A Viagem

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Gente, sei que tenho demorado um pouco pra postar, por isso peço desculpinhas...
mas ai está mais um capítulo de nossa viagem...
espero que gostem.

Mônica acordou feliz e agitada, tanto que nem se importara por ainda ser sete horas da manhã, na noite anterior havia chorado a última vez pelo Cebola e sua amiga como sempre esteve do seu lado, quando subia para o dormitório feminino, no alto das escadas se enroscando como se fossem um só estavam Irene e Cebola se beijando de forma avassaladora e até nojenta, ela passou ao lado deles como se nem os tivesse visto, com uma Magali horrorizada por ele fazer isso ao lado dela, ao chegar no quarto toda sua defesa desmoronou, chorou tudo que ainda não havia chorado e até mais, foi dormir até um pouco aliviada e mais leve, seu coração e sua mente já haviam entrado em acordo e não iriam mais sofrer por que nem a sequer merecia ou valia a pena.

Tomou seu banho, fez sua higiene pessoal, vestiu uma blusinha regata branca um pouco decotada e uma saia longa, até abaixo do joelho florida, com um cinto delicado na cintura e saiu silenciosamente do quarto para não acordar a amiga.

- Oi Mô, levantou cedo hein!

Ela se assustou se controlando para não gritar quando avistou Do Contra sentado em uma das milhares de poltronas da sala: ai DC você quer me matar de susto é? – reparou que ele estava lendo um livro, estranhou, apesar de que não conhecia os gostos do amigo – você também acordou cedo.

Dc: costume, sempre acordei esse horário e você? Estava ansiosa demais?

Mô deu de ombros: é sim, quero muito me distrair — ele notou o leve tom de tristeza, sendo seguido pelo brilho nos olhos de decisão — e me divertir – tentando mudar de assunto – e você ta lendo o que?

Dc: é só uma série policial, Natal Mortal, da autora Nora Roberts, ela escreve ótimas histórias, apesar de a maioria ser romântica, essa é interessante.

Claro, ela estava surpresa: você com certeza, é muito diferente de qualquer outro garoto DC.

Ele sorriu: mas você também é diferente das outras garotas – fez uma pausa, talvez pensando nas palavras certas – é forte, decidida, corajosa, extrovertida e muito bonita – ela a olhou de cima a baixo — falando em sua beleza, você está linda.

Ela corou violentamente, a pimenta mais vermelha teria inveja do tom dela: obrigada – sem perceber o olhou de cima a baixo também, notando como ele também estava bonito, usava uma bermuda azul escuro e uma regata preta com decote em v, que ressaltava bem a boa forma dele – você também esta ótimo.

Ele sorriu, notando que ela ficara envergonhada até elogiando ele: quer tomar café? Preparo algo para nós.

Sem esperar pela resposta ele levantou, deixando o livro em uma das mesinhas da sala, puxando-a pela mão até a cozinha, vasculharam os armários e geladeiras e ele começou a sua mágica, ela só observava, mas mesmo parecendo concentrado cozinhando ele fazia graça, piadas e brincava, eles riam juntos e sem perceber estavam se tornando mais e mais próximos, quando ele estava terminando a guia entrou.

Helena: nossa, estou surpresa – disse olhando de um para o outro — são os primeiros alunos que vejo acordarem tão cedo em férias, e ainda por cima estão cozinhando.

Rubens: é Helena, você vai notar que eu tenho uma turma bem diferente mesmo, mas me digam o que estão aprontando? – perguntou da entrada da cozinha, chegara na hora que Helena falava com eles.

Mô: Dc está preparando o café para nós, suco de fruta, panquecas americanas com mel e um bolo de frutas.

Rubens: tudo isso Do Contra? Você é muito bom mesmo na cozinha rapaz.

Helena: parece que você tem razão Rubens, você tem uma turma e tanto, quem diria um garoto de 18 anos cozinhando tudo isso?!

Rubens riu alto: só poderia ser você mesmo Do Contra.

