A Sofrida Jornada De Red E Charmander.
1 Capítulo 1 - Viagem explosiva
Notas iniciais
Desde já deixo claro que o universo Pokémon dessa fic é como eu acho que ele funcionaria e não o universo do jogo/anime. Aqui os Pokémons comem outros Pokémons, atacam pessoas como qualquer animal selvagem e não evoluem instantaneamente.
O apito agudo avisava que o navio S.S. Anne partia do porto de Vermilion. Algumas crianças no porto acenavam para o barco com os olhos brilhando, com vontade de embarcar. Outra criança também estava com os olhos brilhando, cheia de alegria, mas essa estava dentro do navio, se agarrando na grade para ver os pokémons que seguiam o movimento das águas. Pela água ele conseguia ver o seu reflexo, meio retorcido é verdade, mas conseguia ver o seu boné vermelho, os olhos marrons e seu sorriso de felicidade.
- Red! Cuidado com a beirada! – disse uma mulher, com um vestido vermelho de bolinhas. – Não pense que só porque você tem 11 anos você já pode ficar por aí sozinho!
- Mas mãe... Eu podia jurar que vi um Horsea ali! – disse Red apontando para a água.
A mãe de Red colocou o braço na cintura e olhou para ele.
- Red, você ainda tem mais 7 dias para ficar olhando Horseas, Magikarps, Goldens e tudo mais! Mas agora, saia da beirada já! – disse sua mãe, batendo o pé no chão mostrando firmeza. – Já pensou se o seu boné cai lá embaixo? Ou pior! Já pensou se você cai?
Red coçou os olhos, que começaram a ficar marejados. Sua felicidade havia acabado.
- Você é muito chata! – gritou Red, enquanto corria para longe de sua mãe.
- Red, não corra! E trate de ir direto para nossa cabine, ouviu? – disse a mãe de Red, enquanto olhava o garoto sumir dentro do navio.
Red soluçava enquanto andava até a cabine. Entre um soluço e outro ele dizia “Chata...” ou “Era só um Horsea...”. Ele abriu a porta da sua cabine, entrou, jogou o boné no criado-mudo e pulou na cama, agarrando o travesseiro para chorar.
- Veio aqui só para chorar Red? – falou rindo o garoto que estava na cama de cima do beliche.
- Não enche Gary! Me deixa em paz! – respondeu Red, virando o rosto para não olhar o colega de quarto.
- Olha, eu também não queria estar no mesmo quarto que você entendeu? – disse Gary, colocando a cabeça para baixo de modo que conseguisse ver o Red. – Só porque nós somos vizinhos e nossas mães decidiram viajar juntas. Então não fique chorando porque quero ler minha PokéMagazine em paz.
Red fungou e disse baixinho.
- Idiota...
Alguém batia na porta. Red acordou assustado. Ele pegou o boné e o arrumou na cabeça. Se levantou para abrir a porta.
- Isso mesmo escravinho, veja aí quem é. – disse Gary, que ainda lia sua PokéMagazine no beliche de cima.
Red ignorou o garoto e abriu a porta. Na sua frente estava um senhor de cabelos cinzas usando um jaleco branco.
- Duas crianças? Bom, melhor que nada. – disse o senhor, entrando no quarto e fechando a porta.
- Ei, Ei, Ei! Quem é você? – disse Gary, pulando da cama – Quem você acha que é para ir abrindo a porta dos outros assim, vovô?
O “vovô” não gostou do comentário e uma veia saltou em sua testa.
- Desculpe a invasão, mas eu sou o Professor Carvalho, cientista da cidade de Pallet.
- Nós também somos de Pallet! – disse Red feliz
- É mesmo? Ótimo! Olhem, eu não tenho muito tempo. A situação não é muito boa... – disse o Professor Carvalho, enquanto colocava a mão nos bolsos do jaleco – Peguem. As coisas vão ficar perigosas a partir de agora, se protejam com isso.
