A Unexpected Love

1 Capitulo 1: No começo.


Notas iniciais
Esse capitulo é apenas POV Rachel. Não há muito o que falar, só lendo pra saber. Então, boa leitura.

LIMA, OHIO

MAIO DE 2011.

Lima é uma cidadezinha ao leste do estado de Ohio, é um lugar calmo e quase desconhecido nos Estados Unidos.

POV Rachel Berry

06h30min AM. Meu despertador dormiu demais. Levantei as pressas e escolhi o uniforme que usaria naquele dia. Adorava ser a única cheerio que tem opções de uniformes. Roxo. Fiz minha higiene bucal e tomei banho. Vesti-me e prendi o cabelo em um alto rabo de cavalo.

-Tchau papis. – gritei descendo as escadas.

-Não vai comer nada filhota? – meu pai Leroy perguntou.

-Compro algo no caminho – saí correndo para meu carro, entrei e fui para a escola. Chegando lá fui ao banheiro me maquiar, chegar atrasada não era tão ruim como chegar atrasada parecendo uma morta. Fiz a maquiagem e quando estava saindo... Um garoto muito alto {nunca vi ninguém mais alto nesse mundo} esbarrou em mim.

-Você está cego ou o que criatura? – disse abaixando e pegando minhas coisas.

-Desculpa por você esbarrar em mim. – ele se abaixou e me ajudou. – Rachel Berry não é? Estamos na mesma aula de artes.

-Ainda tem duvidas de quem eu sou? E você, quem é? Novato?

-Finn Hudson. Estudo com você há dois anos, eu acho. Você é a garota mais falada da escola.

-Ah! Nunca vi você, não que eu me lembre. – disse me dirigindo a sala e ele me seguiu. Confesso que Finn era muito bonito. Lindo. Mas eu não se lembrava dele significava que não era importante. Bonito e nada popular, esqueça Rachel Berry.

-Srtª. Berry, Hudson, chegaram cedo para a próxima aula. – disse a Srtª. Johnson ao entrarmos na sala.

-Desculpa, Srtª. Johnson, problemas familiares. – Finn tentou se explicar.

-Droga! — Murmurei. Havia apenas dois lugares vazios. Hudson sentaria ao meu lado. –Eu mereço. – sentei e ele fez o mesmo. Copiei o que tinha escrito no quadro. Motivos? Não faço a mínima idéia, talvez milagre realmente exista.

-Turma, daqui a duas semanas quero que vocês me apresentem um trabalho sobre artistas consagrados, no ramo do teatro, literatura, vocês decidem.. Ah, em duplas.

-Quinn! – eu disse em voz alta. – na sua casa às três.

-Não Berry. – Srtª. Johnson virou-se para mim – colega ao lado.

-O que? Professora eu nem conheço essa criatura.

-Melhor, agora você vai conhecê-lo. Finn, boa sorte.

-Obrigado. Pelo jeito vou precisar. – olhei para Finn com ódio.

-Olha criatura abominável, só porque faremos esse maldito trabalho juntos não significa que seremos amigos entendeu?

-Ok Rachel Berry. – Finn me deu um beijo na bochecha e saiu. Eu precisava de um banho urgentemente.

-Bitch, o que foi aquilo? – Quinn me arrastou para o banheiro.

-Até que ele é bonitinho, vou pegar – eu ri- claro que não. E eu preciso de um banho. – ela riu e voltamos para a sala.

Quinn é a “melhor amiga” de Rachel, consegue ser mais desprezível que Rachel. Ela gosta de humilhar, ridicularizar os alunos não populares.

As aulas foram um tédio, como sempre. Ainda bem que teria ensaio das cheerios depois das aulas.

Realmente sou ótima no que faço dois campeonatos seguidos ganhos por minha causa, praticamente.

O ensaio da torcida acabara e eu estava louca para ir embora. Já estava saindo da quadra quando aquela criatura de quase 2 metros de altura apareceu na minha frente.

-Rachel pode ir à minha casa hoje?

-Fazer o que na tua casa garoto?

-Trabalho de artes.

-Ah, verdade. Ta bom estarei lá as três – dei as costas pra ele.

-Rachel são duas e meia. – me virei novamente.

-Chegarei atrasada então. – disse saindo da quadra.

-Alias, você estava linda – Finn gritou.

-Não precisa dizer o que já sei. – devolvi o grito e fui embora.

Cheguei em casa, tomei um banho rápido e vesti uma blusa de mangas curtas e um short no meio da coxa, e soltei o cabelo, nem estava acreditando que iria pra casa do Hudson, era como ser torturada. Antes de sair comi uma barra de cereal. Em poucos minutos cheguei na casa de Finn. Com muito esforço bati na porta torcendo para que ele tivesse esquecido que eu iria.

-Oi Rachel – Finn abriu a porta – entra.