Ele ficou inesperadamente vermelho: ta bom, não é nada demais, agora o café da manhã já esta pronto, vamos comer.

Alguns minutos depois, Maga entrou na sala de janta vendo a mesa toda posta e com os amigos nela: galera a casa esta com um cheiro maravilhoso, aposto que foi o DC né? Posso comer também.

DC: é claro Maga, vou chamar o Cas, senão ele vai ficar chateado por não termos esperado por ele.

Ele foi até o quarto deles e fez o menor barulho possível para não acordar o outro aluno, chamou o Cascão e disse que estavam esperando ele lá embaixo para tomar café, ele se levantou foi tomar banho e vestiu uma regata verde com branco e uma bermuda preta, estilo surfista, ao chegar na entrada da sala de janta ficou paralisado por uns instantes, observando Magali que estava de pé, pois estava indo para a cozinha, ela usava um vestido tomara que caia vermelho claro, quase um tom de rosa, com detalhes dourados, seu cabelo estava solto, com duas tranças finas dando a ela um ar delicado, ela estava linda e o sorriso era encantador, percebendo o estado que estava e antes que os outros percebessem se adiantou e se sentou ao lado do DC, logo entrou na conversa e na bagunça e por alguns segundos esqueceu o modo como ficara anteriormente ao ver a amiga.

Helena e Rubens se levantaram da mesa, meia hora depois, para acordar os outros alunos e dizer que sairiam dali a uma hora e quem demorasse mais que isso ficaria ali, os quatro ficaram na sala conversando até os outros se arrumarem, alguns minutos depois Carmen e Denise juntaram-se a eles, elas estavam mais soltas e mais elas mesmas, riam mais a vontade e até faziam piadas, Cebola e Irene passaram em frente ao grupo abraçados, Cebola estava muito irritado, via seus amigos rindo e se divertindo, não que ele não estivesse se divertindo com a gostosa da Irene, mas era para eles se divertirem só se ele estivesse junto, culpava Do Contra por isso e Irene sorria de orelha a orelha como se tivesse ganhado o prêmio do ano, como eles se divertiam nem viram o tempo passando e logo já estava na hora de irem para o primeiro passeio no Havaí.

Mônica estava mais animada ainda, gostara muito de ficar só na cozinha com o DC, ele era muito inteligente e divertido, não havia outra palavra para descrevê-lo senão Diferente, quando ela foi para o carro, pois havia ido pegar sua bolsinha e seus óculos escuros, Cascão e Magali já estavam lá conversando distraidamente no banco de trás, só faltava o DC, quando ela o avistou o achou irresistível, apesar de só ter acrescentado os óculos escuros no visual e sol estar refletindo em seu rosto e naquele sorriso encantador, se controlou para não fazer cara de boba.

DC: e ai galera, prontos para o Havaí? – eles riram e gritaram SIM – kkkk, hoje o dia será mais ameno, pela programação.

Mô: não importa não, afinal qualquer coisa deve ser maravilhoso no Havaí.

- Com certeza – Maga e Cas falaram juntos, se olharam e começaram a rir.

DC: então vamos nessa.

Mô colocou um cd no carro e assim que a van saiu ele foi seguindo, com o carro de Carmen logo atrás.

O primeiro lugar que veriam era em North Shore, Pearl Harbor, a base naval muito famosa no Havaí. Mais afastada da capital de Honolulu, foi uma viagem tranquila de carro, ao pararem no estacionamento, foram para dentro da Base Naval, onde andaram por uma passarela transparente, que permitia a melhor visualização dos diversos pontos da embarcação e do memorial de destroços que nela havia, era muito grande e muito interessante historicamente, Helena os guiava e contava um pouco da história, passaram toda a manha lá, saindo só depois da hora do almoço, com uma turma ainda muito animada apesar de tantas informações, Mônica havia trazido consigo sua câmera digital e já tinha tirado milhares de fotos, do local, dos amigos.

