Notas iniciais
Gente, eu espero que faça sentido. Não se esqueçam de comentar, okay? Eu amo responder comentários!

Acho que sempre tive um dedo podre para homens.

Eu tive dois por quem me apaixonei perdidamente... na verdade, amei os dois incondicionalmente. Bom... talvez o primeiro não tão incondicionalmente, mas eu o amei! E não me arrependo de ter o escolhido. Não que eu não ame meu atual, mas o passado não é facilmente esquecido.

Você pode me chamar de dois nomes diferentes: Jane Foster ou Padmé Amidala.

Eu sei. Dois nomes. Parece confuso. Mas confie em mim, você vai entender tudo se prestar atenção, já que é uma história muito confusa.

Do início:

Fui coroada rainha na adolescência. Faz sentido? Não sei! Mas eu era boa nisso e é o que realmente importa. Eu tinha uma segurança que se fingia de mim para evitar um possível assassinato. Bom, nessa época, me conheciam mais como Rainha Amidala, então... okay, continuando. Um Jedi e seu Padawan me levaram para um planeta chamado Tatooine escondida e eu encontrei um garotinho escravo que logo que me viu perguntou se eu era um anjo (?!). Ele era fofo. Disse que seu nome era Anakim.

Resolvemos grandes problemas, o Jedi que conheci morreu e esse garoto, o Ani, foi treinado pelo outro, Obi'Wan Kenobi. Aliás, Obi'Wan é um grande amigo meu! Continuando, eu não tirava aquele garotinho da minha cabeça e ele era uma criança! Anos depois, eu fui rebaixada de rainha a senadora e fui jurada de morte. Então, nos casamos em segredo quando ele foi chamado para me proteger quando quiseram me matar. Por que em segredo? Bom... Jedis não podem ter esse tipo de relacionamento e o fato de eu ser uma senadora só piorava isso tudo.

Aí eu fiquei grávida. Descobri isso no mesmo dia em que ouvi boatos de que Ani estava morto. Quando ele chegou, eu fiquei muito aliviada e tals. Então,

começamos a nos planejar. Porém, ele estava estranho com uma paranoia doida de que eu podia morrer no parto e, quando fui ver, ele tinha ido para o Lado Sombrio! Aí eu fiquei com raiva e fui tirar satisfações, mas ele quase me matou! Sério! Ele me sufocou e Obi'Wan o matou e me resgatou. Eu dei a luz a gêmeos prematuramente. Quase morri, mas consegui aguentar. No dia seguinte que dei a luz à Luke e Leia, Kenobi quis conversar em particular comigo.

— Obi'Wan, o que faz aqui? — perguntei sorrindo.

— Você não está segura, Padmé. Os Sith sabem que você tem um filho do Skywalker. Bom, eles acham que apenas um. — deu uma risada fraca — Você precisa se esconder.

— Onde? — perguntei – Em que lugar do universo eles não vão me encontrar?

— Em outra galáxia. Um lugar conhecido como Terra. É chamado assim por eles, pelo menos.

— E por quanto tempo ficarei por lá? — perguntei.

— Você concordou que Luke e Leia estariam mais seguros com outras famílias, mas você também precisa se esconder. — Ele se sentou na cama e continuou — Não posso afirmar nada, mas provavelmente será permanente.

Bom, eles precisavam me manter viva, então... que escolha eu tinha? Eu havia concordado em abandonar meus filhos pela segurança deles! Agora eu tinha que morar em um lugar chamado Terra! Bom, eu não tinha muita escolha, então topei. Eu fiquei meses estudando os costumes e a cultura da Terra, além de inventar uma história falsa. Obi'Wan, que pesquisou muito sobre aquele mundo, me deu uma lista de nomes e eu escolhi um que eu achei que combinava comigo:

Jane Foster.

Fui para a Terra e me tornei astrofísica! Eu achava que, como vim de outro mundo, poderia encontrar uma forma que me sentisse conectada à de onde eu vim. Quando me formei, comecei a trabalhar com o cientista Eric Selving e minha estagiária Darcy Lewis. Estávamos indo longe nas pesquisas. Até porque, eu não era exatamente humana... se é que me entende.

