A Seleção

10 Capítulo 10 - Uma Coisa Ruim


Notas iniciais
Oi pessoal :) Saudades de vocês e me desculpem a demora, faculdade é culpada e também fiquei sem ter o que escrever e tive que reler os livros para ter alguma ideia do que iria fazer. Não quero que a fic seja parecida com os livros da seleção e tenho que mudar algumas coisas e tenho que fazer tudo com calma, mas aqui está o capítulo novo. M3rveilleux muito obrigada pela recomendação, amei demais cada coisa que você escreveu, muito obrigada mesmo. Espero que gostem do capítulo :) Bjssss.

Assim que o médico me deu alta Cato me levou até o meu quarto, quando cheguei vi que tinha muitas flores e o quarto estava bem cheiroso. Cato me colocou na cama e disse que o Peeta iria vir assim que desse, fiquei sozinha no quarto por um tempo até que a Annie entrou e ela veio correndo me abraçar e foi logo perguntando se estava tudo bem, é muito bom ter a Annie como uma amiga num lugar estranho como esse e ainda mais numa competição tão louca e assustadora que estamos passando. Ela ficou um bom tempo no meu quarto e logo saiu, não demorou nem 15 minutos e o Peeta entrou no quarto.

—Olá morena.

—Olá alteza. – Sorri. –Preparado para dormir no sofá como um cara normal? Vou avisando que alguns sofás são bem desconfortáveis.

—Eu consigo dormir bem em um sofá e acho que posso muito bem fazer isso. – Ele sorriu. –O mais importante é que eu possa ficar de olho em você.

—Isso é meio estranho, mas tudo bem.

—Eu ficar aqui?

—Você ficar de olho. – Falei rindo. –É meio perturbador.

—Como você é chata. – Peeta se sentou do meu lado. –Como está o seu machucado?

—Hoje não está doendo como ontem. – Sorri. –O médico disse que se sentisse alguma dor tinha que voltar para a enfermaria.

—Ele disse que na semana que vem vai ver os seus pontos. – Ele olhou para o meu ombro. –Eu sinto muito que isso tenha acontecido com você.

—Eu estou bem. – Dei um beijo na testa dele. –Nada pode me matar.

—Nós aumentamos a segurança do castelo e todas vocês podem ficar tranquilas.

—Eu achei isso bem eletrizante.

—Mas tente não entrar mais na mira de outras pessoas como os rebeldes. – Peeta estava preocupado. –Foi muito ruim pensar que você poderia morrer.

—Eu não morri. – Segurei a mão dele.

—Você devia ter tomado mais cuidado. – Peeta ficou me encarando. –Fiquei muito preocupado quando não te vi com as outras selecionadas.

—Eu me perdi e não consegui chegar a tempo. – Olhei para aqueles olhos lindos que ele tem. –Eu queria muito ter conseguido me esconder, mas eu encontrei os rebeldes.

—Você teve muita sorte.

—Será que podemos não falar disso? – Eu senti uma dor no ombro. –Eu quero ter que esquecer as coisas.

—Sem problemas.

—Será que os meus pais sabem do que aconteceu? Eu não quero que eles fiquem muito preocupados comigo.

—Eu avisei a eles, mas os tranquilizei e disse que você estava bem. – Peeta sorriu. –Eles ficaram preocupados com você, mas pediram que cuidasse da menina deles. Sua mãe é bem legal.

—Você falou com ela? – A minha mãe deve ter falado alguma coisa.

—Eu percebi que vocês duas tem o mesmo gênio. – Peeta começou a rir. –Vocês devem ser muito parecidas.

—Sim, meu pai fala que eu puxei o gênio forte da minha mãe, mas a aparência eu me pareço com o meu pai.

—Então ele deve ser muito bonito.

—Como você é bobo. – Eu senti outra dor. –Isso aqui incomoda demais.

—Eu sei que é ruim. – Ele deu um beijo no meu ombro. –Mas vai melhorar logo.

—Você já sofreu algum machucado feito pelos rebeldes?

—Não. – Ele ficou me olhando. –Você está bem?