Em North Shore era mais tranquilo do que no centro da cidade, então almoçaram em restaurantes simples, com comidas típicas, depois fizeram uma longa caminhada olhando as lojinhas de artesanatos locais, as simples pousadas e as praias que ainda eram preservadas.

Mô estava parada olhando para o horizonte através o mar: como é lindo – ela tirou outras muitas fotos.

Magali: é mesmo, encantador.

Mô tirou uma foto da amiga olhando para o horizonte, tirou outra dela rindo com Cascão, percebeu que Dc também havia se encantado com a vista, tirou uma dele também distraído, depois de muitas fotos e o professor Rubens que já chamava-os, voltaram para o carro.

Cas: muito legal cara, me amarrei na base naval, onde será que vamos agora?

Dc: para o Aloha Tower – eles o olharam de forma interrogativa – é um marco, construído em 1962, além de ponto turístico, serve também de farol guia para as embarcações locais, é muito legal, você vão gostar, ainda mais a Mô que ta tirando fotos de tudo.

Mô: como você sabe tudo isso Dc?

Ele deu de ombros: uma vez fiz um trabalho sobre o Havaí, claro que é bem melhor estar aqui do que só pesquisar.

Maga: poxa, você é muito bom de memória, isso quer dizer que praticamente temos o nosso guia pessoal.

Mô: nossa, como estamos evoluídos, que chic.

Os quatro gargalharam e seguiram a van ao Aloha Tower, eles realmente gostaram, era um monumento alto, uma pena que não puderam entrar, mas como Dc havia dito Mônica adorou tirou milhares de fotos e pediu para algum aluno tirar dos quatro. Muitas pessoas que passavam por eles ficavam impressionados, eram muitos turistas juntos.

Já eram mais de quatro horas quando saíram do Aloha, Rubens disse que iriam para um último lugar naquele dia, só para descontrair, perto do centro de Honolulu, não havia como evitar até com as pessoas eles estavam encantados, havia muitas nacionalidades diferentes, no centro era tudo muito movimentado e colorido, todo o grupo estava encantado.

Pararam em frente a um zoológico, a entrada era um arco de pedras, muito simples e bonito.

Rubens: sei que todos já conhecem zoológicos, mas esse é só para descontrair, o nosso último passeio de hoje, podem ficar a vontade, são cinco horas, as seis e meia todos nos encontraremos aqui em frente a van.

Grupinhos se formaram e se dispersaram, Mônica, Magali, Cascão e Do Contra foram primeiro ver os pássaros, a pedido de Maga, era um lugar diferente sim, a estrutura em um estilo meio grotesco e moderno junto, e havia quiosque em muitos lugares, vendendo lembrancinhas, artesanatos, lanches, sorveterias, mesmo com tudo isso, o lugar não perdia o seu ar natural, pois parecia que eles haviam entrado em um lindo bosque.

Cas: caraca, até um simples Zoo é diferente no Havaí.

Maga olhava deslumbrada para tudo: muito perfeito.

Mô não perdeu uma cena, tirava fotos de tudo, do local, dos animais, até mesmo das árvores e das flores, procurou por Dc e o viu não muito longe, olhando ou admirando o local das panteras.

Mô: bonito né?

Ele estava tão distraído que não havia notado a proximidade, quando se virou para olhá-la seus rostos estavam muito próximos, ela corou e ele se afastou um pouco, só um pouco: é sim, uma pena que estejam trancafiados.

Mô: não pensa demais nisso DC – ela sorriu – vamos tomar sorvete? Vi um quiosque que vendia e.. – ela parou, pois ele a observava intensamente – o que foi DC?

Dc: nada demais, só pensando, na verdade, tentando desvendar como você se prendeu por tanto tempo por aquele amor ao Cebola, se você é um espírito livre, uma força da natureza, se fosse correspondido não seria uma prisão e aposto que você não suporta ficar presa.

