CAPÍTULO 16;

Estiquei meus braços, facilitando para Edward tirar minha camisola. Ele deu alguns puxões, apressado, talvez rasgando alguma parte do tecido no processo. Era uma linda camisola, mas não me importava muito com isso no momento.

Ele grunhiu antes de espalhar beijos por meu pescoço, uma das suas mãos em minha cintura, enquanto a outra brincava com a alça do sutiã. Minhas mãos também estavam ocupadas, apertando suas costas, sentindo seus músculos durinhos e perfeitos.

Era a primeira vez que nos beijamos sem algumas peças de roupas. Todos os outros “amassos” foram fantásticos, mas era diferente agora, muito mais quente, sentir sua pele contra a minha era incrível. E eu queria mais.

Levei a mão de Edward ao fecho frontal da peça de renda preta, sem olhá-lo, esperando que ele seguisse em frente, mas infelizmente ele hesitou.

- Bella..

- Faça. Eu quero.

Ele suspirou, o hálito quente batendo em minha pele nua, me deixando mais arrepiada do que já estava. Lentamente, como se desembrulhasse um presente especial, Edward abriu o fecho e eu me ergui, facilitando a retirada da peça. O quarto estava na penumbra, iluminado apenas pela luz do abajur, mas mesmo na semi-escuridão, eu conseguia ver o brilho nos olhos de Edward enquanto ele me admirava em silêncio.

Minhas bochechas coraram e eu suspirei longamente quando seus dedos, muito lentamente, me acariciaram.

- Tão linda. Você é tão linda Bella.

O primeiro lugar em que seus lábios pousaram, e vindo de Edward não era surpresa nenhuma, foi em minha marca de queimadura. Seus lábios permaneceram ali por um momento, e então se arrastaram ao longo da minha pele sensível, me provando.

Era notável que ele tinha um pouco de experiência na área, mas eu me perguntei se ele sentia tudo o que eu sentia, toda a queimação, o desejo, a ansiedade. Era normal sentir tudo isso de uma vez? Era possível sentir tudo isso de uma vez?

Eu gemi quando sua língua se alastrou por meu mamilo, e arqueei minhas costas, desesperada. Tive a impressão de que Edward rira, mas foi impossível ter certeza. Meu seio esquerdo não foi negligenciado, Edward o provou com o mesmo fervor inicial, quase me fazendo rasgar os lençóis, e então desceu, distribuindo beijos por minha barriga, apertando minhas coxas.

Quando ele, muito delicadamente, puxou minha calcinha pelas pernas, a incerteza me paralisou. Vínhamos avançando em nosso relacionamento. Mais rápido do que eu achei que fosse possível. No momento eu estava nua, sentindo minha pele queimar com o olhar luxuriante de Edward, mas ainda não me sentia pronta para o gran finale. Eu queria. Muito. Mas estava morrendo de medo.

Edward parecia ignorar minha apreensão. Seus olhos ainda passeavam por meu corpo e seus dedos me acariciavam lentamente, quase como um toque de pluma. E então ele estava beijando as terras proibidas. Eu gritei, perdida entre ultraje e prazer, agarrando novamente os lençóis enquanto tudo o que eu podia ver eram os cabelos de Edwad entre minhas pernas. Eu queria brigar, dizer que aquilo era muito impróprio, mas nada saía da minha boca a não ser os gemidos altos e as lamurias quando ele desacelerava seus carinhos. Podia ser um tanto impróprio para uma dama, mas era bom. Muito bom.

Algo me puxava na direção de um caminho desconhecido. Como a boa medrosa que era, eu não queria ir. Queria apenas sentir o que Edward me fazia sentir, queria apenas andar por caminhos conhecidos, seguros. Mas quando Edward se ergueu, distribuindo beijos por meu rosto, enquanto seus dedos continuavam a me acariciar, e sussurrou palavras doces em meu ouvido, eu simplesmente me permiti ir.

Demorou algum tempo para que eu finalmente voltasse a mim. O quarto continuava na semi-escuridão, os lençóis estavam um pouco embolados, eu ainda estava nua e Edward me tinha sobre seu peito, acariciando levemente minhas costas.

- Você parece uma deusa quando goza.

