A Second Change For Us
7 A casa caiu! / Leyna???
Notas iniciais
Sabe aquela expressão de ser salva pelo gongo? Pois é, comigo as coisas são diferentes, na verdade eu fui salva por causa da chuva. (N/ Piper: valew pela participação aí Tio Popo e Tia Zeuza) (N/Poseidon: Tio Popo um minotauro! Mais respeito com os deuses!) (N/Zeus: Poisé !) (N/Piper: Foi mal :I). Enfim, é melhor eu explicar essa história direito.
(FLASHBACK ON)
— Piper, que parada é essa? E por que o Jason é um idiota? — pergunta Thalia.
Eu olhei pra Jason e realmente pensei em dizer tudo o que aconteceu entre nós, deixando ele com uma imagem negativa, mas eu não posso fazer isso. Não posso, porque assim eu estaria me rebaixando ao nível dele e essa é a última coisa que eu iria querer.
— Eu e ele nos conhecemos em Seattle. Foi mal por tratar seu irmão assim, mas quando nos falamos pela última vez não fomos realmente amigáveis e acho que nenhum de nós dois superou isso muito bem. — falei surpreendendo ao Jason e até a mim mesma.
— Como assim não foram muito amigáveis? — perguntou Luke. Thalia parecia ter engolido a resposta, mas também parecia ansiosa por esta.
— Desculpa aí, cunhadinho, mas essa resposta não vai rolar e é tudo o que vamos dizer. — Jason falou me deixando de queixo caído. FALA SÉRIO, O QUE ACONTECEU COM O JASON GRACE INSENSÍVEL E METIDO A BAD BOY?
Reyna ia abrindo a boca pra falar algo, mas ao invés disso sentimos gotas de água caindo do céu e algumas garotas gritando e reclamando por causa da chapinha no cabelo.
— Acho melhor sairmos daqui, senão vamos pegar um resfriado. — falei. Nem esperei eles toparem, eu simplesmente saí correndo e agradecendo mentalmente a Zeus, Poseidon ou seja lá qual for o deus da chuva.
(FLASHBACK OFF)
Fui direto pro quarto, assim que cheguei lá entrei no banheiro escovando meus dentes e depois colocando o meu pijama que era basicamente uma calça moletom preta e uma blusa dos Lakers.
— Gostei do pijama.- falou Reyna atrás de mim — Espero que saiba que não me convenceu com aquela historinha pra dormir.
— Como pode ter tanta certeza? — falei tentando persuadi-la.
— Piper, você não sabe mentir, talvez os outros tenham acreditado, mas eu não e depois pra mim ficou mais do que óbvio que você o odeia. E então vai contar logo ou devo arrancar de você?
Ela me manda um olhar que parece me atravessar procurando qualquer vestígio de mentira para arrancar de mim. Deu medo.
— Nossa, o que foi isso? Por um segundo pensei que fosse me matar! — digo tentando mudar de assunto — Onde foi que você aprendeu a fazer isso?
— Vendo Elementary e Hostages. — ela disse como se não fosse nada, mas eu suspeitava que a série de TV fosse na verdade The Walking Dead. — Agora desembucha, McLean, ele faz parte daquela coisa que você me falou né?
Parece que as coisas estão ficando cada vez melhores pra mim, não? NÃO! Primeiro foi o Jason, depois o interrogatório parte 1 e agora o interrogatório parte 2. Pelos deuses, parece que eu estou sendo perseguida pelo Espírito dos Filmes de Terror. MAS ela não vai me deixar em paz enquanto eu não falar pra ela. Fazer o quê?
— Beleza. A história é longa, então sugiro que se sente e pegue dois copos de café pra gente. O meu com bastante creme.
Para minha surpresa, ela assentiu e dentro de alguns minutos, lá estávamos nós sentadas na cama king size de Reyna.
— Já pode começar. — ela falou.
É agora ou nunca. Se bem que eu prefiro o nunca.
— Você sabe com quem Afrodite era casada antes de morrer? — perguntei à ela. Talvez houvesse um atalho em que eu não tivesse que falar obrigatoriamente tudo.
— Claro. Era Tristan McLean, certo? Se não me engano você é filha dele também.
— Certo. — eu suspirei não acreditando que ia mesmo fazer aquilo — O fato é que depois que minha mãe morreu, ele ficou muito mais ocupado do que já era antes.
— E o que isso tem a ver com Jason?
— Por causa disso, eu tentei chamar a atenção dele, SÓ a dele, portanto eu comecei a ficar com a terrível mania de (ARGH!) roubar coisas. — eu continuei como se não tivesse sido interrompida pela pergunta de Reyna.
Ela soltou um grito abafado de surpresa.
— Continua.
— Bom, isso chamou a atenção dele nos primeiros momentos, mas depois nem tanto e eu fui deixada de lado novamente, só que eu não parei exatamente e foi assim que conheci ELE.
— Jason?
Eu assenti pra ela.
— Ele era diferente, sabe? Eu queria ser invisível e consegui e ele era o único que parecia me ver.
— E o que aconteceu?
— Eu fiz a coisa mais estúpida da minha vida. Eu namorei com ele e em troca ele fez uma coisa horrível comigo, então eu terminei com ele.
— Deuses, ele partiu seu coração, não foi? Por isso a música.
— É. Parece que você entendeu a música com a indireta.