Mô sorriu, ele a conhecia mais do que imaginava: mas com amor tudo é diferente e eu estava cega.

DC notou a mudança do brilho nos olhos dela: vem, vamos pedir sorvete – ele a puxou pela mão em direção à Magali e Cascão.

Os quatro foram tomar sorvete, Cascão havia tomado a máquina fotográfica da mão de Monica e tirava várias fotos sem notarem. Dc e Mô riam um para o outro, Maga fazia caretas, Dc melava sorvete nas duas, elas corriam atrás de Dc.

Já anoitecia, então o professor os chamou e todos voltaram para a casa.

Rubens: são sete da noite, todos estão liberados até às dez e meia, quem sair terá que assinar a tabela, boa noite.

O grupinho foi para a varanda e se sentaram por lá, deixando um silêncio gostoso e amigável, com um vento batendo em seus rostos, até que chegaram Carmen, Denise, Marina e Franja e se juntaram a eles.

Mô: foi maravilhoso hoje.

De: se foi amiga, peguei o número de dois gatinhos.

Eles riram, Cas: vamos dar uma volta de carro galera?

Carmen: legal, mas seria melhor se pudéssemos ir a uma boate.

Maga: mas boate só começa as onze ou depois disso.

Mô: mas seria muito legal se fossemos.

De: tudo bem, já que todos queremos posso dar um jeito.

Mari: pode até ser, mas por hoje vamos só jantar fora galera – ela fez uma pausa – aí podemos também procurar por boates e ver as mais legais.

Carmen: ta ai concordo com a Mari, não conhecemos nada daqui, seria bom uma pesquisa de campo primeiro – disse sorrindo.

Cas: beleza, então vamos nos arrumar, ainda mais vocês meninas que demoram um século.

Todos riram do comentário, elas nem podiam negar, pois era isso mesmo, eles se dividiram e foram se arrumar, como os meninos foram os primeiros a ficarem prontos, assinaram logo todos os nomes na lista e avisaram ao professor, sentaram-se na sala, onde tinham alguns outros alunos entre eles Cebola e Irene, que se agarravam em um canto.

Cas: cara, que nojo, como ele pode ser tão cara de pau e fazer isso com a Mô? – perguntava para si mesmo, sobre as atitudes do seu antigo amigo.

DC viu que ele pensava em voz alta, por isso decidiu não responder e seria até melhor, Helena desceu e viu os três arrumados, já que Franja também estava junto deles.

Helena: nossa, estão tão bonitos, aposto que estão esperando pelas meninas! – ela riu, Cebola virou para ouvir melhor, só agora que havia reparado neles.

Dc usava calça jeans preta e uma blusa polo branca com alguns detalhes preto, Cascão usava jeans azul escuro e uma blusa de manga azul claro com detalhes brancos e Franja usava calça preta e uma blusa polo verde com preto.

Dc: estamos sim.

Cas: bem que eu disse que elas iam demorar muito e... – ele perdeu a fala quando viu Maga descendo junto de Mônica.

Dc falou baixo só para o Cascão: elas estão lindas né?

Cebola do outro lado se engasgou ao ver Mô, Helena as olhou e sorriu.

Maga usava um vestido de alcinha fina que prendia no pescoço, tinha um decote em V, apertava até a cintura e descia frouxo um palmo antes do joelhos, eram de um tom rosa pink com detalhes pretos, havia preso seu cabelo em uma trança com uma fivela em formato de rosa, Mô optara por um vestido tomara que caia de tom preto, este possuía brilhos brancos e um cinto abaixo do busto branco e prata, era todo colado, do estilo tubinho, só que com um ar mais social, o cabelo estava preso em um coque elegante com uma presilha ao lado, as duas usavam saltos prateados.

Helena: do jeito que elas estão bem vestidas, sugiro irem bem ao centro de Honolulu, lá é bem movimentado e tem restaurantes belíssimos. – falou para DC e Cas ouvirem

Maga: e ai gostaram? – perguntou dando uma volta, olhou seu amigo, quase não o via vestido daquele jeito, o achou muito bonito e charmoso, ruborizou com seus pensamentos.

