A Taça de Vinho

1 Noite atordoada X Vinho X Abandonada


Notas iniciais
E aí pessoinhas? Venho trazendo mais uma fic pra este anime que amo *-* Sei que não apareço e posto com frequência aqui e muitos devem se perguntar quem raios eu sou kkkkk Muito em breve essa autora será mais ativa nessa categoria ^^' Mais outra In-character dramática? Sim, mas por enquanto! Pretendo trazer outras fanfic diferentes. Esta é uma one que escrevi há pouco tempo, mas que já tem um espaço entre as minhas favoritas, então... Cuidem dela, espero que a recebam bem porque ela é minha mais nova criança (e matarei quem praticar bullying com ela ~zuera, sou boazinha). A inspiração me surgiu com uma cena do episódio Piloto de Hunter X Hunter de 1998 um ano antes do clássico. Na cena a Mito aparece bebendo um copo do uísque. Porém, eu troquei por uma taça de vinho, porque, eu achei que combinaria mais com ela, e também porque adoro um vineo. Já a capa foi uma Screenshot tirada do 1º Encerramento de Hunter X Hunter Clássico: Kaze no Uta. Eu gosto mais da Mito da versão antiga do que a de 2011 por transpassar um sentimento de tristeza desde que o Gon partiu. E nesse encerramento ela realmente está de cortar o meu coração (junto da música). Espero que gostem!

Era uma daquelas noites.

Sabendo disso, a mulher caminha até a cozinha e retira uma taça de vinho juntamente de uma garrafa. O líquido é despejado sem limite; a quantidade chega quase no bocal. Mito se acomoda numa cadeira e degusta o vinho adocicado, enquanto sente o gosto ardido do álcool descer goela a baixo.

Poucas goladas são suficientes para deixa-la bêbada, se notava pelas risadas descontraídas e sem um motivo aparente. Momentos agradáveis do passado eram lembrados com auxílio da bebida, que além de tudo melhorava seu humor.

É desse modo que a mulher lida com noites solitárias como esta. Em que não podia mais vislumbrar a figura de um doce garotinho correndo pela casa, ou buscando aventuras naquela ilha pacífica. Anos preciosos que jamais retornarão e que a seu ver, passaram muito rápido. Mito tentou seu melhor para mantê-lo longe de tudo, porque ela era egoísta e não queria dividir Gon com o resto do mundo.

Porém de repente, a casa se tornou tão vazia e silenciosa...

O quarto dele permanece intacto desde sua partida. Mito nem ousava adentrar o cômodo. Os dias... Ah, tão monótonos. Não tinha mais alguém para dar simples ordens:

Vá tomar banho, lave as mãos, tire os sapatos antes de entrar.

Costumes que gostaria de recuperar. Agora, a mulher apenas se preocupa consigo, lava suas roupas, prepara sua própria comida.

Não queria se lamentar desta maneira, ele estava feliz em sua jornada. Mito gostaria muito de dizer que se alegrava também, mas suportar aquela rotina sem sua voz infantil pedindo-lhe abraços, era desagradável. Ela sentia-se fria, necessitava de seu calor. Sentia falta do aconchego daquele que outrora foi um filho.

Sendo assim, ela recorre ao vinho vermelho. Seu corpo experimentava um tipo diferente de calor. Não exatamente o que remetia aos tempos passados, era uma quentura inebriante. Não fosse pela bebida, já estaria aos prantos, consumida de tristeza, raiva, indignação. Infelizmente seu refúgio não queria mais a acolher. Aquela sensação de falsa felicidade custava a aparecer e quando surgia, desaparecia com extrema rapidez.

Vinha a frustração.

Mito larga a taça, agora amaldiçoada por não lhe estender mais ajuda. E sai para sentir a brisa refrescante de verão. Um ruído de algo se estilhaçando é ouvido, contudo pouco lhe importa. Enquanto o chão é cingido de carmesim, a mulher busca consolo na natureza.

Uma fagulha de esperança insiste em mantê-la com fé no amanhã. Pois uma surpresa em forma de carta, ou até mesmo a silhueta do garoto vindo em sua direção, trazia aqueles tempos de volta. Pena que por um curtíssimo período.

Pior é vê-lo partir de novo e de novo todas as vezes. Ela não queria isso e sim que Gon ficasse para sempre. Mito se questionava onde tinha errado. No entanto, ela sempre soube que era inútil amarrar as asas de pássaro que está destinado a voar longe.

Seu maior medo não é a distância que Gon alcançará. Ela teme que um dia, jamais possa vê-lo chegar através do horizonte.

Tanto faz, pois a única opção de Mito é esperar. Sempre esperançosa em ter ao menos, um resquício daqueles tempos. Tempos em que ela cuidava de um garotinho. Tempos em que ela acordava na manhã seguinte, feliz por ver ele ali debaixo de suas asas.

Tempos em que ela podia ser mãe.

Notas finais
Até a próxima =^.^=
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!