Eu ruborizei, escondendo o rosto em seu pescoço, o abraçando como se minha vida dependesse disso. Edward riu, um som melodioso e muito feliz.

- Não precisa ter vergonha, vida. Essas coisas são naturais.

E então naquele momento eu me lembrei dele.

- Você... sabe...

Ele riu mais um pouco, me apertando contra si.

- Está querendo saber se eu cheguei lá? – apenas balancei minha cabeça, envergonhada de mais pra olhar pra ele. – Quase. Mas hoje era sobre você. Meus dias virão.

Ergui a cabeça um pouco, encontrando seus olhos brilhantes e risonhos.

- Não é justo. – respirei fundo, procurando me acalmar diante da súbita decisão que tinha tomado. – Eu quero fazer. Nós podemos fazer.

- Bella, amor. – eu ruborizei mais um pouco, fazendo com que ele sorrisse. – Você não está pronta. Hoje avançamos muito, mas eu sei que você ainda tem medo. E está tudo bem. Eu sou paciente.

O apertei um pouco mais contra mim, beijando seu queixo.

- Você é perfeito.

- Como está Londres? A descarga ainda gira ao contrário aí?

Alice riu, fungando segundos depois.

- Eu sinto tanto a sua falta Bella! Sei que quase não tivemos tempo pra nos conhecer, mas você é o mais perto de uma melhor amiga que eu já tive.

Eu sorri tristemente, esticando minhas pernas na cama.

- O sentimento é recíproco Alice. Mas nada de choradeira! Como andam as coisas por aí?

Alice fungou novamente, tornando a falar, porém sua voz estava entrecortada.

- Não está dando certo. Pensei que pudesse focar em meu trabalho, aprender coisas novas, conhecer pessoas novas, mas cada vez que fecho os olhos, eu vejo ele! É um inferno.

- Oh, Alice. – eu tinha, desde o inicio, uma leve impressão de que isso não funcionaria. Alice precisava tentar, mas tentar não significava conseguir. – Se serve de consolo, ele está do mesmo jeito.

- É sério? Edward vive me dizendo que ele está triste desde que voltou daqui, mas eu não acreditei. Ele não pareceu desapontado ou infeliz quando eu disse que não queria sair com ele.

- Adulto cedo lembra? Jasper nunca parece sentir nada Alice, em nossa frente ele parece o mesmo de sempre. Só que quando o observamos quando ele acha que não tem ninguém observando, é de dar dó a tristeza nele Alice. – ela fungou novamente, e eu decidi tentar dar uma de cupido. – Ligue pra ele. Diga que ele só terá essa chance de ser sincero, o pressione se precisar, mas essa situação não pode continuar querida.

- Eu sei. – ela soluçou, assuando o nariz em seguida. – Vou fazer isso. Obrigada pelos conselhos Bella. Mas me fale de você.

- Está tudo bem comigo. Ontem eu e Edward avançamos muito em nosso relacionamento.

- Quer dizer que você não é mais virgem? – havia uma leve incredulidade em sua voz e eu cheguei a ficar ofendida. – Sério?

- Não. Não tão depressa mocinha. Nós fizemos... ahh, ele fez...hum

- Edward fez sexo oral com você.

Eu ruborizei, quase pulando da cama quando a porta do quarto foi aberta e Edward entrou, arqueando a sobrancelha quando me viu corada.

- Sim.

- OMG! Você retribuiu? Bella safadinha!

- Não! Ainda não, eu... não me sinto preparada pra isso ainda. Na verdade antes de ser bom pensei que era muito impróprio.

Alice riu escandalosamente, enquanto e ruborizava ainda mais. Edward sentou ao meu lado na cama, me envolvendo com seus braços.

- Bella! É muito simples, você tem que...

- Nós podemos falar disso outra hora, Alice, Edward está aqui. – pedi desesperada, o escutando rir. – E acho que está ouvindo você.

- Olá irmão! – ele riu novamente, beijando meu pescoço de uma maneira muito sensual. – Ok então. Me conte o resto das novidades.

- Bom, Charlie e Reneé estão encrencados. Seus advogados conseguiram um habeas corpus, então eles vão responder ao processo em liberdade.

- Isso é ridículo.

