Notas iniciais
Eu vou MATAR a Carol!!! Gente, de coração, muito obrigada a todos que comentaram no último capítulo. Foi o melhor presente de aniversário que alguém poderia pedir! Muito, muito, muito obrigada mesmo!
Capítulo saindo antes do planejado por alguns motivos: Primeiro, eu fui realmente malvada em terminar o último capítulo daquele jeito, então esse é para compensar. Segundo: eu estou indo viajar amanhã, então não sei se eu vou poder postar. Aproveitem o maior capítulo da fic até agora!

18

Rachel continuava caída no chão. O carro que quase a atropelou havia parado. Quinn não se mexia.

“Ela não pode se machucar, ela é imortal, ela está bem...” Rachel ficava repetindo em sua cabeça. “O que deu em mim de sair correndo assim, sem mais nem menos? Eu nem deixei ela terminar de falar...”

- Moça? – uma voz masculina gritou de dentro do carro.

Não era com Rachel que ele falava. Era com Quinn. A morena começou a ficar realmente preocupada quando viu a mancha de sangue que se espalhava pela rua.

- Ligue para o 911! – gritou a garota, pegando o seu celular na bolsa.

Dois toques bastaram para atenderem o telefone.

- S-santana? É a R-rachel...

“Berry? Como você conseguiu meu número?”

- A L-lucy me d-deu... F-falou para eu te ligar s-se acontecesse algum c-coisa...

“Espere, você disse Lucy?”

- Não! A Q-quinn me deu s...

“Você disse Lucy...” a latina cortou-a. “Ela te contou, não?”

- V-você sabe?

“Eu sei mais do que você imagina. O que foi?”

- E-ela foi atropelada, Santana. E-ela está s-sangrando. N-não era p-para isso estar acontecendo, não é?

Silêncio. Rachel conseguiu ouvir a latina xingando ao longe.

“Berry, ainda está aí?” falou depois de algum tempo.

- S-sim...

“Ótimo. Estou indo para o hospital. Te encontro lá. Uma última coisa: concorde com tudo o que eu falar e não questione.”

Santana desligou o telefone antes que a mais nova pudesse responder.

- Moça? – dessa vez era com Rachel que ele estava falando. – Você está bem?

- S-sim. Ela me salvou.

- Eu sinto muito! Eu não vi vocês e...

- Sem problemas... Já chamou o 911?

O garoto assentiu.

- Agora só nos resta esperar – falou a morena baixinho.

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- Saiam da minha frente, seus incompetentes!

Rachel levantou a cabeça, reconhecendo a voz da latina. Quando ela entrou no campo de visão da morena, viu que Santana vestia um... jaleco branco?

- Berry, venha aqui – disse sem encarar a menina.

A mais nova se levantou e correu para acompanhar o ritmo da latina, que ia em direção à recepção.

- Qual a situação da menina que acabou de chegar? – perguntou seca.

- Perdão? – disse a recepcionista.

- Sou a médica da paciente que acabou de chegar, vítima de um atropelamento. O estado de saúde dela é instável, ela tem uma série de problemas. Eu preciso acompanhar o caso dela de perto.

- Seu nome?

- Samantha Cassia Lopez.

Rachel mantinha a cabeça baixa. Já fazia mais de meia hora que Quinn havia entrado e nenhuma notícia dela.

- Ela entra comigo – falou a latina, apontando para a mais nova.

A recepcionista deu um suspiro fundo.

- Relação com a vítima?

- Noiva.

As palavras que saíram da boca de Santana fizeram o coração de Rachel dar um solavanco.

- Vou ter que fazer algumas perguntas para ela.

A morena assentiu e se aproximou mais do balcão.

- Nome da vítima?

Rachel hesitou por um momento, mas logo começou a falar.

- Lucy Quinn Fabray.

- Data de nascimento?

- 25 de julho de 1995

- Parentes?

- Órfã desde pequena.

- Cor dos cabelos?

- Loiros.

- Olhos?

- Verdes.

- Ok, já deu, não? – interrompeu Santana.

A mulher entregou um crachá para cada uma e ambas saíram correndo para dentro.

- Médica dela? – perguntou a morena.

- Tem muita coisa sobre mim que você não sabe, Berry... Muita coisa.

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“Um humana normal. Uma humana normal. Uma humana normal...”. As palavras ecoavam na mente de Quinn.

Tudo estava preto. Tudo doía.

- Rachel... – murmurou.

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Santana havia deixado Rachel do lado de foram da sala de operações. A morena não estava em condições de fazer nada. Médicos e enfermeiras entravam e saíam o tempo todo da sala, mas nada de Santana.

- Rachel?

A menina virou-se e encontrou com Blaine e Kurt parados em pé, ao lado do banco onde ela estava sentada.

- Oi – disse a morena, forçando um sorriso.

