A Substituta - Finalizada.
22 Capítulo 22;
CAPÍTULO 22;
- Papai ama você. Mamãe também. E seu irmãozinho também. Ele está dormindo agora, porque se não estaria aqui, participando dessa conversa. – eu tive que rir, porque a conversa era um tanto unilateral. – Mas não se preocupe, amanhã vocês podem colocar o papo em dia.
E era verdade. Luca adorava falar com o bebê, mesmo que as palavras saíssem meio enroladas. O que era perfeitamente normal para uma criança da sua idade. As visitas a Dra Ângela tinham se reduzido a uma vez ao mês. Edward está explodindo de orgulho do filho e eu não poderia me sentir de maneira diferente.
- Mas que tal fazermos um trato? Sua mãe anda tendo muitos enjôos, bebê. E você não quer deixar sua mamãe triste não é? – ele fez uma pausa e acenou, como se tivesse recebido uma resposta. – Então. Não seja um bebê mau.
- Edward. O bebê não pode controlar meus enjôos.
Ele fez um biquinho, chateado.
- Eu posso ao menos tentar não é? Você está vomitando muito.
Nosso doutor talvez tivesse uma bola de cristal escondida em sua gaveta, porque ele tinha acertado tudo. Meu humor andava uma bagunça e parecia que a qualquer momento eu vomitaria meus órgãos.
- Eu amo você mais um pouquinho só por tentar.
Edward sorriu, orgulhoso de si mesmo.
- Você tomou suas vitaminas?
Tínhamos ido ao médico no inicio da semana. Meus exames estavam bons e eu tinha apenas que tomar algumas vitaminas e melhorar minha alimentação. Edward achava que eu podia esquecer das vitaminas. Mesmo com ele me lembrando sempre disso.
- Sim Edward. Eu tomei.
Ele sorriu, nem um pouco envergonhado da sua desconfiança e deu um último beijo em minha barriga levemente saltada antes de me aconchegar em seus braços pra que pudéssemos finalmente dormir.
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- Eu estou grávida Alice. Você não pode fazer essas coisas comigo!
Meu choro era quase patético. Alice e Jasper estavam de mudança para a França. Ninguém sabia de nada, os dois manteram sigilo absoluto sobre essa decisão até que tudo estivesse pronto. Alice iria transferir seu ateliê para lá e Jasper cuidaria das empresas que a Cullen’s tinha pela Europa.
Podia ser um tanto egoísta, mas eu não queria que ela fosse. Queria que Alice continuasse aqui, me apoiando e fazendo com que eu me sentisse bem vinda. Ela era minha irmã.
Na realidade éramos primas, mas eu procurava não pensar muito nisso.
- Eu vou estar de volta quando bebê nascer! – ela disse, fungando. – É meu sobrinho!
- Eu sei.
Rose também estava fazendo um fiasco. Esme mantinha a compostura, mas apertava a mão de Carlisle fortemente, deixando transparecer sua dor de ver a filha criar asas.
Alice e Jasper seriam os padrinhos do bebê de Emmett, e a época em que o batizado aconteceria, condizia com a época em que meu bebê iria nascer. Eles iriam estar aqui. Isso me confortava, nem que fosse um pouquinho.
- Vou trazer perfumes franceses pra todo mundo quando eu voltar! – comunicou Alice, saltitando no lugar. – E roupas também.
Edward revirou os olhos, rindo.
- Faça boa viagem Alice.
Eles estavam partindo, pra construir sua própria vida, trilhando seus próprios sonhos, mas sempre estariam conosco em nossos corações, e a apenas um botão de distância na discagem rápida.
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- Bella querida! – Sue me chamou, quando passei pela cozinha mais tarde naquele dia.
Edward, Emmett e Carlisle tinham levado Luca para ver algum jogo e Rose tinha praticamente desmaiado depois de todas aquelas emoções. Esme estava trabalhando no projeto dos quartos dos bebês e não tinha saído do escritório. Eu desconfiava que tudo era apenas uma distração para não pensar muito no fato de que sua filha mais nova tinha saído de casa pra morar fora do país. Mas todas essas atividades me deixaram sozinha. Não que eu não tivesse planos, pretendia deitar e pensar no fato de que eu era uma Cullen de sangue, algo que eu vinha evitando como uma praga nas últimas semanas.
