A Vampira, A Loba E A Bruxa
18 Capítulo 16 - Parte 3: Lágrimas
Notas iniciais
Gleyce's Point Of View:
–- Algo errado está acontecendo. — E desmaiou, entrei em desespero, não sabia o quê fazer.
–- LEO! — gritei, ele desceu rapidamente e se ajoelhou ao lado dela, ele checou a respiração e os batimentos cardíacos, levou uns dez minutos, e ela falou alguma coisa, seus olhos estavam completamente pretos, desde sua íris até sua esclera:
–- Sua mãe corre perigo... — e voltou a fechar os olhos.
–- Cuida dela! Eu já volto!
Saí correndo da casa de Vitória, atravessei a rua e abri a porta de casa.
–- Mãe? Mãe? — Entrei devagar, fechei a porta. Procurei em todos os quartos, nos banheiros, na cozinha, na sala, mas não estava lá. Pensei bem... E me veio à mente. A passagem secreta. Empurrei com todas as minhas forças e finalmente abri uma brecha, na qual eu conseguiria passar, entrei, e saí correndo escada abaixo. Tropecei em algo no pé da escada e caí por cima daquilo fosse lá o que era, não conseguia ver nada. Comecei a tatear pelo chão em busca de algo que pudesse acender os archotes.
Encontrei um palito de fósforo, e mais um, mas um deles parecia já ter sido usado. peguei o outro e risquei no chão de pedra, não acendeu, tentei em outros lugares, e finalmente apareceu uma chama, antes que o palito se esgotasse, saí iluminando todos os archotes que consegui encontrar. Apaguei o palito e me virei para aquilo que estava no pé da escada, deixei cair o palito, e corri para o corpo de minha mãe, ao lado, estava seu coração, alguém a matou brutalmente, arrancando seu coração. Gotas quentes de lágrimas escorriam pelo meu rosto, comecei a soluçar e me debulhei em lágrimas. Não, não, não, aquilo não podia estar acontecendo, não. Simplesmente não podia.
–- Mãe! Mãe! — chacoalhei-a, mesmo sabendo que ela não responderia, mesmo sabendo que ela não abriria seus olhos, mesmo sabendo que ela estava morta. Eu não achava que eu iria aguentar isso, não conseguia suportar, estava me sentindo horrível, sentindo como se parte de mim tivesse sido arrancada, eu sabia que ela, um dia, partiria, mas não tão cedo, não naquele momento. Comecei a sentir um ódio tomando conta de mim, seja lá quem for que tenha feito, eu vingarei minha mãe, nem que para isso eu tenha que ativar a Maldição do Lobisomem, pelo menos eu saberei que aquele que fez isso, estará morto. Fiquei chorando por meia hora, meia hora cheia de angústia, resolvi levar minha mãe para cima.
Arrastei-a pela escada, meu coração estava despedaçado, eu não sabia como eu tinha conseguido fazer isso. Cheguei no topo e tive que abrir mais espaço na lareira. Resolvi ligar para alguém, para a Polícia, para a Ambulância, para meu pai. Liguei para todos. Em poucos minutos a meu pai chegou, depois a polícia e depois a Ambulância. Eu estava chorando muito. Vitória veio para a minha casa, ainda bem que ela estava bem, eles cercaram minha casa com uma faixa amarela. Médicos pegaram o corpo de minha mãe e colacaram numa maca, cobrindo com um plástico, colocaram na ambulância. Logo, a vizinhança inteira estava em volta de minha casa. Abracei meu pai, e ele me abraçou.
***
Fui me deitar, incrivelmente cansada, e acabada, minhas lágrimas rolavam pela minha face, molhando meu travesseiro. Finalmente consegui dormir, o funeral de minha mãe seria no dia seguinte.
Acordei, suspirei, olhei pela janela, estava nublado, como ontem. As folhas secas do carvalho, ao lado da janela de meu quarto, caíam. Levantei e fui em direção ao meu banheiro. Tomei banho e vesti um vestido, uma meia-calça, sapatilha pretos e meu cabelo preso em um coque.
Meu pai e eu entramos no carro. Fomos para o cemitério em que ela estaria sendo velada. Todos estariam lá, menos Emily, que estava, no momento, desaparecida.
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