CAPÍTULO 19;

- Suas... costas... estão doendo?

Era incrível que, mesmo que estivéssemos fazendo amor, no banheiro, Edward ainda conseguia se preocupar com minhas costas.

- Não sei... – ele remexeu-se dentro de mim de uma forma que devia ser estudada. – Não.

Edward riu, lambendo meu pescoço e grunhindo logo em seguida.

Era o que? A qüinquagésima vez que estávamos fazendo amor? Eu tinha parado de contar depois da décima, mas tinha que admitir que cada vez ficava melhor.

Joguei a cabeça pra trás, de encontro à parede, arranhando as costas de Edward. Faltava muito pouco.

- Eu te amo.

Ele riu, arfando.

- Eu sei vida.

Então estávamos no paraíso.

Precisei de uns bons minutos pra sair dele.

- É como eu sempre digo. Você parece uma Deusa quando goza.

E corei, mas não retruquei, apenas me espreguicei sobre ele, notando que Edward tinha me trazido pra cama.

- O que acha de pintarmos uma parede do nosso quarto de vermelho? Deve ser uma visão, você, nua, contra aquela cor quente. Hãn?!

Fui obrigada a rir.

- Você só pensa nisso?

- Qual é Bella! Estamos nus, com você em cima de mim... o que quer que eu pense?

Eu o olhei, compreendendo seu ponto, era difícil pensar em outra coisa, inclusive pra mim.

- Talvez uma das paredes do banheiro? Parece bom?

Ele abriu um sorrisão malicioso, me beijando levemente logo em seguida.

- É por isso que eu amo você.

Tínhamos voltado da nossa lua de mel de uma semana a poucos dias. Visitamos vários lugares, fizemos compras, mas como Edward previu, passamos a maior parte do tempo dentro do quarto. Então, quando voltamos pra casa, Edward e eu decidimos que estava mais do que na hora de reformarmos nosso quarto, pra realmente parecer nosso. Os móveis tinham sido retirados durante o dia, nossas ciosas encaixotadas e estávamos ocupando um dos quartos de hospedes enquanto isso.

Os móveis novos já estavam escolhidos, bem como seus lugares, e as fotografias que seriam dispostas pelo ambiente já estavam selecionadas. A luminária que a Tia de Edward tinha nos presenteado no casamento seria o principal objeto de decoração do closet, e, apesar de Carmem não parecer gostar de mim, por razões que eu não fazia ideia, seu presente era um dos meus favoritos.

- Mas acho que o resto do quarto devia ser branco. Ou talvez creme.

- Parece bonito. Desde que a parede vermelha esteja em algum lugar, o resto você escolhe.

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- Vamos ver o papai?

- Papai tabando.

- Sim. Mas vamos almoçar juntos e depois você vai visitar a Drª. Ângela de novo. Que tal?

- Sim! Binquedos legais.

Luca teve dificuldades de entender que a Drª. Ângela não era a Ângela que sempre lhe dava sucos e o deixava brincar com o computador quando ele vinha à empresa visitar o pai, embora também fosse morena. Precisamos de algumas sessões pra ele parar de pedir sucos e começar a interagir com a Drª. Mas depois que isso aconteceu seu progresso foi notório. Luca inclusive andou sozinho há alguns dias. Edward, emocionado, gravou tudo, embora o que mais se sobressaísse no vídeo fosse sua voz, que incentivava Luca, aos gritos, a dar mais passos.

Nosso quarto tinha ficado pronto no fim de semana anterior, e a família, muito prestativa, foi passar um fim de semana na casa de campo que Carlisle tinha dado de presente a Esme três meses antes, pelo aniversário de casamento. Luca choramingou porque Edward e eu não iríamos, mas se divertiu andando a cavalo e correndo pelos campos.

Edward fora bem criativo nas ideias para estrear nosso quarto. Algumas manchas em minha pele o faziam se sentir culpado. Não que eu estivesse ligando pra isso.

Infelizmente não tínhamos estreado a parede vermelha ainda. Vinha desconfiando que Edward estava esperando uma data especial, embora eu não soubesse qual.

Ângela, a secretária, nos recebeu com um sorriso. Passou algumas instruções a Jéssica, que fora promovida a segunda secretária de Edward algumas semanas atrás, e então veio abraçar Luca.

- Olá Sra Cullen.

