Hydra foi acordada algumas horas depois por sua mãe, que usava um robe preto e também parecia ter acabado de acordar.

— Vamos filha, temos que nos preparar para sair. – Disse ela sentando ao seu lado e a acordando carinhosamente.

— Mamãe, eu já disse que vou sentir a sua falta? – Perguntou Hydra sorrindo e acariciando o rosto da mãe.

— Já, mas você pode dizer de novo para ver se eu me conformo de te perder... – Disse Narcisa com lágrimas nos olhos enquanto acariciava os cabelos loiros de sua filha.

— Você não está me perdendo mamãe... – Disse Hydra dando um beijo em sua bochecha e levantando.

Dentro de pouco tempo as duas já estavam prontas para sair, ambas lindamente arrumadas com vestes negras e seus cabelos loiros soltos. As duas foram até o salão de chá do hotel, um lugar amplo e bonito, com mesas de toalha de seda branca e grandes janelas de vidro que tinham uma linda vista, quase tão linda quanto às dos quartos das duas.

— Mamãe, podemos ir na tal torre? – Perguntou Hydra esperançosa, olhando a linda paisagem lá fora.

— Nem pensar, está cheia de trouxas! Não é lugar para nós... – Disse Narcisa, tirando um pouco o sorriso do rosto de Hydra.

Depois de passado o almoço, Hydra ainda desanimada por ter não poder passear pelo lado "trouxa" da cidade, saiu com Narcisa em direção a recepção do hotel, aonde Narcisa chamou um dos funcionários de uniforme vermelho.

— Como fazemos para chegar nesse mar crista? – Perguntou Narcisa um pouco sem paciência, mas educada pra o rapaz.

— Mal Cristal mamãe. – Corrigiu Hydra.

— Mal Cristal então, como chegamos lá? – Perguntou Narcisa.

— É só usar uma de nossas chaminés, confio que saibam como viajar por flu? – Disse o rapaz de forma muito simpática e atenciosa.

— Sim, sabemos – Respondeu Narcisa.

— O pó fica acima da chaminé, para voltar é só dizer o nome do hotel, temos as nossas linhas sempre abertas.

— Okay, muito obrigada, vamos, Hydra? – Perguntou Narcisa, se apressando até a lareira. – Eu vou primeiro okay?

— Mamãe, cuidado com a pronuncia, é Mal Cristal. – Disse Hydra e Narcisa não parecia gostar muito de ter sido repreendida.

— Eu sei falar, Hydra, não se preocupe... Embora se você tivesse ficado em Hogwarts, poderíamos apenas estar falando inglês agora, pois bem...
Narcisa desapareceu poucos segundos depois das chamas verdes a rodearem.
Hydra foi logo em seguida, a viagem foi bem parecida com a habitual, logo Hydra se viu girando e saindo em uma loja grande e cheia de prateleiras, a loja era colorida e tinha cartazes em várias línguas, as frases iam mudando conforme o tempo passava. Hydra encontrou a mãe conversando com uma vendedora.

— Hydra, aí você está! – Disse ela, vindo em direção de Hydra limpando suas vestes.

— Er suar filha? Muitu buniti. – Disse uma vendedora loura e jovem que conversava com Narcisa.

— Sim, é muito bonita mesmo essa minha menina. – Disse Narcisa orgulhosa, inflando o peito. – Hydra, essa senhora estava me dizendo como chegar as lojas que queremos.

— Si, si, er sor seguir ar ladeira ir devi encontrarr tudu qui quer. – Disse a moça sorridente.

— A primeira parada é uma tal de "Madame Lefli, roupas e uniformes", vamos comprar suas vestes logo. – Disse Narcisa.

Assim que saíram da loja (Hydra e Narcisa compraram alguns artigos de lembranças que a loja vendia, só pela simpatia da vendedora), Hydra admirou uma longa rua em ladeira estreita, toda feita de... Cristais! Sim, o chão era todo de pequenos cristais, era lindo e mágico, conforme o sol batia, o reflexo das pedrinhas (que não doíam nem ao toque) brilhava, mas não de dor os olhos nem nada, só no ponto certo.

— Uau! É maravilhoso! – Exclamou Hydra.

— Sim, de fato é bem bonito. – Disse Narcisa admirada.

