A Tumba Do Faraó

5 A Cocota tenta me matar.


Acordei com os gritos de Marina.

–Gabriel! Seu moleque! Você me paga!

Pulei do saco de dormir e Nico também. Ele coçou o olho.

–Não acredito que ela ainda está brava com ele.-disse Nico.

–Por que?- perguntei. Nico soltou um longo suspiro.

–Ontem a noite, depois que sai da enfermaria. Marina me levou a uma fogueira e nos sentamos em volta dela. Ficamos um tempo conversando e aí não sei o que deu em mim... eu a beijei.

–A ha! Sabia que você gostava dela!- comemorei. Trocamos de roupa e continuamos a conversar.

–Aí Gabriel apareceu e cortou o clima- Nico deu uma risadinha- Agora ela está brava com ele.- ele sorriu para mim- E você e Giselle?

–Ah, ela me apresentou a Nutella- peguei o pote- Depois de um tempo falando de Nutella, nós nos beijamos.

Nico riu e pegou o pote:

–Podemos comer? Quero experimentar esse treco.

–Claro!- peguei um prato, uma colher e pão de cima da mesa da tenda. Sim, nós tínhamos pão lá dentro. Nico deu uma mordida no pão.

–Cara! Que coisa deliciosa!- exclamou Nico, acordando os outros garotos.- Rápido, escode esse pote!

Escondi o potinho. Os outros trocaram de roupa e saímos em direção a um pavilhão que Gabriel nos levava. Annya esperava por nós com as meninas, entre elas...

–Bianca!- exclamamos eu e Nico juntos. Corremos e a abraçamos.

–Leo! Nico!- Bianca sorriu para nós.- Ainda estou meio fraca. Vou voltar para a enfermaria depois que Annya acabar de falar.

Não importava. Ela estava acordada. Na grande mesa do pavilhão, eu e Nico sentamos cada um em um lado de Bianca. Annya continuava em pé.

–Pessoal!- ela chamou- Chamamos vocês aqui para nos ajudar a achar a tumba do faraó da Pirâmide do Sol do Egito. Afinal, todos sabem que há outra Pirâmide do Sol no México, mas essa aqui foi encontrada a pouco tempo e pretendemos explora-la bem a fundo. As 10:00, serão liberados para explorar os diversos caminhos da pirâmide, para ver se acham alguma coisa, caso achem, nos contem no mesmo instante, certo? Ótimo! Bianca, pode ir se quiser já, os outros fiquem. Falta dizer uma coisinha.

Bianca se levantou e, ao invés de se virar e ir embora, ela deu um beijinho em mim e outro na bochecha de Nico. Bianca cochichou em nossos ouvidos:

–Boa sorte, meu arqueólogos.-ela sorriu e voltou para a enfermaria.

–Bem, Zoe, Reyna e Octavian já sabem disso. Podem comentar se quiserem.-Annya respirou fundo.-Marina, Giselle e Gabriel idem. Enfim, há dois arqueólogos daqui que sumiram há mais ou menos 3 dias. Eles estavam se aventurando na pirâmide quando desapareceram. Se encontrarem eles, tragam-os de volta.

–Qual o nome deles?- pergunta Rachel.

–Sadie e Carter. Os irmãos Kane.- falou Annya.


...

Eu e Nico saímos juntos para nos aventurarmos na pirâmide. Quando eu ia entrar pela passagem da frente da coisa, Nico puxou a manga do meu colete.

–Ali, tem outra entrada para esse lugar.- ele apontava para a lateral direita.- Vamos!

Não discordei dele e o segui. Na parede, não havia absolutamente nenhuma porta, nenhuma! Olhei para Nico.

–Você tem certeza?- perguntei.

–Claro!- respondeu Nico, e colocou a mão em um bloco da pirâmide. O bloco se mexe, afastando-se para trás e girando, fazendo com que uma grande porta surgisse. Nico olhou paras suas mãos.- Como fiz isso?

–Sei lá! Mas foi muito massa!- exclamei. Ele sorriu e entramos.

O corredor parecia interminável! Ficamos um tempão andando naquela droga de corredor. As paredes eram cobertas por hieróglifos vermelhos que, de acordo com nossos passos, ficava cada vez um vermelho mais intenso, iluminados por tochas. Sim, tochas ACESAS, acesas! Isso não faz sentido algum! Mas ok.

–Quando vamos chegar em algum lugar?- perguntei, já quase caindo de pregui... cansaço por tanto andar!

–Já estamos chegando. Olhe os hieróglifos!- Nico apontou para uma escrita na parede, de vermelho-sangue. Ali era o vermelho mais forte que poderia ter. Deduzi o básico.