— Mas... — Reyna ia falando quando a luz acabou e um raio ribombou no céu. 7 minutos depois uma voz feminina gritava no corredor.
— VAMOS LÁ, GAROTAS! ISSO NÃO É UMA SIMULAÇÃO! VAMOS TODAS ATÉ O PRÉDIO DO PÂNICO! LEVEM SEUS COBERTORES E TRAVESSEIROS! SERÁ UMA NOITE BEM LONGA!
Saímos do quarto equipadas de lanternas, travesseiros e cobertores.
— Por que estamos indo pra lá? — perguntei à Reyna enquanto nos diríamos para o prédio indicado.
— Porque, segundo o regulamento, não podemos ficar nesse prédio durante tempestades.
— E como é esse prédio do pânico?
— É igual a um quarto do pânico, só que sem a parte do espaço incrivelmente claustrofóbico. Acho que o Valdez gosta quando isso acontece.
— Por que? Ele é claustrofóbico?
— Não, ele é desesperado mesmo. — ela diz e olha minha expressão de confusão — É que quando essas ocasiões acontecem os meninos e as meninas dormem juntos.
— Ahhhh! E o Leo se aproveita disso, né?
— Isso mesmo.
— Você deve gostar também, não é?
— E por que eu gostaria de dormir no chão?
— Porque o Valdez vai estar por perto.
— Ainda não vejo motivo de alegria.
— Qual é, Reyna? Eu sei que você gosta dele.
— Nem depois da minha morte. — ela diz fazendo uma careta pra mim.
Finalmente chegamos ao prédio que tinha um tom verde que, segundo Reyna, ajudava os alunos a ficar calmos.
Fomos até o grupo onde estava o pessoal E Jason. Que legal, vou passar a noite com o canalha do meu ex.
— Hola, señoritas! Ficaram felizes quando descobriram que passariam a noite comigo? — perguntou o Valdez.
— Depende muito do contexto. Se for a mesma situação que estamos agora então... NÃO!
— Parece que alguém aqui está de TPM. — falou Leo. Sério que esse garoto não tem medo de morrer?
— E parece que alguém aqui quer ser vítima de assassinato. — falou Reyna no mesmo tom de deboche que Leo tinha usado, porém o seu olhar deixava claro que não está de brincadeira.
— É eu tô achando que a Reyna tá no seu momento de Ice Queen. Aproveitem que ela vai fazer sundae pra gente com o seu olhar gelado.
Todos rimos da fala de Leo, menos ela. ATENÇÃO...Reyna matando Leo em 3... 2... E Piper salva o dia, ou melhor, noite.
— Então, onde vamos dormir? Quero dizer vamos dormir no chão? — pergunto desviando a atenção de Reyna. Sim, eu sou Piper, super heroína em meio expediente.
— Com medo de aranhas e baratas, McLean? Parece que você ficou medrosa. — falou o ser repugnante chamado Jason.
— Quem disse que é medo? Eu apenas não estou a fim de dormir como você dorme. — falei fuzilando ele com o olhar porque isso não é exclusividade da Reyna.
— Ok. Vamos manter o clima de paz aqui, certo? — perguntou Annabeth.
— Isso! Que tal se jogassemos verdade ou consequência? — quem quiser matar o Percy entra na fila que eu já sou a primeira. Fato sobre mim: eu não gosto desse jogo.
— Que tal se eu te atirar desse prédio, Jackson? — pergunta Reyna irônica. JÁ disse que gostei dela? Pois é, agora eu AMO ela.
— Calminha aí, Ice Queen, e que tal se jogássemos 3 desejos? — tenho que dizer que essa ideia foi do Valdez? Acho que não.
— Como se joga isso? — pergunta Luke. CARAMBA, O LUKE TAVA AQUI? VEIO DO ALÉM.
— É SIMPLES! — garantiu Leo — Você tem que escolher uma pessoa de olhos fechados e completamente tonto, depois você tem que descobrir quem é só tocando uma parte do corpo da pessoa e, por último, se acertar, você diz o que ela tem que fazer, tipo um mico.
— E se errar? — pergunto.
— Aí ela escolhe algo pra VOCÊ fazer.
— E quantas chances tem pra acertar? — pergunta ele.
— Uma.- responde Leo — E aí, partiu?
— Partiu. — respondeu Thalia.
— Então que os jogos comecem e que a sorte esteja sempre ao seu lado. — fala Leo.
— Valdez, aprenda, falar como o povo de Panem não fará você sair do distrito 12 e nem te poupar de ser tributo. — fala Reyna — Agora vamos começar com essa palhaçada.
Fizemos uma roda e Leo disse que iria começar. Ele girou até ficar tonto, acho que na minha vez eu vou pedir pra comer FDL que é melhor, enfim ele acabou apontando pra Reyna e para descobrir quem era ele acariciou seu rosto suavemente.
— Reyna, dulzura, eu sei que é você. — disse Leo.
Todos tiveram a mesma reação: choque. Certo, agora que ele acertou vai abrir os olhos e fazer seu pedido.
Ele abriu os olhos e se aproximou mais de Reyna. Ele estampava um sorriso malicioso. Alerta de merda disparando! A casa caiu, preparem a pipoca e o refri.
— Eu quero um beijo seu. — ele disse e apontou pra sua boca — Bem aqui.
Oh. My Gods.
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