Infelizmente a cara de Sue me dizia que minha reflexão teria de esperar.
- Hei... algum problema?
Ela balançou a cabeça, negando.
- Eu só gostaria de conversar com você por um minutinho.
- É claro.
Nós nos sentamos no sofá, uma ao lado da outra.
- O que houve?
Ela pigarreou, parecendo um tanto sem graça, mas o brilho em seus olhos me dizia que eram boas noticias.
- No início do ano Seth me confidenciou que estava apaixonado. Alguns meses depois eles decidiram morar juntos e meu menino conseguiu um emprego realmente bom. Na semana passada ele me ligou pra contar que Sofia, sua namorada, tinha engravidado.
- Sue! Você vai ser avó! Isso é um máximo!
Eu a abracei realmente feliz por sua novidade.
- Sim. Realmente. Ando tão ansiosa que até dormir está difícil. – nós rimos, enquanto ela pegava minha mão. – Sofia também trabalha e como o bebê não foi realmente planejado, ela não pode se dar ao luxo de sair do emprego. Bom, o que eu quero dizer com tudo isso é que eles precisam de mim. Precisam de alguém a mais lá, pra ajudar no que for preciso e cuidar do bebê depois que a licença maternidade dela terminar.
- Está querendo dizer que você vai se mudar? Pra viver com Seth e Sofia?
- Sim. Mas eu sei que é complicado achar uma babá assim, em cima da hora, por isso vou ficar até você arranjar alguém.
- Não é preciso Sue. Luca está se saindo tão bem na escolinha. E Esme e Rose estão lá também. Não vai faltar alguém pra ficar com ele. Eu vejo que você está louca para ir, começar sua nova vida e paparicar seu netinho.
Ela sorriu, apertando minha mão.
Sue era um balsamo naquela casa, já que ela não só cuidava de Luca, mas também mantinha todos os empregados na linha e conferia se tudo estava sempre no lugar. Precisaríamos de alguém pra continuar a fazer isso, mas nunca seria o mesmo. Porém Sue tinha agora outras metas e outras prioridades.
- Obrigada Bella. De coração. Por tudo minha menina. Você me ajudou muito.
- Só retribui o favor. Você sempre esteve lá pra mim... quando eu vivia naquele inferno.
Ela me abraçou fortemente, fungando.
- Se eu conheço bem você querida, no fundo, no fundo, você está pensando em tirar satisfações com aquela mulher, Carmen. – eu enrijeci, mas logo desabei, chorando em seu ombro. Isso tinha me atormentado a semana inteira. – Se você acha que isso vai fazer com que se sinta melhor, ouvir dela porque desencadeou esses terríveis acontecimentos quando escondeu que você existia, faça. Mas prometa que não vai fazer isso sozinha. Edward está muito preocupado com você, dá pra ver no rosto dele minha filha. Deixe que ele esteja lá pra você.
Eu a abracei mais apertado, assentindo levemente.
- Eu prometo.
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Aqueles dias estavam sendo difíceis. Primeiro toda aquela descoberta sobre minhas verdadeiras origens, depois a partida de Alice e Jasper e então pra completar, Sue tinha ido morar com seu filho, sua nora e o netinho que estava por vir. Parecia um final de história onde tudo é revelado e todos encontram seu caminho. Mas isso não era verdade, afinal aqueles que se foram estavam começando uma nova vida e estaria aqui por mim quando eu precisasse.
Além do mais, minha história só teria um final, e um final feliz, quando Tanya fosse pega. Eu sabia que não havia novidades sobre seu paradeiro, apesar de Edward tentar me esconder ao máximo qualquer coisa que ele achasse que podia me estressar.
