A Substituta - Finalizada.
10 Capítulo 10;
CAPÍTULO 10;
- O que você quer dizer com sumiu? – perguntou Edward, imóvel feito uma estátua.
- Ela não está em lugar nenhum e o closet está limpo.
- Oh Meu Deus! Eu sabia que ela ia fazer uma besteira. – resmunguei, me levantando. Fiquei um pouco tonta, mas consegui chegar ao quarto de Alice, de fato, estava tudo como Rose dissera: vazio. – Ela foi embora.
Edward se juntou a mim segundos depois, o rosto se contorcendo em raiva.
- Vou matar Jasper!
- Hei, calminha aí! – segurei seu braço, tentando pará-lo. – Seus pais não sabem dos dois. Vamos manter assim. Tanto Alice quanto Jasper têm suas razões e por mais que eu odeie essa situação, nós não podemos interferir Edward. Foi você que me fez ver isso, lembra? Vamos simplesmente tentar ligar pra ela. Eu posso falar.
Ele assentiu, um pouco mais calmo e sentou na cama. Analisei o ambiente procurando o telefone e o achei em cima do criado mudo, com um bilhete de Alice que ninguém tinha visto.
- Olha. – entreguei a Edward o papel que continha apenas algumas linhas. – É de Alice.
Eu estou bem, juro. A escola me liberou para fazer as provas finais em Londres. O pessoal do ateliê já sabe e eu vou continuar desenhando. Ainda não sei aonde vou ficar, mas ligo para avisar.
Amo vocês.
Alice C.
- Pelo menos agora sabemos onde ela está. E que está bem.
- Ainda quero ligar pra ela.
O telefone de Alice estava fora de área então Edward deixou um recado. Não foi muito fácil acalmar Esme que só perguntava por que a filha viajou sem se despedir, Jasper ficou calado e encabulado a maioria do tempo, chegou a conversar com Edward sobre se mudar, mas meu noivo foi contra isso, ainda mais agora que Alice já tinha partido.
Depois que todos voltaram a dormir Edward me entupiu de café e chocolate.
- Eu estou enjoada. – reclamei, encostando a cabeça na mesa da cozinha. – Isso tudo me deixou tonta.
Ele riu, alisando meus cabelos e então me pegou no colo.
- O que te deixou assim foram os drinks fraquinhos que você bebeu.
- Rose disse que podia. — tinha certeza de que eu estava fazendo um biquinho, mas não me importei. – E eles eram docinhos.
Edward riu de novo, balançando a cabeça.
- Ai Bella, você ainda me mata.
Eu franzi a testa. Aquilo era tipo um elogio não era?
- Isso é algo bom certo? Tipo um elogio?
Ele riu outra vez, beijando minha bochecha vermelha.
- Sim, é algo bom.
- Ok.
Antes mesmo que entrássemos no quarto, eu já estava dormindo.
- Ela esteve aqui! Você consegue compreender isso?! Aqui! A dois metros de Luca!
Edward estava irritado. Algo que definitivamente não combinava com ele, e além disso, parecia ser muito cedo.
Minha cabeça rodava e eu tive que piscar os olhos para conseguir focar as coisas a minha frente. Edward estava sentado na cama, de costas pra mim, falando ao celular. Ele estava sem camisa, mas mesmo que estivesse vestindo uma, daria pra notar a tensão dos seus músculos.
- Não me interessa que você esteve ocupado, inferno. Eu achei que esse assunto estava resolvido! Se ela fizer mais alguma coisa, considere a polícia envolvida! Não vou ficar sentado vendo aquela infeliz arruinar a minha vida de novo só porque você não quer um escândalo, como se ligasse pra isso quando está andando com mulheres vinte anos mais novas do que você!
Eu arregalei os olhos, chocada com suas palavras. Ao que tudo indicava, ele estava falando com Jonh, ou melhor, reclamando com Jonh, e de Jonh. Eu sabia que tinha mais do que ele me dissera por trás daquela mulher da festa, já que tudo indicava que ele estava reclamando dela, mas jamais imaginei que fosse algo em que a polícia precisasse ser envolvida.
- Não quero saber. Só liguei pra avisar você.
Ele desligou o celular, respirou fundo, passando a mão nos cabelos e foi em direção ao banheiro.
Levou alguns minutos para meu coração voltar a bater de uma forma normal, já que estava acelerado desde que eu acordara. Ouvi o barulho da ducha no banheiro e então sabendo que Edward iria demorar um pouco mais, sentei na cama. Imediatamente fiquei tonta, nada muito preocupante, mas que me fez puxar o ar com força para que tudo parasse de rodar.
Eu nunca mais beberia.
- Hei você. Como está se sentindo? – foi inevitável corar quando percebi que Edward vestia somente uma sunga preta. – No criado mudo tem duas aspirinas e água. Tome, vai te fazer bem.