- Por Deus, Ângela, é só Bella. – ela assentiu, embora eu tivesse certeza de que ela ainda não me chamaria pelo nome. – Edward está ocupado?

- Não. Está apenas assinando alguns papéis. Cinco minutos e então ele está liberado.

Luca perambulava por ali, tocando nas coisas, embora não tirasse nada do lugar.

- Como Jéssica está indo?

- Maravilhosamente bem. Tem sido mais eficiente do que Lauren jamais foi. Embora Lauren não esteja tão feliz no almoxarifado.

Fora difícil achar um lugar onde ela pouco teria que lidar com pessoas. Lauren tinha um rei na barriga e se achava muito melhor do que os outros, porém, pra sua sorte, Edward era uma boa pessoa e não conseguiu demiti-la.

- Fico feliz por Jéssica e por Lauren. Acha que lá ela não vai poder insultar ninguém. Pelo menos ninguém que não a conheça.

Ângela tossiu, tentando esconder uma risada. Luca veio em nossa direção, esticando os bracinhos.

- Coinho.

Eu o peguei, me deliciando com o seu corpinho junto ao meu.

- Oh! Eu já ia esquecendo! – exclamou Ângela, parecendo animada. – Minha irmã gostaria de fazer uma visita a Raio de Sol na semana que vem. Vocês já vão estar abertos não é?

Minha escolinha, Raio de Sol, já era um tanto famosa, mesmo sem estar aberta ainda. Esme e Rose cuidariam de toda a parte administrativa e da comunicação, me deixando livre para ser responsável por uma das turmas, provavelmente aquela correspondente às crianças de dois a três anos. Alice daria oficinas de arte uma vez por mês e estava muito empolgada por poder trabalhar com as crianças. Ela e Jasper estavam indo as mil maravilhas, muito melhor do que qualquer um imaginou.

- Vamos estar sim Ângela. É só aparecer. A inauguração será na segunda, vocês são mais do que bem vindas.

- Vou avisá-la então. Pámela está animada pra fazer novos amigos e minha irmã finalmente resolveu deixá-la ter um pouco mais de liberdade e voltar a trabalhar.

- Ela faz bem. É sempre importante interagir com outras crianças.

- Papai.

Edward estava encostado na porta do escritório, olhando pra mim e Luca como se fossemos uma miragem. Ângela sorriu, afastando-se discretamente, enquanto Edward vinha até nós.

- Oi.

- Olá.

Ele beijou meus lábios delicadamente antes de pegar Luca no colo. Antes que ele pudesse dar um beijo no filho, o pequeno choramingou, fazendo um beicinho digno de Oscar.

- Quero papá.

Eu ri, puxando Edward pela mão.

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- Fico aliviado que Luca está indo tão bem. – comentou Edward, ao nos deitarmos naquela noite. – Você acha que ele será capaz de acompanhar as crianças na sua turma?

- Tenho certeza que sim Edward. Luca só tem mais algumas lacunas pra preencher e não pense que as crianças da idade dele falam extramente correto e andam como se desfilassem. Todas estão em fase de aprendizado querido.

- Eu sei. – ele me abraçou apertado, cheirando meus cabelos. – São só preocupações de pai.

- Pelo menos você é moderado. Hoje presenciei Emmett descendo as escadas com Rose nos braços. Aparentemente andar é muito perigoso.

Edward riu, afastando-se um pouco pra poder me olhar.

- Eu até o entendo. Emm está aterrorizado com a possibilidade de Rose perder o bebê e que algo aconteça com ela nesse processo.

- Eu também o entendo. Mas ele está enlouquecendo Rose também. Ela já não se acha muito capaz de manter o bebê, imagine como ela se sente com toda essa atenção de Emmett.

Edward me olhou, seus olhos percorrendo meu rosto em busca de algo.

- Você falou com ele, não falou?

Eu corei, escondendo o rosto em seu peito.

- Não me culpe. Você sabe que desde que aprendi a explodir dificilmente fico calada.

Ele riu, beijando meus cabelos e alisando minhas costas.

- Eu sei. Aliás, todos aqui já tiveram a oportunidade de serem seus alvos.

Eu ri também, meio envergonhada, mas feliz por ser tão útil.

