A Toca dos Sonhos - Doces Sonhos
1 Prólogo: O Estranho No Paraíso.
Notas iniciais
Bom, eu iria postar essa fic cerca de um mês atrás... Mas tive um problema e ela acabou sendo excluída do meu computador, mas agora eu estou aqui e tals. Essa é uma história baseada em três sonhos diferentes que tive, ambos eram interligados. Enfim, não darei detalhes sobre isso aqui pois quem quiser saber mais da minha loucura pode entrar em contato. shsuashushsus
Boa leitura meus morceguinhos.
O sol surgia lentamente no horizonte iluminando a cidade de Paradise, a garota parda de cabelos e olhos castanhos-escuro, com cerca de 1,75 metros, caminhava sem pressa alguma pela rua, vez ou outro ajeitando os óculos em sua face. Ao chegar em sua escola cumprimentou a porteira como de costume e seguiu para sua classe, lá já estavam alguns de seus colegas conversando sobre qualquer bobagem.
Os minutos passaram-se rapidamente até que o professor e todos os seus colegas estivessem presentes, na carteira à frente de Samantha sentara-se uma loirinha com um corte de cabelo curto que delineavam-se na pele branca e os olhos castanhos-claro, tendo cerca de 1,70 metros.
- Nem te conto!
- O que?
- Fiquei sabendo que vai ter um aluno novo.
- Sério?
- Sim.
- Quem?
- Não conheço, ele não é da cidade. Mas fiquei sabendo que é um gatinho!
- Eu mereço.
- O que?
- Ana e seus machos.
- Eu apenas gosto de ser feliz.
- Eu sou feliz com uma boa música e um bom livro.
- Bah! Não seja clichê.
- Você quem espera o Príncipe Encantado e eu sou clichê?
A conversa das meninas foi interrompida pelo som da porta se abrindo, por ela entrava um rapaz bastante alto, 1,80 metros, com a pele morena, seus fios lisos ficavam perfeitamente organizados sem lhe cair sobre os olhos.
- Oh, deve ser o Leonardo não é? — A professora voltou-se ao jovem com um pequeno sorriso.
- Isso mesmo.
- Diga-nos, Leonardo, de onde veio?
- De bem longe.
- Cidade?
- Vocês não vão conhecer, vim dos confins do Egito.
- Ora, ora. Bem longe.
- O que você veio a fazer nesse fim de mundo? — Um rapaz branco de cabelos enrolados e olhos verdes gritou do fundo da sala.
- Matheus, seja educado.
- O que, professora? Estou mentindo.
- Eu procurava um pouco de paz, onde mais encontraria senão no paraíso? (N/A: Caso alguém não tenha entendido a piada bem sem graça que fiz, a cidade fictícia se chama "Paradise" que vem do inglês "Paraíso".)
- Exatamente, sente-se ali perto daquelas duas moças que adoram conversar na minha aula.
A professora mostrou a cadeira que ficava ao lado de Ana, o rapaz foi até a mesma hesitante e sentou-se mantendo o olhar fixo na lousa.
- Oi! — A loira fez com que o jovem voltasse o olhar para ela. — Eu sou Ana.
- Leonardo, é um prazer.
- O prazer é todo meu.
- Samantha. — A morena fechou a mão direita e ergueu apenas o indicador e o dedo do meio. (N/A: Simbolozinho de "paz e amor".)
- Leo.
- Vai ser bom ter carne nova por aqui, mas tome cuidado com essa louca.
- Hey! Não queima meu filme, Sam!
- Parei.
- Hey, meninas! Não convertam o rapaz. — A professora brincou. — À propósito, me chamo Ruth e sou professora de história. Voltando ao conteúdo, alguém sabe me dizer quais são os três povos pré-colombianos?
- Maias, Astecas e Incas. — Sam respondeu automáticamente.
- Exato! E é sobre esses caras que falaremos nas próximas aulas e para, apenas, infernizar vocês quero que façam duplas. Samantha, você pode fazer com o Leo?
- Okay. — A garota deu de ombros.
- Irei fazer o sorteio de quais povos cada dupla vai ficar na próxima aula...
As cinco aulas passaram-se lentamente, assim que o sino tocou Sam se levantou e caminhou até o portão ao lado de sua amiga que lhe contava várias fofocas sobre a vida alheia. Ali se despediram e cada uma foi para um lado, rumando suas casas. Em dez minutos a morena já virava a esquina de sua casa quando viu um caminhão parado em frente à casa, sinistra, verde que havia no fim da rua. Parou ali e ficou a encarar as grades que impossibilitavam qualquer pessoa de ver além do breu que envolvia o ambiente macabro.
