A Substituta - Finalizada.
2 Capítulo 2;
CAPÍTULO 2;
Eu procurei não parece chocada com o que acabara de descobrir e gentilmente passei Luca para Edward. Ele beijou o filho, que riu alegremente e bateu palmas.
- Alice ainda vai estragar o menino.
Edward parecia resmungar consigo mesmo, por isso fiz de conta que não o ouvi, pensando porque a irmã de Edward tinha trago o menino pra cá e o abandonado na recepção. Era até meio irresponsável da parte dela.
Então Edward beijou meu rosto, me deixando corada, tudo que eu tinha pedido para não acontecer.
- Como está Isabella?
Além de Jonh, meus pais e nós dois, ninguém sabia que essa era a primeira vez que nos víamos, tínhamos que parecer apaixonados e em harmonia, por isso fiz o melhor que pude para parecer alegre em vê-lo.
- Muito bem querido. Você marcou comigo, podemos falar agora?
Edward pareceu impressionado e fascinado por alguns segundos e então sua expressão fria e fazia estava de volta.
- É claro. Ângela, você pode distrair Luca por alguns minutos? Talvez dar um suco a ele?
Ângela, a garota morena, assentiu, dando um sorriso simpático pra mim.
- Ela sabe?
Foi a primeira coisa que eu perguntei quando Edward fechou as portas duplas agora atrás de mim. O escritório era amplo, claro, mas frio como Edward.
- Sim. Ela é minha assistente pessoal, não tinha como esconder isso dela. Ângela também sabe sobre Luca.
Assenti, pronta pra perguntar sobre o menino agora que a vergonha por a assistente pessoal de Edward saber sobre nós parecia menor.
- Eu não sabia que você tinha um filho.
Ele suspirou, apertando o nariz entre os dedos, acenando com a cabeça para que eu sentasse, ocupando por sua vez a cadeira alta atrás da mesa de vidro.
- Ninguém além da minha família e Ângela, sabe. Bom, agora você sabe também.
Eu sentei na poltrona de couro, assentindo, enquanto me lembrava do sorriso de Luca.
- Ele é lindo.
Edward franziu a testa me olhando atentamente.
- Está dizendo isso porque acha realmente ou porque quer me agradar?
Minha expressão endureceu automaticamente.
- Você jamais vai me ver usando crianças para algo. Não elas.
Ele piscou, parecendo atordoado e confuso.
- Por quê?
Eu fechei os olhos, tentando me manter calma e não desabar em lágrimas, respirei fundo, e então os abri novamente.
- Meu sonho profissional é construir uma escolhinha para crianças, de preferência, para aquelas que ainda são bebês.
- Como Luca?
- Como Luca.
- Essa é a razão para você estar aqui.
Ele estava afirmando, e embora fosse verdade, era uma verdade incompleta.
- É uma das razões para estar aqui.
Edward estava visivelmente surpreso e impressionado.
- Muito bem. Quais são as outras razões?
Eu franzi a testa.
- Elas são minhas. Não conheço nem confio em você pra lhe dizer.
- Nós vamos precisar fingir e é melhor que eu...
- Não, não é. – o interrompi, alterada. – Fingir que nos conhecemos e somos apaixonados um pelo outro é uma coisa. Você querer saber de mim é outra totalmente diferente. Isso é um acordo de negócios, embora não seja tão comum, então não me peça mais do que eu posso dar, não me peça pra descrever minha vida pra você como se fossem fatos técnicos sem emoções. Tenho minhas razões para estar aqui, me submetendo a isso, a ser a substituta de alguém, mas tudo tem limite.
- Sinto muito, não quis ofender você.
Eu levantei, me dirigindo ao pequeno frigobar que ficava ao lado do bar, no canto da sala, a procura de água, sem nem ao menos pedir.
- Tudo bem. É só que a situação em si já é humilhante o suficiente e eu preferia não estar nela, mas não tenho alternativa.
- Olha Isabella, se você não quer...
- Não, eu não quero. Não assim. Mas estou aqui, fui treinada a vida toda pra ser sua esposa e não vou deixar aquele garotinho sem uma mãe. Vou cumprir o meu papel, a única coisa que eu preciso é de um pouco de tempo e espaço no que diz respeito a nós dois.
