CAPÍTULO 20;

- Tenho grandes novidades. Entrem, por favor. – convidou Nora, ao passarmos pela porta do seu escritório. – Não sei o que resultou isso, mas finalmente Charlie começou a falar ontem. Reneé não faz ideia de que seu jogo acabou.

Eu sempre soube que ela era o elo mais forte, mas me parecia irracional achar que seriam soltos em algum momento. Os dois estavam presos desde o dia fatídico na mansão Swan e o pobre advogado não ficara nem um pouco surpreso ao ter seu pedido a um habeas corpus negado. Ele agora vinha trabalhando na tática falar = redução de pena. Ao que parecia tinha funcionado para Charlie.

- Sua interpretação estava certa Sra. Cullen. Em busca de um sonho louco, seus pais trabalhavam arduamente para entrar na elite da sociedade de Chicago e pretendiam usar você pra isso. Charlie confirmou a história toda e ainda segundo ele, a ideia inicial foi de Reneé. Ela sempre foi obcecada pela A Lista.

Edward remexeu-se, desconfortável. Eu apertei sua mão, gesto que não passou despercebido pela perspicaz advogada.

- Vou precisar saber tudo sobre isso. Por mais embaraçoso que seja.

Então Edward se lançou a explicar todos os detalhes para Nora, que parecia não se surpreender com nada.

- Bom, tudo se encaixa um pouco melhor agora. Mas ainda há algo em torno disso e de Reneé que é desconhecido. Porém, vamos nos ater as novidades que tenho pra vocês. Charlie contou à história que vocês já sabem e revelou os planos referentes aos últimos acontecimentos.

- Acontecimentos envolvendo Tanya? – perguntei, um pouco incrédula. – Então isso é verdade? Não faz sentido.

Tanya me queria morta, meus pais pouco poderiam me usar se eu estivesse morta.

- Charlie não sabe como Reneé achou Tanya, ele apenas desconfia que a esposa possa ter encontrado a mulher antes da policia e a convencido de que estavam do mesmo lado.

- Ainda não faz sentido. – Edward comentou, balançando a cabeça. – Eles pretendiam o que? Matá-la?

Nora arqueou as sobrancelhas, quase desafiante.

- Eles iam matá-la?

- O plano era esse Sr Cullen. Matá-la ou entregá-la para o policia depois que ela ajudasse a pegar Isabella. É claro que para Tanya, eles não usaram essa versão dos fatos, eles a fizeram pensar que Isabella não estava cumprindo o propósito e que ela seria um melhor meio para que eles fossem inseridos na sociedade. Charlie disse que ela aceitou sem piscar, que parecia fora de si.

- Eu não duvido disso. Mas como eles pretendiam obrigar Bella a ajudá-los em sua causa?

- Dizendo que se tinha sido fácil pega-la, eles não teriam dificuldade nenhuma em pegar o menino.

Levei a mão a boca, subitamente enjoada. Tive que fazer um esforço supremo pra não vomitar.

- Bella... você está bem?

Apenas assenti, incapacitada de fazer algo mais. Nora me ofereceu água, o que foi muito útil.

- Eu sinto muito. –disse Nora. – Sou mãe, eu entendo.

- Eles não vão sair da cadeia não é?

- Não se preocupe quanto a isso. Reneé não está cooperando, Charlie, mesmo com a ajuda que ofereceu, vai pegar muitos anos de prisão. Nós temos provas irrefutáveis e muitas acusações Isabella. Isso já não é mais só sobre violência doméstica. Eles foram muito além, jamais contando que seriam pegos. A empregada da casa, inclusive, nos ajudou muito também revelando a policia uns documentos que ficavam escondidos em um quadro. Lavagem de dinheiro. É uma ficha muito extensa pra poder pensar em ver a luz o sol novamente.

Eu assenti, feliz, mesmo que isso significasse a desgraça de duas pessoas, seres humanos. Mas não podia deixar de me sentir assim.

- Quanto a essa parte, tudo o que temos que fazer é aguardar o julgamento. Dei entrada nos papeis hoje, já que não acho que Reneé tenha intenção de falar. Vocês sabem como essas coisas demoram um pouco, mesmo com a pressão que vou colocar em cima, então acho que só veremos isso realmente terminado daqui a alguns meses. Qualquer informação antes do julgamento pode ser útil, sendo assim, se descobrirem mais alguma coisa, me avisem. Vou conversar novamente com Charlie a respeito dessa Lista, pode ser que, agora com um pouco mais de informação, eu consiga mais alguma coisa. De preferência essa peça que está faltando.

