CAPÍTULO 6;

Nenhum Cullen pareceu estranho ou agiu de maneira diferente por minha presença naquele dia. Pude observar e conhecer mais a família de Edward e o próprio Edward, e ambos, a cada minuto, pareciam mais estranhos e perfeitos.

A atitude de Jonh parecia ser desaprovada por toda a família. Ninguém dizia uma palavra sobre ele e eu não vi o mais velho dos Cullen em nenhuma das fotos que praticamente cobriam a parede onde ficava a escada. E isso era muito estranho, já que mesmo visivelmente desaprovado por suas escolhas amorosas, Jonh ainda conseguira fazer Edward seguir suas vontades e casar com a próxima garota da lista que ele tinha feito, sem consultar o neto. E isso era muito estranho.

Alice pareceu ter levado meus conselhos bem a sério e, ignorando o olhar de espanto da mãe e o de reprovação Rosalie, passou o dia de pijama e nem olhou muito para Jasper. E isso, a simples atitude de ela ser ela mesma, pareceu chamar muito a atenção do loiro de ar misterioso, já que Jasper não tirou os olhos de Alice durante o tempo em que permaneceu na sala junto aos outros.

Infelizmente a hora de irmos a minha casa chegou. Edward estava sério, mas isso não diminuiu a animação de Alice em nos acompanhar para empacotar minhas coisas.

Edward cumprimentou Charlie e Reneé, que estavam visivelmente surpresos com nossa aparição, com um sorriso no rosto. Um sorriso que parecia verdadeiro e simpático, mas sua mão apertava fortemente a minha, indicando que ele estava se esforçando para não explodir. Eu sabia como ele se sentia, porque vinha tentando não explodir a muitos anos.

Depois da surpresa, Reneé pareceu muito desconfiada, enquanto Charlie mal se continha de tão animado e foi nos convidando para entrar e logo ofereceu um drink a Edward.

- Como você está querida? – Reneé perguntou, parando em frente a mim e Edward.

Ela claramente queria me abraçar, mas Edward soltou minha mão e enlaçou minha cintura, sem parar de sorrir.

- Muito bem mamãe. Nós viemos buscar minhas coisas.

Ela piscou, incrédula e então olhou o vestido simples, verde, de Alice, como se só agora tivesse se dado conta de que aquela roupa não era minha.

- Mas querida, ainda falta um certo tempo para o casamento e...

- Bobagem. – Edward desdenhou, interrompendo Reneé. – Minha família já adora Bella, Luca também, eles não vão se importar em ter Bella conosco desde já.

Alice, sorrindo, assentiu em concordância.

- Quanto ao tempo; – disse ela. – Nós temos muitas coisas do casamento para organizar, vai passar num piscar de olhos. É até prático que Bella já esteja na mansão.

Eu fiz minha melhor cara de inocente, o que não era difícil, já que a ideia realmente não fora minha, e isso pareceu deixar Reneé menos desconfiada.

- Oh, muito bem querida. Vamos arrumar suas coisas então. Estou tão feliz que você já conquistou o coração da família de Edward...

Alice nos acompanhou até meu quarto enquanto Edward permaneceu na sala, o copo de Uísque intacto em suas mãos.

Eu rumei para o banheiro, decidindo que era melhor pegar as coisas dali eu mesma do que deixar essa deixa para Reneé, já que era muito capaz de ela sugerir que Alice fizesse para que pudéssemos conversar por uns minutos a sós. Eu queria distância de minutos a sós enquanto pudesse evitar.

As malas já estavam em cima da cama quando voltei ao quarto e Alice arrumava pilhas de roupas dentro delas, com a ajuda de Reneé, e eu não consegui não rir diante da sua reprovação.

- Ah Bella! Suas roupas são tão... simples! Você será uma Cullen, precisa de glamour, brilho e saltos!

- Eu sempre disse isso a ela. – Reneé argumentou, me olhando com reprovação. – Mas quando ela me ouviu? Sempre preferiu essas roupas sem graça.

Não era a questão da simplicidade, mas sim do conforto, porém eu não levantaria essa discussão agora, até porque Alice tinha planos e contava para minha mãe enquanto terminávamos de colocar tudo nas malas.

