A Ultima Lagrima
4 Capitulo Quatro | O Ladrão de corações
Notas iniciais
***
Quando de manhã, eu naturalmente tomei meu banho frio e gelado. Em Montreal fazia calor, muito calor. Fui pra cozinhar comer uma maçã quando meu pai de aborda falando:
– Filho, Precisamos conversas! – Falou ele olhando para baixo e tentando se esconder abaixo de tudo.
– O que foi pai? Você está me deixando preocupado! – Exclamei.
– Eu estou com... – Calou-se.
– O que pai? – Exclamei duvidoso.
– Alzheimer. Estou com mal de Alzheimer! – Falou ele chorando.
Por um instante meu mundo parou e eu tive um pequeno lapso dos momentos que meu pai cuidou de mim sem condições financeiras e com toda rejeição da sociedade. Quando em uma lágrima poderia refletir os olhos da minha mãe que por sinal tinha ido e me deixado, Foi que vi que eu não poderia deixar meu pai ir. Eu dei um abraço forte erguendo sua cabeça e chorei contigo ao seu ombro.
Fiquei chocado com a notícia. E fui procurar Savanna na casa ao lado. Ela saiu pela porta dos fundos, vestida por uma jaqueta de couro e uma calça jeans escura. Eu dei um pequeno sorriso, pois eu estava muito machucado com a notícia.
– Oi amor, Bom dia. – Falei tentando sorrir.
– Oi mô. O que foi tá tão abatido? – Perguntou ela sorrindo.
– Meu pai... – Procurei palavras pra explicar.
– Seu pai o que? – Perguntou ela, facialmente preocupada.
– Ele está com mal de Alzheimer. – Falei contestando.
Ela ficou surpresa, e me deu um abraço que nunca esqueci em meus tempos de vida.
Fomos juntos pra escola. Ela tinha ganhado um carro de seu país no verão passado só que houve um acidente que ela não quis me contar.
Quando cheguei lá eu soube que um amigo de infância tinha sido transferido pra lá, Eu fui saber mais da notícia na diretoria. Quando entrei por aquela porta velha e que gemia de necessidade de amparos, Olhei a garota que ruiva de olhos verdes com um visual meio que um tanto boêmio. Quando ela se deparou pra mim, veio e falou.
– Senhor Poços verde. – Falou a garota.
Meu apelido na 3ª séria era Senhor Poços verde, Pois um dia eu caí no poço (que era exatamente uma banheira no banheiro dos meninos) verde. Que estava cheio de limo. Tomei 13 banhos pra sair a catinga daquela coisa gosmenta. Falei pra ela:
– Ah Oi. Quem é você mesmo? – Duvidoso.
– Sou a Charlote, A Lote! Lembra? – Falou ela com intuito de lembrança.
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH Belezocas! Lembrei. Mas, Nossa como você está mudada! – Exclamei fazendo um escândalo.
Ela era a garota que tinha os cabelos castanhos e que sempre grudava chicletes em meu cabelo. E eu acho que por um momento da minha infância eu gostei dela.
Saímos conversando pelo corredor até o pátio. Onde vi Savanna falando com Renan, Ele parecia estar tentando algo, Caminhei até lá com uma cara não muito sorridente. Puxei devagar o braço da Savanna e ele olhou pra mim quando Lote foi falar com ele, e descobri que eles eram primos.
Depois de duas aulas entediantes. Eu saí na hora do intervalo, precisava comprar remédios para o meu pai. Então eu fui de ônibus até o centro da cidade.
Eu tinha visto um colar muito bonito em uma loja de joias. Ele não era de ouro ou coisa do tal. Era de ametista, Eu o queria para dar pra Savanna, mas eu só estava com o dinheiro dos remédios.
Entrei na loja e me dirigi até o caixa. Por sorte era hora do almoço dos funcionários. Então fui e peguei o manequim com o colar, Retirei o colar e pus no bolso. Sai pela porta e caminhei até a farmácia.
Eu estava gelado de tanto nervosismo, Mas o fogo da paixão era muito intenso. Desde já ali então eu iria realizar a minha primeira vez com a garota que sempre, eu repito, sempre foi a dona desse meu sorriso.
Quando cheguei em casa, Peguei algumas notas de 100, e fui de bicicleta até uma loja de chocolates e algo do tipo. Compre duas caixas de chocolate, 1 espumante de maçã e muitas flores...
Fui até uma cabana abandonada que batia de frente ao mar do penhasco. Arrumei tudo e fui à casa dela. Chegando lá ela estava com o cabelo preso e arrumado. Acenei para ela e ela veio até mim dizendo.
– Amor, que saudades! – Falou sorridente.
– Amor, eu queria te levar a um lugar...
– Claro, Podemos ir rápido!
Chegando a cabana, Dei vários beijos nela e assim pus meu braço esquerdo sobre suas costas sustentando-a, fui beijando seu pescoço com um fogo dentro de mim quando eu disse.
– Eu te amo!
– Eu também, Amor eu quero que seja especial!
Fui deitando num colchonete de veludo vermelho que eu tinha em casa, e levei até lá. Continuei beijando-a com muita paixão investida em seus lábios alisei seu rosto, e ela sentou em cima de mim... Quando pegou um chocolate e pôs em minha boca, seguido de um gole farto de vinho.
Eu dei um beijo para que ela sentisse o gosto do chocolate sendo derretido com o fogo de nossa paixão. Eu desabotoei sua camisa, Passando meu dedo indicador entre seus seios. Continuei beijando quando senti seu perfume e assim com seus dedos macios foi desabotoando minha Camisa, quando ficamos ambos sem camisa. Eu comecei a beija-la como se meu mundo estivesse a cair de um penhasco. Quando desabotoei seu sutiã, e então num mesmo passatempo tiremos nossas calças... Quando dali em diante... Eu estava cego de amor.
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