A Verdadeira Filha de Illéa

4 E a Seleção Começa


Notas iniciais
Capitulo 4 finalmente pronto. Huhuhu. Vou tentar postar o 5 amanhã, okay?

Pov Melody

Sexta-feira, dia do Jornal Oficial. Hoje iam anunciar o nome dos selecionados.

O castelo estava um caos total, eram conselheiros andando de um lado para outro carregando pilhas de formulários preenchidos, criadas preparando os quartos de hospede para os selecionados que chegariam em breve, guardas fortalecendo a segurança. E a lista continuava.

Eu estava particularmente perdida no meio daquela confusão toda, todos os conselheiros que passavam por mim sorriam.

–Princesa, a senhorita tem muita sorte- disse um.

–A senhorita é tão sortuda- disse uma criada que passava por mim.

Aparentemente todos no palácio pensavam que eu devia pular de alegria.

Mas eu realmente queria pular de um penhasco. A decisão tinha sido minha, não sabia porque estava tão nervosa. Talvez fosse o fato de que meu provável futuro marido em breve estaria no palácio. Isso dava um pouco de medo.
–-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A noite chegou mais rápido do que eu esperava.

Eu estava linda. O vestido era tomara que caia de tafetá rosa bebê cheio de babadinhos que iam da cintura até os pés. Eu usava uma sapatilha com uma rosa na ponta. Não que isso importasse, os pés não apareceriam mesmo. Mas minhas criadas insistiram, então cedi.

Estava andando em círculos no estúdio de gravação enquanto esperava para dar inicio ao programa.

–Se continuar andando em círculos, vai ficar tonta- disse meu pai sorrindo.

Ele sabia que eu tinha pegado essa mania dele.

–Não podemos desistir? Dizer que eu fiquei doente e, sei lá, morri?- perguntei esperançosa.

Ele riu.

–Melody, essa decisão foi sua- ele me lembrou.

–Eu sei, mas eu não sabia que ia ser tão estressante,- argumentei voltando a andar em círculos- e eles nem estão no palácio ainda! Imagina quando chegarem, o desastre que vai ser.

–Eu também pensava assim na minha Seleção- disse ele sorrindo para mim- Mas eu estou aqui hoje. Casado e feliz. Tenho sua mãe e você. Oque mais eu poderia querer?

–Oque está acontecendo?- perguntou minha mãe preocupada.

–Acho que vou vomitar- disse pondo a mão na boca.

–Melody está nervosa- respondeu meu pai.

–Vai dar tudo certo, é só ficar sentada e ouvir vários nomes- ela sorriu confiante, tentei repetir o gesto mas acho que saiu mais como uma careta.

–30 segundos- avisou um dos produtores.

Assenti. Comecei a pensar em quanto tempo levaria para correr até a saída.

Meu pai me olhou como se soubesse oque eu estava pensando e segurou minha mão me puxando para o meu assento.

Me sentei, fechei os olhos e comecei a imaginar um jeito de me livrar daquilo. Fingir um desmaio? Muito obvio. Fingir um ataque cardíaco? Muito dramático.

–Lembre-se de sorrir- cochichou minha mãe.

–E de respirar- disse meu pai sorrindo.

Assenti.

–Vou tentar.

O hino começou e eu sorri quase que imediatamente.

O programa começou com os anúncios, claro, mas isso não demorou tanto quanto eu gostaria. Eu estava meio que em um estado de transe, até que fui desperta pela voz de Gravil, que falava com o meu pai.

–Vossa Majestade quer dizer algo aos selecionados?- perguntou Gravil.

–Bem, primeiramente quero desejar boa sorte a todos, vocês vão precisar- ele disse em tom brincalhão e eu fiz careta pra ele.

–Em segundo, não tentem nada com a minha filha- ele disse em um tom "sou o pai super protetor e se vocês tocarem nela sem minha permissão, vocês morrem!".

Gravil sorriu e assentiu.

–E oque Vossa Alteza pensa disso?- agora ele se dirigia a mim. Minhas palmas começaram a suar.

–Disso oque exatamente, Gravil? Sobre não tentarem nada comigo, ou ...