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- Melhor?

- Sim. – respondi, o abraçando com mais força. – Me sinto mais tranqüila também.

Edward achou que podíamos tomar um pouco de ar antes de ir ao médico. Estávamos adiantados e eu ainda tremia um pouco quando saímos do escritório de Nora, então optamos por andar por uma praça próxima e acabamos sentados, abraçados, em um banco.

- Eu sei. Me sinto assim também. Mas esqueça... esse assunto é praticamente uma página virada na nossa vida meu amor. Não se martirize por ficar feliz ao saber que eles estão pagando pelos erros que cometeram... eles procuraram por isso, desde o inicio.

- Eu sei. Você tem razão. Vamos nos concentrar em viver nossas vidas.

- Exatamente. Nesse momento podemos nos concentrar em descobri se há um bebezinho aqui ou não.

Eu sorri quando Edward tocou minha barriga, quase com devoção.

- Sim. Vamos lá.

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O doutor, beirando os quarenta, alto e magrinho, parecia estar se divertindo.

- Vocês estavam achando o que? Mantendo relações sexuais sem nenhuma proteção, a mocinha aqui sem tomar comprimidos, era meio obvio que isso ia acontecer.

- Nem todo mundo engravida assim tão fácil. – retruquei, corada, olhando pra Edward que parecia em estado de choque.

- Não, isso é verdade. Mas quando não se engravida, não se tem os sintomas que você tem. Sintomas que vão se acentuar, devo acrescentar. Você tem apenas quatro semanas então se prepare para muitos enjôos, oscilações de humor, essas coisas.

- Mas isso não acontece com todo mundo...

- É verdade minha cara, mas tenho a impressão de que você vai ter. Já está tendo não é? – apenas assenti, ainda corada. – Então. Porém quero pedir um exame de sangue, fica pronto da aqui a algumas horas. É apenas pra termos 100% de certeza.

Assenti, levantando e arrastando Edward pela mão.

Ele continuou imóvel, a boca meio aberta, durante o exame de sangue e só conseguiu balbuciar alguma coisa quando sentamos em um café ali perto, pra esperar o resultado.

- Santo Deus.

- Edward...

- Eu vou ser pai. De novo.

- Edward...

- Deus...

- Edward...

- Isso é incrível vida. Um bebê nosso.

- Edward...

- Quero que tenha seus olhos. Seu cabelo também. – ele franziu a testa e segurou minha mão. – Na verdade quero que ele seja todo você.

Eu ri, acariciando seu rosto.

- Edward. Se acalme.

Ele respirou fundo, ainda sorrindo como um bocó. Tive medo que ele se inspirasse muito e começasse a gritar pra todo mundo que iríamos ser pais. Eu tinha certeza que o brilho dos seus olhos era igual ao dos meus, mas queria um pouco de privacidade naquele momento.

- Eu estou tão feliz.

- Eu sei Edward. Eu também estou. Só...

Ele demorou meio minuto pra entender o que estava errado.

- Você jamais vai ser como eles. – seus braços me apertaram de encontro ao seu corpo, enquanto eu acomodava meu rosto em seu peito. – Jamais. Você é tão boa com Luca, vai ser uma professora incrível.

- Mas e se...

- Não há um mas. Muito menos um e se. Você vai se sair maravilhosamente bem eu tenho certeza. E sabe por quê? Porque você sobreviveu, você lutou, você buscou ser feliz, mostrou felicidade pra toda a minha família, nas coisas mais simples. Você não é como eles vida, jamais poderia ser.

Eu o olhei através das minhas lágrimas, sentindo meu peito arder de tanto amor.

- Eu te amo.

- Eu também vida. Muito.

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- Santo Deus! Carlisle, você ouviu isso? Mais um neto! Temos tanto a fazer...

Carlisle riu, abraçando Esme e obrigando-a a se sentar.

- É maravilhoso querida, mas se acalme.