—Eu só estou cansada. – Eu não estava me sentindo muito bem. –Acho que dormir um pouco vai resolver as coisas.

—Katniss. – Ele passou a mão na minha testa. –Você está com muita febre.

—Eu estou bem. – Peeta levantou da cama e tocou o sino. –Não quero voltar para a enfermaria.

—Mas se você tiver que voltar vai voltar. – Ele segurou a minha mão. –Você estava bem agora a pouco.

—Eu sei.

—Você não deveria ter saído da enfermaria. – Peeta estava preocupado. –Isso é muito ruim.

—É só uma febre. – Eu fechei os olhos. –Eu quero descansar um pouco.

—Peeta. – Cato entrou no quarto. –Quer alguma coisa?

—Chame o Adam e diga que ele precisa vir para cá imediatamente. – Peeta falou e o Cato saiu correndo do quarto. –ele vai chegar em breve e vai cuidar de você.

—Você não acha que está mimando demais a sua favorita? As outras podem ficar com ciúmes.

—Não tem nada demais mimar a minha favorita. – Ele deu um beijo na minha bochecha. –Eu quero que você fique bem.

—Você deveria me mandar embora. – Olhei para ele. –Eu sou um peso para todos.

—Eu quero você do meu lado. – Ele passou a mão no meu cabelo. –Eu gosto da sua companhia.

—Quero a verdade. – Eu precisava saber o que ele sentia. –Por favor.

—Eu gosto de você e não penso em outra garota do meu lado. – Sorri. –Só penso em você do meu lado como minha esposa.

—Uau.

—É.

—Eu até posso ver isso, mas não quero que você se arrependa. – Olhei para ele. –Alguma coisa pode acontecer.

—Eu me apaixonar por outra pessoa? – Ele ficou me encarando.

—Sim.

—É meio impossível. – Ele sorriu. –Só tenho olhos para uma morena linda.

—Obrigada.

—Alteza. – Adam entrou no quarto e se aproximou da cama. –Como você está Katniss?

—Com dor de cabeça.

—Vamos ver. – Ele colocou o termômetro em baixo do meu braço e escutou o meu coração, ele continuou me examinando e viu a minha temperatura. -39 de febre.

—Isso é ruim. – Peeta disse.

—Eu vou ajudar. – Ele retirou o curativo do meu ombro e vimos que estava muito vermelho. –Acho que o machucado infeccionou e por isso a febre.

—E agora? – Peeta perguntou preocupado.

—Vou dar um antibiótico e a mocinha vai ter que ficar com o soro até amanhã. – O médico disse. –Eu vou até a enfermaria pegar os remédios e volto logo.

—Obrigado. – Peeta agradeceu e o Adam saiu apressado do quarto. –Você vai ficar bem e logo vou poder te ensinar a andar de cavalo.

—Sim.

-Eu deveria ter ido atrás de você. – Ele ficou passando a mão no meu cabelo. –Se eu tivesse feito isso você não estaria nessa situação.

—Não se culpe por isso.

—Eu só quero que isso tudo passe e você fique bem. – Ele deu um beijo na minha testa. –Minha mãe está com saudades da sua companhia.

—Eu também estou.

—Ela disse que quando fugir das outras selecionadas vai vir até aqui para poder fazer uma visitinha.

—A sua mãe é bem legal. – Olhei para o Peeta. –Vocês se parecem muito em tantas coisas.

—Ainda bem.

—Como era o seu pai? – Perguntei.

—Meu pai era um homem muito bom e ele era uma boa pessoa com os súditos. – Peeta sorriu. –Ele sempre ajudava a todos, mas nem todos viam o quanto ele trabalhava para tornar Panem um lugar melhor. Eu sei que temos distritos muito pobres e ele estava fazendo de tudo para ajudar eles, mas depois que ele morreu as coisas desandou.

—Eu sinto muito por isso.

—Meu avô parece que não sabe nada do que está fazendo e isso só piora as coisas. – Peeta estava preocupado. –Eu não sei se vou ser um bom rei como o meu pai foi, tenho medo de fracassar com aqueles que posso ajudar. Quero ser um rei justo com todos.