- Está tudo tão perfeito não é? Às vezes sinto como se tudo fosse desmoronar a qualquer momento. – suspirei, me agarrando mais a Edward. – Seus pais às vezes me olham como se soubessem de algo.

- Eles não sabem sobre nada disso Bella. Nem sequer desconfiam de tudo o que aconteceu enquanto estiveram viajando. Pra eles tudo está no lugar. O único assunto que é do conhecimento deles é Tanya, e ainda sim de uma forma distorcida.

- Tem razão. Acho que me preocupo de mais não é?

- Só um pouquinho, mas eu amo isso em você.

Nós ficamos em silêncio por um minuto até que eu lembrei de um tópico muito importante.

- Alice conversou comigo ontem sobre gravidez. Ela e Jasper não estavam se prevenindo no início e ela realmente achou que pudesse estar esperando um bebê também.

- Cristo! Você não precisa dizer em voz alta que minha irmã já é sexualmente ativa! Eu tinha esperanças de que ela ainda fosse virgem.

Eu ri, beijando seu rosto com carinho.

- Se isso serve de consolo, Jasper foi o primeiro.

- Não serve.

- Deixe de ser bobo Edward! Mas o resultado do exame ficou pronto hoje pela manhã e não, não teremos bebês deste lado ainda. Embora eu deva dizer que se Alice não tivesse começado com os anticoncepcionais, o bebê não iria demorar a vir.

Talvez ele tenha percebido a insinuação desde o começo da conversa, ou tenha sentindo algo apenas no final, mas Edward ergueu-se, levantando minha camisola e olhando para minha barriga.

- Você acha...

- Não sei. Nós nunca nos prevenimos Edward. Aliás, nunca conversamos sobre isso!

- Eu sei, eu devia ter...

- Hei, está tudo bem. Eu posso ter sido criada em uma prisão, mas fui à escola. Eu sempre soube dos riscos. Acho que concordamos sobre isso, mesmo que em silêncio.

- Eu sempre achei que seria cedo demais, mas nós nos envolvemos, nos apaixonamos e eu me deixei levar pelo momento. Só percebi que não tinha usado camisinha em quando voltamos pra casa. E então eu pensei em você grávida. Não pude me controlar.

- Eu entendo. Não se culpe, nós vamos passar por isso juntos ok?

Ele assentiu, distribuindo beijos em meu ventre plano.

- Você acha que devemos ir ao médico?

- Sim. Não conseguirei ficar calma sem saber se estou ou não grávida. Já marquei uma consulta pra amanhã, depois da nossa visita a Nora Kreve.

Edward suspirou.

- Não acho que seja bom você se envolver com essas coisas podendo estar grávida...

Eu arquei a sobrancelha, meio descrente.

- Desculpe. Acho que realmente entendo Emmett. É meio difícil de controlar.

- Bobão.

- Hei! Eu sou seu marido. Me respeite!

- Oh, vai dizer agora que tem direitos sobre mim também?!

- Mas é claro! Você, aliás, tem que me satisfazer.

- Oh Meu Deus! O que você andou lendo? Meus romances de época?

- Passei os olhos por alguns. Renderam algumas histórias bem elaboradas pra Luca.

Eu ri, erguendo o quadril pra que ele pudesse tirar minha calcinha.

- Só você mesmo..

- Sim. Só eu vida, só eu.

E então a conversa ficou pra trás.

Notas finais
Oláaaaa pessoas lindas!!
Como tem passado?! O que acharam do capítulo? Espero que tenham curtido...
Quero agradecer profundamente a todos pelos comentários maravilhosos.. são meu gás sabiam?!
E gostaria de agradecer tbm a Malu Leite pela recomendação que ela fez de AS. Um beijo especial a DuhPaiva, pelas recomendações em EA e AAA, me emocionei muito com suas palavras! É bom saber que o que eu quero passar, realmente chega ao leitor!
Novamente gostaria de pedir pra vocês comentarem, principalmente os leitores novos, sempre no último capítulo postado! Eu sei que vocês querem ser super legais e comentar em cada capítulo, mas eu quero ler o que vocês escrevem e assim fica dificil! O modo de ver os capítulo já não começa mais pela atualização e sim por capítulos!
Por isso, por favor, comentem somente no último... não me importo que seja só um comentário, desde que vocês escrevam tudo que gostariam de me dizer! ok?
beeiiijooooos!
Té mais!
Lidih