Cas: vocês estão lindas.

Mô sorriu percebeu que ele elogiava as duas, mas não tirava os olhos da amiga: obrigada Cas.

Dc se aproximou e falou perto do ouvido de Mô, quase sussurrando, o que a fez se arrepiar: ele pode estar tendo olhos só para Maga, mas ele tem razão, você está linda demais.

Ela corou e sorriu um tanto sem jeito, mas antes de dizer qualquer coisa, as meninas desceram.

De: uau ta todo mundo um arraso.

Carmen: é mesmo, o povo todo ta lindo e maravilhoso, mas vamos?

Todos percebiam que as duas tinham mudado um pouco de atitude e do jeito de falar, os amigos próximos notavam facilmente e gostavam, eles saíram para os carros, mas não sem antes Franja elogiar sua namorada.

Marina usava um vestido azul bebê de alcinhas finas, até abaixo do joelho e cabelos soltos, Denise optou por um vestido vermelho, de um ombro só, com um cinto preto abaixo do busto, cabelo em coque e Carmen escolheu uma blusa de seda branca transparente e uma saia tubinho, que ia da cintura até um palmo antes do joelho de tom azul marinho.

Cada qual entrou no devido carro e Dc seguindo o conselho de Helena, foi direto ao centro, tudo estava iluminado e bem agitado, logo avistaram uma rua só com os restaurantes mais refinados.

Maga: uau, como é bonito.

Mô, tirava fotos, havia decidido que não iria se separar da sua máquina, ela iria registrar momentos inesquecíveis, ela tinha certeza, todos admiravam os mais variados restaurantes e suas belezas: é mesmo, nem parece que são restaurantes – ela viu um de dois andares, onde em cima havia uma varanda, era encantador o local, visto só de fora imagine por dentro – ai Dc, vamos naquele.

Dc foi para o qual ela havia apontado e estacionou, sendo seguido por Carmen que todos tinham que admitir era uma excelente motorista.

De: meninas, vocês viram, cada restaurante mais fino que o outro? Ainda bem que trouxe dinheiro extra e vestidos.

Todos riram juntos e entraram, as meninas iam andando na frente, tirando Marina e Franja que andavam mais atrás aproveitando o momento juntos, os homens as fitavam sem nem disfarçar.

Cas: ai ai, atenção demais. — fala querendo estrangular um cara que secava suas amigas.

Dc riu e respirou fundo: eu que o diga – disse olhando para Mônica.

As meninas nem notavam estavam ocupadas demais observando o restaurante, por dentro havia espelhos em algumas laterais, o piso em tons claros, mas não totalmente branco, no teto em cada divisão havia lustres, em algumas colunas haviam lamparinas finas penduradas.

Um garçom chegou perto deles e elas pediram uma mesa para oito, no andar superior, elas foram guiadas até lá, haviam pouca mesas naquele andar, era mais reservado e muitos prefiram o aconchego de ar condicionado e não a céu livre, mas era simplesmente lindo, haviam flores em muitas partes, era refinado e ao mesmo tempo simples, sentaram-se e ele lhe ofereceu o cardápio.

Maga: nunca me imaginei em um restaurante chic, no meio do Havaí – falou de forma sonhadora – tão surreal.

Mô: tão mágico. — falou tirando fotos do local e dos amigos, sem se importar já que não havia outras pessoas ali.

De: pode até parecer que seja, mas estamos aqui meninas e vamos aproveitar cada segundo.

Mari: gente eu e o Franja vamos ali para aquela mesa, vocês se importam?

Carmen: claro que não fofa, não é por que todas estamos encalhadas em um lugar tão afrodisíaco que você não possa aproveitá-lo.

Elas riram e Marina e Franja foram para a outra mesa.

