria.