A Segunda Seleção.

7 Minha capacidade de arruinar a vida dos outros.


Notas iniciais
~> Desculpe a demora.
~> Obrigada as oitos lindas meninas que favoritavam a minha finc, vocês fazem o meu mundo mais alegre.
~> Esse capítulo está o pior de toda a finc (isso é verdade), por favor deem suas opiniões.
~> Bjks* para todas as lindas que deixaram suas reviews, minha finc não seria nada sem o apoio de vocês.

Eu acordara antes de todos do castelo, quer dizer quase todos. O sol já projetava seus raios iluminados sobre a minha janela e já acordava animais que habitavam a pequena floresta antes dos muros do castelo, além de que muitos empregados já estavam a horas em suas tarefas.

Enrolei-me num robe que estava jogado em cima de minha penteadeira e calcei minhas pantufas, nem olhei como estava minha cara no espelho. Pois já tinha uma breve noção de que ele estava inchado e vermelho de tanto que chorei ontem à noite.

Abri devagarzinho a porta e olhei várias vezes para os lados, tendo certeza de que nenhum guarda apareceria e estragaria meus planos.

Com cuidado fui andando pelos corredores mal iluminados do castelo, olhando muitas vezes para todos os lados. Sentia no fundo de mim mesma que o que eu estava fazendo era extremamente errado e que poderia trazer consequências drásticas para nosso reinado e nosso povo, mas eu ás vezes tinha que pensar em mim mesma e em minha própria felicidade.

Continuei caminhando com passos leves como os de um gato, até parar perto de uma parede cor de caramelo meio dourado, havia um quadro de um cavalo pendurado no centro da parede, eu encostei num local com um pequeno relevo imperceptível, que somente quem conhece realmente bem o castelo saberia que ele existi, e o empurrei.

A parede de afastou, deixando uma brecha grande o suficiente para mim passar, eu entrei e liguei a luz.

No pequeno esconderijo havia várias caixas empilhadas, algumas furadas e com seus conteúdos transbordando, o cheiro de mofo e local fechado fez com que tudo girasse e eu me senti a claustrofobia me atingindo com força.

Eu agarrei várias e as abri quase na base da pancada, quando olhava para dentro delas muitas vezes sentia vontade de vomitar, realmente deveriam cuidar mais de lugares assim no castelo.

Senti algo caminhando em cima de meu pé esquerdo, olhei para baixo e vi um rato asqueroso e nojento comecei a gritar que nem uma garotinha, dei pulos e chorei histericamente.

Até que ele saiu de cima de mim, eu pulei para trás e senti o ar indo fugindo todo de mim, um calor intenso e uma sensação de algo macio e úmido em minhas costas, vir-me-ei e minhas mãos tocaram o que eu procurava.

Um vestido amarelo berrante, com babados e flores azuis e vermelhas espalhado por tudo quanto era canto do tecido.

(...)

Era uma hora em ponto e eu acabará de sair de um almoço tenso e delicioso, empregados e guardas circulavam a toda os cômodos do castelo, como se esperassem que algo novo aparecesse cada vez que eles olhassem. O mesmo guarda me perguntara mais de dez vezes se estava tudo bem e uma empregada empilhará mais de quatro vezes a pilha de revistas.

Todos pareciam tensos e por isso dedicavam mais aos seus trabalhos, eu podia ouvir seus corações palpitando e suas respirações eram rápidas demais para serem contadas, isso fazia com que tudo parecesse zumbir ao meu redor e causava um estresse incomodo.

Subi para o meu quarto, rápido de mais para uma princesa, mas com delicadeza necessária para parecer que eu desejava ficar linda para o príncipe Lucas, por isso ninguém me lançou olhares severos e deu brocas ameaçadoras.

Entrei no meu quarto recém ajeitado e passei os dedos rapidamente por todas as teclas do pianos, criando a minha sinfonia preferida, dei um gritinho antes de entrar no banheiro e tomar um banho demorado.

Quando sai, deslizei o vestido por sobre meu corpo, ele caiu como água em mim. Prendi meus cabelos em um coque moderno e passei apenas uma base e gloss, borrifei perfume em meu pescoço e coloquei o relicário de meu irmão, as sapatilhas eram em vermelho vivo.

Quando passei pelos corredores agora amontoados de gente recebi olhares surpresos.Nunca alguém havia me visto com uma roupa tão horrível com certeza.

Desci meio que correndo as escadas, os pequenos saltos das sapatilhas fazendo barulho no chão, minha mãe que estava tomando chá com meu pai em frente a uma grande janela me olhou surpresa e papai começou a rir histericamente.

— Ando você vai vestida desse jeito? — perguntou ela curiosa.