- Santana me ligou – falou Blaine. – Ela pediu para nós virmos aqui cuidar um pouco de você.

- Eu não vou sair desse hospital, meninos. Agradeço pela ajuda, mas sinto muito.

- Nós não vamos te tirar daqui – foi a vez de Kurt falar. – Vamos apenas te distrair um pouco aqui dentro.

Blaine deu a mão para Rachel e ajudou-a a se levantar. O que aconteceu foi a menina com o rosto enfiado no ombro de Blaine e os dois rapazes tentando acalmá-la.

Havia sentido falta daqueles dois? Claro que havia. Fazia quanto tempo que não saía com eles? Ainda os encontrava no Glee Club, mas fazia algum tempo que não ia ao shopping com eles.

- S-santana falou alguma coisa sobre o estado de saúde de Quinn para vocês?

Kurt negou com a cabeça. A morena virou-se para o outro menino, que hesitou durante um momento antes de repetir o gesto que o namorado fez segundos antes.

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- A hemorragia foi contida. O estado dela é estável. Ela já pode ser levada para o quarto, mas terá que ficar em observação.

As palavras do cirurgião fizeram o coração de Santana voltar ao ritmo normal. Ela teria que ficar de olho em Quinn por algum tempo, mas ao menos ela estava salva.

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- Vocês não precisam passar a noite comigo aqui no hospital... – disse Rachel, conforme os ponteiro do relógio iam se aproximando do número dois.

- Sabemos disso. Eu vou ficar aqui com você durante a noite. Kurt volta amanhã com algumas roupas limpas para você. Sabemos que você só vai sair daqui quando Quinn sair.

A morena sorriu de leve. Estava realmente exausta de passar o dia preocupada com a namorada. Os pais já haviam passado no hospital para ficar um tempo com a filha, mas logo foram embora.

- Acho melhor eu ir para casa... Meu pai está me esperando.

Rachel e Blaine se despediram do garoto e voltaram a conversar. Logo depois, a latina sentou-se na mesa do refeitório com os dois. O coração da morena disparou.

- Berry, fique calma. Eu consigo ouvir seus batimentos cardíacos daqui – ela tomou um gole do café que trouxe. – Ela está bem, bateu a cabeça com força, mas está bem.

- Mas ela me disse que não podia se machuc...

A mais nova cortou suas próprias palavras ao se lembrar que Blaine estava sentado com elas.

- Rach, temos que te contar algumas coisas... – falou Blaine.

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Tudo doía. Ela tentava abrir os olhos, mas não tinha forças para isso. Tinha forças para fazer apenas uma coisa:

- Rachel...

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- Olha, a gente não quer te assustar, Rachel...

- Mas talvez isso aconteça – completou a latina.

A morena suspirou fundo e assentiu. Tinha medo de que alguma coisa ruim tivesse acontecido com Quinn.

- Não tem uma maneira fácil de nós dizermos isso, Rach...

- Ah, cale a boca, Anderson.

- Eu não quero que ela surte, Santana!

- Estamos em um hospital... É o único lugar que não tem problema se ela surtar...

- Será que vocês podem ir direto ao ponto, por favor? Minha cabeça já está doendo... – disse Rachel, cortando a discussão entre os outros dois presentes na mesa.

- Certo, desculpe – falou Santana. – Enfim, nós dois – ela apontou para ela mesma e Blaine. – somos amigos de Quinn já muito tempo. Muito tempo mesmo...

- Ela pediu para nós contarmos tudo isso para você caso alguma coisa acontecesse com ela. A gente só não esperava que essa alguma coisa fosse um atropelamento.

- Enfim, desde que você chegou ao McKinley, a Quinn começou a agir de uma maneira estranha, e ela veio procurar a gente.

- Ela achava que estava ficando louca, Rach. Nós estamos acompanhando-a há algum tempo.

- O algum tempo que o Anderson se refere é alguma coisa próxima de cinquenta anos para mim e quase duzentos para ele.

- A Santana tem estado junto com a Lucy desde que se conheceram. Eu fiquei durante algumas décadas com ela, mas eu queria conhecer o mundo. Então acabávamos nos encontrando em alguns lugares de décadas em décadas, para não perdermos o contato.

- Voltando ao assuntou principal, quando ela descobriu que voc6e era realmente você, ela começou a procurar por uma... – ela olhou para Blaine, que assentiu. – Por uma cura para a imortalidade dela.

- Por quê?!

- Porque ela não queria ficar com você até você morrer. Ela queria ficar com você até que ela morresse, até que a morte, definitivamente, separasse vocês – foi Blaine quem respondeu à pergunta da morena.

- Depois de uns dois meses, chegamos perto de conseguir alguma coisa. Eu e Blaine... Nós estamos “curados”, Rachel. Sei que parece um coisa boa ser imortal, mas imagine ter que passar setecentos anos esperando por alguém que, em teoria, nunca mais iria voltar?

