Os três onis voltaram para o Q.G. onde se depararam com uma cena um tanto peculiar: Uma das garotas que tinham chegado naquele dia estava aos berros com os outros humanos.

— Como assim não nos deixaram lutar? — Esbravejou uma ruiva de olhos dourados iguais aos do pai, Sanosuke Harada – Você mentiu para mim pai. — Constatou a menina emburrada.

— Não menti Kaira, eu lhe disse que o Shinsengumi precisa de você. De fato, omiti a necessidade, mas não menti – disse. Ele tranquilamente já previa a reação da filha quando soubesse que era requisitada para serviços gerais.

— Eu me recuso a aceitar isso! — Exclamou a ruiva ainda nervosa.

— Para ser sincera não fui feita para esse tipo de atividade masculina – Falou uma morena de olhos esverdeados, com certo pesar na voz por contradizer sua amiga.

— Concordo com a Keiko. — Expressou outra garota. Essa tinha os cabelos marrons e olhos castanhos.

— Nanami e Keiko, quietas! – Kaira estava mais irritada ainda por suas amigas serem damas indefesas, mas ela não. Ela sabia se virar em um combate.

Harada, já irritado com sua filha, teve uma ideia que ele julgava ser brilhante e suicida ao mesmo tempo.

— Kaira se quer tanto provar que é boa terá de vencer um dos três – Informou ele apontando para os onis parados na entrada do esquadrão.

— O que? — Pôde -se escutar a descrenças de todos os humanos ali presentes.

— Você quer que ela morra? — Perguntou Shipachi ainda sem acreditar que ele sugeriu algo tão perigoso.

— Gostei. Me coloco à disposição para lutar contra ela. — Yukina exclamou já se aquecendo para a luta.

— Claro que não quero que ela morra. Estaremos de olho e a qualquer sinal de perigo, nós interviremos.

— Tudo bem pai eu aceito o seu desafio. — Disse a ruiva com cara de poucos amigos também se aquecendo para o combate.

— Não a mate Yukina. – Disse Usui com certo interesse na garota, que aceitou o desafio tolo do pai.

— Está bem Usui, só irei machucá-la. – Disse a garota loira com um sorriso macabro em seus lábios.

Yuka olhava a cena impressionada com a audácia da humana de querer duelar com sua amiga. Foi em direção a uma pedra e lá sentou para apreciar o duelo. De fato, aqueles humanos eram diferentes. Todo medo por terem três onis por perto fora substituído por um ar de rixa, como se desejassem que os demônios estivessem ali com eles. Sentiu a presença de Usui perto de si e lhe deu um espaço na pedra para assistirem ao show juntos.

— Para mostrar que sou justa, lutarei sem arma. — E como sempre cumpria com sua promessa, Yukina deixou a sua catana aos pés de seus amigos e voltou para onde estava segundos antes — e pra mostrar que sou benevolente deixarei começar o show – continuou, mantendo-se parada aguardando o primeiro ataque da oponente.

Kaira não era boba, tinha visto a loira lutar com sua amiga. Sabia que não seria nada fácil, mas não recuaria agora. Tinha o dever de provar a todos e principalmente a seu pai que ela era capaz de lutar ao lado do Shinsengumi.

A ruiva avançou com punhos de ferro para cima de Yukina afim de acertar diretamente o rosto de sua adversária. A garota loira, com reflexos precisamente treinados, desviou o golpe de sua adversária e segurando-a, deu-lhe uma joelhada na barriga deixando-a altamente vulnerável e a virando de costas, empurrou-a para a frente.

— Serio um ataque direto? Morreria nos primeiros segundos de luta. – Disse Yukina com voz firme.

Kaira ainda não tinha se dado por derrotada. Virou-se, e recobrando o fôlego, voltou a proferir ataques sobre a oponente, confundindo-a com golpes falsos. Esperou a outra desviar e lhe deu um bandão derrubando-a no chão. Sacou sua katana e mirou no pescoço de Yukina.

— Eu não disse nada sobre não usar armas.- chiou Kaira envolta de raiva por ter sido subjugada pela oni.

Yukina sorriu, desconcentrando sua adversaria, e aproveitou para cruzar suas pernas nas dela a fazendo cair também. Depois disso se levantou, montou na ruiva e lhe apertou um ponto vital da outra fazendo-a desmaiar.

— Ela é boa. — Olhou para o pai da ruiva e andou em direção dele percebendo que ele estava perplexo assim como todos os outros humanos. — Não se preocupe, ainda não a matei. Mantenho minhas promessas. – Ao fim da tensa batalha, a loira foi ao encontro de seus amigos que a esperavam com sorrisos satisfatórios. — Aqui será mais interessante do que eu pensava.

Eles seguiram para o interior do quartel enquanto os humanos acudiam a ruiva que estava desmaiada perto da entrada do quartel.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.