De: como a Carmen disse somos as encalhadas, então vamos dar uma ida lá embaixo e depois voltamos – ela levantou e puxou Carmen junto – ah peçam para mim essa salada de camarão com molho rose e bolinhos de siri.

Carmen: hun, eu vou querer essa macarronada com molho branco.

Sem falarem mais nada elas saíram, os quatro se entreolharam e riram, o garçom voltou e eles fizeram seus pedidos.

Maga: essas nossas amigas são malucas.

Mô: combina com a gente Maga – elas riram – e aí meninos, vocês estão tão calados...

Maga: é, digam ao menos se estão felizes.

Cas e Dc se olharam e riram com gosto.

Cas: claro que estamos meninas.

Dc: só não mostramos o entusiasmo como vocês, o restaurante é lindo, o Havaí é demais e a companhia é melhor ainda.

Elas coraram, ele sabiam surpreender, DC finalmente estava se mostrando de verdade e Cascão estava mostrando seu lado galanteador e romântico, eles ficaram conversando trivialidade até chegar o jantar, logo depois Carmen e Denise retornaram acompanhadas de dois rapazes, um loiro dos olhos cor de mel e um moreno dos olhos verdes, ambos bronzeados e fortes.

As meninas não puderam evitar a surpresa, eram muito bonitos, Carmen se aproximou trazendo consigo pelo braço o moreno: gente este é o Perterson e a creditem ele é do Rio de Janeiro, ele e o amigo estão viajando a trabalho.

Denise: é sim, esse é o Tayler, o amigo – ela olhou para eles – meninos, esse são nossos amigos, Do Contra, Mônica, Magali e Cascão.

Eles deram Oi juntos, se cumprimentaram, sentaram-se a mesa e enquanto os seis jantavam eles conversam, se enturmando, de início tanto DC, quanto Cascão se incomodaram com os garotos, eles atraiam a atenção e as garotas notaram, mas passando o desconforto veio o reconhecimento, eles eram novos, 20 e 21 anos, estagiários de uma lacuna de um jornal, a de entretenimento.

Caca: então o destino de vocês sempre é o Havaí?

Tayler: é nossa terceira viagem para cá, cobrimos histórias românticas e divertidas, não há lugar melhor para achar essas histórias do que aqui.

Peter: apesar de sermos apenas estagiários, somos os únicos que aceitamos longas viagens e com baixa renda, Carmen disse que vocês estão terminando o colegial.

DC: é sim, último ano com direito a viagem escolar, agora diz ai cara, como foi que essas duas roubaram vocês? — perguntou rindo, Carmen fez careta pra ele e riu também.

Mô percebeu aquela brincadeira, era inocente, mas sentiu uma pontada no peito, existia uma amizade entre eles, os dois eram mais parecidos do que achavam e ela estava de pouco em pouco percebendo isso, o que estava deixando-a apreensiva, ainda não conhecia seu amigo direito, mas queria muito conhece-lo de todas as formas possíveis.

Tayler sorriu: na verdade foi até sem querer, Denise e ela estavam indo ao banheiro e é no mesmo corredor que o banheiro masculino, esbarramos e por meio das desculpas, soltadas em inglês, pois todos achavam-se turistas, começamos a conversar, assim agente as convidou para sentar na nossa mesa, ela citou vocês e aqui estamos.

Maga gargalhou baixo, mas todos ali notaram o brilho divertido no olhar: bem a cara delas, mas assim vocês conhecem bem o Havaí?

Peter: bom todas as vezes viemos sem adultos, só dois amigos, solteiro, saídos da adolescência, vocês podem imaginar como foi, vimos tudo, cada lugar, cada canto, até os menos visitados, mas é incansável, aqui é lindo e sempre há novidades – os seis se entreolharam e sorriram – o que vocês vão aprontar?

Cas: estamos com muita vontade de conhecer umas boates, sabe como é festa, só que é nossa primeira viagem, conhecemos nada.

Maga: e claro que não tem como perguntar a nossa guia ou nosso professor.