- Não se preocupe Sra, Swan, quando formos arrumar as coisas de Bella, farei uma seleção do que vai e do que fica. Podemos doar as coisas que ela não irá usar mais para a caridade. Mamãe sempre fica feliz quando faço isso.

- É claro querida, vai ser adorável.

Ignorando-as, peguei um porta-retrato e livros e fechei as malas, então fui até a escada e gritei pelos homens.

- Estamos prontas! Será que os cavalheiros poderiam nos ajudar com as malas?

Edward apareceu um segundo depois, ansioso por irmos embora, certamente. Pegou duas das seis malas e desceu, sendo seguido por Charlie, Reneé e Alice. Eu olhei para o quarto braço que até aquele momento fora meu refúgio e meu inferno.

Não. Não sentiria saudade nenhuma dele. De nada dessa casa.

Foi muito difícil controlar Alice enquanto arrumávamos minhas coisas no closet. Luca perambulava pelo quarto, e às vezes arrastava alguma roupa enquanto engatinhava. Rosalie se juntou a nós assim que entramos no quarto, me surpreendendo. Ela era muito fechada, um tanto triste, então por isso fiquei feliz pelo simples fato dela estar ali, mesmo que não ajudasse nem desse palpites.

Por fim consegui fazer Alice gostar um pouquinho mais das minhas roupas, mas mesmo assim muitas delas foram separadas para caridade e devido a essa “perda”, Alice fez uma enorme lista de tudo o que eu supostamente precisaria para “não ficar sem roupas”.

Quando tudo parecia estar já no lugar, coloquei o porta-retrato que pegara em casa no bidê livre, ganhando atenção de Rosalie.

- Quem é?

- Minha avó. Marie. Meu segundo nome é em homenagem a ela.

- Ela parece ser cativante Bella. – Alice comentou, sorrindo para a foto.

- Ela era. Morreu quando eu era criança.

Nós ficamos em silêncio, olhando para a foto onde eu estava em um balanço e vovó Marie me embalava alegre.

- Bella?! – questionou Rosalie, o cenho franzido. – Você prefere que te chamem de Bella?

- Oh! Na verdade Alice foi a primeira a me chamar assim.

Reneé não gostava de apelidos, por isso nunca tive um, nem fizera questão de espernear por um.

- Bom, e então, o que você prefere?

- Você pode me chamar como quiser Rosalie. Eu gosto de ambos os jeitos.

Ela pensou por alguns segundos e então levantou.

- Eu não sei seus pontos fracos. Não somos grandes amigas, nem colegas de trabalho, nem nada do tipo. Você está entrando pra família é claro, mas ainda não nos conhecemos, então acho que prefiro chamar você de Isabella. Bella é... gentil, como se realmente conhecêssemos uma a outra. Isabella me parece mais forte, destemido.

Eu e Alice ficamos em silêncio, enquanto Rosalie alisava uma ruga inexistente em sua roupa. Não sabia o que dizer. Ninguém jamais tinha falado sobre algo tão banal quanto nomes e dado uma opinião tão enigmática e profunda sobre o assunto.

Isso me fez ver como as coisas estavam indo rápido. Depois de ser apresentada para a família, eu já estava morando na casa, todos pareciam gostar de mim, Alice me tratava como se fossemos amigas de infância. Era bom olhar pra Rosalie e saber quanto chão eu ainda tinha que percorrer pra ter meu futuro seguro e possivelmente feliz, era bom recorrer a alguém pé no chão quando tudo parece dançar e os minutos parecem ser horas.

- É uma boa dedução Rosalie. – assentiu Alice, piscando. – Mas nós podemos falar sobre o casamento agora?

Rosalie revirou os olhos e apontou um dedo para a cunhada. A unha bem feita, pintada de vermelho e os cabelos loiros esvoaçantes eram capazes de intimidar qualquer um. Menos Alice, que batia o pé, impaciente.

- Você acha que Esme já não está rodeada de revistas e blocos de anotações na biblioteca?! Se quer falar sobre o casamento, refreie sua mãe, porque ela já começou a planejar o casamento!

- Meu casamento? – perguntei, assombrada, para ninguém em especial.

Alice arregalou os olhos e suas mãos se fecharam em punho. Eu fiquei feliz por ela me defender e se sentir mal por ser deixada para trás, como parecia que tinha acontecido comigo, mas quando falou, tudo que eu pude fazer foi rir.