Eu obedeci, grata por ter alguma distração.
- Está acordado há muito tempo?
- Não. – respondeu calmamente, sentando ao meu lado. – Só o tempo de tomar uma ducha.
Eu assenti, tomando mais um golinho de água. Não podia acusá-lo de não confiar em mim, já que nos conhecíamos há tão pouco tempo e o assunto parecia ser misterioso e delicado, mas fiquei um pouco magoada com a situação, já que eu podia afirmar que confiava nele de olhos fechados. Só me restava esperar que um dia ele pudesse confiar em mim o suficiente pra me contar, talvez em um dia onde a situação toda já estivesse resolvida.
Os dias foram passando de forma muito agradável, mais agradável até do que eu esperava. Luca estava avançando muito em seus aprendizados e eu me enchia de orgulho cada vez que o via tentando andar ou ainda balbuciando uma sílaba nova. Edward e eu estávamos muito mais íntimos e apesar de um clima diferente já ter acontecido muitas vezes, nós ainda não tínhamos nos beijado ou qualquer coisa do tipo, e eu fiquei muito feliz quando Edward decidiu falar comigo sobre o assunto.
- Não quero pressionar você. Quando jantamos pela primeira vez eu falei sério sobre querer que você me diga se estivermos indo rápido de mais. Você me atrai Bella, muito, é inevitável querer tocar você.
Eu estava corada desde a primeira palavra dita, mas não me importei.
- Não estou me sentindo pressionada. Eu gosto de como está sendo Edward. – minha voz se tornou um sussurro e eu resisti à vontade de fechar os olhos. – Eu só não sei muito sobre isso.
- Eu sei vida, eu sei que você não sabe e não me importo com isso, pelo contrário, é excitante.
Eu o olhei, incrédula.
- Como...?
- Eu vou ser o primeiro. O único. Você é minha. – ele deu um sorriso torto que me deixou com falta de ar. – Eu sou possessivo Bella.
Eu não pude dizer nada, mas acho que ele viu em meus olhos que os pingos estavam nos is.
Reneé foi a única coisa desagradável daqueles dias. Esme tivera a brilhante ideia de incluí-la nos preparativos do casamento e agora eu passava mais tempo com ela do que gostaria, mas nunca ficávamos sozinhas, eu cuidava muito pra que isso não acontecesse e muitas vezes Edward ajudou alegando que gostaria da minha companhia.
Alice estava em Londres, praticamente formada no ensino médio e já fazia planos de se mudar para Paris onde ela tinha intenção de cursar moda. Jasper nunca perguntou por ela, nem ela por ele, mas eu sempre fazia questão de manter os dois atualizados sobre eles mesmos. Maria tinha desaparecido, não sabia dizer se eles ainda namoravam, mas ela não aparecera mais na mansão.
Rose era minha companhia constante. Por várias vezes ela tentara me contar o que aconteceu em seu passado, mas as palavras pareciam simplesmente não sair. Eu a entendia, já que não conseguia contar sobre as agressões que sofrera em casa.
No sábado seguinte eu e Rose fomos ao cinema com Luca. Edward e Emmett estavam envolvidos em um grande negocio e ficariam o dia todo presos na empresa. O filme era até bem bonitinho, mas Luca dormiu ainda na primeira parte, cansado das atividades na piscina pela manhã, e continuou dormindo por um bom pedaço da tarde. Eu não me importei, era muito bom tê-lo comigo, juntinho de mim. Ele era tão pequenininho, era como se precisasse de proteção vinte quatro horas por dia.
- Então, como se sente a uma semana do casamento?
Rose estava escolhendo algumas roupinhas para Luca, embora ele realmente não precisasse delas.
- Ah, bem, acho que nervosa.
- Acha?
- Tem tanta coisa acontecendo Rose. Não tenho tempo pra pensar nisso, mas acredite, no dia eu vou estar uma pilha de nervos. Alice vai chegar em cima da hora, o que é uma coisa boa, porque acho que ele me deixaria ainda mais nervosa, então, será seu trabalho me acalmar.
Ela descartou uma calça preta e olhou pra mim.
- Você não precisa ficar nervosa. Acho que se a cerimônia atrasar cinco minutos, Edward vai buscar você.
- Você acha?
Ela ficou séria, analisando minha pergunta.
- Às vezes é como se você não conhecesse Edward Bella.
Rose não era idiota. Alias não precisava de muito pra perceber que tinha algo errado no meu relacionamento com Edward, por isso optei por uma meia verdade.
- Às vezes eu me sinto assim. Não sou muito boa com palavras, nem iniciativas, e ele não é muito bom com palavras também, então, me sinto insegura.
- Não fique. Edward é louco por você. Eu conheço aquele olhar. Emmett olha pra mim assim.
