A Trágica Vida De Kinberlly

7 Capítulo 7 - Conversas com meu assassino


Notas iniciais
Tavam pedindo tanto...vou postar 3, agora, partiu demorar a escrever :3

–- Eu. – soou uma voz na porta.

–- VOCÊ???!! – Gritei

–- SIM! – disse ele, feliz.

–- SUMA DA MINHA VIDA!

–- Se eu pudesse, você estaria com os anjos.

–- O QUE VOCÊ QUER DE MIM?

–- Tal pai, tal filho, não é?

–- EU NUNCA SEREI COMO VOCÊ!

–- Já está sendo, Kinberlly.

Jeff sentou na maca da minha cama, já me fazendo num pulo, sai dela. Por mais que eu esteja conectada a diversos fios, eu não ligaria, por causa de minha raiva sobre aquele homem.

–- Olhe os fios.

–- RESPONDA!

–- Calminha, vamos conversar.

–- EU NÃO QUERO OUVIR PORCARIA NENHUMA QUE VOCÊ TEM PARA ME DIZER!

–- Mesmo se for sobre seu novo corpo?

–- SIM!

–- Ok, esquentada. Voltarei quando você estiver calma. Vamos Smile.

Retalhador o seguiu, de cabeça baixa. “Traidor...” – pensei.

–- Ah, Kinberlly. – Jeff caminhou até o lixo e pegou a caixa dele – Você não joga encomendas no chão.

–- VÁ EMBORA!

–- Só saio se você me prometer que irá vestir isso.

–- ...sim, eu prometo.

Feliz, Jeff e Retalhador saíram. Sentei-me na maca, e comecei a chorar.

–- Por que? Por que eu não posso ser igual a todo mundo, ter uma família comum? Por quê?

–- Porque você é especial, Kinberlly.

Olhei para trás, pensando ser Jeff, mas era o médico. Me levantei e caminhei para longe.

–- O que você sabe sobre minha família?

–- Nada, mas sei que é uma garota especial.

–- ...

–- Volte para a cama, sim? Receberá alta amanhã.

–- ...

–- Enquanto isso, apenas durma.

Segui o conselho. Deitei na cama e dormi, já mais, como digamos, calma.

~~~~~~~~~~~~~~x~~~~~~~~~~~~~~

Acordei mais calma, mais esfriada. Alguém bateu de leve na porta.

–- Entre.

Entrou uma enfermeira, me trazendo comida. Com vontade e com muita fome, comi com apetite. No final, a enfermeira pegou a bandeja de volta e saiu. Me acomodei sobre a cama e olhei o teto. Era branco. A luz entrava sobre a janela. Novamente, bateram na porta.

–- Entre.

A porta abriu, mas não era o médico. Era um garoto moreno, com as mãos nos bolsos do casaco cinza*, só uma delas segurando um papel higiênico sobre a bochecha do lado esquerdo. Usava óculos e roupas todas cinzas. Seu cabelo era castanho escuro. Sentou-se na beirada da minha maca e disse:

–- Olá, Kinberlly.

–- Quem é você?

–- Me chame de Jack, eu gosto mais desse nome.

–- Ok, “Jack”, mas quem é você?

–- Uma pessoa anônima ainda.

–- Isso eu vejo.

–- Bom, eu quero lhe falar algo que um “amigo” meu não consegue. É algo relacionado a presente, pelo que parece.

–- “Presente”?!

–- Sim, por ai vai.

–- Se você é amigo de quem eu penso, eu ordeno que saia daqui logo!

–- Não até dizer o que tenho para dizer, e você não vai me obrigar a sair.

Ele ergueu uma das garras para meu queixo, fazendo meu corpo inteiro suar frio. Me calei no mesmo instante.

–- Calou-se? Que bom, pois sou mais severo que Jeff.

–- ...

–- Como todo tipo de nós sabemos, a transformação ocorre todos os 15 anos, com pessoas com sangue de CreepyPasta ou descendente tem. E você, minha jovem, tem sangue de CreepyPasta, para ser sincero, de um monte.

–- De quem, posso saber?

–- Jeff, Jane, Nina, Scolinex e Matheus?

Gelei. Eu me lembro de um Matheus Nakamura. Era o meu irmão de sangue desaparecido. Eu o adorava...

~Flash Back On~

–- Matheus! Espera!

–- Vamos, Kin! Você tem que treinar velocidade!

–- Não se treina desse jeito!

–- Treina agilidade e velocidade assim.

Matheus estava preso num galho fino de uma árvore e de cabeça para baixo. Seus cabelos castanhos estavam todos para cima, seus olhos azuis escuros encaravam os meus. Ele também tinha cabelo curto, obviamente, mas pele idêntica a minha, dando ai a citação de ser meu irmão de sangue, já que estava na mesma cestinha que a minha.

–- Desce daí!

–- O treino de hoje é se livrar da morte mais rápido que o normal.

O galho entortava. Matheus estava preso com enormes cabos grossos. O galho entortava mais e ia quebrar, se ele não tivesse se arrastado para trás e saído a tempo. Bati as palmas. Não é todo dia que nós vemos isso, certo?

–- Agora você.

Ele me puxou e me prendeu em outro galho.

–- Eu não acho que seja uma boa idéia...

–- Que nada! Você vai conseguir.

Eu tentei me livrar. O galho já começava a entortar, em dando pânico.

–- Você ta indo bem. – disse ele, encostado num galho grosso.

–- VOCÊ É CEGO?

–- Nop! Apenas realista.

O galho quebrou antes do tempo determinado. As cordas, como ficaram frouxas, me deu tempo de sair e me agarrar ao toco de galho que ali tinha. Meu pulso rasgou com o toco de galho, saindo sangue. Lágrimas surgiam nos meus olhos. Matheus me segurou antes de eu cair.

–- Kin! Desculpa! Você está bem?

–- Meu pulso...

–- Está sangrando...não se preocupe, vou pegar o kit de primeiros socorros!

Ele me colocou no chão e correu até a casa, pegar o kit. Sentei na árvore, enquanto isso, esperando-o. Quando voltou, pegou meu pulso e colocou um spray sobre ele e passou um algodão. Ardia, mas eu tinha que agüentar a dor. Matheus enfaixou o lugar bem atado e não era forte a ponto de machucar.

–- Perdoa-me?

–- Sim...

Ele me abraçou. Eu tinha orgulho de ter um irmão que se importava comigo.

~~Flash Back Off~~

Notas finais
comentem para eu escrever mais u.u