A Simples Escolha
1 Capítulo 1 - O susto.
Notas iniciais
Espero que gostem dessa história. Reviews dizendo se devo continuar ou não, por favor. Obrigada minhas xuxuzinhas lindas, boa leitura s2
Onze de novembro de 1910. Eu estava novamente sentada em um banco de madeira, olhando para o jardim de minha casa. Os lampiões espalhados pela grama, davam impressão de que havia milhões de vagalumes rondando um mesmo ponto. As folhas caídas no chão reluziam a claridade e a lua brilhava intensamente no céu. Isso avisava que, o fim do outono estava chegando e que o inverso seria altamente arriscado.
Fechei meus olhos e tentei achar em minha mente, algum tipo de lembrança da qual estava me intrigando naquele momento. Meu querido pai voltaria da viagem de um mês pela Irlanda e me apresentaria meu novo marido. É, essa questão realmente me intrigava. Ela me deixava nervosa não pelo fato de me casar, mas por um simples apelo sobre quem ele será.Esse já é o terceiro dia em que tenho que ficar a noite inteira de frente ao jardim, até o bendito sono chegar. Se eu tivesse algum tipo de passatempo todo dia nessa hora, eu não estaria roendo minhas unhas médias que minha mãe cortara toda semana. Mas, não tinha nada para fazer, a não ser pensar sobre o assunto delicado.Bem que queria que minha irmã Jullie, fosse mais jovem. Assim poderíamos passar essas horas tediosas conversando sobre os garotos belos de nossa cidade. Mas isso provavelmente nunca irá mais acontecer, pois essa hora, ela deveria estar dando amassos em seu noivo. Harry Goldforn. Um rico herdeiro de uma empreza de navios de passageiros. Com certeza na lua de mel de minha irmã, ela passaria em um dos navios do marido.Abri meus olhos, a voz de minha mãe acabara de interromper meus pensamentos.– Annie querida, está tarde, tu não irá dormir? — a voz doce de minha mãe, soou pelos quatro cantos do jardim. Isso me fez sorrir e virar para encará-la.– Minha mãe, irei dormir quando o sono chegar. Por enquanto, estou bem acordada. Tudo bem pra ti?O sorriso de minha mãe apareceu e um som de porta forte, estremeceu a varanda. – Tudo bem queria. Sua irmã, drve ter acabado de chegar. Quer que a chame para conversar contigo? Quem sabe...– Mãe! Onde a Annie está? — a voz suave de Jullie interrompeu a de minha mãe. — Preciso contar-lhe uma novidade.Levantei-me do banco e olhei assustada para minha mãe. Que tipo de novidade seria contada por Jullie uma hora dessas? Boa que não deverá ser. Respirei fundo e vi dois par de olhos verdes saírem pela porta e irem até minha frente. – Vou deixar vocês a sós. Boa noite amores. — minha mãe disse desaparecendo da porta, assim que Jullie colocou um braço em meu ombro e me fez sentar novamente no banco.– Está pronta Annie? — a voz de Jullie era de felicidade.Estranhei, franzi o cenho e assenti levemente. Jullie se sentou ao meu lado com um sorriso bobo no rosto e me encarou.– Tu lembra do menino loiro, que sempre falávamos que era o mais lindo de toda Londres?Nesse momento, revirei toda minha mente e entrei em um tipo de lembrança, da qual nunca iria esquecer. Claro, quem nunca iria se lembrar do par de olhos castanhos e de seu cabelo parecido com um veludo? O cabelo que sempre quis tocar.– Lembro. Ele voltou de viagem? — perguntei como um sussurro.Jullie acentiu levemente, quase imperceptível. Desde que me lembre, Chaz se mudou para Irlanda com seus 13 anos. Seu pai queria que ele aprendesse modos e a cultura do país que ele mesmo nasceu. Filho único, foi mandado pra casa de seus avós paternos, enquanto deixava Londres e seus pais. Foi uma despedida difícil devo confessar, todos os cidadãos de Londres sabiam da viagem. Mas mesmo assim Felippe Somers, pai de Chaz, o mandou para a longa viagem de navio. Me lembro de ficar triste e chateada por Chaz, o garoto mais bonito da redondeza, ser mandado para outro país por um tempo. Mas depois, acostumei com a sua ausência. Sem Chaz, parei de ir toda terça e quinta na praça depois da aula de piano, só para o ver passar jogando seu charme e pisacando para mim.Agora passado três anos, Chaz estava voltando para a cidade que sempre pertenceu. Será que ele estaria do mesmo jeito de antes? E se lembraria de mim e das nossas brincadeiras de rodas que fazíamos sempre que tinha reunião com nossos pais? Isso só descobriria, quando o visse.– Annie? Tu está bem? Parece meio abatida. — a voz de Jullie era de preocupação.Olhei para ela e sorri acentindo.– Estou bem minha irmã, foi só uma pequena distração com a notícia. Minha irmã sempre soube do meu grande amor por Chaz, quer dizer, do meu imenso amor por Chaz.– Eu estou percebendo... Então, poderei continuar? — acenti com a cabeça e mandei ela proseguir. Jullie ama um drama. — Ele está voltando para cá com a compahia sabe de quem?– Jullie, pare por favor de fazer drama e me conte logo. — falei manhosa, mas ainda com medo de.sua resposta.– Ta bom menina travessa. Chaz está vindo com nosso pai. Há quem o diga, que Chaz e papai estão super próximos. Alguma notícia está a caminho.Quando Jullie terminou de falar, parei de respirar. Posso dizer que fiquei um longo tempo sem levar oxigênio para minha massa cefálica, mas esse tempo foi pequeno para Jullie, que estava sorrindo abertamente para mim.
Comecei a passar rapidamente minha mão sobre meu vestido de cetim rosa claro, com laços pink. Fazia isso quando estava nervosa. Depois de recuperar o ar perdido e levar um soco no estômago de medo, olhei para minha irmã.– Jullie, está me dizendo que...– Que provavelmente papai quer que tu case com Chaz. O amor da sua vida, Annie.Sim, o que eu pensava era verdade. Chaz seria certamente o garoto, homem que meu pai procurava para mim. Engoli em seco. Chaz, por quem eu fui e ainda posso dizer que sou, apaixonada desde meus 3 anos.
Notas finais
Gostarammmmmmmmmmmmmmm? Mereço reviews?
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