Mô: viemos a esse restaurante com a intenção de depois procurar as boates e tentar ter uma ideia da melhor.

DC: mas já que conhecemos vocês e já viram e andaram por tudo aqui, talvez vocês saibam de um lugar muito legal, para essa turma ir.

Denise e Carmen: o que acham de nos mostrarem?

Peter e Tayler gargalharam, era como se eles estivesse ensaiado aquela cena.

Peter: pode até ser, mas alguns de vocês são de menor certo?

Mô: eu, Maga, Denise e Cascão somos, temos 17 e a maioria só final do ano que faz 18, somente a Carmen e o Dc.

Carmen: essa parte não precisa se preocuparem, sei que conseguiremos entrar – ela falou de um modo tão calmo e ao mesmo tempo tão confiante que não havia ninguém ali capaz de discordar.

Tay: já que insistem, vamos mostrar nossa boate preferida, a mais badalada, mas será que vocês aceitam nossa companhia?

Deni: é claro que sim Tay, quem você acha que será meu acompanhante? — alargou o sorriso – nem pensar que ficarei sem par em um bar que não conheço ninguém.

Peter: amanhã teremos que cobrir um casamento, mas depois de amanhã estaremos livres a noite, o que acham?

DC: pra gente ta ótimo, dá tempo de pensarmos em algo. – ele pareceu pensativo, já pensava em como iriam fazer para sair da guarda do Rubem e da Helena.

Peter anotou algo em um papel e entregou a DC: nos encontraremos aqui onde escrevi, é a praça central do Havaí, é linda, mas serve mais como ponte de encontro do que outra coisa, lá é perto de tudo, então seguiremos juntos de lá para a rua das boates, as 11 horas pode ser?

Carmen: claro, hora ideal, estaremos lá, galera, 10 horas já, vamos logo, senão o professor vai falar e temos que ficar quietos até quarta.

Todos riram do comentário, Marina e Franja se aproximaram, foram apresentados aos mais novos colegas, o garçom se aproximou, eles pagaram as contas e saíram juntos para o estacionamento.

Tay: uau – disse olhando para os carros – vocês estão nesses carros? Devem ter grana.

Carmen se incomodou um pouco, passou a vida toda sendo comparada, admirada e vista somente pelo dinheiro, claro gostava e abusava disso, mais ali, onde não conhecia ninguém e ninguém a conhecia queria ser vista de outro modo: agente dividiu o custo de aluguel.

Peter sorriu, já sabia que era rica, durante o jantar ela havia dito seu sobrenome e era muito conhecido, mas não se deixou levar, nunca se importou com grana: quem escolheu o Civic?

Carmen: fui eu, adoro esse modelos, eu que to dirigindo.

Peter: você tem bom gosto e sabia que esse modelo é econômico? Pela seu expressão parece que sabia sim.

DC: e aí vocês querem carona?

Tay: não precisa, estamos hospedados no Hotel Hitz, fica a dois quarteirões daqui, então já vamos nessa galera, até logo.

Peter se aproximou de Carmen: e o que vai fazer amanhã Carmen?

Ela sorriu ele era diferente dos caras que já tinha andado ou ficado, não era esnobe, grosso ou ignorante, na verdade era até muito interessante: vamos passar o dia visitando as lojas de Kalakaua, quem sabe agente não se esbarra de novo.

Ele sorriu: quem sabe, ah acho melhor sabe anotarmos os telefones.

Carmen: claro, agente pode vir a precisar.

Eles trocaram seus números, trocando olhares cúmplices, despedidas feitas os dois partiram e os carros também, seguindo direto para a casa da praia, cinco minutos antes do toque já estavam lá, anunciaram a chegada da turma, havia alguns pouco alunos na sala e na cozinha, Irene e Cebola, estavam enroscados no sofá se agarrado, a turma ignorou e foram para a varanda.

Mô: é tudo ocorreu bem.

Maga: e como, Caca e De ainda arrastaram dois gatos.