Naquele momento, mesmo que eu não quisesse, meu coração se encheu de esperanças e imagens de toda uma vida feliz com Edward surgiram em minha mente. Será mesmo que eu poderia ser feliz, mesmo com todas aquelas circunstâncias? Nós dois tínhamos segredos, problemas, traumas, mas estávamos apoiando um ao outro, ajudando um ao outro desde o segundo em que nos conhecemos. Não era amor a primeira vista, aquela paixão fulminante, não; Edward e eu estávamos prestes a descobrir o amor que floresce a cada dia, a cada momento junto, a cada segundo. E a tendência era crescer ainda mais.
Na quarta feira eu já estava nervosa. O casamento era a noticia da vez e isso me incomodava muito, e ao que tudo indicava, só a mim, já que os outros pouco se importavam ou então adoravam os holofotes. Edward estava trabalhando só meio turno nessa semana para poder ficar por dentro de todos os detalhes e também me acalmar. Tínhamos combinado de almoçar com Luca hoje e Edward sugeriu que eu fosse encontrá-lo na empresa já que o restaurante escolhido era bem próximo dali.
- Hei Isabella! Luca! Tudo bem?
Ângela sempre era um amor, já Laureen me olhava com uma cara nada contente, porém isso nem me incomodava mais.
- Tudo bem Ângela. Edward já está livre?
- Só está assinando alguns papéis, coisa de minutos.
- Ok, obrigada.
Me sentei no sofá, colocando Luca de pé em minhas pernas. Ele estava muito animado e quase nunca parava quieto, sem falar que de vez em quando batia palmas, principalmente quando via algo que gostasse. E naquele instante, olhando pra mim, ele batia palminhas animado, sorrindo.
Eu sorri também, salpicando beijos por todo seu rosto.
- Coisa linda. – murmurei, alisando seu narizinho com o meu. – Lindão.
Ele riu de novo, um som que pareceu retumbar por todo meu coração, e então fez aquilo que eu não esperava nem em um milhão de anos.
- Mamãe!
Meus olhos encheram-se de lágrimas e eu sorri em meio a elas, porém não consegui dizer nada. Ele ainda sorria e me olhava com tanto carinho, com tanta segurança que ali eu jurei pra mim mesma que ninguém, jamais iria machucá-lo, muito menos, tirá-lo de mim.
- Mamãe!
- Oh bebê...
Trouxe seu corpinho pequeno pra perto de mim num abraço apertado, beijando seus cabelos revoltos. Foi aí que vi Edward. Ele estava encostado na porta da sua sala e olhava pra nós com um sorriso sincero no rosto.
- Isso foi lindo, mas tenho que confessar que estou com ciúmes.
Eu ri, caminhando até ele com Luca ainda espremido contra meu peito. Seus braços envolveram minha cintura assim que estava próxima o suficiente dele; Luca recebeu beijos na testa e continuou rindo.
- Mamãe!
- Tudo bem campeão, eu entendi que você prefere a mamãe, mas papai também merece um reconhecimento certo?! Vamos lá... papai.
- Mamãe! – exclamou ele batendo palmas novamente.
Eu gargalhei sendo acompanhada por Ângela, enquanto Edward fazia uma falsa cara de magoado.
Era um momento perfeito, lindo, único. Mas que fora interrompido minutos depois quando Emmett praticamente chegou correndo até nós.
- Ela está seguindo Bella. Com uma arma.
- O que? – Edward resmungou, subitamente sério de mais enquanto eu me apavorei. Uma arma?
- Quase entrou na empresa Edward. Não dá mais. Você entende isso. Ela podia ter matado Bella hoje, há cinco minutos. Foi interrompida por Jéssica que deixou cair uns papéis sem querer.
- Edward... – não podia ser quem eu estava pensando, simplesmente não podia. – Jonh disse que ela estava morta.
- Jonh disse. O que ele diz vale muito pouco. – ele encostou sua testa na minha enquanto Emmett entrava no escritório com Ângela em seu encalço. – Eu sinto tanto. Não queria envolver você nisso. Mas prometo que ela não vai te fazer mal ok?
- O que ela quer?
- Ficar comigo e Luca. Ela está louca Bella. Na verdade Tanya sempre teve problemas.
Era tão mais real quando ele dizia o nome. Não dava pra acreditar que aquilo estava acontecendo. Simplesmente não dava.
Notas finais
sinto muito pela demora pessoas, mas uma gripe filha da mãe me impediu de ser eu mesma por uns tempos...
Porém, aí está o capítulo.. espero que tenham gostado.
Seja bem vindos os leitores novos (e não, flores do meu jardim, não tenho dia certo para postar a fic).
Agora, cá entre nós... eu AMO as teorias de vocês! É tão engraçado.. sem falar que eu posso visualisar vocês se descabelando... e sintam-se orgulhosas.. porque muitas acertam muita coisa..
uhsuhsaahussahuahus
Obrigada pelo carinho povo. Eu amo vocês.
beeijos, té.
Lidih.
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