- Hey... — A voz conhecida, porém, nada familiar a tirou de seus devaneios. Ao virar-se viu ali o aluno novo de sua classe.
- Oi...! É sua família que vai morar aqui?
- Não apenas eu.
- Uau. Quantos anos você tem? Minha mãe nunca me deixaria morar sozinha.
- Tenho sua idade, mas tenho autorização para viver aqui, sozinho.
- Isso deve ser muito bom.
- Futuramente saberei dizer.
- Bom... Melhor eu ir.
- Eu posso pedir algo?
- Pode pedir, não prometo fazer.
- Er... — Leo coçou a cabeça, claramente desajeitado. — Eu vi que você é uma boa aluna... O conteúdo da minha antiga escola era diferente... E tals.
- Okay, posso lhe ajudar.
- Verdade?
- Sim.
- Obrigado.
- De nada, agora é melhor eu ir antes que minha mãe chame a polícia.
Os dois riram e se despediram ali.
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Samantha estava sentada em uma cadeira que estava iluminada ao centro de uma sala escura, mantinha o olhar fixo em um local qualquer que não se dava para ver. Ao seu redor corria uma criatura que se unificava às sombras, deixando apenas que seus olhos vermelhos sintilassem na tremenda escuridão.
Foi então que o ser, até então, oculto surgiu no local iluminado: Tinha dentes afiados como os de um lobo, pele envolta por pêlos negros e unhas também bastante afiadas. A garganta da garota foi rasgada pelas presas impiedosas e o corpo feminino caiu ao chão enquanto sangrava.
Sonho Off.
Samantha sentou-se na cama em um pulo, sua respiração estava ofegante e o cabelo desgrenhado. Olhou seu reflexo no espelho ainda assustada, logo viu o sol por fora da janela de seu quarto e levantou-se. Ao chegar à sala sua mãe levantou-se do sofá.
- Filha...
- O que foi?
- Hoje você não terá aula.
- Por quê?
- Aconteceu algo horrível.
- O que foi?
- O Jaime foi atacado ontem por um animal selvagem.
Os olhos castanhos arregalaram-se e a boca ressecou, Jaime era o zelador da escola desde que Sam se conhecia por gente e aquilo havia sido como uma facada para si.
- E como ele está...?
- Ele está internado em estado grave. A escola fechou por hoje pois a polícia vai averiguar se o animal ainda se encontra lá dentro ou pelas redondezas.
- Entendo...
- Eu sinto muito.
- Ele vai sair dessa.
- Eu sei que sim. Vem, vamos comer algo.
- Unhum...
O café se passou livre de quaisquer palavras, eram apenas mãe e filha. O irmão mais velho de Samantha, Joaquim, trabalhada o dia todo e quando chegava a mais nova trancava-se em seu quarto para evitar brigas, por isso quase nunca se viam. O pai dos dois fora embora quando ela tinha apenas seis anos de idade, por isso mal se lembrava do rosto ou qualquer outra coisa do homem.
Ao terminar a refeição entrou em seu quarto, fechando a porta atrás de si. Precisava se destrair, ligou o notebook e selecionou uma música com o título de Magenta (N/A: Link para quem tiver curiosidade... https://www.youtube.com/watch?v=B5QiTUXgcBY) para tocar no volume máximo, a música alta calava a voz de seus pensamentos conturbados.
- Samantha! — A voz de sua mãe foi ouvida bem baixa do lado de fora, porém, a mesma nem respondeu. Em alguns instantes a porta de seu quarto foi aberta. — Hey, abaixa essa merda.
- O que foi? — Perguntou a adolescente abaixando o volume, sem desligar a música.
- Tem um garoto te procurando aí fora.
- Garoto?
- Leandro. Moreninho, poste.
- Leonardo, não?
- Isso!
- Mando ele entrar?
- Pede pra ele esperar na sala que vou colocar uma roupa decente.
- Okay.
A mais velha saiu do cômodo fechando a porta, a mais nova retirou o pijama que usava e vestiu um short jeans e uma camiseta preta. Descalça caminhou até o exterior do lugar logo vendo o jovem sentado no sofá de sua sala.
- Oi. — Leonardo a cumprimentou com um pequeno sorriso e envolveu Sam seus braços.
- Oi... Não faça isso, é muito gay. — A frase arrancou um riso do maior, que soltou a outra do abraço. — O que veio fazer aqui, afinal?
- Como a escola está fechada... Pensei que podíamos estudar um pouco para o trabalho de história.
- É verdade! Nem estava me lembrando!
- Ficamos com os Astecas.
- Sim, sim. Vem, vamos estudar no meu quarto.