O prédio que mais chamava atenção era uma espécie de torre brilhante de cristais brancos e verdes que Hydra descobriu se tratar do banco deles, uma espécie "Gringotes francesa".
A primeira loja que entraram era grande e cheia de manequins de plástico que se vestiam com as mais diversas vestes, os olhos de Hydra logo bateram no uniforme da Beauxbatons que estava em exibição no centro do salão. O uniforme feminino era uma veste azul de seda, com um laço, meias e uma pequena capa azul por cima e o dos meninos uma veste parecida em versão masculina e sem o laço e os dois tinham um lindo chapéu azul.

— Procurando uniformes? – Perguntou uma senhora de meia idade, baixinha, meio gordinha, elegante e de cabelos castanhos, em francês para Hydra.

— Sim, eu vou começar meu primeiro ano na Beauxbatons. – Disse Hydra animada.

— Muito bem, venha, venha, vou tirar suas medidas. – Disse a senhora enquanto Hydra traduzia tudo para Narcisa.

Elas foram até um pequeno "palco" redondo em frente a um espelho, um dos muitos espalhados pela loja, com clientes e vendedoras neles.

— Está linda Fleur, como sempre! – Hydra ouviu uma outra vendedora falando em francês ao lado dela, enquanto uma mocinha de cabelos louros prateados longos e muito bonita estava em um outro palco experimentando um uniforme escolar, a diferença era que a alguns detalhes como os da manga, fita e meia da menina eram azuis mais escuros.

— Sim, está linda, ela cresceu tanto do ano passado para esse que precisei comprar novas vestes, acredita? – Disse a senhora loura e muito bonita ao lado da menina.

— Você é nova? – Perguntou a menina para Hydra enquanto Narcisa conversava algo com a vendedora.

— Sim e você? – Perguntou Hydra, apesar de ter ouvido que a menina não era.

— Não, estou no meu segundo ano, qual seu nome?

— Hydra Malfoy.

— Prazer, Fleur Delacour – Disse a menina estendendo a mão para Hydra.

— Ah, Fleur, já está fazendo amiguinhas novas e que linda! Parece uma parte veela também! – Disse a senhora alegremente e Hydra agradeceu mentalmente por Narcisa não conseguir entender a conversa, já que ia odiar que pensassem que Hydra era algo menos que sangue-puro.

— Veela? – Perguntou Hydra – As criaturas mágicas? Não, não sou, nunca conheci uma parte Veela na verdade... – Comentou Hydra.

— Está conhecendo agora, minha mãe era Veela, eu e Fleur somos parte veelas e você com essa beleza toda, bem que poderia passar por uma! – Disse a senhora de forma simpática.

— Não sei, acho que precisaria de algo a mais... – Disse Fleur, fazendo Hydra olhar meio feio para a menina.

— Seu primeiro ano, filha? – Perguntou a senhora loura.

— Sim, eu sou da Inglaterra, decidi vir para cá e não para Hogwarts. – Disse Hydra.

— Bem, seja bem-vinda! É o segundo de Fleur, quem sabe vocês não podem ser amigas!

— Obrigada. – Respondeu Hydra sorridente.

— É, bem-vinda... – Disse Fleur de uma forma meio forçada, desde que sua mãe a elogiara a menina mudou um pouco sua atitude com Hydra.

Depois de um tempo, Fleur e a mãe foram embora.

— Quem eram aquelas? – Perguntou Narcisa, finalmente voltando com a vendedora, que trazia uma fita métrica e media Hydra da cabeça aos pés.

— Uma estudante da Beauxbatons e a mãe dela... – Respondeu Hydra.

— Isso eu percebi! O que elas queriam? – Perguntou Narcisa olhando curiosa.

— Nada demais, só se apresentar.

— Parecem sangue-puros... – Disse Narcisa, fazendo Hydra soltar uma pequena risada discreta.

Depois de Hydra comprar seu uniforme (e ter amado ele por sinal), seguiu direto para a loja de livros que era pequena e cheia, em menos de uma hora, tinha comprado finalmente todo o seu material escolar.

— Esse sobe e desce dessa ladeira é meio cansativo, mas até que são ruas confortáveis de andar e de subir e descer – Comentou Narcisa enquanto desciam a ladeira em direção a loja que vieram, cheias de sacolas de compras.