- E nós sabíamos que um dia chegaríamos ao ponto em que Lucy estava. Para nós, o antídoto funcionou, mas ela... Não importava a dose que tomasse, nada acontecia. Foi por isso que ela foi até o Rio de Janeiro agora na virada do ano. Ela foi tentar encontrar um cura para ela. Só que... Uma coisa aconteceu logo depois de sua chegada.

- Ela se cortou com um caco de vidro de uma taça de champanhe. Que clichê... Enfim, ela não tomava o antídoto desde novembro. Então o objetivo dela na cidade mudou. Ela tentou entender o que tinha acontecido para ela “conseguir” se machucar.

- Então ela foi falar com a bruxa que nos transformou...

- Ela o quê?! – disseram Santana e Rachel ao mesmo tempo.

O moreno ignorou-as e continuou falando:

- ... E ela descobriu que, bem... – ele corou de leve. – A consumação do amor de vocês libertou-a da maldição.

Silêncio. Era coisa demais se passando na cabeça de todos.

- Ou seja, – a latina se virou para Rachel. – no momento em que vocês se comeram, ela foi libertada. Isso é nojento.

Rachel continuava quieta, tentando absorver todas as informações que os dois haviam passado a ela. Era muita coisa para absorver de uma vez só.

- Rach, você está bem? – perguntou Blaine.

- Acho que sim... É coisa demais para a minha cabeça, mas acho que vou ficar bem.

- É melhor que fique mesmo... – disse Santana. – Não vai ser legal Quinn saber que você surtou depois de tudo o que ela passou.

- Santana!

- O quê?! É a pura verdade, Anderson – a latina se levantou. – Vou ver como ela está, já volto.

- Posso ir juntou? – a morena já estava praticamente em pé.

Blaine e Santana se encararam por um momento.

- Rach, olha... Eu não acho que é uma boa ideia...

- Ele está falando sério, Berry. Ela está numa espécie de coma induzido para não sentir dor, mas não temos controle sobre isso e... Ela está bem machucada.

Rachel suspirou e voltou a se sentar, deitando sua cabeça na mesa.

- Doutora Lopez?

AS três cabeças se viraram em direção à voz.

- A paciente acordou. Disse que não sente dor. Durante todo o período de realização do check-up ela ficou perguntando sobre uma tal de Rachel...

Os olhos da morena brilharam quando aquelas palavras saíram da boca do enfermeiro.

- A senhora teria como entrar em contato com essa mulher?

Santana olhou para Rachel, depois para Blaine, que assentiu levemente, e então para Rachel novamente. Ela praticamente implorava em silêncio para que Santana autorizasse-a.

- Já entrarei em contato com ela.

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- Rachel, só, por favor, tenha cuidado com ela. Ela acabou de sair de uma cirurgia, então...

A morena assentiu, dedilhando em sua perna. Estava muito ansiosa para ver como a namorada estava.

- Olha, Rachel... Ela te ama muito, ok? Não a machuque, senão eu vou colocar toda Lima Heights atrás de você.

Mais uma vez, Rachel assentiu.

- Santana, só mais uma coisa... – ela pegou o celular e mostrou a mesma foro que havia mostrado a Quinn horas antes. – De quando é essa foto?

- Em algum momento da década de sessenta. Foi tirada na época em que eu conheci Lucy. Mas não há mais nada entre nós. A partir do momento em que eu descobri o que aquela vadia da Mara tinha feito com você... Eu mudei, Rachel.

A mais nova abraçou a latina, que retribuiu.

- Não se acostume com isso.

Depois disso, Rachel abriu a porta e entrou no quarto da namorada.

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- Rachel? – perguntou Quinn assim que a porta de seu quarto se abriu.

A loira abriu um sorriso no instante que viu que era realmente a namorada que atravessava aquela porta.

- Oi – falou, sorrindo de orelha a orelha.

- Oi...

Rachel se aproximou e sentou-se cuidadosamente na beirada da cama.

- Eu, eu sinto muito, Lucy... Eu deveria ter deixado você terminar de falar.

- Ei, amor – a loira colocou uma mão no rosto da mais nova. – Esqueça isso. O que importa é que, no final, deu tudo certo.

Rachel sorriu e segurou a mão que antes estava em seu rosto.

- Eu acredito que Blaine e Santana tenham te contado tudo, não?

A menina assentiu.

- Santana também me contou sobre aquela foto.

- Ótimo. Como eu disse, no final, ficou tudo bem.

A morena sorriu e se aproximou da namorada, depositando um beijo suave em seus lábios.

Notas finais
Bom, é isso. Se eu não falar com vocês novamente, bom Carnaval e curtam muito, mas com juízo, viu? Haha! Não deixem de comentar e espero que tenham gostado do capítulo!
Beijos!