- Aquela tratante! Disse que nós íamos começar juntas!

Alice saiu correndo do quarto, gritando impropérios nada adequados a uma moça de classe alta. Enquanto eu fiquei ali, parada, ainda digerindo o fato de que aparentemente ninguém ia me consultar pra nada sobre meu próprio casamento, Rosalie pegou Luca no colo com certa reverência. O garoto fez carinho no rosto dela, mas logo esperneou para ir para o chão.

- Ele gosta muito de você. – as palavras de Rosalie não eram ofensivas, mas incrédulas.

- Eu gosto muito dele também. – dei de ombros, sem saber o que dizer. – Acho que ele se sentiu seguro comigo, como se sente com vocês.

Rosalie assentiu, alisando mais uma ruga inexistente em sua roupa.

- Alice vai me levar pra fazer compras amanhã. – comentei subitamente. – Gostaria de ir?

Ela pareceu surpresa com o convite, mas assentiu. Nós ficamos em silêncio novamente, sem saber o que dizer, e então quando Rosalie abriu a boca pra dizer algo, Edward irrompeu pela porta.

- Olá garotas. – ele estava claramente leve de mais, o que me levou a crer que talvez tivesse bebido alguma coisa. Alguma coisa forte. – Rosalie, seu marido está perdendo algum dinheiro para papai no pôquer. Acho que você deveria ir e vê-lo. Sabe como ele fica sensível quando perde.

Rosalie assentiu, virando-se pra mim.

- Não sei se ele contou pra você, mas às vezes, nos domingos, eles jogam um pouco pra descontrair.

Eu sorri.

- Edward não comentou, mas parece divertido. – olhei pra ele, que sorria e se balançava no lugar. – Você ganhou?

Os olhos de Edward ficaram quase escondidos pelas dobrinhas do seu rosto diante do sorrisão que ele deu ao responder.

- Alguns milhões.

- E bebeu pra comemorar.

Ele riu e fez um sinal pequeno com a mão.

- Só um pouquinho.

Rosalie rolou os olhos diante das explicações, já que pra ela essa situação era familiar, pegou Luca no colo e saiu.

Edward indignou-se.

- Hei! Aonde você vai com meu filho?

Eu ri, puxando-o levemente pelo braço em direção a cama. Edward caiu de costas no colchão macio, me levando consigo. A sensação de estar deitada sobre o peito dele era indescritível. Edward era quente, macio e duro ao mesmo tempo e incrivelmente cheiroso. Mas pelo visto eu devia cheirar bem também, já que ele enfiou o rosto em meus cabelos, respirando fundo.

- Você cheira a mel e flores. Acho que a morango também.

Eu ri, porque, era uma combinação muito estranha.

- Obrigada.

Edward nos virou, me deixando de lado, deitando a cabeça em meu colo, o nariz roçando no decote do vestido. Foi impossível não corar diante da posição tão intima, mas incrivelmente eu não me senti horrorizada ou apavorada, me senti apenas bem, segura, como se estivesse em casa.

- Sua queimadura dói assim?

- Não, está tudo bem.

Edward adormeceu alguns segundos depois e eu deixei que ele dormisse por algum tempo. Acariciei seus cabelos e zelei seu sono, deslumbrada com a beleza daquele homem. Ele parecia esculpido, feito sob medida, pois havia perfeição em cada traço dele.

Foi aí que me dei conta de que não precisaria de muito tempo pra conseguir ser a mulher dele de fato, porque, além de esplêndido, Edward era justo, carinhoso e atencioso. Eu teria que tomar muito cuidado, porque se não, me apaixonaria por ele em um piscar de olhos.

Foi difícil fazer Edward acordar, algumas horas depois, mas Sue estava chegando e tínhamos que recebê-la. Como Edward disse, ela estava contratada. Bastou algumas palavras com Sue para que ele percebesse que ela era realmente uma boa pessoa, e eu fiquei muito feliz de poder tê-la comigo novamente. Ela começaria no dia seguinte e moraria com os outros empregados na casa que ficava nos fundos da mansão, uma casa que na realidade, podia ser uma mansão para algumas pessoas. Dava pra perceber que os Cullen cuidavam dos seus, mesmo se eles fossem seus empregados.

