Cá estou eu outra vez, atordoando-me em nosso minúsculo porão, em busca de uma inspiração para pintar ou esculpir alguma coisa, pois realmente se torna cada vez mais difícil ver até mesmo May ajudando na renda da casa e eu continuando "inerte", ao ponto de vista da minha mãe.

Me sento no chão, com as pernas esticadas e observo os vários quadros abstratos de May, pintados com cores vibrantes, em exibição nas janelas de vidro embaçado. Não consigo pensar em nada, embora eu não esteja fazendo muito esforço agora. A fome já começa a atrapalhar.

Me levanto e caminho até a cozinha, quase me voluntariando para ajudar minha mãe a terminar o almoço, caso isso já não tenha acontecido e posso dizer que não estou surpreso ao ver minha família, cada um deles, sentados à mesa, comendo e rindo.

Apesar de isso já ter acontecido outras vezes, eu me sinto mal agora. Nunca é bom ser a ovelha negra da família, mas há vezes em especial que você não quer estar sozinho. Não é do meu feitio demonstrar isso, para todos os efeitos.

- Hã... Kota. Pensei que não estivesse com fome, querido. Sabe que o horário em que comemos é sempre o mesmo. — se justifica mamãe. — Me desculpe.

- Não... não, a senhora está certa. Eu não estou com fome. — deixo a sala de jantar e saio de casa. Às vezes sinto raiva de mim mesmo por já ter me sentido mal pelo que fazia com America.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.