Não tinha sido uma introdução muito animada para o meu aniversário, mas todas as atividades do dia me deixaram imensamente felizes. Todos me telefonaram. Alice até falou em francês comigo! Eu tinha sido forçada a tirar o dia de folga. Luca e Edward me trouxeram o café na cama e então toda a família se reuniu ao meio dia para celebrar.
Mas a noite tinha sido a melhor parte. Edward me levara pra jantar, no mesmo restaurante onde jantamos pela primeira vez. Tinha sido fantástico, mas pelo seu olhar, ainda não tinha acabado.
- O que você está aprontando?
- Nós temos uma pendência Senhora Cullen. – cantarolou ele, assim que entramos no quarto, depois e checar Luca. Um hábito que eu desconfiava, que nunca morreria. – Não sei se você lembra de uma parede. Uma parede que deve estar se sentindo muito negligenciada.
Eu fui obrigada a rir, mas Edward não me deu tempo para dizer nada. Ele estava tão afoito e eu sabia que não era tudo apenas puro desejo carnal. Ele precisava me sentir, precisava de mim, o mais próximo dele possível. Eu me sentia exatamente do mesmo jeito.
Tínhamos passado por tantas coisas nas últimas semanas, tantas provações, tantas situações difíceis, mas necessárias, e quase não tínhamos tido tempo para sermos apenas nós dois, loucos um pelo outro.
Tinha certeza de que Edward pretendia ser gentil, mas aquilo não cabia no momento. Foi rápido, intenso e forte, exatamente como a cor que presenciava nosso enlace.
Mais tarde, quando estávamos deitados, enrolados um no outro, ignorando o suor que ainda escorria de nossos corpos, eu contei a Edward sobre minha decisão.
Ele obviamente, foi contra.
- Não acho que isso seja necessário. Parece que apenas vai trazer mais tristeza.
- Vai responder minhas perguntas. E eu preciso ouvir Edward. Preciso saber por que ela escondeu que eu existia, porque deixou que todas aquelas coisas horríveis acontecessem comigo e porque ainda me odeia. Eu preciso ouvir, mesmo que eu já saiba a maioria das repostas.
Ele suspirou, beijando meus cabelos.
- Eu não concordo, mas se é o que você quer, tudo bem. Só me deixe está lá.
- Não faria isso sem você.
Ele sorriu, arrastando seu nariz por minha bochecha.
- Na verdade você faria. – eu ri, sendo acompanhada por ele. – Mas eu não deixaria.
- Bom. Temos um trato então?
- Temos. No sábado?
- No sábado. Mas apenas se seus pais puderem olhar Luca.
- Eu já sugeri esse dia por que vi os dois fazendo planos de levar o neto no parque de diversões. Algodão doce e cachorro quente estavam na equação.
Eu grunhi levemente, mas tive que rir depois. Isso era tão coisa de avós!
- É só de vez em quando meu amor.
- Eu sei. O problema é convencer Luca disso.
- É só você olhar pra ele com essa cara de amor, com esses olhos brilhando. Ele vai cair como um patinho. Funciona pra mim vida, e ele é meu filho.
Se ele dizia.
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- Preparada?
- Não. – Edward arqueou a sobrancelha pra mim, curioso. – Mas não posso mais adiar isso.
Não tinha sido difícil passar pelos portões. Os seguranças reconheceram Edward e como ele era da família, tinha passe livre. Acho que Carmen não imaginava que eu pudesse querer ir até ali, mas era mais forte que eu.
Edward tocou a companhia, segurando minha mão, mostrando que estava comigo.
Para o que quer que fosse que acontecesse.
Notas finais
Como estão?
Gostaria de dizer que sinto muito pela demora em postar, mas minhas aulas estão consumindo mais tempo do meu dia do que eu esperava... espero que entendam.
Muito obrigada pelos comentários lindos em RPV, EA e AAA! Fico muito feliz em ver que mesmo depois de concluídas minhas fics ainda chamam atenção! Me emociona de verdade.
Os comentários de AS também estavam mara! Adoro ver vocês criando teorias e dando ideias.. dou muita risada!
Leitoras novas... sejam bem vindas!
Acho que por hoje é só.
beeijos
té mais.
Lidih.
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