A Terceira Guerra Dos Dragões
8 A Carta Do Viggo - Parte 2
Notas iniciais
—VOCÊ FICOU LOUCO? O QUE VOCÊ ESTAVA PENSANDO? — gritou Astrid, entrando na Academia com um machado na mão. – EU AINDA TE MATO, SOLUÇO!
—Calma, Astrid. Ele está bem. É isso que importa. – disse Heather, colocando uma mão no ombro de sua amiga. – Por favor, se acalme.
—Heather, se você não tivesse criado um plano... – choramingou. – Ele nem poderia estar aqui...
—Astrid, eu estou bem. É só isso que importa. – disse, a abraçando.
—Aff, isso tá muito meloso para mim. – falou Melequento.
—Que tal você fazer a patrulha agora, mala? — disse Astrid.
—Quem disse que você pode mandar em mim?
—O Soluço.
—Quem disse que o Soluço pode mandar em mim?
Todos o encararam. Ele ia dizer alguma coisa, mas não disse, apenas montou no Dente-De-Anzol e foi embora.
—Soluço. – falou Heather. – Será que posso falar da carta do Dagur agora?
—Verdade, ele te mandou uma carta. Ele dizia onde estava? Se está bem?
—Ele está na Prisão. Ele se colocou lá. Disse que queria ser punido por tudo que fez de mal.
Lágrimas começaram a cair de seu rosto. Astrid a abraçou, fazendo com que suas lágrimas parassem.
—Heather, tudo vai ficar bem. Dagur fez a escolha dele. Não podemos interferir. – disse Astrid, a encarando.
—Eu sei, Soluço. Só queria poder me despedir do meu irmão.
Conversamos mais um pouco, até que o Sol se pôs. Fui para casa, onde encontrei Valka lendo um livro, concentrada.
—Mãe?
—Oi, Soluço! Estava te esperando.
—Alguma coisa importante?
—Não, só vim para dizer para tomar cuidado. Viggo não é uma pessoa para se brincar. Ele é pior do que você tinha me contado.
—Eu sei, mãe. A gente lida com ele desde quando nós estávamos no Domínio Do Dragão. Nós sabemos como lidar com eles.
—Eu sei, mas me preocupo com minha família.
—Fica tranquila. Tomaremos cuidado.
Nos despedimos, e fui direto para o quarto, onde Astrid já dormia. Me deitei em seu lado, mas não peguei no sono. Ficava pensando na guerra que estava por vir.
“Soluço...” murmurava a voz. “A vingança está vindo... É melhor se preparar... Eles não tem piedade...
Proteja aqueles que ama... Virão atrás deles...
Você tem apenas dois dias...”
Acordei, todo suado. Olhei em volta, e vi Astrid em pé, perto da porta.
—Tá tudo bem, Soluço? — perguntou, se aproximando.
—Tá sim, foi só um sonho ruim.
—Um sonho ruim, ou um pesadelo?
—Qual a diferença?
—Sonhos ruins são más interpretações do que desejamos, já pesadelos são todos nossos piores medos em conjunto.
—Acho que foi só um sonho ruim, mesmo. Não precisa se preocupar. – menti.
—Ok, então. Boa noite.
—Boa noite.
Dei um beijo nela, e me deitei, tentando dormir, mas não conseguia. Só ficava pensando naquele pesadelo. “Você só tem dois dias...” pensei. O que aquilo significava?
No Dia Seguinte...
—Soluço, acorda!
Me levantei num pulo, assustado. Olhei e vi uma Astrid sorridente na cama. Dei um beijo de bom dia nela.
—Feliz aniversário, senhorita!- disse.
—Obrigada, mas não foi por isso que eu te acordei.
—Por que, então?
—Os cavaleiros estão te esperando na academia.
Me troquei, alimentei o Banguela e fomos para a Academia, onde todos estavam me esperando.
—Soluço, estávamos pensando, e acho que eu tenho o plano perfeito para atacar os Caçadores de Dragões antes deles nos atacarem de novo. – falou Heather, assim que cheguei.
—Conta para gente de novo? — perguntou Cabeça-Dura.
—Ok. Olhem, Viggo vai, provavelmente, esperar a maré abaixar para atacar, então, temos bastante tempo para nos preparar. O meu plano é: Vamos até a base dele escondidos, e um de nós distrai os guardas, para podermos ir até o Viggo e o capturarmos.
—É um bom plano, tirando que a base do Viggo tem mais guardas que pessoas em Berk, então não dá uma pessoa só distrair eles todos, além que alguém iria avisar o Viggo que estaríamos atacando, e ele fugiria! – disse Melequento.
—Pela primeira vez, ele realmente disse algo que preste! Querem apostar que vai chover hoje? — riu Astrid.
—Bela piada, querida Astrid, mas temos que afirmar que o nosso amigo carrancudo aqui tem um belo ponto, então, deveríamos escutar ele. – falou Cabeça-Dura.
—Você tem razão, ó querido irmão. O maroto amigo Melequento tem um ponto que devemos levar em consideração, fazendo assim que nosso plano de prender nosso inimigo mortal, funcione. – concordou Cabeça-Quente.
—Por Thor, gente! Esquecemos de fazer uma coisa muito importante! – gritou Heather. – Parabenizar a Astrid!
—Parabenizá-la? Por quê? — perguntou Cabeça-Dura.
—Afe, irmão! É o aniversário dela!
—Ah é, tinha esquecido! Sou péssimo com datas! Ás vezes esqueço até do nosso aniversário!
—É verdade.
—Gente, realmente, não precisa! – disse Astrid.
—PARABÉNS! – todos gritaram, e a envolvemos em um abraço coletivo.
—Pessoal, é sério! Vamos voltar ao plano, é mais importante. – falou, pegando um lápis e desenhando no chão um quadrado, e o dividindo em outros quatro quadrados. — Ok, tenho uma ideia para o Viggo não escapar. Vai ser assim: Vamos dividir a base dele em quatro partes. Nos dividiremos em cinco equipes. As equipes serão: Zipper Arrepiante, e vai ser a dos gêmeos. Pesadelo Monstruoso, do Melequento e do Gustav.
—Peraí! – interrompeu Melequento. – O Gustav vai vir também?
—Sim, por quê?
—Ele é muito chato!
—Mas ele é bom com o dragão, e nós precisaremos da maior ajuda possível!
—Tá bom. Só acho que está fazendo um grande erro.
—Bom, continuando de onde o chato me interrompeu, a equipe do Pesadelo Montruoso, vai ser do Melequento e do Gustav. A do Gronkel, vai ser do Perna-De-Peixe e da Heather. E a última, a do Fúria Da Noite, vai ser minha e do Soluço. E...
—... cada equipe atacará uma parte da base, mas a equipe Fúria Da Noite se encarregará do Viggo. – completou Heather. – Bom plano Astrid.
—Obrigada. Espero que funcione.
Fale com o autor