Notas iniciais
HEY! Como vão os MEUS lindos?? Caraca tava com tanta saudade de vocês! Não fazem ideia da correria que foi essa semana, só agora, de madrugada, to podendo postar. Olha esse capítulo não vou mentir, vai revoltar alguns, mas é um presente meu para os Team Maxon, que eu castiguei kkkk longe da America. Mas eu quero uma coisa em troca u.u Me digam nos comentários como vocês imaginam o fim da fanfic! Sério, talvez eu até use alguma sugestão! Beijos para vocês, que me deixam com um sorriso no rosto a cada review, MEUS e só meus

PS: este capítulo voltará a ser narrado por America Singer.

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Não vou mentir.

Não foi muito surpreendente ter encontrado Maxon e Aspen por ali, pois eu tinha certeza de que Maxon viria á minha procura, não importa como: ele me acharia. Mas o que realmente me surpreendeu foi a reação de Maxon e Jason. Como Maxon sabia quem ele era? Porque, até onde me lembro, sulistas e príncipes não eram muito amigos.

Nós quatro demoramos um pouco para entender o que significava aquele reencontro, mas infelizmente isso significou a ficha cair e meu coração bater loucamente ao ver Aspen. E Maxon. Minha mente começou a recapitular, voraz e rapidamente, os meses que se passaram: o meu romance com Aspen, o meu romance com Maxon, o meu romance com... com Jason. A minha escolha de esquecer Aspen para dar uma chance á Maxon, a minha escolha de deixar Maxon para descobrir algo sobre os sulistas, a minha escolha de deixar essa descoberta e me permitir amar... Jason. Então fui me lembrando de cada momento que havia passado com cada um deles: eu realmente pensei que seria mais fácil eliminando Aspen — como se fosse uma droga de competição. Que coração era o meu? Que tipo de pessoa eu realmente era? Como eu poderia sequer dizer que amava algum deles?

Porque na verdade, eu amava os três.

Não sei como, e muito menos como explicar. Eu simplesmente consegui um lugar em meu coração para cada um deles! E o pior, como as coisas seriam dali pra frente?

E então as lembranças voltaram, e voltaram de novo, com mais força. Me desliguei abruptamente da realidade e passei a sentir cada lembrança em flashbacks como se estivesse vivendo-as novamente — aquele martírio chamado "memória". Os beijos com Aspen, o seu toque, seu amor, a forma como me fazia sentir segura. Tudo nele me lembrava de que nossa história jamais poderia ser superada, como eu havia inutilmente pensado.

Os beijos com Maxon, os abraços, a forma como sempre me tratou. Ele conseguia me fazer sentir tão especial, ele me amou de verdade. Como eu pude trai-lo com Jason? Bem, na verdade era quase que traição. Ou não? Porque no fundo, ele me traía sim. Com Kriss, Celeste, Elise... Eu queria sentir a mágoa voltar, mas então me lembrei do nosso encontro (meio pervertido por sinal) na Torre. O que eu faria com tantos sentimentos?

E enfim, Jason.

Ah, não, Deus. Isso é covardia! Em que eu havia me metido? Era praticamente uma poligamia ridícula e tentadora!

"Não,não,não!" eu protestei, tentando evitar qualquer coisa com Jason. Mas claro, as lembranças vieram também, invadindo minha mente sem piedade. A primeira coisa que lembrei foi, não sei por que, de quando eu acordei numa maca e Jason estava ao meu lado, depois de sete dias me viajando numa cadeira — não sei como ele não colou. Tudo voltou, e eu senti algo queimar dentro de mim, um calafrio percorreu meu corpo sem minha permissão: eu o amava.

Droga! Eu amava... Amava... Eu amava Jason.