Pois bem, um dia, eu atropelei um deus da mitologia nórdica: Thor. Nós três o ajudamos a resolver alguns problemas e ele ficou interessado em mim. Eu não

sabia bem o que pensar. Eu fingia que era humana e coisas assim. Admito que não havia um dia em que eu não pensassem em Anakim e em meus filhos, mas ele me fazia acreditar nas minhas próprias mentiras. E mais uma vez, eu me encontrei apaixonada por quem eu não deveria.

Viu como tenho dedo podre para homens?!

Pois bem, ele me beijou, partiu e depois de um ano ele lutou em Nova York e não veio me ver! Só no ano seguinte, quando eu absorvi uma arma estranha que podia me matar. Ah, não resisti e lhe dei um belo tapa na cara. Mas nós ainda estávamos juntos, então eu fui para Asgard. O lugar lembrava de onde eu vim e isso me deixava extasiada. Era lindo. Então, conheci o pai dele, a mãe, o lugar foi atacado, a sogrona salvou minha vida e morreu. Depois do velório de Frigga (que lembrou um pouco meu falso velório), conheci o irmão de Thor, Loki, que também provou da minha mão na cara dele. Ele nos ajudou a salvar minha vida, mas acabou morrendo.

E pensar que Obi'Wan me mandou para cá por segurança. Faz sentido? Bom, ele provavelmente não soube que a Terra era um lugar onde você pode se meter em muita confusão.

Então, depois o Thor voltava sempre para me ver! Eu o amava, sem brincadeira nenhuma. Quando eu estava com ele, eu pensava "Quem foi Anakim mesmo?" E esquecia o passado. Só não consigo esquecer meus filhos, que deveriam estar com uns sete anos. Eu queria muito poder vê-los, mas isso era perigoso para eles. Por que o pai deles fez a burrice de mudar de lado?! Af! Eu nem o amava mais, mesmo achando que ele estava morto.

Mas, como eu disse, eu achava, porque o Thor me pediu em casamento logo depois que o cetro do irmão dele foi estudado por um amigo dele e um robô dentou destruir o mundo. Então, Thor me levou a Asgard e disse que ficaria um tempo por lá procurando saber sobre umas tais de Gemas do Infinito. Mas o que me importava era que eu ia me casar com alguém que realmente valia a pena me casar. O dia do meu foi incrível... no começo. Eu estava pronta para a cerimônia quando bateram na porta do quarto do palácio de Odin onde eu estava hospedada. Sem que eu dissesse "sim" ou "não", Thor entrou.

— Jane? Está tudo bem?

— Nervosa apenas. — afirmei sorrindo. Eu teria dito que em minha cultura, ver a noiva antes do casamento era sinal de azar, mas aquela não era minha cultura.

E isso me pesou a consciência. Eu precisava dizer a verdade – Thor, eu tenho tantos segredos... tenho medo de que você saiba.

— Não precisa esconder nada de mim. — respondeu acariciando meu rosto e me olhando nos olhos.

— E... eu não posso. — uma lágrima escorre de meu rosto – Se eu contar, talvez você me deixe e eu te amo, não quero que...

— Eu não vou te deixar. Diga-me. Antes isso do que eu me casar com alguém que se quer eu conheço.

Respirei fundo e contei: — Não sou da Terra. Você é o primeiro a ouvir essa história. Eu fui rainha e senadora em outra galáxia. De onde eu vim haviam guerreiros da paz conhecidos como Jedis. Eu me casei em segredo com um deles, mas ele se uniu ao Lado Sombrio e morreu. Sou mãe e viúva. Nossos filhos, por consequência das decisões dele, tiveram que ser entregues à outras famílias. — bom, na metade daquele discurso, eu chorei – Me perdoe por não poder te contar. Mas ninguém deve saber disso, ou então estarei correndo risco de morte.

— Você estará segura aqui, amor. Eu prometo. Depois que nos casarmos, eu vou procurar seus filhos para que eles vivam conosco.

— Bom... acho que os Sith nunca vão os encontrar aqui. Mas ainda me preocupo com isso.

— Não se preocupe. Sim, eu estou decepcionado por não ter me contado antes, mas eu ainda a amo, Jane.

O abracei e sussurrei em seu ouvido: — Padmé.

— Eu gosto de Jane, mas, se preferir, posso me acostumar a...

— Não, era só para você saber.