— Mãe, você me acha bonita? – Perguntou Hydra de uma forma tão espontânea que Narcisa deu uma risada.

— Bonita? Você é linda! É uma mistura maravilhosa minha e de seu pai, pegou só nossas melhores características, é impressionante! Mas por que pergunta isso? – Perguntou Narcisa a olhando curiosa.

— Por nada, eu só queria saber... – Disse Hydra, que sempre ouviu elogias a sua aparência antes, mas nunca sabia se eram verdadeiros ou não.

Depois de chegarem ao hotel, completamente exaustas, Hydra pegou um dos livros que comprou para ler "A história da Academia de Magia Beauxbatons e seus bastidores", queria aprender o máximo que podia (e já não tinha lido antes) sobre o local, estava muito empolgada por sua partida no dia seguinte.

O jantar, no mesmo salão de chá que antes, foi como talvez um baque para Narcisa, ela parecia ter percebido que seria seu último em muito tempo com Hydra e chorava sem parar.

— E você só vai se envolver com gente do seu tipo, não é Hydra? Nada de sangues-ruins ou mestiços, não é Hydra? – Perguntava ela em prantos entre uma garfada e outra.

— Mãe, não, eu não ligo pra isso, você sabe...

— Ai Hydra, era uma coisa falar essas coisas quando estava em casa, mas agora você está indo para o mundo real, tenha cuidado minha filha, por favor, eu te peço...

— Eu vou ter cuidado mamãe. – Disse Hydra revirando os olhos.

A noite não foi fácil, Hydra se revirava na cama e não conseguia dormir, muita coisa em sua mente, seu irmãozinho que ficaria sozinho em casa, seu nome que poderia ser reconhecido, sua nova vida, seus novos amigos que poderia fazer... amigos... como ela sonhava em ter amigos novamente! Mais cedo do que ela esperava, já estava sendo acordada por sua mãe, que tinha os olhos vermelhos de choro e parecia não ter dormido de noite também.

— Vamos Hydra, está na hora...
Hydra se levantou tremendo, estava com tanto medo, tinha tanta ansiedade naquele momento que até andar se tornava difícil. Depois de sair do banho, viu seu novo uniforme estendido na cama, deveria usá-lo desde sua saída do hotel. Hydra o vestiu calmamente, ajeitou seus cabelos e se olhou no espelho.

Parecia linda, como se aquele uniforme combinasse com ela desde sempre, era uma sensação de novo começo, algo que ela não podia e nem sabia explicar como.

— Você... Está... Linda. – Dizia Narcisa soluçando de tanto chorar entre uma palavra e outra.

— Mãe, para de chorar, por favor... – Disse Hydra a abraçando.

— Eu vou sentir tanta sua falta minha filha... – Dizia ela molhando os ombros de Hydra com lágrimas.

— Eu sei, eu também vou mamãe, mas vai ser melhor assim, além disso, nos feriados eu vou estar em casa, não vou?
— Mesmo assim! Não é o suficiente com você... – Disse Narcisa limpando as lágrimas.

— Mãe, calma, se eu fosse para Hogwarts seria a mesma coisa, não seria? – Perguntou Hydra se levantando, tentando escapar dos abraços da mãe.

— Sim... Mas você estaria mais perto... Você não é mãe Hydra, você não entende! Um dia quem sabe você terá seus próprios filhos e vá me entender...
— Disse Narcisa ainda sentada na cama chorando enquanto Hydra se dirigia até o banheiro.

— Quando eu tiver uns trinta anos talvez... – Brincou Hydra.

Hydra nunca se arrumou tão depressa na vida! Em poucos minutos estava pronta, a ansiedade era tanta que o coração parecia que iria explodir, logo saiu do quarto, levando todas as suas coisas no malão e a gaiola da Lydra (que estava dormindo ainda) nas mãos e foram em direção ao salão de chá para tomar café da manhã.

— Come alguma coisa Hydra, não sei se tem carrinho de doces nessa tal carruagem que vocês vão usar para ir até o palácio. – Disse Narcisa, usando seu mesmo tom de desdém de sempre que falava da Beauxbatons.

— Eu vou comer mamãe, assim que meu estômago parar de ficar embrulhado. – Disse Hydra, que estava brincando com um prato de ovos mexidos na frente dela sem conseguir comer nada.

