A Second Change For Us

13 Sonhando com o passado


Notas iniciais
Chegueiiii!!! Gente, minhas sinceras desculpas pela demora, ok? Eu me sinto culpada por ficar tanto tempo sem postar por isso eu estou postando agora. Na próxima semana terá maratona! YEEEEP!! Entonces, esse capitulo vai ser um sonho da Pips, ok? Prestem atenção pq vai ser importante no futuro! Aproveitem! LEIAM AS NOTAS FINAIS

Uma música tocava ao fundo, mas especificamente, Royals. Aquela era tecnicamente a música da minha vida. Um espelho apareceu na minha frente e eu parecia ter voltado aos meus sete anos usando trancinhas no cabelo e um vestido verde. Eu abri um sorriso sem motivo e vi um pequeno espaço entre meus dentes. Olhei para baixo e bati minhas sapatilhas vermelhos como vi uma vez em O Mágico de Oz.

– Pipes? Já está pronta, filhinha? — a voz veio acompanhada de meu alguns anos mais novo e entrando pela porta do meu quarto.

Ele me levantou colocando-e no colo e me girou. Eu ria de maneira livre e espontânea. Naquela época, papai ainda não era tão famoso como agora. Ainda morávamos no subúrbio de Seattle. Ainda não éramos ricos.

Um lampejo embaçou a minha visão e eu já não estava mais no meu quarto, meu pai não estava mais ao meu lado. Agora eu tinha um poco mais que dez anos e estava na escola. Era hora do lanche.

Sozinha. Sentada afastada de todos. Sim, nesse tempo eu já era quase invisível. Via ao meu redor um grupinho de meninas falando mau de todos os alunos, foi quando a conversa chegou em mim.

– Vocês já viram os sapatos que a McLean estava usando hoje? Duas palavras... Hor-rível! — falava Drew Tanaka, a líder das líderes de torcida. Mesmo sabendo que ela era tão burra que não conseguia ao menos que horrível era uma palavra só e que estava soletrando de forma errada, aquilo me atingiu e minhas lágrimas caiam no macarrão requentado da escola.

Uma menina morena de cabelos negros e olhos azuis apareceu chamando a atenção de todos. Era minha irmã mais velha, Silena Beauregard.

– Oras Drew, se você ao menos soubesse ler, e acompanhasse a moda, saberia que os sapatos que a minha irmã usa são a última tendência em Londres. Mas é claro que com a roupa e o cérebro minúsculo você não sabe. — Falou Silena humilhando Drew na frente de todos.

Um sorriso de gratidão se abriu no meu rosto que a pouco estava manchado pelas lágrimas. Um piscar de olhos foi a resposta seguido de um sorriso. Silena me protegia na escola de Drew e suas seguidoras. Mas aí ela foi pra faculdade e eu fiquei só.

Sou atingida por um copo d'água e começo a tossir de olhos fechados compulsivamente. Quando abro os olhos já tenho treze anos.

Eu estava ao redor da fogueira junto com mais alguns adolescentes. Usava um moletom preto e estava encolhida como se me afastasse da luz passando quase despercebida. Olhei para o lado e vi Dylan.

Dylan era na época o garoto mais cobiçado pelas garotas do meu ano e de outros. O galã do colégio. Seu sorriso branco estava iluminando mais do que a própria fogueira, seus cabelos castanhos claros estavam desarrumados como sempre e seus olhos estavam me encarando mais do que o normal. Para algumas garotas isso era bom, mas pra mim não. Eu não gostava dele, se algo acontecesse entre nós chamaria muita atenção pra mim.

Uma brincadeira começou após os monitores irem buscar alguma coisa no carro que estava a quinze minutos de onde estávamos. O nome era Escolha e beije, o nome já diz tudo, rodava a garrafa e em quem a garrafa parava poderia escolher alguém para escolher. Era muito parecido com o jogo da garrafa. Todos formaram uma rodinha e eu fiquei do lado de fora, mas perto, apenas observando.

A garrafa parou em Dylan. Este sorriu malicioso.

– Quero beijar a Piper. — ele declarou fazendo todos se virarem pra mim.

– Hmm, eu não estou jogando só vendo. — respondi encabulada.

– É apenas um beijo McLean, está com medo? — ele perguntou. Sim, eu estava com medo, era o meu primeiro beijo.

– C-Claro que não. — falei baixinho e ele se aproximou de mim. Demorou apenas um minuto para que ele pressionasse seus lábios contra os meus. Eu me toquei segundos depois e fechei os olhos retribuindo o beijo.

Abri os olhos novamente e a imagem da fogueira não estava mais lá, as pessoas não estavam mais lá, pelo menos não as do acampamento.

Eu estava no chão, melhor, na lama, minhas roupas estavam sujas, minhas mãos ardidas, minha trança quase desfeita e Drew na minha frente.

– Que pena Cinderela, já é meia noite e acabou o seu feitiço. Hora de voltar a ser a gata borralheira, sua coisa. — ela falou maquiavelicamente com seu vestido de festa rosa claro.

Era o baile da escola, tínhamos quinze anos agora, a escola promoveu um baile para os alunos. Eu estava com vestido de gala lilás um pouco acima dos joelhos com saltos dourados, na verdade, agora um dos saltos estava quebrado. Drew me jogara ali depois que eu fui coroada rainha do baile ao invés dela. Era contraditório uma invisível ganhar esse prêmio, principalmente depois que eles descobriram que eu era aluna do colégio que frequentei quase que a vida toda.

