A Thousand Years

1 A thousand Years


Notas iniciais
Eu tive essa ideia de uma hora pra outra, simplesmente por achar que essa música combina muito com USUK.

[O coração acelerado

Cores e promessas

Como ser corajoso?

Como posso amar quando tenho medo disso?

Mas ao ver você sozinho

Toda a minha dúvida de repente se vai de alguma maneira]

Solidão. Era a palavra que definia toda a existência de Arthur Kirkland, o Grande Império Britânico, Inglaterra. Ele sempre tinha estado apenas em sua própria companhia, e faziam décadas que o loiro havia se conformado. Aquele buraco no peito nunca ia se preencher, o vazio nunca iria sumir.

Pelo menos foi assim até conhecer aquele garotinho perdido, que foi sua luz no fim do túnel. No começo, apenas um irmão mais novo, aquele que o fazia ficar tranquilo quando todas as guerras e problemas ameaçavam levar sua sanidade embora. Porque América tinha que crescer? Se tivesse continuado apenas um garotinho, Inglaterra nunca teria sido abandonado... E nunca teria se apaixonado.

[Eu morri todos os dias esperando você

Querido, não tenha medo eu amei você

Por mil anos

Eu amarei você por mais mil]

“Inglaterra-san, se controle por favor.” O japonês falou para Arthur, que estava completamente bêbado em um bar aleatório.

“O que diabos está fazendo aqui?” O loiro perguntou, irritado. Só queria ficar sozinho, e deixar que o álcool cumprisse sua missão. Que o mundo fosse todo pro inferno, só queria tirar ele da cabeça.

“Estou resolvendo alguns negócios e acabei vendo você aqui.” Kiku explicou, tentando puxar o amigo para fora. Já tinha visto ele bêbado, mas nada tão terrível como aquilo.

Roupas amassadas.

Cabelo desgrenhado.

E o rosto inchado e cheio de lágrimas.

“Eu lhe acompanho até sua casa, se beber tanto isso pode prejudicar sua saúde.”

“NÃO IMPORTA!” O britânico se livrou do japonês com um puxão tão forte que fez o próprio loiro cair. “Nada disso importa. Porque aquele idiota faz isso? Porque ele tem que me odiar tanto? E pior de tudo, porque eu não posso odiar ele?” Se Arthur Kirkland tinha um defeito esse seria sua extrema sinceridade quando consumia bebidas alcoólicas.

“Está falando do América-san, não é?” Japão perguntou calmamente. “Eu sinceramente não acho que ele te odeie. Não se torture tanto, irmãos mais novos sempre acabam deixando suas casas...”

“EU NÃO QUERO QUE ELE SEJA MEU IRMÃO MAIS NOVO!” Inglaterra explodiu, com lágrimas cada vez mais grossas escorrendo em seu rosto. “Faz muito tempo que eu não o amo desse jeito.”

“É... Sinceramente eu já desconfiava... Inglaterra-san?” A conversa foi encerrada naquele ponto, pois o inglês acabou desmaiando.

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“OY INGLATERRAAAA! NÃO É HORA PARA ESTAR DORMINDO!” Arthur foi acordado por um americano abrindo as janelas, e consequentemente, fazendo o sol queimar seus olhos.

“O que diabos você está fazendo aqui, seu maldito comedor de hambúrgueres?”

“Isso Arthur, aja como sempre. Ele não pode saber o quanto você anda sofrendo.”

“Eu vim resolver alguns assuntos do governo.” América respondeu, deixando Arthur cheio de dúvidas. Se tinha uma reunião ou algo parecido, como ele não tinha sido avisado?

“E porque está me acordando?”

“Porque eu quis.” Algo ali estava muito errado. O mais novo estava sendo muito evasivo em suas respostas, e o mais velho percebeu isso.

“Será que ele não pode ficar longe de mim? Já não basta me deixar acabado, ainda tem que voltar pra contemplar meu desespero?”

“Bem, então se me dá licença, eu vou voltar a dormir.” Arthur puxou as cobertas até a cabeça, mas rapidamente foi descoberto pelo loiro de óculos.

“Ei Inglaterra, porque você bebeu tanto ontem, a ponto de precisar ser carregado de volta pra casa?”

“Como você sabe disso?”

“O Japão me ligou hoje me contando. Porque você chamou ele?” Naquele momento, o curto cabelo de Alfred cobria seus olhos, o que tornava para Arthur uma tarefa impossível descobrir o que o rapaz estava sentindo.

[O tempo para

A beleza em tudo o que ela é

Terei coragem

Não deixarei nada levar embora

O que está à minha frente

Cada suspiro

Cada momento nos trouxe aqui..]

“Eu não o chamei, foi uma coincidência. Para ser sincero, eu preferia que ele tivesse me deixado beber mais.” O britânico explicou, sentando de costas para o americano.

“Pra que? Beber demais faz mal, o tão esperto cavalheiro não sabe disso. Se continuar assim vai acabar ficando doente e...”

“PARE DE FALAR COMO SE VOCÊ SE IMPORTASSE! VÁ EMBORA DA MINHA CASA! ME DEIXE EM PAZ!”

“É CLARO QUE EU ME IMPORTO!” Não dava para saber qual dos dois gritava mais alto. Aquelas palavras fizeram o inglês chegar ao seu limite? Que fosse ao inferno a racionalidade. Quem se importava se aquele americano estúpido não ia nunca mais olhá-lo nos olhos? E com uma coragem momentânea, que podia ter até chamado de loucura, Inglaterra atacou os lábios de América, num beijo desesperado. Quanto tempo tinha esperado por aquilo? Cem anos? Duzentos? Seus sentimentos tinham disso aprisionados por tanto tempo que acabaram sendo demonstrados daquela forma insana. Era como esconder algo num velho baú. Uma hora a fechadura enferruja e quebra.

“DÁ PRA ME SOLTAR INGLATERRA! EU NÃO QUERO SER BEIJADO POR ALGUÉM QUE AINDA ME VÊ COMO UMA CRIANÇA!” Alfred gritou.

“Espera... Você acha o que?”

“Não foi por isso que você me beijou?” A inocência (ou burrice, chame do que preferir) do amante de hambúrgueres fez Arthur cair na cama dando gargalhadas.

“Você acha mesmo que alguém beijaria uma criança desse jeito? Se o resto do mundo pensasse como você as prisões estariam lotadas.”

“PARE DE ME TRATAR FEITO UM IDIOTA!”

“Mas você é um maldito idiota. Não sabe que só se beija desse jeito alguém que você ama de forma romântica...”

Se passaram alguns segundos de silêncio, e foi a vez de América rir, enquanto o britânico corava e se amaldiçoava por ter confessado daquele jeito.

“Então quer dizer que essas são suas verdadeiras intenções Inglaterra? Não se preocupe, se as coisas são dessa maneira o HERO aqui vai poder retribuir. Afinal, não seria uma atitude heróico deixar um idoso sofrendo por amor não correspondido HAHAHAHA!”

“EU NÃO SOU UM IDOSO, VOCÊ QUE É UM PIRRALHO!”

“E MESMO ASSIM VOCÊ SE APAIXONOU POR MIM!”

“E VOCÊ POR MIM”

[O tempo trouxe o seu coração para mim
Eu amei você por mil anos
Eu vou amar você por mais mil.]

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!