Só que de uma forma totalmente diferente. Não era como se eu estivesse fazendo algo errado. Era como se, com ele, eu estivesse indo contra todas as regras, mas ao mesmo tempo estivesse apenas dando uma chance àquela loucura. E estar com Jason simplesmente definia o que eu sentia: amor. Foram poucos dias, admito, e era idiota ter me apaixonado por um sulista tão rapidamente. Mas eu não tive escolha: como eu resistiria á Jason?! Porque, sinceramente, ele tinha algo que me atraía. E por mais que eu quisesse acreditar que essa atração era apenas por seu corpo de deus grego e olhos azuis de matar, não era. Jason me fazia sentir viva, como eu nunca me senti antes. Ele tinha uma incrível e horrível vantagem: ele tinha tudo. Ele me defendeu com unhas e dentes todo o tempo. Ele foi alguém surreal demais para que eu acreditasse que pudesse ficar com ele.

E talvez por isso eu negasse que o amava. Mas eu amava, e amava louca e intensamente. Tudo o que já senti com Aspen e Maxon foi bom, mas Jason tinha alguma coisa, alguma coisa que me atraía como um ímã, e eu odiava isso. Por que tinha que ser ele, e não Maxon? Por que Jason tinha que mexer tanto comigo a ponto de eu questionar tudo?

A ponto de eu questionar: será que eu o amava mais que a Maxon e Aspen?

***

Aqueles segundos rápidos mas eternos de pensamentos foram mais que suficientes para eu sentir a tensão no ar.

E a guerra entre os três foi declarada. Por Jason, claro.

– O que você tá fazendo aqui, alteza? — Jason perguntou a Maxon com sarcasmo.

Maxon olhou pra baixo e franziu o cenho, visivelmente irritado.

– Eu realmente queria brigar com você, mas agora não temos tempo para isso. — ele parecia se segurar com resistência para não avançar em Jason. Eu não sabia por que os dois se odiavam tanto, mas não tive muito tempo já que Aspen vinha em minha direção com passos apressados.

– Aspen, o que tá fazendo? — eu perguntei, olhando para Maxon de lado. Ele e Jason, porém, estavam muito entretidos em sua disputa de quem erguia mais o peito. Ou algo assim.

– Shhh! — Aspen pediu. — Você confia em mim, não é?

– C-claro. — gaguejei.

– Meri, você tá bem? — ele perguntou, com os olhos... marejando?

– Aspen, eu tô bem, juro. É uma longa, muito longa história. Mas eu estou perfeitamente bem. — vi que Jason e Maxon avançavam sem hesitar, então olhei para Aspen preocupada. — Temos que sair daqui, me ajuda!

– Ei, ei. Agora. Não. É. Hora. — eu disse entre dentes. Os dois se afastaram, consumidos de ódio. Maxon pôs o capacete, e Aspen fez o mesmo.

– Vamos, America. — Maxon chamou-me.

Ops.

–Hein? — eu perguntei, confusa. Erh... o que os dois pensaram? Que me salvariam bem no estilo de donzela perdida?

Bem, não.

– Vocês dois enlouqueceram? — Jason perguntou. — Exatamente neste momento os Mercenários devem estar invadindo a Base, e acham que vão levar America de volta para Illéa? De jeito nenhum!

– Pera aí, cara, quem você pensa que é? — Aspen perguntou, revoltado. Ele ameaçou descer da moto, mas eu dei um sinal de não. Aspen prendeu os lábios, se controlando.

– Quem eu sou? — Jason repetiu e abriu os braços, em sinal de "apresentação". Tudo regado de sarcasmo... só Jason sendo Jason. — Pois bem, soldado! Eu sou o cara que cuidou de America durante esse tempo todo. Mas talvez baste se eu disser que eu sou o cara que dá conta de uma garota como ela. Entenderam? — Jason sorriu, e Maxon pareceu soltar chamas pelos olhos.

– PAREM! — eu gritei tomando as rédeas da situação. — CHEGA! Vamos embora, agora.