Cas ficou uns segundos hipnotizado com o sorriso da amiga, que chegava aos seus olhos e naquele luar era a imagem perfeita, se recriminou, não era o tipo de pensamento que se deveria ter com uma amiga.

Dc: é arrastaram e enfeitiçaram, parece que o Peterson se interessou mesmo em você Cacá.

Os olhos dela brilharam: você acha mesmo Dc? Isso seria demais, um amor de verão.

Dc: o sonho de toda garota, viver um romance de filmes, vocês são todas incríveis.

Mônica levantou e se afastou sem que notasse, andou um pouco ao redor da casa, as estrelas brilhavam no céu, o vento balançava seus cabelo, ali tudo era perfeito e lindo, mas mesmo assim se sentia triste e só, não sabia ao certo por que, afinal todos seus amigos estavam ali, lhe dando forças, era falta de um namorado, ver o Cebola ainda lhe incomodava, mas já sabia que o sentimento não era o de antes, então por que estava daquele jeito, pensou em Dc, ele estava sendo muito bom para ela, era um ótimo amigo e por que a camaradagem e amizade dele com a Carminha a tinha incomodado um pouco, seria ciúmes? Não, logo aboliu seus pensamentos.

Cascão e Magali se aproximaram dela e a abraçaram.

Maga: não se afasta da gente amiga.

Cas: senão mana você se sentirá só e ficará triste e não podemos deixar isso acontecer.

Maga: você que nos ajudou tanto, não nos deixou ficarmos tristes e sempre está do nosso lado.

Cas: agente ta com você Mô, somos seus amigos, somos seus irmãos, pode sempre contar com a gente.

Uma lágrima solitária escapou dos olhos da Mô: ai gente, desculpa, eu não queria preocupar vocês, que são tudo na minha vida, amo demais vocês.

Eles se abraçaram mais uma vez, somente se afastaram ao sentirem um flash sobre eles, Dc havia tirado fotos.

Dc: desculpa atrapalhar o momento não vi que a câmera estava com flash, mas a cena precisava de uma foto.

Mô se aproximou dele: você Dc, tem ajudado muito agente, tem nos feito sorrir e refletir, devemos muito a você – disse sorrindo.

Dc tirou uma mecha do rosto da mesma: é só você continuar sorrindo, que para mim tudo estará bem – ela ruborizou tanto com o toque quanto com o comentário – gosto demais de você, de todos vocês, o Cascão é maneiro, esperto, elétrico e um ótimo amigo, Maga é doce, delicada e contagiante e você Mô é perfeita, é geniosa, mas bondosa, é inteligente e divertida, você é a alegria de todos ao redor, sempre admirei vocês.

Cas e Maga: uau!!

Maga: nossa Dc, isso foi tocantes, também gostamos de você, de verdade.

Cas: você tirou a gente da fossa legal, e não só por isso que gostamos de você, que também se mostrou um bom amigo e sabe cara, você é leal na amizade.

Mô: também admiro você, mas do que você possa imaginar, para mim se tornou um forte amigo.

Denise escandalosamente da um grito: que lindo galera – dizia limpando os olhos como se estivesse chorando – to até emocionada, de verdade.

Carmen: ai De, você estragou o clima, aff, tudo bem gente, mas vamos deixar esse drama de lado, estamos no Havaí, excelente hora e lugar para esquecermos os problemas e curtirmos tudo que pudermos.

De: é isso ai meu amores, então vamos relaxar e curtir, assim abriremos espaços para novas emoções.

Dc: sabe, elas tem razão turminha, o lance agora é aproveitar, vai saber quando outra oportunidade dessas aparecerá.

Todos riram, o clima triste e tenso passou dando lugar as risadas, ao companheirismo e aquela inseparável amizade, voltaram para a varanda, conversaram amis um pouco e depois todos foram se deitar.

Notas finais
E então? Mereço reviews?
espero que tenham gostado, até o próximo capítulo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.