Pouco antes do horário de sair, Hydra foi com a mãe até o hall de entrada do hotel, estava lotado de estudantes com uniforme da Beauxbatons e seus pais, Hydra se sentia assustada, nunca tinha saído de casa antes por tanto tempo e agora iria sozinha, teria amigos... ela nunca teve amigos desde que era muita criança, tirando o Draco, seu irmão, ela nunca via ninguém que seus pais não quisessem na verdade e os poucos amigos que eles tentaram apresentar para ela e Draco eram umas crianças metidas e meio insuportáveis. Como era bom ter liberdade finalmente.

— O carro está nos esperando lá fora, vamos? – Perguntou Narcisa segurando em seu ombro e a distraindo de seus pensamentos.

— Como todos esses alunos vão chegar lá? – Perguntou Hydra para a mãe, ainda olhando os vários alunos de várias idades que entravam e saiam do salão.

— Eu não sei filha, agora vamos nos preocupar com o nosso horário...
Hydra entrou no mesmo carro e com o mesmo motorista do dia anterior e de novo observava cada pedacinho da viagem pela janela com curiosidade e alegria, viu a cidade se transformando em campo e as horas se passando com ansiedade que parecia não diminuir nunca.

— Hydra, está com seu ticket em mãos? – Perguntou Narcisa.

— Sim – Disse Hydra tirando o ticket de dentro de um de seus bolsos das vestes.
Finalmente, depois de um tempo, as duas chegaram ao que parecia um grande campo vazio, um vale verde e silencioso, Hydra notou que várias pessoas apareciam e desapareciam no que parecia a entrada de uma caverna perto do vale e foi ali que o carro parou.

— Er aqui madames Malfoy, ér sór aprerresentar o ticket na entrada – Disse o motorista enquanto ajudava as duas a descarregarem a bagagem de Hydra.

A entrada da caverna parecia escura e sombria, mas logo que se aproximaram, um bruxo de uniforme azul e cabelos loiros se aproximou das duas.

— Ticket? – Perguntou ele, fazendo com que Hydra entregasse o ticket com as mãos trêmulas ao rapaz que examinou com cuidado.

— Bem-vindas, – Disse o rapaz em francês – é só seguir pela entrada da caverna e procurar a carruagem dez, sua mãe pode entrar com você e se despedir antes de saírem.
Hydra passou as instruções para Narcisa enquanto o rapaz devolvia o ticket para Hydra e ia examinar o de outra menina que estava atrás dela.
A caverna realmente era escura e úmida, mas o final dela era completamente surpreendente, o vale vazio pelo qual passaram agora se mostrava repleto de dezenas de carruagens azuis com o símbolo da Beauxbatons e um número na porta, todas puxadas por enormes cavalos alados. Centenas de alunos se despediam de seus pais e na frente de cada carruagem, um funcionário aguardava para ajudar os alunos com as bagagens.

— Carruagem dez, temos que achar a carruagem dez... – Disse Hydra, gaguejando e de olhos espantados, olhando cada centímetro daquela linda confusão.

Os grandes números em azul em cada carruagem se mexiam e pareciam oscilar de brilho, as carruagens pareciam pequenas para o número de alunos embarcando em cada uma, mas Hydra sabia que provavelmente por dentro era ampliada por mágica.

— Carruagem dez, alunos do primeiro ano, aqui por favor! – Dizia a voz de um funcionário de veste azul em frente a carruagem.

— Aqui, eu, carruagem dez. – Disse Hydra entregando apressada o bilhete para o rapaz de pele negra e cabelos claros e bem cacheados.

— Muito bem, senhorita Malfoy, pode embarcar e procurar um compartimento para se sentar.

O Rapaz ajudava as bagagens enquanto Hydra se despedia da mãe que chorava desesperada agora.

— Por favor, por favor minha filha, me escreva todos os dias, okay?

— Todos os dias mãe...?

— TODOS OS DIAS, OKAY? – Repetiu Narcisa mais incisivamente.

— Okay, mamãe... – Disse Hydra abraçando a mãe.

Demorou um tempo e reclamação de outros pais que queriam que seus filhos subissem nas carruagens para que finalmente Narcisa deixasse Hydra ir, ainda chorando, ela acenava enquanto a filha entrava, subindo cuidadosamente pelos degraus da carruagem.