—Você vai ser o melhor.

—Será? Eu tenho medo do meu avô e do que ele pode fazer. – Peeta me encarou. –Ele disse que se você aprontasse alguma coisa iria para fora da competição e eu teria que escolher uma garota do 2.

—Peeta.

—Eu não quero que nada de ruim aconteça com você. – Peeta segurou a minha mão. –É ruim demais ter que pensar que posso te perder.

—Ele disse que vai me colocar para fora?

—Sim, sei que eu deveria escolher, mas ele quer alguém que possa ter contatos.

—E eu como uma 12 não tenho contatos. – Fiquei triste. –Mas eu posso ser uma princesa bem melhor que essa garota do 2 e vou mostrar isso.

—Katniss.

—Eu não tinha nenhum motivo para vir aqui. – Olhei bem para ele e estava decidida. –Mas os últimos eventos que aconteceram mudaram a minha opinião, sei que essa é uma decisão muito importante. Eu decidi que vou lutar por você enquanto a seleção durar e vou mostrar ao seu avô que posso ser uma boa esposa, princesa e rainha.

—Sério? – Ele deu um sorrisinho.

—Muito sério, mas isso não quer dizer que você tenha que deixar as outras de lado. – Sorri. –Temos que fazer as coisas corretamente.

—Sim.

—Ótimo.

—Com licença. – Adam entrou no quarto e não estava com uma cara muito animadora. –Peeta, a sua mãe quer falar com você.

—O que aconteceu?

—É melhor você ir até o escritório dela e vocês conversam.

—É alguma coisa de ruim? – Peeta ficou preocupado. –Adam.

—Sim, uma coisa com o Finnick. – Peeta ficou nervoso. –É melhor você ir.

—Vai logo, Peeta.

—Eu volto assim que resolver isso. – Ele deu um beijo na minha testa. –Não demoro.

—Certo.

Eu não perguntei nada para o Adam e só fiquei observando ele trabalhando, depois de colocar o soro e o remédio ele disse que eu teria que ficar de cama e descasar bem muito para que me recupere bem rápido, agradeci por ele ser tão cuidadoso e saiu do meu quarto. Comecei a ficar com sono por causa do remédio e logo apaguei.

####

POV Peeta

Fiquei bem preocupado quando o Adam disse que tinha acontecido alguma coisa com o Finnick, quando entrei no escritório vi a mamãe conversando com o Cato e os dois pareciam bem preocupados com alguma coisa e espero que não seja o meu amigo, deixei os dois conversando sozinho e fiquei do lado de fora esperando que me chamassem. Estava tão distraído que nem vi a Glimmer se aproximando, ela parecia preocupada com alguma coisa e ficou me olhando de longe como se estive com medo de se aproximar ou de alguma outra coisa, já vi que ela tenta amedrontar as outras com alguma coisa e dessa vez a garota estava como as outras. Alguma coisa estava rolando e bem estranha.

—GLimmer. – Eu a chamei. –Pode se aproximar.

—Não, eu só quero saber se o Cato já falou com a sua mãe. – Glimmer estava assustada.

—Ele está lá dentro conversando com ela. – Olhei para a porta do escritório. –Você sabe o que está acontecendo?

—Alteza.

—Peeta. – Cato saiu da sala. –Sua mãe está te chamando.

—E a Glimmer está te chamando. – Apontei para a loira. –Acho que é importante.

—Glimmer. – Ele ficou encarando a loira. –Eu disse para você esperar na cozinha com as outras.

—Eu sei, mas aquele lugar está terrível e uns guardas foram até lá. – Glimmer parecia que ia chorar. –Eu vim te chamar para acalmar as coisas.

—Eu já vou.

—Eu vou entrar. – Deixei os dois e entrei. –O que está acontecendo? Parece que é alguma coisa ruim.

—Sim. – Eu me sentei, mas a mamãe ficou de pé. –Ontem as moças resolveram dar uma pequena festa para comemorar a seleção e elas meio que ficaram alegrinhas.