Por mais que o tramite todo parecesse um acordo de negócios, o casamento era real, esse nós fazia parte do acordo e eu seria uma mulher, ironicamente, de sorte se Edward aceitasse me dar o que eu pedia.
- Luca é uma das suas razões?
- Se tornou no momento em que eu concluí que ele é seu filho com Tanya e que com ela ausente, ele tem não tem mãe. Além disso, não sei se você percebeu, mas Luca tem alguns traumas. Ele não falou, nada, enquanto estive com ele.
Edward suspirou, apertando novamente o nariz entre os dedos.
- Já o levamos em mais psicólogos e médicos que você possa imaginar.
- Isso sempre ajuda, mas não é o fator principal. Ele precisa de carinho, amor, pessoas em quem confiar e se espelhar Edward. Ele precisa ser instigado a perder os medos, não acobertado cada vez que algo acontece.
Depois que as palavras saíram da minha boca eu percebi o quanto estava sendo intrometida e indelicada, mas Edward não pareceu ficar bravo, pelo contrário, seu rosto assumiu uma expressão culpada, revelando que eu tinha razão.
- Como você soube?
- Além do fato de Luca não falar, ele praticamente se agarrou em mim quando entramos no elevador. Não é como se eu não pudesse identificar o que isso quer dizer.
Edward assentiu, parecendo cansado e esgotado.
- Eu gostei de você, tem caráter, parece ter pulso firme e é objetiva, têm jeito com Luca e é inegavelmente linda. – eu corei, o que o fez sorrir. – Eu estou dentro se você estiver, e sim, você terá seu tempo.
- Tudo bem. Como vamos agir agora? – perguntei, incerta sobre o próximo passo.
- Pensei em um jantar. Por mim estamos acertados, mas quero que minha família conheça você. Eles não sabem que estamos nos conhecendo só hoje, mas sabem julgar uma pessoa. Seus pais também estão convidados é claro.
- Certo, não há problemas por mim. Quando?
- Amanhã à noite. Sete horas, minha casa. Tudo bem pra você?
- Tudo bem.
Minha voz saiu fraca e eu tinha certeza que estava mais branca que o normal. Esse, porém, de saber a opinião da família não agradaria Charlie e Reneé, que provavelmente colocariam a culpa em mim, por não ser boa o suficiente pra segurar Edward de uma vez. E eu sabia o que acontecia quando eles não ficavam satisfeitos.
- Você está bem Isabella?
Eu assenti e tentei sorrir. Não sei se funcionou, mas Edward abriu as portas duplas pra mim. Luca estava sentado na cadeira de Ângela, bebendo um suco que parecia ser de morango. Eu o beijei, ganhando sorrisos e outro beijo estalado na bochecha em troca.
- Até amanhã Isabella.
Dessa vez quando Edward me beijou no rosto eu estava mais preparada.
- Até amanhã Edward.
Na rua o sol começava a se preparar para ir embora, e eu comecei a me preparar para o meu castigo.
Quantos segredos mais eu poderia guardar?
Notas finais
Em primeiro lugar gostaria de agradecer ao povo que nunca mais parou de comentar em "E, Abril", gente voces são de maais!
Em segundo lugar agradecer também a esse povo que comentou muito mesmo com um capítulo pequeno e cheio de suspense! Muito obrigada pelo carinho, fico realizada!
Em terceiro lugar, queria dizer que coloquei mais alguns esclarecimentos nos avisos da fic, porque muita gente ficou com dúvidas. Não temos seres sobrenaturais aqui, a lista é simplesmente uma lista de candidatas para edward, como se ele fosse da realeza e só pudesse escolher o melhor, isso será falado mais pra frente, e sim, bella foi preparada a vida inteira para integrar essa lista e ser a esposa perfeita para Edward.
E em quarto lugar, gostaria de me desculpar por não poder postar em "Aprendendo a Amar" essa semana, a coisa tá feia na facul, então decidi dar mais um aperitivo pra vocês da "Substituta", já que o capítulo já estava pronto. Espero que tenham gostado.
beijooos
té.
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