A Trágica Vida De Kinberlly
13 Capitulo 13 - Rumores e "visitantes"
Notas iniciais
[...]Ele sussurrou baixinho algo que me fez gelar:
–- Não é, Kinberlly Killer, filha de Jeff?
Como...como ele sabia?! A professora esperou Splendid terminar seu discurso, e no final, mandou-nos para a coordenação. No caminho, eu disse:
–- Splendid, porque você acha que eu sou a filha daquele...monstro?
Ele sorriu, e logo disse:
–- Eu não sei. Eu só chutei. Andei pesquisando nos livros dos Creepypastas, e o resultado deu que o maior assassino de todos teve dois filhos. Um o sucederia no cargo com mais potência. Todos os heróis querem caçar esse filho ou filha e matá-lo antes que ele cresça e chegue aos 15 anos, pois ai, ele ou ela decidirá se irá matar ou não.
–- E se for sim?
–- Infelizmente, a carreira de mortes continuará.
–- E se for não?
–- As pessoas não morrerão tanto, e teremos que nos preocupar menos. Vamos, a gente vai para outro lugar.
Ele me levou para um campo florido, enorme. Eu fiquei maravilhada. Não era as árvores tristes e terríveis do território das Creepypastas, e sim, um campo repleto de flores, a luz passando entre as folhas das árvores, um campo belo.
–- Splendid...isso é....lindo!
–- Sabia que ia gostar. -- disse ele, sorrindo.
Mas, não pareceu mais tão lindo. Eu tive uma rápida visão de sangue, pessoas morrendo, árvores destruídas, flores queimadas, assassinos matando pessoas, mulheres sendo estupradas, várias outras coisas ruins. Quase cai no chão, se não fosse Splendid me segurar.
–- Kin? O que houve? Você está bem?
–- Splendid...eu tive uma visão terrível!
Contei para ele o que vi. Sua expressão não mudou: Preocupação.
–- Kin-sama, acho que você ainda está muito fraca...Isso é obra dos Creepypastas...Venha, vou te levar para o quarto. (sei que tem gente que pensou merda nessa parte, revele-se nos comentários u.u)
Ele me levou no colo, enquanto eu encostava a cabeça em seu peito, com dor. A visão era tão terrível, que só isso não bastava para me acalmar. Passamos por corredores, e várias pessoas olharam para a gente, como se fossemos um casal fofo, com o marido levando a esposa para a lua-de-mel. Quando ele chegou ao quarto, me colocou delicadamente sobre a cama, molhando logo em seguida um pano, e colocando-o sobre minha testa.
–- Kin...
–- E-estou bem, Splendid...
–- Mas...
–- Não se preocupe, sou mais forte que isso.
–- Eu sei que é. -- disse ele, sorrindo.
Splendid não sorriu por muito tempo. Splendont entrou no quarto, e logo perguntou:
–- Sabem que está rolando um rumor na escola, que você está namorando a Kin, não sabe, Splendid?
–- Eles são bobocas por crêem nisso. -- Depois, ele murmurou tão baixo que eu não consegui ouvir. (Eu colocarei nas notas finais o que ele falou, mas, não pulem a história inteira para ver --‘).
–- Splendid, eu quero conversar com você, a sós. -- Disse Splendont, sério.
Splendid se levantou e foi com Splendont para fora do quarto. Eu me levantei e fui ouvir a conversa:
–- Splendid, vamos levar ela de volta...
–- Splendont, porque?
–- Ela pode ser uma deles, Splendid! Podemos ter caído na armadilha deles e agora estão aqui para acabar com a gente! Já vimos Creepypastas invadindo o lugar nos dias que ela estava dormindo! E um de mascara chegou a tocá-la!...
–- Splendont, o que fazemos?
–- Salvamos pessoas, mas não Creepypastas!
–- Ela tem cara de Creepypasta?
–- ...Não...
–- Ela PARECE uma Creepypasta?
–- Não, mas...
–- Ela DEFENDEU os Creepypastas na aula?
–- Não...
–- Então, caso encerrado.
–- ...Se ela for uma creepypasta, eu não vou te ajudar.
–- Que assim seja!
E Splendid entrou, me vendo na porta. Ele perguntou:
–- Você...?
–- Sim.
–- Então sabe o que Splendont quer...
–- Sim, mas como eu não quero causar problemas, eu aceito ir para lá de novo...
–- Kin, eu não vou deixar você ir lá!
–- Mas é a única chance que eu tenho antes de...
Tampei meus ouvidos logo em seguida. Sirenes agudas soavam no lugar inteiro. Elas diziam:
“Alerta! Alerta! Invasão de Creepypastas! Quantidade: Dez Creepypastas. Atual localização: Refeitório – Dormitórios.”
Eles...estavam vindo para cá! Gelei logo em seguida. “Dez?! São muitos...”
–- Dez logo de uma vez?! -- Disse Splendid, segurando minha mão e correndo, junto de Akatsuki e Splendont. -- Eles estão assim, querendo te pegar faz tempo, Kin! O que você fez?
–- N-Nada! Eu não fiz nada! Eles estão querendo me pegar a dias!
–- Isso é estranho, mas eu acredito em você. Dez creepypastas logo de uma vez?! Antes a quantidade máxima era dois!...
Não discutimos. Passei por uma série de corredores sem fim, cada um em um lugar diferente. Acabei parando num beco sem saída. Splendid ficou desesperado.
–- Droga! Deu em um lugar sem saída!...Vamos dar a volta!
Nos viramos e vimos todos eles: Jeff, Jane, Tamashi, Slenderman, Smile.dog, Eyeless Jack, Sonic demoníaco, uma menina de boca cortada*, um cara com garras de metal**,e um Pikachu demoníaco***. Eles se aproximavam aos poucos. Jeff foi mais a frente e disse:
–- Vamos, não precisamos lutar, não é? Podemos resolver isso no diálogo. Entregue-nos o que me pertence.
–- Ela não os pertence! -- Disse Splendid, se posicionando a minha frente, numa posição de defesa.
Jeff sorriu. Smile estava se segurando para não ir até Splendid e o colocar no chão, e estilhaçar em pedaços. Slenderman deu um passo a frente e disse na minha cabeça:
–- Kinberlly, para quê você está do lado deles? Sabe que você é nossa por direito. Fale para eles.
–- Falar o quê? -- disse Splendid, olhando para mim.
Slenderman não tinha boca, mas podia falar na nossa mente. Eu não disse nada, mas fiz expressão de medo, fazendo Splendid se virar para eles e dizer:
–- Falar o quê?
–- Ela é minha filha. Você tem o direito de me dar o que é meu: Minha filha. -- Jeff estendeu a mão para mim, com o seu sorriso eterno.
–- Kin, você...é filha...dele?! -- disse Splendid, me olhando surpreso.
–- ...Sim, sou filha dele. -- afirmei. Me rendi de vez para essa verdade que me atormentava.
Splendid saiu de minha frente, deixando-me exposta para Jeff e os outros. Meu pai deu um sorriso ainda mais largo que já tinha, e foi até a mim, segurando meus ombros e me levando com eles. Nesse curto tempo, olhei Splendid, que me olhou com uma expressão que me fez ficar triste: Desprezo e desapontado. Ali, eu desejei nunca ter nascido.
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