Sorri para ela afetadamente.

—Vou ver meu noivo.

Sai correndo antes que ela pudesse me obrigar a subir e trocar de roupa, mas antes meus ouvidos levaram a bronca que mamãe deu em papai por estar rindo o que o fez rir mais ainda.

Parei de correr dois segundos antes de adentrar o jardim, passei pelo banco onde meu pai e minha mãe haviam se conhecido e sai rumo as lindas flores que plantavam a algum tempo.

Eu o vi antes de ele me ver, ele não usava colarinho e gravata como os homens da realeza sempre pareciam estar, usava uma blusa simples de manga longa branca e uma calça escura, seus pés estavam descalços e em seus cabelos não haviam nenhuma gota de gel deixando que eles voassem livremente.Ele era bonito, isso eu tinha que admitir.

— Oi. — disse timidamente.

Quando seus olhos me encontraram, senti como se fosse desmaiar. Eu não deveria ter sido tão baixa ao pensar que ele se importaria com minha aparência, papai me disse que a mãe dele havia ensinado a amar os nossos olhos, as nossas lágrimas os nossos sorrisos e eu pensando que ele não me desejaria caso eu estivesse mal vestida.

Ele sorriu e caminhou até mim, sua mão era macia contra a minha quando ele a pegou e me puxou consigo. Meu coração parecia prestes a sair pela boca, senti como se eu fosse derreter, desejava com toda minha vontade que ele largasse minha mãe e se afastasse de mim, eu não desejava estar ali...nem com ele, nem com ninguém.

Ele apontou ainda sorrindo para uma toalha estendida em frente a uma enorme árvore, uma cesta repousava de um lado e estavam colocados em ordem vários dos meus doces preferidos.

Tirei as sapatilhas dos meus pés e sentei-me em cima de minhas pernas, Lucas se sentou do outro lado da toalha, peguei um copo dum suco vermelho vivo tomei um gole e o gosto de melancia e salsa preencheu minha boca dando uma adocicada suavidade a tudo.

— Bem Srta.Lanna, como está? — ele finalmente quebrou o silencio que eu achava ser imortal.

— Eu estou ótima e o senhor?— respondo educadamente.

— Que tal pararmos com essa formalidade, logo, logo não seremos mais simples conhecidos.

Respiro fundo e sorrio docemente como se achasse bom o que ele tinha acabado de sugerir, mas por dentro queria quebrar a jará de vidro cheia de suco na cabeça.

Continuamos assim com aquele silencio por o que se pareceram horas, ele não falava nada e eu nem tinha vontade de falar, mas naquele silencio eu senti que havia algo que eu precisava saber.

— Você conhece Alice há muito tempo? — ouço minha voz perguntar antes que eu tenha tempo de fazer com que ela ficasse trancada em minha garganta.

Não olho para ele, mas sinto que ele está desconfortável, toma um longo gole de suco antes de ousar falar algo.

— A conheci ainda ontem. — ele estava me escondendo algo...eu tinha certeza.

—Sério?Como é possível que uma pessoa crie tanta intimidade com outra em tão pouco tempo. — falo devagarzinho com receio que ele perca alguma palavra minha.

Ele engole em seco e desvia seus olhos do meu rosto, ele sabe que eu sei que ele está me escondendo algo.

—Gosta desse lugar? — ele pergunta desviando do assunto.

—Sim, mas acho que você irá gostar mais quando levar Alice para passar por aqui, do que eu.

Ele suspira.E eu sorrio internamente, eu conseguirá retirar a paciência dele e me setia satisfeita com isso.

Alevanto-me e chacoalho meu vestido para retirar um pouco da grama que parece que flutuou até ela, coloco a sapatilha e sorrio para ele, começo a me afastar, mas algo me impede.

Viro com meus olhos cravados na mão dele em meu braço, alevanto meus olhos sentindo a raiva borbulhar de meu peito.

— Solte o meu braço. — sibilei.

Ele apertou meu braço com mais força, e eu cravei minhas unhas no seu antebraço, seus olhos estavam perdidos e furiosos, havia algo nele que eu poderia chamar de descontrole ou desabafo, ele tentava se controlar, mas dava para perceber que sua parte ofensiva falava mais alto de que sua sanidade.

Arranquei meu braço de suas mãos e fiz meus olhos se encherem de lágrimas, eu nunca gostava de que me enfrentassem ou ao menos tentassem me tocar sem minha permissão, seus olhos se suavizaram e eu lancei-lhe um olhar gélido.

— Não devia ter feito isso — falei, ele me olhou com desdém como se não acreditasse na minha capacidade de arruinar a vida dos outros.

Notas finais
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