Quando íamos nos beijar, houve uma explosão e buscamos a origem. Os Sith me encontraram. No dia do meu casamento. Eles invadiram com sabres de luz e tudo mais e os soldados de Odin atacaram. Então apareceu um cara com uma armadura negra e uma capa... ele assustava um pouco. Eu precisei me esconder durante a luta e nem percebi a chegada do reforço necessário, e isso incluía meu velho amigo Obi'Wan. Eles lutaram ao lado dos Sith e conseguiram impedir que fizessem muito estrago. Porém aquele que eu mencionei me encontrou quando eu estava escondida.

— Padmé... — ele falou (parecia que tinha asma, mas isso é uma doença da Terra).

— Não a conheço. — afirmei – Me chamo Jane Foster.

— Você está mesmo viva. — ele falou, caminhando calmamente.

Eu já havia ouvido falar dele; Dart Vader. Surgiu logo depois que Ani morreu. E era ele quem me procurava e estava ajudando o império à caçar e destruir os Jedis. Poucos sobraram.

— Já disse que não sei do que você está falando...

— Eu fiz coisas terríveis à você. Venha comigo. Governaremos a galáxia juntos.

Eu já havia ouvido aquele discurso antes.

— Anakim? — perguntei.

— Já fui. — ele respondeu.

Meu marido não morreu, ele virou um monstro. Tento me afastar, mas um sentimento adormecido dentro de mim grita por ele. Então, Thor apareceu e lhe lançou um raio. Mestre Yoda também apareceu por lá, mas foi ferido (?!) e eu peguei seu sabre, mesmo sem saber como usar. Mas, pelo menos, eu não estava desarmada. Enquanto Vader (não, aquele não era mais o Anakim) estava distraído lutando com meu noivo, enfiei o sabre nele pelas costas. Ele ainda me amava, mas eu não. Ele tombou no chão quando arranquei o sabre e o desliguei.

— Padmé, eu... te amava... — ele tentava dizer.

— Eu também. Estou decepcionada. Você não tem mais o meu amor.

Então ele se foi. Retirei seu capacete e encarei o rosto deformado do homem que eu já amei. Thor me ergueu e me abraçou. Foi quando alguns guerreiros de Asgard e da república apareceram para avisar que o império havia sido derrotado de vez e eu podia voltar a ser senadora. Entre senadora e princesa de Asgard... escolhe! Eu já escolhi. Obviamente, eu ainda queria me casar naquela manhã. E me casei!

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— Então, Thor e eu desfizemos a farsa da minha morte e pegamos de volta os meus filhos, obviamente, contando a verdade a eles. Estamos morando em Asgard e eles são criados como príncipes, já que tecnicamente são. Volta e meia eu visito meus antigos amigos, mas é raro. E, bom, aqui estou eu! Contando tudo pra vocês!

Os Vingadores encaram Padmé com olhos arregalados e queixos caídos, até mesmo Clint, que brincava com Luke e Leia. Thos observava tudo de pé e sorrindo. Tony e Steve se negavam a acreditar. Os outros simplesmente não tinham palavras. Wanda levanta a mão como uma aluna em uma sala de aula que pede para a professora tirar uma dúvida:

— Nós a chamamos de Jane ou de Padmé? — perguntou.

— Normalmente, as pessoas na Terra me chamam de "Jane" e em Asgard, "Padmé", mas pessoas como vocês, eu deixo aberta a escolha. — sorriu simpática.

— Jane. Sem dúvidas. — falou Clint e alguns concordaram.

— Prefiro Padmé, já que é seu nome verdadeiro. — falou Steve, e outros concordaram.

— Olha, eu aprendi a atender pro Jane, mas nada como ser chamada pelo nome que você cresceu ouvindo.

— Eu costumo chama-la pelo nome verdadeiro. — falou Thor, se sentando ao lado da esposa e beijando seu rosto — É quem ela realmente é.

Mas ela não se importava muito em qual nome usavam para ela. Nunca ligou para isso. Ela era as duas! A ex-senadora e ex-rainha, assim como astrofísica e princesa de Asgard. Talvez voltaria ao posto de rainha um dia, quem sabe, mas o tempo e as circunstâncias diriam isso.

Afinal, Padmé Amidala e Jane Foster são a mesma pessoa!

Notas finais
Espero que tenha bugado a cabeça de vocês!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!