- Eu sei, mas não há nada que possamos fazer. Conseguimos uma ordem de restrição, então me sinto mais segura. Temos que esperar, realmente não podemos fazer mais nada. Você tem que vir para a inauguração da escolinha! Nós vamos esperar Esme e Carlisle estarem de volta, mas acho que a festa será daqui no máximo vinte dias. Está ficando tão lindo Alice!

- Oh Bella! Fico tão feliz por você! Isso é maravilhoso! Quero ser voluntária em alguma coisa. Que tal pequenas oficinas de moda uma vez por mês?

Eu ri, sendo acompanhada por Edward, que balançava a cabeça em descrença.

- Alice, não acho que os bebês que freqüentarão a escolinha vão conseguir costurar.

- Eu costurava desde pequena, qual é o problema?!

Edward tornou a rir, e eu tossi, tentando disfarçar.

- Problema nenhum querida. Tenho certeza de que vamos achar algo pra você contribuir.

- Eu espero, mas agora me deixe fazer uma pergunta que vem me corroendo por dentro. Como, no inferno, você foi de livre e espontânea vontade com seus pais Bella?

Edward enrijeceu e afastou seus lábios da minha pele, talvez também esperando a resposta da pergunta que ele não ousara fazer. Ele sabia que eu tivera minhas razões, ou então que fora forçada a ir já que eles poderiam muito bem ter apontado uma arma pra mim.

- Eles estavam loucos por não serem convidados para nada Alice. Você sabe que o objetivo de me forçar a casar com Edward era pra que eles ingressassem na sociedade, e isso não aconteceu.

- Você não respondeu a minha pergunta Isabella.

Eu suspirei, com receio de dizer, já que eles me achariam uma boba.

- Eles ameaçaram Luca. Eu não hesitei antes de ir.

Alice soltou alguns impropérios, muito mais elegantes dos que os ditos por Edward, me passou um sermão e então desligou.

Edward ficou alguns minutos em silêncio e então trouxe meu rosto pra junto do seu e me beijou de forma lenta e amorosa.

- Bom dia Sra. Cullen.

Eu sorri, o apertando mais contra mim. Ainda era estranho ser chamada assim, mas a sensação era maravilhosa. Ele não perguntou sobre a minha resposta, e de certa forma não havia nada pra perguntar. Ele teria feito a mesma coisa.

- Onde está Luca?

- Sue está terminando de lhe dar café. Ele estava impaciente e chamando por você. Não gostou de ser trocado por Alice, eu acho. E isso me deixou puto, porque, qual é o problema ser acordado por mim? Eu também tenho direitos sobre essa criança!

Eu ri, imaginando a birra que o menino devia ter feito. Eu o tinha acostumado mal, era um fato, ao acordá-lo todos os dias, escolher sua roupinha e lhe dar o café da manhã. Era até normal que ele estranhasse quando outra pessoa, de repente, tomasse meu lugar.

- Eu só não fico bravo por que você me deixa toca-la, porque se não, nós estaríamos com problemas...

- Edward!

- O que?

Era incrível como Edward estava mais solto, mais leve, menos preocupado, apenas aproveitando e curtindo sua vida da melhor maneira possível. Não se podia considerar isso como uma mudança, visto que esse espírito sempre esteve nele, estava apenas enclausurado pela pressão de ser perfeito o tempo todo. E eu estava amando vê-lo desabrochar.

- Você sabe que fico embaraçada.

- Não precisa ficar. Você é minha esposa sexy. – houve uma leve batida na porta, e alguns resmungos infantis puderam ser ouvidos. – Mas, ao que parece, tenho que dividi-la com nosso filho. Entre.

Sue apareceu com Luca em seu colo, inquieto.

- Pensei que o trabalho de mimá-lo fosse dos avôs. – ela disse, um quê de divertimento por trás da reprovação. – Mas já que eles não estão aqui, acho que você resolveu assumir o posto.

Eu peguei meu bebê, sentindo seus bracinhos rodearem meu pescoço.

- Mamãe.

- Bom dia querido.

- Bom diaaaaa.

Distribui beijos por seu rosto, acenando para Sue enquanto ela saia do quarto. Luca espalmou sua mão em minha bochecha, sorrindo pra mim.