Ela revirou os olhos, mas não levantou, apesar de suas pernas estarem balançando de um lado para o outro. Dava pra entender de onde Alice tinha saído.

Rose secou uma lágrima e me abraçou apertado.

- Estou tão feliz por vocês. Vamos poder fazer tudo juntos! – ela arregalou os olhos, afastando-se um pouquinho. – Imagina se eles nascem juntos? Ou melhor ainda... imagina se no futuro eles se casam?!

Jasper e Alice já tinham nos abraçado e estavam sentados no outro sofá, tossindo pra disfarçar o riso. Emmett colocou as mãos nos ombros da esposa, risonho.

- Temos que esperar pra saber o sexo primeiro meu amor. Imagina se eles têm um menino e nós também? Ou uma menina?

- E desde quando você tem preconceito com essas coisas Emmett?!

Jasper e Alice tossiram mais um pouco, agora acompanhados por Edward. Eu balancei a cabeça ao ver Rosalie subir as escadas, resmungando, com Emmett em seu encalço.

- Se eu ficar assim, não esqueça que amo muito você ok?

Edward assentiu, alegre, apalpando minha barriga inexistente. O doutor tinha apenas rolar os olhos para o resultado do exame, me receitado algumas vitaminas, agendado outros exames e outra consulta. Mas tudo estava bem.

Eu tinha vida crescendo dentro de mim.

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- Hum... depois da movimentação desse dia... isso chega a ser um sonho.

Edward riu, mas não tirou os olhos dos meus pés enquanto me dava uma massagem. Minha escolinha finalmente tinha sido inaugurada e era um sucesso. O prédio era grande e esperávamos poder ampliar o número de crianças com o tempo, mas ao que parecia, isso tinha que ser feito para ontem, já que várias crianças ficaram na lista de espera. Esme e Rose contratariam as novas professoras e alguns outros funcionários, para que no máximo na semana que vem, tudo estivesse funcionando.

Tinha sido maravilhoso... e cansativo. As crianças estavam muito animadas e acompanhá-las me levou a exaustão. Mas era tão gratificante! Até emocionante. Acompanhar seu desenvolvimento, as descobertas...

Luca era o aluno mais calmo da minha classe. Ajudou vários colegas com seus trabalhos, ofereceu uma rosa para uma garotinha que tinha ralado o joelho... mas quando um outro colega perguntou se ele tinha um irmão, Luca se transformou em um eufórico menino, contando pra quem quisesse ouvir que em breve ele teria um irmãozinho ou irmãzinha.

Edward riu quando eu comentei com ele.

- Ele é meu filho, não é?!

Eu assenti, sorrindo e fechando os olhos logo em seguida. Edward tinha umas mãos...

O telefone celular de Edward tocou, nos assustando.

- É Nora. – disse ele, franzindo a testa. – É meio tarde, deve ser importante. Alô.

Edward escutou por alguns minutos, arregalando os olhos logo em seguida.

- Vamos passar aí amanhã então pra vermos isso. Eu tenho algumas pistas. Mas isso não vai mudar nada no caso, só esclarecer algumas coisas Nora.

Ele desligou o celular logo em seguida, e então me olhou.

- Edward...

- Sua mãe pediu, finalmente, pra usar a ligação que ela tem direito. Queria ligar pra Alistar Cullen.

- Edward...

- Eu tenho desconfianças de que meu tio... era seu pai.

Notas finais
Olá pessoas!
como estãao?!
Espero que tenham gostado do capítulo...
Beijos e abraços pra todos que comentaram... vocês fazem a diferença no meu dia.
As leitoras novas.. sejam bem vindas!
JennyDay comentou que está sentindo que estou correndo com a história... na verdade o que eu queria passar era mostrar, nem que fosse com algumas pinceladas, que o tempo está passando... precisamente se passaram três meses desde o primeiro capítulo. Vejo muitas fics por aí sem essa noção de tempo e gosto que isso fique claro em minhas histórias.. flor, se você sentiu isso, saiba que não foi meu objetivo.
laura_levada heei querida... pois é, o inicio da fic é assim mesmo, até porque, como a fic é no ponto de vista da bella, e ela teve toda aquela criação maluca, não teria como fazer uma coisa mais "normal".
beeijos e bom pra carnaval pra todo mundo!
té mais..
Lidih.