A Seleção-Interativa
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Eu tive que insistir para Maxon ir embora. Ele era um príncipe afinal, tinha muitas obrigações e não podia ficar um dia inteiro com uma garotinha que nem era de sua família, mesmo que ele já sentisse que May era uma garotinha diferente, sim...
O acompanhei até as portas do hospital, e agradeci outra vez. Maxon parecia mais... real, adulto, maduro, algo assim, com aquele cabelo desgrenhado e sem gravata ou terno. Apenas o Maxon. Sem o terno pesado, consegui ver seus braços musculosos... oh Deus, ele era másculo como Marlee pensara.
Marlee! O que será que andavam falando pelo palácio sobre Maxon, May e eu? As vezes me esqueço de que ainda estou na Seleção...e por mais que amasse Marlee e tivesse torcido por ela desde o início, agora repudiava a ideia de que ela ganhasse a Seleção... e não gostei nada de pensar assim, não entendia o que acontecia comigo.
Maxon me beijou no rosto e cochichou algo no ouvido dos guardas que estavam de plantão no hospital desde sua chegada. O guarda assentiu. Quando entrou no carro, Maxon me olhou bem nos olhos — e eu tive vontade de abraçá-lo outra vez... Porém, ele foi embora, ele era um príncipe, não estava á minha mercê todo o tempo — mesmo que eu quisesse, ás vezes.
Voltei para o quarto mas encontrei minha linda ruivinha dormindo. Resolvi me informar com o médico, quando ele entrou na sala. Ouvi toda a história e acabei adormecendo depois de algumas horas acariciando os cabelos de May.
Quando acordei, May me encarava. Pensei estar no paraíso, porque ela já parecia bem melhor, tinha de volta sua cor e a alegria de sempre. Os médicos haviam tirado os soros e ela estava livre, leve e solta. Como devia estar sempre.
Sorri, feliz pela medicina não ser mais tão lenta quanto antigamente. A perna de May estava boa novamente. Eu a abracei bem forte, várias vezes, a beijei e papariquei muuuuito. Ela merecia, e eu esperava nunca mais ter que vê-la naquele estado. Mesmo que tenha curado rapidamente, isso foi graças a ação rapida de Maxon, que não mediu esforços para trazê-la ao Hospital Real de Illéa.
May e eu vimos um filme de comédia na televisão, um clássico da era de 2050 e pouco. Rimos bastante, e quando vi já era bem tarde. O médico informou que ela já podia voltar.
Senti uma dor no peito ao saber que teria de me afastar de minha linda bonequinha, mas logo fiquei feliz por ela ter melhorado rápido. A ajudei a se arrumar — aquilo deixou meu coração na mão- como nos tempos de casa. Os guardas a levariam até o aeroporto. Insisti para que me deixassem ir também, para me despedir por lá, mas eles disseram convictamente que era muito inseguro.
May também disse que eu tinha de voltar. Eu a abracei e a beijei, além de entregar uma super gigantesca carta que escrevera para minha família enquanto ela dormia na sala do hospital. Entreguei-a para o carro de um dos guardas, e tive uma dura conversa com ele, mesmo que não fosse de meu feitio usar de minha autoridade para certificar-me de algo. Fi-lo jurar que ela estaria em segurança daqui até Carolina, e que dariam doces pra ela no caminho.
Depois disso, não lembro de nada. A única coisa que me recordo é que estava dormindo em minha cama super macia quando duas batidas na porta me acordaram. Olhei para o relógio — duas horas da madrugada. Será que era Aspen?
Bom, se fosse, estranhei. Nada aconteceu comigo. Apenas pedi que fosse sons de minha cabeça e voltei a dormir.
Quando começava a sonhar, as batidas interromperam meu sono novamente. Resolvi abrir a porta e ver quem era. Porém a pessoa já entrava, vagarosamente. Quando vi sua silhueta na luz da Lua, senti calafrios por todo o corpo.
Maxon.
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