A Thousand Years
2 Monsters
Notas iniciais
*Elena*
Depois do primeiro mês minha vida virou um inferno, e eu não estou exagerando. Klaus jogava indiretas o tempo todo, fazia-se de santinho e Jeremy continuava achando ele um anjo. Além de tudo Damon, sobrinho e afilhado de Klaus veio morar conosco. Não que ele seja um problema, nós até conversamos às vezes, mas ele é bem estranho, de um jeito parecido com Klaus. De um tempo pra cá tenho observado que coisas estranhas acontecem nesta casa. Klaus e Damon recebem visitas esquisitas de pessoas dos piores tipos imagináveis e há um dia algumas pessoas entraram e eu não as vi sair.
Agora estou na sala e tentada a ir atrás de Klaus que acabou de descer as escadas de uma porta que fica perto da entrada. Sei que não deveria descer, pois, algo me assusta muito, mas tenho que descobrir o que está acontecendo aqui. Abro devagar a porta e começo a descer as escadas sem fazer barulho. São vários degraus numa imensa escuridão, quando finalmente chego ao fim das escadas me pego observando a cena mais terrível que já vi.
Klaus está sentado em uma poltrona num canto da sala com um corpo, sim com certeza é um corpo sem vida em seu colo, mordendo seu pescoço. Percebo que é uma das pessoas que vi entrando outro dia. Em outra parte da sala, vários corpos empilhados e sujos de sangue e uma garota que deve ter a minha idade ou um pouco mais sentada olhando diretamente para mim com uma clara expressão de terror. Toda a coisa dura apenas alguns segundos, pois, assim que Klaus percebe minha presença e eu penso em algo para falar alguém tapa minha boca e me empurra para dentro da sala fechando a porta atrás de si.
–Damon! – eu disse quando ele me soltou e pude ver quem era, voltei meu olhar para Klaus – Eu sempre achei que você fosse um louco, mas matar pessoas? E dessa maneira? – apontei para os corpos – Que tipo de monstro você é? – Klaus e Damon deram uma gargalhada em uníssono.
– Elena, amor, ainda não era a hora de você saber disso. Eu ainda tinha planos para você enquanto humana. – disse negando com a cabeça. Que tipo de louco esses homens são?
– Você é um psicopata ou algo do tipo? O QUE VOCÊ É? ME DIZ AGORA! – Exigi e Klaus sorriu novamente.
– Eu sou um vampiro, Elena. – sorri de tão nervosa que estava, só pode ser brincadeira. – Você não acredita minha querida? – então algo aconteceu, algo impossível de se explicar. Klaus, que estava do outro lado da sala a uma distancia considerável de mim, de repente se moveu numa velocidade impressionante e estava ao meu lado. – Precisa de uma prova?
– O que você pretende fazer comigo? – tentei manter a calma enquanto ele mexia numa mecha do meu cabelo ele me ignorou e foi para perto de Damon.
– Vamos compeli-la a esquecer de tudo, é o melhor a fazer. – disse Damon com falsa preocupação.
– Não! – respondeu Klaus firmemente – Eu precisava que ela descobrisse para seguir o meu plano. Não vamos adiar isto. – lágrimas se formavam em meus olhos, mas eu me recusei a chorar na frente deles.
– O QUE VOCÊ VAI FAZER COMIGO? – gritei desesperada. Klaus olhou pra mim com toda a calma do mundo e virou-se para Damon novamente.
– Ei, Damon, o que acha de ir fazer companhia à Jeremy? Ele estava jogando vídeo-game e acho que iria gostar de um parceiro. – Desesperei-me.
– NÃO! – corri até Damon — Deixe Jeremy em paz. – comecei a dar socos em seu peito, mas ele nem se movia e ficava sorrindo — Não chega perto do meu irmão seu monstro! – ele apenas me ignorou e saiu da sala, virei rapidamente para Klaus. – O que ele vai fazer com meu irmão? Por favor, deixe ele fora disso. – supliquei.
– Elena, sempre tão preocupada com os familiares... Talvez se fosse mais afastada de seus pais nada disso tivesse acontecido. – olhei para ele como quem diz ‘o que?’. – Longa história, talvez eu te conte algum dia. Agora, vamos à sua transformação.