O local por dentro não podia ser mais diferente do que por fora, parecia o interior de um trem, era enorme, tinham vários compartimentos e tudo era em tons de bege, Hydra pegou suas coisas e procurou um compartimento vazio, mas não encontrou, então pediu para se sentar no vagão aonde três meninas riam felizes.

— Com licença, eu posso me sentar aqui? – Perguntou Hydra em francês.

— Sim, claro! – Disse a menina com um olho de cada cor.

O interior do compartimento era bege e tinha dois "sofás" de veludo azul, uma grande janela e um espaço em cima para colocar a bagagem, o que Hydra estava fazendo agora com a ajuda de duas meninas.

— Meu nome é Gabrielle, Gabrielle Bélanger. – Disse a bruxinha loura com os olhos de cores diferentes, um era azul turquesa e o outro castanho meio verde — E essa é a Desiré, minha amiga de infância! – Disse ela apontando para a bruxa de pele morena e cabelos cacheados ao seu lado.

— Hydra Malfoy... — Disse Hydra, tentando disfarçar a timidez que sentia no momento.

— De onde o sotaque? – Perguntou uma bruxinha de cabelos e olhos negros – Eu sou Gisele Beaumont.

— Inglaterra, vocês são daqui? – Perguntou Hydra.

— Sim. – Disseram as três.

— Está nervosa? – Perguntou Gabrielle, de maneira gentil, o que fez Hydra sorrir.

— Sim, muito e vocês?

— Muito também... – Disseram as três depois rindo.

— Béllanger... acho que a sua tia me atendeu no Ministério e pediu para que eu a procurasse. – Disse Hydra sorrindo.

— Ah, sim, minha tia deve ter visto que você estava sozinha, ela comentou comigo eu acho na verdade, de qualquer maneira, é nosso primeiro ano também, estamos todas juntas nesse barco. – Brincou Gabrielle.

— Na Inglaterra não tem escola? – Perguntou Desiré com curiosidade.

— Sim, mas eu quis vim para cá... – Respondeu Hydra, ficando vermelha, não estava tão acostumada a conversar com outras bruxas da mesma idade que ela.

— Bom, tomara que goste, dizem que a escola é o máximo! – Disse Gisele, olhando pela janela.

— Será que é muito longe daqui? – Perguntou Hydra.

— O palácio? Minha irmã disse que sim, mas que a viagem é agradável – Disse Gabrielle.

— Você tem irmã lá dentro? – Perguntou Hydra.

— Tinha, ela se formou ano passado, agora trabalha no Ministério da Magia junto com minha tia.

— Seu francês é muito bom para uma Inglesa, Hydra. – Disse Desiré.

— Obrigada, eu aprendi com a minha tutora, ela é francesa.

Hydra ouviu um soar de apito muito alto às 11 horas em ponto e então, sentiu a carruagem tremer e viu o solo se afastando cada vez mais.

— Ai meu Deus, estamos mesmo voando! – Disse Hydra admirada olhando pela janela.

— Sim, achou que iríamos cavalgando? – Brincou Gisele, rindo com as amigas.
Hydra nem ouviu direito, admirava como sua carruagem parecia seguir dezenas de outras pelos céus, todas em uma espécie de fila.

— Como os trouxas não nos veem lá embaixo? – Perguntou Hydra para as meninas.

— O que são trouxas? – Perguntou Gabrielle enquanto as meninas a olhavam surpresas.

— Os que não tem mágica como nós... – Respondeu Hydra sem graça, será que eles não tinham uma palavra dessas e Hydra pareceu preconceituosa?

— Os Pas-Magie – Disse Gisele sorrindo. –, isso que você quer dizer então.

— Isso, não sabia o nome aqui... – Respondeu Hydra sem graça, como podia não ter lido sobre isso? Mas as meninas falaram que era normal e ela não devia se preocupar com isso.

— Respondendo a sua pergunta sobre como eles não conseguem ver as nossas carruagens, é um feitiço de invisibilidade pelo que me falaram, eles não conseguem ver as carruagens. – Respondeu Gabrielle.

— Eu já estou amando esse lugar! – Disse Hydra sorrindo tão fortemente que as outras meninas sorriram com ela.