A Terceira Guerra Dos Dragões
14 Final (Epílogo)
Notas iniciais
Acordei do desmaio com um sorriso no rosto. A luta acabou, e a Astrid me contou a melhor notícia do mundo.
—Banguela! Volta aqui! – alguém gritou. – Você sabe que não pode entrar aí!
De repente, uma figura negra e animada entra em meu quarto, e vai desesperadamente até mim.
—Banguela! – falei, acariciando sua cabeça. – Eu estou bem, amigão, fica tranquilo!
—Priminho! – gritou Melequento, que estava suado de tanto correr atrás do Banguela. – Ainda bem que você melhorou!
—O que você fez, Melequento?
—Um primo não pode ver o outro?
—Lá vamos nós de novo.
Ambos rimos.
—Bom, eu meio que queria pedir sua ajuda para uma coisa... uma coisa sobre a Cabeça-Quente...
—Se você queimou a casa dela de novo, você vai consertar!
—Não! É que... eu meio que gosto dela.
Meu queixo caiu nesse momento. É possível o Melequento realmente, tipo... “gostar” de alguém?
—E... por que você pediu a minha ajuda?
—Você conquistou a Astrid! A Cabeça é muito mais fácil!
—Por Thor. Primeiro, todas são diferentes. Você nunca vai encontrar uma mulher igual. Segundo, eu não conquistei a Astrid. Nós apenas fomos nos aproximando com o tempo.
Ele fechou a cara e saiu da sala.
—Se eu quisesse essa melação toda, teria pedido ajuda para o Perna!
Dei uma risadinha, e me levantei da cama. Fui caminhando devagar pelos cômodos. Pensando como seria com uma criança aqui dentro. Com certeza mais animado. E mais bonito. Com mais cores.
—Pensando no quê, Soluço? – ouvi alguém falar atrás de mim.
Me virei e lá estava ela. Estava mais linda que antes. Estava mais radiante.
Nos abraçamos por tanto tempo que parecia que passaram séculos. Mas tudo foi questão de segundos.
—Você está bem? – perguntou, saindo do abraço. – Você dormiu por um bom tempo.
—Estou ótimo e, já que a senhorita está aqui, queria te propor uma volta no Banguela.
—Soluço... Você acordou a pouco tempo, deveria comer alguma coisa, e sua mãe está preocupada...
—Astrid, — a interrompi. – Eu quero comemorar! Por favor, vamos!
Ela hesitou por um momento, mas logo concordou com a cabeça.
Banguela esperava animado na porta de casa, como se tivesse previsto meu plano.
Levantamos voo. Estava anoitecendo, então a escuridão se misturava com a luz do sol, de modo perfeito. Eu me sentia livre. Sentia o vento no rosto, a felicidade no coração. Naquele momento, junto com o meu melhor amigo, minha noiva e meu futuro filho, estava feliz.
Eu sou Soluço Spantosicus Strondus III, e obrigado por ler a história da Terceira Guerra Dos Dragões.
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