A Seleção II
4 A seleção começou ..
Notas iniciais
" Daniel "
Eu não acredito que ela me disse isso! quem ela pensa que é pra falar assim comigo?
Entrei no meu quarto e fui tomar banho, mas em nenhum momento ela saiu da minha cabeça. Ela seria eliminada de primeira. Me arrumei, tentei tira-la da cabeça e só então percebi, que conheceria 35, quer dizer, 34 mulheres para escolher minha esposa.
Quando ia saindo do quarto me encontrei com meu pai.
– Filho, podemos conversar um instante?
– Claro pai! — entramos em seu escritório.
– Bom, daqui a pouco você irá conhecer as garotas, como se sente?
– Estranho e como você se sentiu?
– Bem, eu estava um pouco abalado pelo encontro com sua mãe e também nervoso com tantas meninas tentando me agradar.
– Pai eu .. — resolvi contar a ele, talvez ele me entendesse.
– Meninos! — minha mãe entrou — Estão todos esperando vocês.
– Nós já vamos minha querida. — ela começou a sorrir.
Descemos as escadas e encontrei Angêla, linda como sempre, ao lado de Murilo.
– Elas são lindas! — ela falou me abraçando.
E enquanto abraçava ela percebi que gostava dela por não me tratar como príncipe e sim como uma pessoa normal, assim como a menina. E ela poderia estar chateada com outras coisas, e descontou em mim. E como um curioso que sou, resolvi descobrir o por que da irritação, quem sabe ela estivesse apenas nervosa.
A seleção mal havia começado e eu já estava ficando louco.
– Filho, elas estão esperando. — meu pai falou, então criei coragem e fui para o salão das mulheres. Reuni todas as minhas forças e abri a porta.
– Bom dia! — falei entrando, houve um silêncio e do nada muita agitação, e só então percebi que elas estavam tão nervosas quanto eu. Todas sorriam exceto ela, estava louco para saber quem era ela.
– Bom dia alteza! — Silvia respondeu.
– Eu gostaria de uns minutos para falar com cada um separadamente.
– Como quiser. — ela respondeu me levando para um sofá e chamando a primeira menina.
– Alteza! — ela fez uma breve reverencia e sentou timidamente. Seu nome era Pamela, tenha os olhos lindos.
– Minha querida, fale sobre você.
Conversamos um pouco mas ela era muito tímida e sem sal. Infelizmente seria eliminada.
Passaram-se algumas meninas e finalmente chegou a vez dela. Ela estava com um vestido rosa e os cabelos presos, tinha olhos lindos, com toda a situação nem pude notar mas ela era linda.
– Alteza! — ela fez uma reverencia um pouco sem ânimo.
– Olha a irritadinha! — falei sorrindo. — está melhor?
– Nem um pouco.
– Posso saber o porque?
– Não, não pode, sei que está acostumado a ter tudo o que quer, mas não será assim comigo.
– Por que você me trata assim? — falei tentando não perder a paciência — Parece que não quer estar aqui.
– Acertou em cheio. — ela falou com um sorriso irônico.
– Bom .. — falei levantando — já que acha essas coisas de mim, não terei outra escolha, terei que deixa-la aqui e provar o contrario. — falei beijando sua mão.
Ela saiu chateada o que me fez sorrir, ela me intrigava, mesmo tentando agrada-la ainda assim não gostava de mim.
Conversei com as outras e acabei eliminando 10 meninas, poderia estar sendo precipitado mas não queria dar falsas esperanças a ninguém.
Segui para o café da manhã, todas estavam lá, sentei próximo a meu irmão que olhava atento a todas. Eu tentava me concentrar, mas volta e meia estava observando ela. será que eu fiz certo ao deixa-la? afinal essa seleção era para achar uma esposa e não para implicar com alguém que nem conheço.
Ao acabar, elas seguiram para seus quartos e eu fui para o meu, tentei descansar um pouco mas estava muito tenso, então fui até a sacada do meu quarto, tinha vista para o jardim, e lá, sentada sozinha, vi uma menina chorando. Desci e fui até lá.
– Meu anjo, por que está chorando — ela levantou a cabeça e então vi quem era.
– Não tem importância! — ela falou enxugando as lagrimas e só então percebi que não sabia seu nome, todas usavam broche, menos ela.
– Me desculpe a indelicadeza, mas qual o seu nome? — ela me olhou por um instante e achei que seriam mais insultos, mas ela apenas baixou a cabeça e respoundeu:
– Anica.
– Anica, nome muito bonito!
– Tá, agora pode parar de fingir se importar comigo.
– Eu me importo com você! — falei confuso.
– Não. Porque se importaria? você tem tudo que quer, na hora que quer. Todos satisfazem seus desejos, porque perderia seu tempo se importando comigo, quando 34 mulheres estão dispostas a te dar tudo?
– Porque você acha isso de mim?
– Porque é a verdade.
– Me dê uma chance para mostrar que você está errada. — não estou me reconhecendo,estou ficando maluco, é a unica explicação. Mas eu queria que ela visse que estava errada, que ela gostasse de mim.
– Como? — ela perguntou e pude sentir um pouco de esperança.
– Amanhã, te pego em seu quarto.
– Uma chance! — ela falou sorrindo um pouco. Beijei sua mão e saí, tinha que planejar tudo para amanhã.
Entrei em meu quarto e após deitar na cama comecei a pensar em tudo que havia acontecido. Haviam meninas muito lindas e interessantes, mas de todas, uma não saia da minha cabeça. Anica, essa menina briguenta e linda.
será possível que eu já estava apaixonado? e logo por ela? no primeiro dia? eu era realmente um idiota.
Estava quase dormindo quando alguém bateu a porta.
– Entra. — era minha mãe, mesmo estando grande, ela sempre passava para me dar um beijo de boa noite, acho que para ela eu nunca cresci.
– Está tudo bem com você meu filho?
– Claro mãe.
– Qualquer coisa, pode contar comigo. — assenti com a cabeça, ela me deu um beijo e saiu.
Demorei um tempo mas acabei dormindo, quando novamente bateram em minha porta.
– Dam! — era Angêla com sua boneca preferida no braço.
– O que foi princesa?
– Eu tive um pesadelo, foi horrível! — ela me abraçou e começou a chorar.
Apesar de ser bem apegada a nossa mãe, sempre que tinha pesadelos ela vinha dormir comigo. nós somos muito apegados, depois de muito tempo ela dormiu, e eu também, tinha muita coisa para fazer amanhã.
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