- Bonita.

- Eu sou bonita?

Ele assentiu de forma enfática, desviando o olhar para Edward por um momento.

- Papai disse.

- Papai disse que eu sou bonita?

Ele assentiu de novo, enquanto se remexia para que eu o solta-se. Ele engatinhou para Edward, esticando o braço, a palma da mão aberta.

- Pesente.

Edward pareceu desolado.

- Era pra você cobrar sua parte no acordo mais tarde campeão. Não na frente da mamãe.

- Deculpe. – porém, ele balançou o braço. – Pesente.

Eu gargalhei, apontando um dedo para Edward.

- Depois a culpa é minha por ele ser mimado não é? Ora Edward Cullen! Chantageando o filho para que ele diga elogios pra mim?!

- O que eu posso fazer? – ele deu de ombros, descontraído, e então colocou Luca em suas costas, saindo da cama. – Um homem tem que ter as suas armas. Nem que seja uma que usa frauda e fala.

Eu ri, enquanto observava Edward fazer do filho um avião humano, balançando-o de um lado para o outro. Entendi então, vendo Luca gargalhar, que aquele era o pesente.

Edward brincou mais um pouco com o menino, ante de se jogar na cama, com Luca sobre seu corpo, ainda gargalhando.

- Jesus, estou ficando velho.

Eu ri, colando meus lábios nos seus por um momento.

- Um velho lindão.

- Hei! Essa era a parte onde você devia dizer que eu não sou velho! Mas se você me beijar mais um pouquinho, posso te perdoar.

E eu fiz, mas antes que línguas pudessem ser envolvidas, Luca gritou sua nova descoberta.

- Beijo! – Edward sorriu, os olhos marejados, como os meus, diante de mais uma palavra para o vocabulário de Luca. – Beijo! Beijo!

Ele esticou os braços em nossa direção e quando dei um beijo estalado em seu rosto, ele sorriu de forma linda. Edward também teve que beija-lo, assim como todos na casa, enquanto Edward caminhava com ele em suas costas, sorrindo ao vê-lo gritar beijo para todo mundo. Alguns momentos depois, ele voltou, sem Luca, e me abraçou quando percebeu que eu estava chorando.

- Bella...

- É bobo eu sei, mas ele está crescendo e aprendendo tanto...

- Não é bobo. É lindo. É coisa de ser mãe.

Nós ficamos mais alguns minutos abraçados, sentindo o calor um do outro.

- Que tal um passeio no parque de diversões?

- Parece maravilhoso.

- Fique gostosa. – eu lhe mandei um olhar reprovador, mas Edward apenas me beijou de uma forma que devia ser proibida pra menores de quarenta anos. – Vou vestir Luca.

Ainda levei um momento pra conseguir ficar firme em minhas pernas, mas quando levantei, tudo que pude fazer foi rir. Eu tinha uma família maravilhosa. Era minha. Não desapareceria em um passe de mágica. Finalmente eu tinha estabilidade, segurança, amor. Era hora de parar de ter medo.

Notas finais
Olá todo mundo!
Eu pretendia postar semana passada, mas o site estava em manutenção, daí acabei deixando pra esse findi.
Primeiramente quero agradecer a Sasilva e vivicapricho pelas recomendações maravilhosas, a Cherry Blur pelas palavras de carinho na mensagem que me mandou recentemente e quero mandar um olá para a Dry. Olá flor!
Quero agradecer tbm pelos comentários divinos, não só aqui em AS, mas tbm nas outras fics finalizadas. Não me importo que elas já acabaram, me emociona do mesmo jeito saber que vocês gostam. Sem falar que tem gente lendo de novo! *-*
As leitoras novas, sejam bem-vindas.
Um avisinho: eu não sei se vai ficar assim, mas os comentários agora aparecem em ordem cronológica, então procurem postar seu comentário sempre no último capítulo postado, fica mais fácil pra mim lê-lo e responder as dúvidas.
E sim, eu errei a palavra escolinha! Tenho sérios problemas com ela!Obrigada a sheilaalves que me deu a dica!Eu escrevo, leio, leio de novo, mas quase sempre fica algo pra trás.
Bom, acho que é isso.
beeijos, té mais.
Lidih.