Ele riu.

–Sobre precisarem de sorte- ele disse sorrindo. Suspirei de alivio, não queria entrar no assunto Garotos + Eu = Um pai muito bravo.

–A senhorita se considera uma garota difícil de conquistar?- ele perguntou.

Pensei um pouco. Sim eu era. Pierre tentou se aproximar por anos mas nunca conseguiu nada mais do que amizade.

–Sim eu me considero, acho que consigo ser bem difícil às vezes- disse com um sorriso meio tímido, meio confiante.

–E agora vamos revelar quem são os 35 jovens sortudos que foram escolhidos para a Seleção!

Uma das câmeras focalizou meu rosto. Congelei. Iam mostrar minha reação para o publico?

–Charlie Albertini, de Paloma, Quatro.

Coloquei um sorriso no rosto e fingi que estava animada, embora nem tivesse prestado atenção.

–Peter Lewis, Clermont, Dois.

Faltam 33 garotos ainda?

–Thomas Jones, Dakota, Três.

32.

–James Stevens, Sumner, Três.

31. Uma contagem regressiva para eu poder fugir dali.

–William Sparks, Kent, Seis.

Pov Will

Minhas irmãs gritaram. Minha mãe e meu irmão tinham um sorriso no rosto.

Não sei como estava minha cara. Eu acho que estava em um estado de choque.

Ouvimos uma batida na porta e minha mãe foi atender.

Eram nossos vizinhos. Rick, que tinha minha idade e a mãe dele.

–Will vai se casar com a princesa!- Lorena estava praticamente gritando pela casa.

–Isso é muito romântico- apoiava Eloise.

Já Catrina estava dançando no sofá e repetindo "Vai Will, vai Will". Parecia um grito de guerra.

–Will vai virar um príncipe- cantarolou Rick.

Dei risada.
–------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A semana que se seguiu foi um verdadeiro inferno.

Vários funcionários do governo iam e voltavam para me prepararem para a Seleção. Recebi várias ligações de garotas das quais nunca tinha ouvido falar na vida. Minhas irmãs me atormentavam dia e noite insistindo que a princesa ia se apaixonar loucamente por mim assim que me conhecesse.

Para piorar havia uma lista enorme de regras.

–Nada de brigas com os outros selecionados.

–Nunca deve se aproximar da princesa a menos que ela de permissão.

–Terá que participar obrigatoriamente do Jornal Oficial.

E a lista continuava.

Para piorar mais ainda, no dia da viagem para Angeles tive que passar por uma despedida que minha província tinha feito. Eba.

A despedida da minha família foi a pior parte. Minhas irmãs choravam e minha mãe também. Abracei cada uma delas. Tommy estava segurando o choro. O abracei também e pedi que cuidasse das quatro, ele assentiu sério.

A viagem até o aeroporto foi silenciosa. Entrei no avião e fiquei sentado esperando a chegada de mais dois selecionados que viajariam comigo.

Depois do que pareceram alguns minutos dois garotos entraram puxando suas malas.

Um deles era loiro, pálido, olhos azuis e usava óculos.

O outro era alto, forte e moreno.

–Oi- disse o loiro sorrindo e estendendo a mão para mim- Sou Thomas.

–Will- falei apertando a mão dele.

–E esse é Peter- disse apontando para o garoto moreno que apenas nos encarou e foi sentar no fundo do avião.

Thomas suspirou.

–Simpático, não?- perguntou com ironia.

–Muito- respondi sorrindo.

Thomas se sentou do meu lado e conversamos por toda a viagem. Fiquei feliz de saber que nem todos os garotos da Seleção eram riquinhos metidos a besta.
–-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

À chegada ao palácio foi uma correria, vários funcionários nos arrancaram do carro e nos levaram para uma sala enorme onde nos arrumaram.

Depois, uma mulher chamada Silvia fez um tour conosco pelo palácio.

Nossos quartos eram no segundo andar, o terceiro era proibido, já que lá dormia a família real.

Depois de toda correria do dia, finalmente nos mandaram para os quartos e eu pude descansar.

Notas finais
;) Reviews?