–É, chegamos.- apontei para uma abertura logo a frente. Corremos para lá.

Mas que bela tumba essa!

A tumba era BEEEM grande. Haviam 7 colunas encostadas as paredes, cada uma com um sarcófago. No meio, havia o maior dos sarcófagos. A sala era toda revestida em uma pedra escura, cinza. A iluminação era a das tochas. Então reparei em algo. Dois adolescente, como eu Nico, perto de uma coluna com um sarcófago. Eles murmuravam algo que não podíamos ouvir. Uma era uma garota, de cabelo loiro, liso e longo, com mechas vermelhas na franja. Seus olhos eram de um azul claro. Pela altura, era pelo menos um ano mais nova que eu. O garoto tinha cabelo marrom encaracolado, cortado bem curto, de modo a tentar parecer atraente (na minha opinião, ele até tinha uma boa aparência.). Os olhos eram bem castanhos. Pelo menos tinha a minha idade. Os dois acabaram por nos perceberem ali e se aproximaram.

–Quem são vocês e o que fazem aqui?- perguntou a garota, de modo bem estressado.

–Calma aí, viemos em paz.- respondi. Ela me encarou. O outro nos analisava dos pés a cabeça.- Sou Leo Valdez e esse é Nico di Angelo. Podem dizer quem vocês são?

–Podemos confiar neles?- pergunta ela para ele.

–Sim, sim. Parecem ser confiáveis.- responde ele.

–Ótimo.- resmunga ela ironicamente.-Sou Sadie Kane e esse é meu irmão, Carter Kane.

–Vocês não se parecem nem um pouco.- comenta Nico.

–Sabemos disso.- Carter agora analisava Nico com maior interesse.-Nico di Angelo... É ele mesmo?

–Sim,obvio Carter.- Sadie bufou.- Vamos logo com isso.

–Não são vocês os desaparecidos?- perguntei.

–Somos nós mesmos. Mas não podemos voltar. Somos prisioneiro nas mãos de Lorde V. Desculpem, mas ainda não podemos sair daqui. E se não correm, Nico também não.- Carter falava bem sério. É, isso sim me assustou.

–Como... Dá para explicar?- pediu Nico.

–Agora não.- disse Sadie e olhou para cima.- Logo Lorde V voltará para ver meu progresso e de Carter com os artefatos. Se vir o Nico aqui, nem mesmo você sairá, Leo. Voltem amanhã. Ah,tragam comida e não contem nda a ninguém. Somente a irmã do Nico.

-Como sabem que a Bianca é minha irmã?- perguntou Nico.

-Nada de explicações agora.- Sadie olhava nervosa para a porta e para cima.

–Agora corram!-gritou Carter, mas percebi que já era tarde demais.

Um homem bem medonho apareceu a porta. Uma... múmia! Era uma múmia de verdade! Agora sim eu queria sair correndo. O Sr Múmia sorriu para mim e Nico.

–Ora, ora, se não é o garoto e seu amiguinho. Chegaram na hora certa!- ele rosnou.

–Tá, agora podemos ir.- disse Nico, parecendo assustado.

–Então, corra!- eu falei e disparamos corredor a fora. O homem múmia urrou de raiva.

–Não! Ele é essencial no plano!- ele tava mesmo bem nervosinho, hein?- Cocota, atrás do garoto e seu amigo!

Cocota? Que coisa é essa? Só quando ouvi os constantes "pós" percebi que a Cocota era minha antiga amiga do sonho: a galinha diabólica dos ovos-bomba. A situação não poria ser melhor.

Eu e Nico disparamos pelo corredor, com a Cocota na nossa cola (o nome da galinha diabólica é Cocota. Ok, ta certo!). Olhei para Nico.

–É você que o Sr Múmia quer prender aqui. Vá mais rápido e escape.

–Mas e você?- ele me perguntou. Que papo mais dramático o nosso!

–Vou ficar bem, eu acho. Anda!- ele saiu correndo mais rápido e consegui o ouvir gritar que já tinha saído. Ou seja, estava perto da saída! Corri mais rápido ainda.

O que não foi o suficiente para a Cocota não me machucar.

A galinha soltou um grande Pó, e botou um ovo bomba. E o que mais poderia ter acontecido, a julgar que eus sou Leo Valdez? Eu consegui passar pela saída, mas o ovo explodiu, fazendo com que pedaços da pirâmide caíssem sobre meu pé esquerdo e acertassem minha cabeça. Resultado: eu desmaei. A Cocota acabara de tentar me matar.