Pode vir, America! — Aspen chamou. Maxon mal falara comigo naquele tempo, mas eu não estranhei, levando em conta que ele havia colocado toda sua atenção (e raiva) bem na mira de Jason. Perfeito.

– Erh... Então...

– Ah, fiquem quietos, garotos! America talvez lhes dê um beijinho de despedida. — Jason provocou e subiu na moto, me dando a mão. — Obrigada por terem a decência de resgatar sua donzela, mas ela não precisa de resgate. Eu, posso tomar conta dela. Então, adeus cavalheiros. E acreditem, foi um prazer conhecê-los! — Jason sorriu, irritando. Eu, sem pensar, fui idiota ao dar a mão para Jason.

Maxon pareceu morrer por dentro.

Com Aspen não foi diferente.

– America? — Maxon chamou. Então... desceu da moto. — America, sei que ficamos muito tempo longe, mas eu estou aqui agora! — Maxon colocou as mãos em meus cabelos e respirou fundo bem perto a mim. Eu torci para que ele não fizesse a burrice de me beijar, mas no quesito fazer burrices...

Aspen e Jason desceram da moto simultaneamente. Que merda... dois é bom, mas três... Problemas? Sim. Definitivamente.

– Não. Toca. NELA! — Jason falou, dando um soco surpresa no rosto de Maxon. Eu quase caí para trás, sem saber o que fazer. Mas não estava tão confusa quanto Aspen, que certamente não sabia se também socava a cara de Maxon ou se dava um de soldado leal.

– Maxon, não posso ir com você! — eu disse, querendo chorar de agonia.

– O que? — ele parecia decepcionado. Jason sorriu, visivelmente satisfeito. Então foi a vez de Aspen:

– America, não me diga que tá apaixonada por esse sulista. — ele falou.

É. Essa é a consequência de ter tão próximo alguém que a conhece como a palma da mão.

– Eu... E-eu... — não consegui falar, e para não encarar os olhos e a reação dos três, fechei os meus. Mas tive de voltar á realidade com um barulho de tiro.

– Aspen! — Maxon gritou, virando-se para trás.

Um cara ao longe com roupas esfarrapadas e uma metralhadora gigante caiu no chão.

Um Mercenário. Mas se Aspen o havia matado, por que então...

– NÃO! — então corri para Aspen, sentindo meu coração morrer aos poucos.

O lugar onde estávamos era um campo aberto, então eu pude muito bem ver. Encontrei Aspen caído atrás da moto, um pouco mais ao longe, e havia três tiros no seu peito.

Não, não, não...

– Aspen. — eu sussurrei, como que pedindo que ele vivesse. Tudo foi muito súbito: Aspen atirou no mercenário porque o viu primeiro, mas em troca levou três tiros no coração antes do cara cair.

Ele não aguentaria.

– Aspen, fica comigo, Aspen, por favor! — eu implorei, colocando-o em meu colo. Maxon e Jason vieram atrás de mim, tentando fazer alguma coisa.

Se a gente voltasse, morreríamos — a guerra. Se fôssemos em frente, bem, não encontraríamos um hospital.

– Preciso... dizer... uma coisa... — Aspen arfou, tentando falar-me algo. Eu engoli em seco para ouvir. Chorava convulsivamente sem parar. E então ele disse: — Quero que... fique com isso.

Olhei para Aspen implorando para que aquilo não fosse a nossa despedida. Então ele me entregou uma moeda. A moeda que eu guardava no quarto do palácio — uma lembrança do nosso amor. Eu jamais o esqueceria. Chorei muito mais, mas dessa vez foi diferente: senti parte de mim morrer junto com ele. Não conseguia acreditar que aquele reencontro havia dado na morte do meu primeiro amor.

Aspen arquejou e disse uma última coisa:

– Eu te amo, Meri.

Então Aspen deu um último suspiro.

E morreu.

Notas finais
E que venham as críticas! WOW >