Luca adormeceu cedo, exausto e Edward também quis se recolher, o que era estranho, já que ele tinha tirado um cochilo pela tarde e era realmente cedo. Porém, quando chegamos ao quarto, entendi sua pressa.

- Precisamos combinar nossas histórias.

- Histórias?

- É.

Edward me puxou para deitar com ele e eu me aconcheguei ao seu corpo quente.

- Como nos conhecemos? – ele alisava minhas costas e era um tanto difícil pensar desse jeito, mas procurei disfarçar e dar o meu melhor.

- Cinema? Eu gosto de cinema.

- Certo. Eu realmente fui ao cinema alguns meses atrás para supervisionar o negócio. A Cullen’s comprou a extensão do shopping do centro.

- Ok. Então nos conhecemos lá. Nas outras vezes saímos pra jantar e dançar, que tal?

- Parece bom, mas eu não saia muito à noite.

- Almoços então? Podemos dizer que você não queria dar falsas esperanças aos seus pais se não desse certo, e nos encontramos as escondidas um pouco.

- Muito bom. Eles estranharam muito que cheguei em casa um dia com uma noiva sendo que nem tinha a apresentado como namorada antes.

- Foi assim com Tanya também?

A pergunta escapou antes que eu pudesse filtrar e Edward foi sucinto ao responder.

- Não. Nós já nos conhecíamos então... – sua mão apertou minha cintura por um segundo e então ele mudou de assunto. – Viajei para Alemanha mês passado. Você poderia ter ido junto?

Eu ri diante do seu pedido sem fundamento, mas tão educado.

- Sim. Eu poderia sim.

- Ok. Vou pedir a Angela uma lista dos filmes que passaram há alguns meses e também bons restaurantes. Podemos realmente ir a esses lugares para dar veracidade aos fatos sem falar que...

- Que?

- Seria bom pra nos conhecermos realmente. – ele pareceu encabulado e tudo o que pude fazer foi continuar olhando pra ele. – Eu realmente quero que dê certo Bella. E eu gosto de você.

Eu o abracei apertado, emocionada que alguém tão bom pudesse gostar, nem que fosse um pouco, de mim.

- Vai dar certo. Eu sei que vai.

Permanecemos alguns minutos assim, em silêncio, até que Edward questionou:

- Você vai fazer compras com Alice amanhã?

- Não acredito que tenha muita opção em ir ou não, então sim, eu vou. – nós rimos enquanto ele agora alisava meu braço. – Rosalie vai também.

Ele pareceu surpreso, mas disfarçou.

- O que acha de eu aparecer com Luca à tira colo para o almoço?

- Parece muito bom.

Não era o plano, mas nos adormecemos daquele jeito, agarrados um ao outro. E antes da consciência me levar para o mundo dos sonhos, eu pude sentir Edward alisar minha bochecha com uma delicadeza da qual eu nunca vi igual.

Notas finais
Oláaaaaaaaaa!
ooo
estou, tipo assim, fungando aqui, porque cara, vocês são de mais!
A cada dia tem uma porrada de comentários novos, não só aqui, mas nas minhas outras fics tbm e puxa vida, tem gente que comenta em CADA capítulo, o que é uma loucura, porque, nem eu faço isso! sauhsasahusauhsuh
Mas é sério... fico emocionada com cada comentário que leio e mesmo não respondendo (todos, porque aqueles com alguma dúvida eu respondo), eu leio todos sim ok?!
Quero mandar um beijo especial para a drickacarvalh0, Franbgs e Catita_Cullen, que recomendaram AAA, mesmo depois de finalizada! Muito obrigado gatas!
E beijos especiais também para paulahalle e Nicca que recomendaram AS esses dias... flores, muito obrigada viu?!
Me sinto famosa e paparicada aqui! usaassahuhsuhauh
Ao pessoas que vem migrando do TBF pra cá, sejam bem vindas pessoas! Até porque o site não tá funcionando né?! Bom, fico feliz que vocês me procurem aqui também!
As leitoras novas, sejam bem vindas também!
IMPORTANTE: Estão me perguntando muito porque o casamento é arranjado se a fic é atual, pessoas... ainda existe sim casamentos por conveniência, principalmente no meio rico da coisa, então... estou escrevendo sobre isso.
Bem, vou me indo porque quando estou animada não para de falar nunca! beeeeijos.. té.
Lidih.