Ele entregou uma Pokébola para cada um.
- Um... Pokémon? – perguntou Red com os olhos brilhando – Mas minha mãe disse que eu só poderia ter um depois dos 15.
- Isso não importa Red! Se não quiser, dê ele para mim. – disse Gary, pedindo a pokébola com a mão.
- Isso não é hora para briguinhas! Segurem, isso é para o caso de mais alguma coisa acontecer. – Professor Carvalho entregou 5 pokébolas vazias para cada um – Essas estão vazias. Capturem mais Pokémons se for necessários.
Red colocou as 5 pokébolas vazias no bolso, enquanto ele olhava feliz para a Pokébola que havia um Pokémon. O que será que teria ali dentro? Seria um Arcanine? Ele sempre quis ter um cachorrinho.
- Eu não tenho mais tempo. Tenham muito cuidado crianças! – disse o Professor, enquanto abria a porta e saia do quarto.
Quando ele apareceu no corredor, uma garota gritou.
- Professor! Me explica isso com calma!
- Agora não Elena! – disse o Professor Carvalho enquanto corria corredor a fora.
Elena parou na frente da porta do quarto dos garotos. Ela também devia ter 12 anos igual eles. Tinha um cabelo longo loiro e olhos verdes.
- Vocês dois! Ele também deu pokébolas para vocês? – disse Elena com uma voz firme.
- Sim, não sei para que. – disse Gary – Bom, ouvi dizer que ele era louco.
Red ainda olhava sua pokébola. Ela parecia brilhar na mão dele.
- Não sabe ainda qual é o seu pokémon, garoto? – perguntou Elena para Red.
Red fez jus ao seu nome e ficou todo vermelho.
- E-eu ainda não vi... – disse Red baixinho, envergonhado.
- Eu também não. Porque não descobrimos agora? No três, nós abrimos nossas pokébolas, ok? Um... Dois... Três!
“PIN PON!”
Uma voz começou a sair da caixinha de som que havia no corredor.
“Atenção passageiros do S.S. Anne. O capitão convida todos a comparecerem no convés. Ele irá dizer palavras de inspiração sobre os 450 Km já viajados. PIN PON! Atenção passageiros do S.S. Anne. O capitão convida todos a comparecerem no convés. Ele irá dizer palavras de inspiração sobre os 450 Km já viajados. PIN PON!”
- Um aviso do capitão? – disse Elena na duvida. – Vamos lá ouvir!
Os três garotos subiram até o convés, que já estava lotado. O capitão estava na ponta do convés e os marinheiros faziam uma fila de cada lado, enquanto os passageiros ficavam no meio esperando o capitão se pronunciar.
- Boa tarde passageiros. – disse o Capitão se reverenciando – É com todo orgulho que gostaria de anunciar que... Esse navio está sendo sequestrado pela Equipe Rocket!
Todos os marinheiros sacaram suas pokebolas e delas saíram Voltorbs.
- Voltob! Use Auto-Destruição! – gritaram os marinheiros em uníssono.
Explosões começaram a acontecer. O S.S. Anne começou a ser destruído.Pessoas começaram a voar, mortas, para a imensidão do mar.
- Temos que sair daqui agora! – gritou Gary, mas era tarde demais.
Um Voltorb que estava perto explodiu e os três voaram para o alto mar.
- Eu vou morrer.... Eu vou morrer! – gritou Red enquanto caia na água. – Me ajuda pokémon!
Ele apertou o botão da pokébola que o Professor Carvalho tinha lhe dado. De lá saiu um pokémon. Red já estava esperançoso quando percebeu que seu pokémon era um Charmander.
- Ah não! Um Charmander? Se ele cair na água e o fogo do rabo dele se apagar, ele morrerá! – pensou Red, que instintivamente agarrou o Charmander em um abraço.
E assim os dois caiam no mar em direção a morte.
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