– O que está acontecendo aqui? — perguntou o garoto novo, Jason Grace, badboy e popular, o par de Drew.

– Nada, gato. — ela falou com a voz manhosa — Apenas conversando com a gata borralheira.

Jason adquiriu uma expressão rígida travando o maxilar.

– Você não é mais o meu par. — ele falou entre dentes surpreendendo a mim e á Drew — Qualquer pessoa com o mínimo de compaixão não faria o que você fez com ela, mesmo que ela seja uma invisível para a maioria do colégio. Posso ser revoltado com a vida, mas eu tenho compaixão.

Ele chegou até mim, me ajudou a levantar e me guiou até seu carro me depositando lá. Entrou no banco do passageiro e fechou a porta sorrindo pra mim.

– Onde é a sua casa? — ele perguntou como se nada tivesse acontecido.

– Como? — eu respondi ainda chocada.

– Sua casa. Acho que a festa acabou pra você depois que se sujou de lama. — ele riu do próprio comentário sem tirar seus olhos de mim.

– Conhece o Pimentine dancin' ? — perguntei e ele assentiu — Me deixe lá.

– Você mora numa danceteria?

– Perto. Não quero que saiba onde eu moro.

Ele não falou mais nada, apenas me deixou no local onde eu pedi. Saí do carro e olhei para trás. Ele continuava ali, mas do que depressa voltei e me apoiei em uma das portas e coloquei minha cabeça pra dentro do veículo.

– Por que fez aquilo? — perguntei o que estava martelando em minha cabeça.

– Como eu disse, você é invisível para a maioria do colégio, mas eu nunca fiz parte da maioria. — ele disse com aquele sorriso torto se aproximando de mim. Depositou um beijo em minha boca rapidamente e saiu em disparada dando tempo apenas para eu me afastar.

Aquele foi o meu segundo beijo.

A fumaça que saía da roda de seu carro contra o asfalto transformou novamente a minha visão.

Eu não estava mais dentro das minhas memórias, eu estava dentro do filme da minha mãe. O nome do filme era Uma Segunda Chance Para Nós, na cena ela estava na janela olhando para as estrelas cantarolando uma música romântica qualquer, então ela contradisse o roteiro e se virou pra mim.

– Piper! — ela falou sorrindo meu nome.

– Mamãe? Como? Como a senhora pode estar falando comigo? — eu perguntei a abraçando enquanto lágrimas rolavam pelo meu rosto.

– Piper, quantas saudades eu tenho de você minha querida. Veja só, já está moça! Sinto por você e pelo seu pai. Eu os amo tanto e Silena também. — ela falou com sua melodiosa voz.

– Eu também sinto a sua falta, a senhora não faz noção do quanto.

– Sei sim meu amor, sinto que isto seja apenas um sonho e que eu seja seu subconsciente falando mas... Não tema o amor, minha petite. — ela falou com as mãos suaves em meu rosto.

Minha voz não saía. Ela tinha que ser minha mãe. Eu queria que fosse.

– Você está confusa, meu amor, sei que está. Isso já aconteceu comigo, desconfianças no amor. No seu caso é aquele garoto, Jason Grace, você precisa saber que mesmo sendo um badboy por fora ele é puro por dentro. Você nunca será da realeza meu amor, lamento dizer, nunca ligou pra isso eu sei. Esqueça o passado e construa seu futuro. Assim ao menos será reconhecida. Amo você.

– Mas o que Jason tem a ver com isso?

And we'll never be royals

It don't run in our blood

That kind of lux just ain't for us

We crave a different kind of buzz

– Essa é a minha deixa, e quanto ao Jason, ele é....

She's got eyes of the bluest skies
As if they thought of rain
I hate to look into those eyes
And see an ounce of pain

O toque do meu celular tocou, o refrão de Sweet Child O'Mine do Guns N' Roses, meu alarme para acordar e ir pra aula. Pela letra da música, provavelmente já estava tocando a tempos.

Falava sobre os olhos azuis de uma garota, azuis como o céu. Comigo não era uma garota, era um garoto e que de acordo com a música e a minha vida trazia a nossa dor em seus olhos.

O sonho ainda passava pela minha cabeça, as lembranças, o beijo no cais. Seria amor para Jason Grace? Uma Segunda Chance Para Nós.... Era uma indireta?

Não quero sofrer de novo, mamãe, onde quer que você esteja.

Notas finais
Postado! Me desculpem mesmo pela demora, ok? Eu ainda não revisei o capítulo, então qualquer coisa me avisem, combinado? O capítulo vai ser importante no futuro, o que acharam de Afrodite? Eu simplesmente quase chorei nessa parte. Não tenho quem agradecer porque ninguem favoritou, recomendou ou algo do tipo. Me sinto alone. Me tirem dessa depressão. Quero reviews e quero que seja mais que sete já que tenho 33 acompanhando. Visitem minhas outras fics é só ver no meu profile. Garanto que são legais. (Y) ~~ Musiquinha de suspense ~~~ O que vai acontecer agora? Será que a Pipes vai voltar pro Jason? Entenderam a indireta. Até a próxima, muchachos e muchachas, Laísm (ainda não fui no méxico mas pelo menos sei espanhol)