– O quê? NÃO! Eu não quero ser uma vampira, não se aproxime de mim. – dei passos para trás e acabei encostando-me na parede, Klaus chegou rapidamente até mim. – SAI AGORA! – Ele riu dando uma mordida no próprio pulso e o sangue começou a aparecer. – O que você... – interrompeu-me.
– Agora Elena, começa uma nova vida pra você. – ele chegou o braço sujo de sangue perto da minha boca e eu tentei desviar, mas ele segurou minha cabeça e logo senti o gosto salgado do sangue descendo pela minha garganta permanecemos por poucos segundos assim e ele me largou.
– O que você? Que é isso? – eu não entendia, qual era o sentido de tudo isso? Klaus voltou a chegar perto de mim.
– Bons sonhos Elena. – Em um rápido movimento Klaus segurou minha cabeça e a girou totalmente para o lado quebrando meu pescoço com a maior facilidade do mundo.
***
Acordei com uma dor insuportável na cabeça e no pescoço. Como eu posso estar acordada? Lembro-me muito bem de Klaus quebrando meu pescoço. Minha vista vai se clareando lentamente e sentado na poltrona ao lado de minha cama está Klaus.
–Bom dia luz do dia. Dormiu bem? – disse sarcástico levantei-me um pouco e tive de parar por causa da dor.
– O que você fez comigo? Eu sou uma vam... – interrompeu-me.
–Não. Ainda não. Falta uma coisa para você terminar a transformação. – disse como se fosse uma coisa muito normal.
– E o que é? Eu não farei, não quero me transformar num monstro como você. – Ele riu jogando a cabeça para trás.
– Você tem de se alimentar de sangue humano, é simples ou você termina a transformação ou seca até morrer e, além disso, sua fome ficará tão grande que não conseguirá resistir. – olhei para ele e olhei para a porta. Klaus estava mexendo numa linha solta do sofá então levantei-me rapidamente e corri até a porta. Assim que toquei a maçaneta senti Klaus puxando meus cabelos. – Pra que a pressa querida? Vamos até lá em baixo fazer uma boquinha, o que acha?
– Não Klaus, eu não vou me alimentar de uma pessoa. Eu não quero isso. – Ele me empurrou porta a fora e levou-me em direção à sala. Damon estava sentado ao lado de Jeremy jogando vídeo-game, quando chegamos à sala ele virou-se para nós.
– Seria tão fácil para Damon apenas quebrar o pescoço de seu irmão e você não quer isso não é? – sussurrou no meu ouvido enquanto segurava em meu braço.
– Não... Deixe-o. – Segui Klaus até a sala em que ele iniciou a minha transformação e lá estava a garota que vi antes na mesma posição ela não parecia ter movido nem um músculo, isso não era possível. Klaus largou meu braço foi até ela e a levantou puxando pelo braço e trazendo até mim. Ele puxou os cabelos dela como se fosse uma boneca deixando seu pescoço bem perto de mim. Eu podia sentir o sangue passando por sua veia, isso era muito estranho.
– Vá em frente, faça o que tem de fazer. – Disse sério pela primeira vez.
– Eu não... Não vou matar essa garota. – O olhei incrédula. Eu sentia duas presas crescendo em minha boca, as veias de meus olhos pulsando fortemente. Sentia muita vontade de sentir o gosto do sangue dessa garota e essa vontade começava a ultrapassar todos os meus princípios.
– AGORA ELENA! – Ele gritou e eu neguei com a cabeça. De repente Klaus movimentou a cabeça da garota e deu uma pequena mordida em seu pescoço. No mesmo instante o cheiro do sangue penetrou em mim e eu não pude conter-me com uma mão segurei nos cabelos ruivos da garota e pousei a outra em seu ombro, quando Klaus a largou cravei minhas presas em seu pescoço e logo pude sentir o gosto salgado do sangue. Eu não podia parar. Eu tinha a sensação de que nunca seria o suficiente, de que sempre vou querer mais e mais. Eu oficialmente tornei-me um monstro. Agora eu sou uma vampira!
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