—Alegrinhas? – Eu comecei a ficar preocupado. –Mas o que isso tem haver com o Finnick? O Adam disse que aconteceu alguma coisa com ele.

—O Finnick está envolvido. – Fiquei de boca aberta. –Elas beberam muito noite passada e a Annie foi encontrada no quarto do Finn sem roupa.

—Que droga! – Bati a mão na mesa. –Isso não pode ser verdade.

—Eles se envolveram e o Finnick junto com a Annie confessaram. – Minha mãe ficou me encarando. –Parece que eles se conheciam do distrito 4.

—Finn é do 4. – Coloquei as mãos no rosto. –E agora?

—O seu avô já sabe por causa do David e ele quer a cabeça do Finn e da Annie. – Mamãe não parecia muito a vontade. –Eu não sei o que posso fazer agora?

—Nem eu. – Isso não poderia estar acontecendo. –Nós temos que fazer alguma coisa para ajudar os dois.

—Eu quero muito.

—O Vovô não pode fazer isso. – Me levantei. –É um erro fazer isso com a Annie e com o Finnick.

—Mas essas foram as regras. – Mamãe tinha razão. –Uma das selecionadas disse que já viu a Annie sair do quarto do Finnick umas seis vezes.

—Glimmer?

—É a ruiva?

—Não. – Eu tentei me lembrar das ruivas. –Qual distrito?

—Eu sei que não foi a cara de raposa. – Mamãe riu. –As meninas a chamam assim.

—Tem mais duas ruivas. – Eu voltei a me sentar. –Temos que fazer alguma coisa.

—É o que estou tentando fazer.

—Cadê o Finnick?

—Ele está trancado no quarto dele pelas ordens do seu avô. – Ela gostava muito do Finn como filho. –Eu não quero que nada aconteça com ele.

—Cadê a Annie?

—Na cozinha.

—Eu vou até lá. – Eu sai correndo do escritório da minha mãe até a cozinha, quando cheguei vi a Annie chorando nos braços da Glimmer. –Senhoritas.

—Por favor. – Annie se levantou e se jogou aos meus pés. –O Finnick não tem culpa de nada.

—Calma. – Eu a levantei. –Você era a namorada do Finnick?

—Sim, mas quando ele foi embora nós terminamos. – Annie não parava de chorar. –Mas eu juro que não sabia que ele estava aqui como soldado.

—Certo.

—Ele não merece a morte. – Eu a sentei na cadeira. –É tudo culpa minha e sou eu que merece morrer.

—Ninguém vai morrer. – Enxuguei o rosto dela. –Mas vou ter que fazer alguma coisa.

—O que? – Glimmer perguntou. –Eles já estão sofrendo muito e eu acho errado que mereça a pena de morte.

—Você está defendendo a Annie e o Finnick? – Eu fiquei surpreso.

—Eu posso ser uma vaca, mas o que está acontecendo com eles dois é errado. – Glimmer abraçou a Annie. –Eu quero a fama e só de estar aqui sei que vou conseguir maridos ricos.

—Bom saber.

—Você é doida. – Annie riu. –Mas está se saindo uma boa amiga.

—É claro. – Glimmer sorriu. –Cadê a sua favorita? Você bem que poderia terminar com essa seleção e isso não estaria acontecendo.

—Ela está de cama. – Olhei para a loira. –Meu avô não gosta da minha escolha e ele quer que eu me case com uma do dois.

—Que babaca. – Glimmer disse isso e nós rimos. –Todos sabem que ela é a mais preparada de todos.

—Sim. – Annie disse.

—Ela seria uma ótima rainha. – Uma das cozinheiras falou.

—Peeta, nós temos que fazer alguma coisa. – Cato tinha razão. –Você é o príncipe e quem manda na seleção.

—Mas o meu avô não vai aceitar o que eu decidir.

—É verdade.

—E o que vamos fazer? – Glimmer perguntou. –Eu não vou deixar que machuquem a Annie.