- Certo.
O rapaz pegou sua mochila que havia ficado no estofado e seguiu a garota pelo corredor até adentrar o quarto observando fixamente cada detalhe.
- Não repare na bagunça.
- Não vou.
- Bom mesmo. Enfim... Me responde uma pergunta?
- Sim.
- O que veio fazer sozinho em um país estranho tão longe de casa?
- Eu precisei vir.
- Família?
- Mais ou menos.
- Hum... Confuso.
- A vida é confusa.
- É verdade, nós vivemos em um balão azul que flutua no meio do nada e eu querendo sentido na vida.
- Você é... Diferente.
- Todos somos.
- Oh garota difícil.
- Desculpe, tenho uma defesa difícil de quebrar.
- Percebe-se.
- Nossa, ofendeu.
- Ofendeu nada.
- Verdade, não ofendeu.
- Você estuda há muito tempo naquela escola?
- A vida toda.
- Compreendo, e há quanto tempo estuda com o Matheus, o Gustavo e a Ana?
- Ana tem três anos, Gustavo dois e Matheus dois meses. Pera... Você os conhece?
- Conheço.
- Mas como...?
- Já estivemos em uma mesma... Escola... Nos Estados Unidos, mas éramos bem pequenos, eles nem devem mais se lembrar de mim.
- Possívelmente, a Ana quando lembra de alguém faz uma marmota no reencontro.
- Sério?
- Sim.
- Ela realmente me parece uma garota bem animadinha.
- E é, você não sabe o quanto. — A jovem pegou sua mochila, abrindo-a. Pegou o livro de história e começou a folhear. — Astecas... Astecas...
- Capítulo 32.
- Oh sim, achei!
- Bem, quer dividir as partes ou complementamos a explicação um do outro?
- Acho melhor dividir, ou eu falo o trabalho todo.
- Okay, quais tópicos quer?
- Eu fico com um, dois e três.
- Okay, fico com o quatro, cinco e seis.
- Quer fazer algo a mais?
- Tipo?
- Um cartaz com alguns fatos curiosos ou reprodução de um calendário.
- Eu posso fazer o calendário, se quiser.
- Eu te ajudo, senão sobrecarrega você.
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A noite logo chegou e foi o momento da despedida dos dois colegas, boa parte da apresentação já estaria pronta. O jantar passou como uma flecha e Samantha retornou ao seu quarto, agora para dormir. Deitou-se sob o edredom, colocou os óculos sobre o criado-mudo e ficou encando o teto.
Após alguns minutos seus olhos fechavam-se lentamente quando ouviu um som do lado de fora, no quintal. Sentou-se curiosa e foi até a janela avistando tudo quieto e vazio. Deu de ombros e voltou a se deitar sem tardar a pegar no sono.
Sonho on.
- Hey... Onde você pensa que vai? — Uma voz masculina, e juvenil, perguntou.
- Eu vou descansar.
- Você não pode descansar.
- Por quê?
- Os mortos nunca descansam.
- Eu estou viva, não há problemas.
- Viva?
- Sim.
- Tem certeza?
Samantha voltou seus olhos a seus braços vendo-os em uma cor transparente, naquele exato momento avistou Ana caminhando em sua direção distraída com uma coisa qualquer.
- Ana! Ana!
A loira pareceu nada ver e continuou caminhando ao encontro da amiga, atravessando seu corpo. Naquele exato momento seu corpo perdeu as forças e caiu ao chão, incendiando-se, porém, não doía. Era um fogo confortável e tranquilizante, que logo cessou dando lugar a uma falta de gravidade que fez com que seu corpo e tudo naquele ambiente hostil se elevassem, como se realmente estivessem voando.
Foi quando tudo caiu, bagunçando a localidade. Quando Sam ergueu seu rosto para olhar ao redor viu um círculo, por fora desse estavam Ana, Gustavo e Matheus a encarando com um sorriso sádico. Sua atenção logo foi chamada por um som de correntes arrastando-se no solo, atrás de si. Ali estaria uma criatura envolta por um capuz, não se podia ver seu rosto, apenas os afiados dentes e os tenebrosos olhos cor de sangue.
Sonho Off.
Samantha debatia-se sobre o colchão de sua cama, tentando fugir de seus pesadelos enquanto, do lado de fora, uma pessoa colocava a palma da mão sobre a vidraça de sua janela mantendo seus olhos vermelhos fixos no corpo feminino que, realmente, não estava descansando em paz.
Continua...
Notas finais
Espero que tenham curtido e que me acompanhem à partir daqui, beijos meus monstrinhos sensuais, até o próximo capítulo! ^_~
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