A Ultima Lagrima

1 Capítulo 1 | A chuva no lago.


Notas iniciais
'' Ao tempo perdido em meus olhos decadentes ''

***

Eu estava sentado, Na minha cama retangular ao lado da janela que batia de frente a um lado em Atlanta. Vi a chuva cair como as lágrimas que sempre a noite eu depositava em meu travesseiro que de tanto molhado morfava ali ao canto do chão. Pensei que eu não merecia viver pois lembro como se fosse ontem de ver a minha própria mãe ser esquecida pelos bombeiros que deixaram a afogar naquele mesmo lago. Ouvi o rangido da escada velha de madeira, Era meu pai a subir. Ele deu a tradicional batida em minha porta branca de madeira de pintura branca e amarelada pela maresia. Ele entrou com o tom de sua voz roca, Acho que ele deve ter pegado chuva ao caminho de casa. E falou:

– Olá Filho, Hoje vamos passar na casa da sua avó. — Falou meu pai, querendo esconder algo.

– Oi pai. Seja direto, O que vai acontecer? — Falei com um tom de ironia algo assim.

– Tudo bem, Segunda vamos para Montreal no Canadá. Esta casa está caindo aos poucos não quero que vossa cabeça seja esmagada pelo teto velho de madeira, Então ficaremos na casa de sua avó. — Falou ele com pontos de pausa, achando que iria me magoar.

– Pai. Essa casa é uma das poucas coisas que nos temos da minha mãe. Acha mesmo isso necessário? — Olhei para a Janela, não quis olhar em seus olhos.

– Vamos é ponto. Não quero perder mais alguém que eu amo. — Falou ele com ignorância se dirigindo a porta com suas botas pretas e sua jaqueta jeans.

Eu fiquei com um pouco de receio de sair dessa casa, Mas ele só queria meu bem. Bom, vamos ver no que isso vai dar. Arrumei as minhas malas, Tomei um banho quente naquela banheira amarelada (realmente a maresia nos destruía). Vesti-me e fui me olhar no espelho. Aquele garoto de cabelos loiros e pele branca tinha crescido. Fiquei um bom tempo me observando. Até quando meu pai me chamou para descermos. Sai pela porta observando os meus antigos colegas da escola curtindo suas férias bebendo em um bar quase ao lado da minha casa. Olhei para o crepúsculo no céu, Entrei no carro. Meu pai trancou a porta e entrou no carro e fomos para a casa da minha avó.

Ela tinha traços iguais ao meu pai, A boca e os olhos. Sentei-me no sofá e abri minha mala. Estava geando tanto que se via as janelas ficarem frias. Vesti uma jaqueta e olhei o programa de velhotes idiotas dançando, Bom, mas o que uma velha de 60 anos iria fazer além de esperar sua morte vendo programas fúteis na TV?! Meu pai quis chamar minha atenção para eu dar a bênção a ela. Ele falou:

– Felipe Gusmão, Não vai cumprimentar sua avó ? — Exclamou-o

– Olá vó. Tudo bem? — Dei um sorriso falso, pois aquela velha me odiava como macacos gostam de bananas.

– Oi querido, Quer jantar? — falou com uma voz irritante

– Capaz de você me envenenar, mas tudo bem — Pensei sobre aquela velha infame.

Depois do jantar, Eu sai pra ver como era aquele bairro em que ela morava. Caminhei ao relento quando uma garota de cabelos loíros deixou cair uma pulseira de ouro. Fui atrás dela e gritei:

– Moça. Sua pulseira!

Ela entrou num carro e sumiu no horizonte. Voltei pra casa, E fui para o quarto de hospedes fiquei observando a pulseira e descobri o primeiro nome da moça, Era Savanna. Fiquei encantado com esse nome e peguei o notebook do meu pai, Pus o modem e procurei por esse nome.

– Hmmmmm. Que tal Savanna de cabelo loiro.

Realmente isso foi uma grande idiotice como que eu iria procurar alguém assim? Só sei que se eu a encontrasse iria ser minha única chance de conhecê-la. Senti o perfume delicado da pulseira e acho que me apaixonei por esta tal de Savanna, Sem nem a conhecer.

No outro dia tomei banho, Escovei meus dentes e vesti minha roupa. Era uma manhã de sol. Tomei café sozinho e da porta disponível ao quarto 2 meu pai chegou falando:

– Filho é hoje que vamos para Montreal. Pode arrumar as malas. Partimos ao meio dia.

Cheguei a Montreal, Eu olhei os prédios enormes e fomos para um condomínio fechado. Ele se chama “Passos Livres” Chegando lá entramos, fizemos o registro e estacionamos. Fomos andando até o lote n°82 no final de uma rua perto da piscina. Eu vi a mesma garota da noite passada tomando banho na piscina. Preferi não ir até ela. Entramos na casa era grande tinha uma Sala de jantar, Sala de visitas, Cozinha (de fato enorme) duas suítes e um quarto. Fiquei com o quarto que dava a janela pra piscina. Arrumei minhas roupas no enorme guarda-roupa branco com preto. Forrei minha cama e Pus minhas coisas no criado mudo. E pus um retrato da minha mãe. Pus coisas de limpeza individual no banheiro. E vesti uma sunga. Falei pro meu pai que eu ia nadar um pouco. Sai às pressas de casa e cheguei na piscina. E ví a garota loira com um rapaz aos beijos. Fiquei imóvel e mergulhei com demora na piscina azul-bebê e enorme.

***

Notas finais
'' Quando você acha que esta tudo em suas mãos, Você treme e deixa cair ''