—Eu vou pensar em alguma coisa, mas quero que escondam a Annie e digam que eu a mandei para algum lugar que só eu sei. – Olhei para a morena. –Não vou deixar que ninguém machuque você.

Eu sai da cozinha e voltei para o quarto da Katniss, quando entrei vi que a minha morena estava dormindo e tinha um soro do lado da cama dela. Fiquei sentado no sofá pensando em como vou poder ajudar o casal, é uma droga isso ter acontecido e sei que a Katniss vai ficar muito triste quando souber o que aconteceu com a amiga vai ficar triste, não sei nem como vou contar isso. Fiquei pensando nisso por um bom tempo e nem percebi que já tinha escurecido e nem que a Clove entrou com o jantar, ela deixou o carrinho e saiu do quarto antes que a Kat acordasse. Pensei tanto no que poderia fazer e nem vi a Kat acordada.

—Pensando muito.

—Oi. – Eu fui até ela. –Como você está se sentindo?

—Sonolenta por causa do remédio.

—Isso deve passar logo. – Eu olhei para o soro. –É muito ruim ficar assim.

—É. – Ela sorriu. –O Finnick está bem? Eu não perguntei para o Adam o que tinha acontecido com o soldado.

—É que aconteceu uma coisa desagradável. – Eu olhei para as minhas mãos. –Eu não sei nem o que posso fazer para ajudar.

—O que aconteceu? Você sabe que pode contar comigo.

—Eu sei disso. – Sorri. –Você é amiga da Annie?

—Sim.

—Katniss. – Segurei as mãos dela. –A Annie está envolvida.

—No que?

—Ontem as meninas resolveram dar uma festinha por causa da seleção. – Eu estava olhando bem para a Kat. –Elas beberam um pouco e a Annie acabou indo para a cama com o Finn.

—Não. – Katniss não parecia acreditar. –A Glimmer ou outra menina devem ter mentido.

—Não, um soldado pegou os dois no flagra e o meu avô quer a morte deles.

—Você não pode deixar que façam isso. – Katniss começou a chorar. –Temos que fazer alguma coisa.

—Eu estou tentando.

—Quem contou? Eu tenho certeza que foi a Glimmer.

—Não, ela está até do lado da Annie e está cuidando dela. – Katniss ficou surpresa. –Eu mandei que escondessem a Annie em algum lugar.

—Mas o seu avô vai querer saber dela.

—Eu prometo que vou fazer alguma coisa para ajudar. – Enxuguei o rosto dela. –É só você ter calma e vou ajudar.

—Ok.

—Eu preciso e ver se está mesmo tudo bem. – Dei um beijo na testa dela. –Eu mando te avisar de alguma coisa.

—Obrigada.

Eu sai do quarto da Kat e corri até a cozinha, quando cheguei vi a Glimmer conversando com a Clove e elas pareciam bem preocupadas com alguma coisa e espero que ninguém tenha descoberto a Annie, bebi um pouco de água enquanto elas falavam sobre o que tinha acontecido. Descobri que a Delly falou sobre o que tinha acontecido e depois foi a agonia, Cato entrou na cozinha e falou que o Finnick está arrasado e muito preocupado com a amada. Fui com as meninas até o quarto da Madge onde a Annie está ficando, tenho que ajudar os dois.

—Oi Annie.

—Você falou com o Finnick? – Annie perguntou.

—Ainda não. – Segurei as mãos dela. –Estou tentando descobrir alguma coisa para ajudar vocês dois.

—A Glimmer falou com os meus pais e eles falaram que eu não sou mais bem vinda na casa deles, nem que sou a filha deles.

—Eu sinto muito. – Olhei para a Glimmer. –Por que a Delly faria uma coisa dessas?

—Ela quer sabotar todas. – Glimmer olhou para a morena. –Ela que disse que seria bom um pouco de bebidas.

—Ela é louca.

—As meninas recusaram no começo, mas depois todas beberam. – Annie disse. –Eu só me lembro de acordar na cama do Finn por causa dos gritos.

—Mas o Finnick disse que não bebeu. – Cato falou. –Ele disse que a deixou dormir e ficou do seu lado.