-Oi criatura abominável. – sorri desanimada e entrei. A casa dele era muito bonita, sua mãe deveria ser muito cuidadosa.

-Senta Rachel – Finn parecia envergonhado. – quer alguma coisa?

-Não obrigada – tentei sorrir e sentei, ele sentou ao meu lado, um pouco distante – então, o que devemos fazer hoje? Não to a fim de ficar muito tempo aqui não.

-Hm, que tal falarmos sobre algum escritor?

-Não! Anda de escritores.

-Por que não?

-Dependendo do escritor eu fico com sono, e imagino que os que você gosta devem ser exatamente os que eu odeio. Vamos falar sobre a treinadora Sue.

-Você está louca garota? O que a Sue fez de tão importante para ser o tema do nosso trabalho?

-Sue ganhou 13 campeonatos de torcida seguidos.

-E?

-E me escolheu pra ser a capitã das cheerios.

-Só isso? Não vamos fazer um trabalho sobre uma mulher que passa o tempo todo ensinando um bando de garotas fúteis obcecadas pela popularidade, sem ofensas, a pular e ficar mexendo a bunda na frente de centenas de pessoas me poupe né Rachel.

-Quem você pensa que é Ra falar isso da treinadora Sue? Eu sei bem o que você é. É um nada, um garoto insignificante, sem ofensas. Um nerd sem um pingo de popularidade, ninguém se importa contigo.

-Esse é teu problema Srtª Popularidade, você não se importa com nada alem de si mesma, você acha que o mundo gira em torno de você e dessa tal de popularidade, mas não Rachel, o mundo gira em torno do amor, da amizade, mas você não sabe o que essas palavras significam, então, foda-se.

-Não preciso ouvir mais nada sabe tudo. – levantei e peguei minha bolsa. – ops, você não sabe de nada. Se soubesse teria pensado duas vezes antes de falar isso.

-E o trabalho?

-Depois falamos sobre isso.

Voltei pra casa, meus pais ainda não haviam chegado. Ótimo. Fui para meu quarto e me tranquei lá. Joguei-me na cama e chorei, chorei, chorei até dormir.

5h 37min, meu despertador esqueceu-se de jantar e acordou com fome, ou ganhou vida própria e se reprogramou, era a única explicação. Mas isso foi bom, estava parecendo uma múmia. Tomei um bom banho, vesti o primeiro uniforme que vi vermelho. Prendi o cabelo em um rabo de cavalo de lado, me senti uma criança, completamente. Contornei os olhos com delineador e passei um batom vermelho sangue pra combinar com o uniforme. Apelido do Dia: Criança + Palhaça = Rachel Berry. No café da manha, por sorte meus pais não perceberam que eu havia chorado.

As primeiras aulas não foram tão ruins, foram ótimas, aquele professor de espanhol deixa até as aulas de matemática interessantes.

No intervalo, como é de costume, sentei com a Quinn e as Cheerios e alguns jogadores de futebol no centro do refeitório.

-Rachel – voz de Finn era praticamente um objeto de tortura para meus tímpanos. – Posso falar contigo?

-Não sei se percebeu, mas você já está falando.

-Enfim, queria te pedir desculpas pelo que falei ontem, você pareceu chateada, então desculpa mesmo, espero que ainda possamos fazer o trabalho juntos.

-Tchau Finn – ele me olhou sem entender – você já disse tudo que queria, então já pode ir.

-Ei Rachel, não precisa ir para minha casa hoje, quando estiver tudo pronto, te digo o que vai precisar saber- ele se virou – você é acostumada a copiar as coisas dos estudiosos mesmo. – e saiu.

Depois da aula levei Quinn para sua casa e fui pra minha. Quando cheguei nem ao menos me troquei, por mais incrível que pareça, eu não estava achando justo deixar Finn fazer o trabalho sozinho. Passei a tarde procurando coisas sobre escritores. Escritores que escreviam coisas que eu gostava. Ultra romantismo.

Para quem não sabe, ultra romantismo é uma parte da literatura mais conhecida como Literatura Gótica, pois as obras dos escritores expressam sentimentos de melancolia. No contexto existe temas como morte, lugares depressivos, tristeza entre outros.

-Noah amor, não adianta, não vou ficar contigo.

-Rachel você é a única cheerio que ainda não transei – afirmou Noah no outro lado da linha.

-Nada contra ti, mas não.

-Às vezes parece ate que você é virgem. – ele resmungou.

-Mas não sou – gaguejei- só porque quero tirar essa duvida da tua cabecinha, vou pensar no teu caso, agora tchau. – desliguei. Como isso pode ser possível? Sou a cheerio mais gostosa de todas e ainda sou virgem. Sorte que sabia disfarçar muito bem. O telefonema de Noah me desconcentrou e com a mínima vontade, voltei para a minha pesquisa.

Notas finais
Reviews para a iniciante????