—É com certeza que a Delly aprontou. – Clove tinha razão. –Ela quer vencer isso e não vai parar até conseguir a coroa.

—Então ela vai cair fora. – Eu fiquei com ódio dela. –Isso não se faz com ninguém.

—Eu acho que o seu avô não vai aceitar isso. – Effie entrou e entregou uma xícara de chá para a Annie. –Ela tem contatos mais importante que do distrito 2. Depois que isso aconteceu fui investigar com a Enobaria e parece que a Delly conhece pessoas poderosas.

—E ele não vai deixar que eu a coloque para fora.

—Não. – Cato disse. –Essa seleção está bem complicadinha.

—E isso não é menos. – Effie tirou um papel do bolso. –A Enobaria recebeu o nome dos novos soldados para o castelo.

—E o que tem demais? – Eu peguei o papel e olhei os nomes. –Eu não conheço nenhum desses nomes.

—Não, mas uma das selecionadas conhece. – Effie parecia preocupada. –Eu recebi uma ligação hoje de uma mãe preocupada e perguntou se tinha o nome do rapaz, ela ficou com muito medo quando confirmei.

—Quem é? – Cato perguntou.

—Vivian Everdeen.

—A mãe da Katniss? – Annie perguntou. –Então um soldado é do distrito 12.

—O ex-namorado dela. – Olhei para a Effie. –Qual o nome dele?

—Gale. – Effie ficou me encarando.

—Mas a Katniss disse que esse cara estava noivo. – Clove tinha razão. –E por isso ela estava aqui.

—Ela contou isso também. – Eu entreguei o papel. –Ele só deve vir para cá por causa do dinheiro.

—A Vivian disse que ele terminou o noivado.

—Que merda! – Cato bateu a mão na porta. –Isso só pode ser um complô e essa seleção ta ficando complicada.

—Concordo. – Olhei para todos. –O que nós vamos fazer com esse Gale? Ele terminou o noivado e vai vir para o castelo.

—Sabemos o que pode acontecer e isso foi um aviso. – Annie disse. –Com o Gale aqui a Katniss pode dar adeus a competição e a Delly vence, é um bom plano.

—Meu avô quer destruir a Katniss e vai usar o Gale. – Eu fiquei bem preocupado. –Ela amava o Gale e com o ex aqui as coisas podem mudar.

—Eu quero que o Gale vá se ferrar. – Katniss entrou no quarto. –Ele pode ser um dos novos soldados e ter terminado o noivado, mas o que ele fez comigo é imperdoável.

—Katniss, você deveria estar descansando. – Glimmer disse.

—Eu só levei um tiro no ombro. – Ela se sentou do lado da Annie. –Como você está?

—Arrasada e com muito medo.

—Vai dar tudo certo. – Katniss olhou para todos. –O que foi?

—Você estava escutando tudo? – Clove perguntou.

—Tudinho. – Johanna que falou. –E vocês precisavam ver as cores do rosto dela quando falou o nome Gale e que ele estava vindo, nunca vi uma pessoa ficar com tanta raiva de uma pessoa.

—Eu quero que ele morra.

—Mas ele foi o grande amor da sua vida. – Eu falei triste.

—Você falou bem, ele foi. – Katniss sorriu. –Mas agora não passa de um infeliz que não merece nada.

—Eu gosto de você. – Glimmer disse.

—Obrigada. – Ela sorriu. –Eu também estou gostando de você.

—Agora temos que pensar no que vamos fazer com o casal. – Effie disse. –Eles não podem sofrer por causa de amor.

—Eu tenho uma ideia. – Katniss segurou uma mecha do cabelo da Annie. –Eu não sei se você vai gostar, mas acho que pode te ajudar.

—E o que seria?

—Podemos te tirar um pouco de cena e com isso fazer umas mudanças. – Kat sorriu. –Podemos pintar o seu cabelo.

—Meu cabelo?

—Sim, você tira esse preto e podemos fazer outra coisa. – Katniss ficou olhando para a Annie. –Uma lente de contato escura e óculos.

—Um disfarce.

—Sim. – Katniss olhou para todos. –O Finnick pode ser algum castigo e isso vem do príncipe.

—Mas eu não sei o que posso fazer.

—Chicotear um animal morto e mostrar o sangue. – Katniss teve uma boa ideia. –Uma amiga minha fugiu de um castigo assim e acreditaram.

—E a Annie? – Effie perguntou.

—Podemos dizer que a isolaram de Panem sem nenhum dinheiro e só com a roupa do corpo.

—Você tem ideias boas. – Glimmer tinha razão. –Eu adoraria fazer parte de um plano com você, mas de um bem diabólico.

—Podemos castigar a Delly por isso.

—Como? – Glimmer gostou da ideia. –Eu quero ver aquela desgraçada sofrer.

—Eu tenho umas ótimas ideias. – Katniss deu um sorrisinho. –Mas agora temos que cuidar da Annie e do Finnick.

—Cato, peça para o Christian pegar qualquer animal que vá ser cozinhado amanhã e o mande chicotear por um bom tempo.

—Pode ser um morto? Eu sei que os cozinheiros vão fazer isso hoje.

—Eu vou com você. – Johanna disse. –E tiro a foto para comprovar.

—Vou pegar uma camisa do Finnick e a fazer em tiras. – Clove disse e saiu.

—Vamos Johanna. – Cato puxou a morena e saíram.

—Obrigada. – Annie abraçou a Katniss. –Você passou por aquilo tudo e está me ajudando com isso.

—Qualquer coisa para ajudar uma amiga.

—Você não teve culpa de ter encontrado o Finnick aqui. – Glimmer disse e abraçou a Annie. –Vai dar tudo certo.

—Obrigada garotas.

—Eu vou ligar para o Cinna e peço para ele vir aqui e cuidar do cabelo da Annie. – Effie falou. –Sei que ele vai vir logo e só o tenho em mente.

—Obrigado Effie. – Agradeci e ela saiu. –Eu vou deixar as três sozinhas um pouco.

—Obrigada. – Annie agradeceu. –Você é um ótimo príncipe e vai ser um rei incrível.

—Obrigado. – Agradeci e sai do quarto, fiquei do lado de fora pensando nesse soldado. Espero que nada de ruim aconteça. –Meu avô é um desgraçado.

—Ainda bem que concorda. – Katniss se aproximou. –Eu não quero saber do Gale.

—Mas ele vai querer falar com você. – Fiquei olhando para ela. –Quero que seja sincera comigo.

—Claro.

—Você ainda sente alguma coisa por ele? Por favor, seja sincera com a sua resposta.

—Eu acreditava que amava muito o Gale pelas coisas que falava e fazia, mas o tempo em que estou aqui percebi que eu só gostava dele por eu tinha um namorado. – Ela olhou para as mãos. –Uma emoção de namorar as escondidas, era só isso.

—Então você não gosta dele?

—Eu gosto como amigo e nada mais. – Katniss sorriu. –Ele não é o amor da minha vida e nunca vai ser.

—Acho que posso ficar mais tranquilo agora.

—Concordo.

-Mas você promete que se algo acontecer vai falar comigo? – Ela se aproximou e passou a mão no meu rosto. –Eu só quero estar preparado.

—Eu não amo o Gale e nem o quero mais como namorado. – Ela deu um beijo na minha bochecha. –Eu disse que vou ficar aqui. Vou mostrar para o seu avô que sou digna de me casar com o neto dele.

—Você é incrível.

—Obrigada.

—Com licença. – Effie se aproximou e ela estava sorrindo. –O Cinna vai chegar aqui em breve com as coisas para arrumar a Annie.

—Obrigado.

—Eu vou ver se a Annie precisa de alguma coisa. – Kat disse e foi para o quarto.

—Vejo que as coisas estão se acertando. – Effie disse.

—Sim. – Sorri. –Mas agora com esse soldado tenho medo do que pode acontecer.

—Eu venho acompanhando a Katniss desde que saímos do 12 e sei que as coisas não estavam indo muito bem naquele lugar, mas quando ela veio para cá percebi que essa garota sorria como nunca sorriu.

—Você acha?

—Sim, ela está feliz e conheceu você. – Effie segurou as minhas mãos. –Mas tenha muito cuidado com o seu avô e essa garota que revelou sobre a Annie.

—Delly.

—As outras garotas estão com medo de que ela faça alguma coisa. – Effie avisou. –E elas estão preocupadas com a Annie.

—Nós só vamos dizer o que vai acontecer com a Annie e o Finnick, mas que não envolveu a morte. – Olhei para a porta do quarto. –Meu avô tem que aceitar as minhas decisões.

—Você vai ser um rei maravilhoso e sei que o seu pai iria ter muito orgulho de você.

—Obrigado.

—Vai dar tudo certo e isso tudo vai ficar para trás. – Effie sorriu. –Cato disse que vai ficar de olho no Gale para que você fique tranquilo.

—Ele é um amigo muito bom e o Finnick também. – Passei a mão no cabelo. –É uma pena que isso tenha acontecido.

—Sim.

—Mas sei que as coisas vão passar e quero que o Finn seja feliz com a Annie. – Sorri. –Ele encontrou o amor e quero que tudo fique bem.

—Você também encontrou o amor e o nome dela é Katniss Everdeen.

—Ela disse que vai lutar por mim.

—Essa menina é um amor e as coisas vão ficar muito bem por aqui quando o seu avô aceitar que ela é uma boa princesa.

—Sim. – Olhei para a Effie. –Meu avô não a quer por não ter contatos com gente que tem poder.

—Eu conheço umas pessoas da Itália e meio que falei da Katniss. – Eu fiquei surpreso. –A princesa gostou da Katniss.

—Da Itália? Meu avô quer fazer negócios com esse pessoal. – Eu abracei a Effie. –Obrigado por querer ajudar a Katniss.

—Eu faço isso para que ela fique bem e que mostre ao seu avô que pode ser uma princesa.

—Ela vai ser a melhor.

—Sim.

—Effie. – Cinna chegou bem rápido. –A sua sorte é que eu estava aqui do lado.

—Ainda bem e você é um anjo por ter vindo aqui mesmo cansado. – Effie abraçou o Cinna. –Precisamos muito de sua ajuda.

—Será um prazer ajudar. – Cinna me viu e fez uma reverência. –É muito bom te ver, Peeta.

—Eu digo o mesmo.

—Vamos até o quarto e você vê o que precisa ser feito. – Fomos até o quarto e as meninas olharam para o Cinna. –Essa é a Annie e ela precisa da sua ajuda.

—Vai ser um prazer. – Ele se aproximou da Annie e a olhou por uns segundos. –Acho que você ficaria linda de cabelos vermelhos.

—Será? Eu sempre fui morena e mudar é uma coisa grande.

—Mas vai ser bom. – Katniss disse. –Você vai ficar linda.

—Obrigada. – Annie sorriu. –Vocês são incríveis.

—Então vamos ao trabalho.

Fui com a Effie para a cozinha e ficamos conversando sobre isso tudo, ela me contou como tudo tinha acontecido e disse que ficou muito preocupada com o que poderia acontecer com o casal depois de hoje, também fiquei muito preocupado quando descobri o que tinha acontecido. Já estava caindo de sono quando as meninas apareceram, a Annie estava com os cabelos vermelhos e estava usando lentes de cor castanho e também tinha um óculos para ajudar no disfarce, ainda bem que isso estava resolvido e agora a Annie vai ter que trabalhar no castelo. Ficamos um tempo na cozinha e logo veio o Cato, ele mostrou a foto que tinham tirado e as meninas mostraram o casaco do uniforme do Finn que também estava com sangue, parecia até que ele tinha sido mesmo chicoteado. Depois da conversa eu e a Katniss fomos para o quarto descansar um pouco, assim que deitei na cama não demorei muito a pegar no sono.

Notas finais
O que acharam do capítulo? E não esqueçam de comentar. Bjssss.