A Salvadora do Olimpo: O Inimigo
15 Nosso reencontro
Notas iniciais
Estávamos quase chegando em Manhattan. O sol estava realmente quente, não como num dia normal de sol. Parecia que Manhattan estava dentro de um forno.
—Está muito quente aqui. – disse Katy.
—Eu não me incomodo com o calor. – disse Alana.
—Você é filha do deus do Sol, claro que não se incomoda! – contrapôs Katy.
—Meninas! – exclamei. – Katy beba água, deve ajudar.
Ela bebeu um pouco d’água. Alana segurou o riso.
Andamos um pouco mais até chegarmos a um prédio não muito alto, com janelas quebradas e pichações nas paredes.
—Eu conheço este lugar. – disse Alana. – Era aqui que eu vinha com minha mãe para consertar o carro. Já faz tanto tempo. Não sei como me lembro disso.
—Pelo menos a gente sabe que aqui era uma mecânica. – disse Katy. – Vamos entrar?
—Tenho um pressentimento ruim sobre isso. – falei.
—Mas Sarah, Percy e Annabeth podem estar ai! – disse Alana.
—Eu sei, mas há outra coisa além de Percy e Annabeth lá dentro.
—Então vamos ajudá-los! – disse Katy.
Fomos até a entrada do prédio.
Quando entramos, empunhamos nossas armas. O interior do prédio era muito abafado, sendo que havia ventiladores ligados.
Havia três corredores na nossa frente.
—Por onde vamos? – perguntou Alana.
—Acho que teremos que nos dividir. – falei.
—Mas, como vamos nos comunicar? – perguntou Katy. – Se alguma de nós achar Percy e Annabeth, as outras precisam saber.
—Eu não sei Katy. Temos que fazer do jeito mais difícil. – falei. – Katy vai no corredor da esquerda, Alana no da direita e eu no do meio.
Elas concordaram e seguimos nossos caminhos.
O corredor estava completamente escuro. Não havia sons, nem mesmo vozes. Continuei andando mesmo assim.
Parei de andar quando percebi que a passagem por onde eu entrei havia se fechado.
Espero encontrar Katy e Alana no final, pensei.
Quando avistei uma luz no fim do túnel, parecia que eu tinha tirado um peso das minhas costas.
Corri até o final do túnel. Quando cheguei, Katy e Alana estavam conversando uma com a outra.
Me aproximei e perguntei:
—Acharam alguma coisa?
Elas perceberam que eu estava ali.
—Não, nada. – respondeu Katy.
—Vocês estão bem? – perguntei.
—Estamos. Não precisa ficar fazendo tantas perguntas. – reclamou Alana.
Ouvimos um rugido vindo de uma sala próxima.
—O que foi isso? – perguntou Katy.
—Parece que vem daquela porta. – respondeu Alana, indicando a porta no canto da sala.
—Vamos. – falei, indo até a porta.
O rugido ficou mais intenso. Peguei Graecus e toquei a maçaneta.
—Prontas? – perguntei. Elas se armaram e assentiram com a cabeça.
Abri a porta e lá estavam Percy e Annabeth jogados no chão, desacordados. E lá estava ele.
Aquele manticore não parava de me seguir! Eu não o aguentava mais.
Ele rugiu para mim.
—Sarah o que faremos? – perguntou Katy.
—Eu não sei Katy. – respondi.
O manticore avançou na minha direção.
—Alana! – chamei. – O arco!
Parece que ela havia entendido, porque pegou o arco, armou e atirou a flecha no manticore.
Ele parou e olhou para Alana, avançando em sua direção.
Corri atrás do manticore, que não me notou. Alana continuava atirando.
Quando o manticore encurralou Alana e parou na sua frente, cortei as suas pernas traseiras com Graecus. O manticore rugiu e arranhou o braço de Alana, que gritou de dor e caiu no chão.
O manticore caiu no chão, rugindo mais alto que o normal.
Por fim, o seu rugido cessou e o manticore morreu.
Contornei o manticore e me agachei ao lado de Alana.
—Você está bem? – perguntei. O arranho estava horrível. Estava sangrando mais do que o meu nariz.
—Estou bem, foi só um arranhão. – respondeu ela. – Estou bem, não se preocupe. Vou fazer um curativo. Onde está Katy?
Katy estava junto com Percy e Annabeth, já acordados.
—Katy! – chamou Alana. – Venha aqui agora antes que eu quebre o seu CD da Katy Perry que está dentro da minha mochila!
Katy se levantou e correu até Alana.
—Você não teria coragem de quebrar o meu CD! – disse Katy, se agachando ao lado de Alana.
—Cala a boca e me ajude a curar meu braço! – ordenou Alana.
Levantei-me e fui ver como estavam Percy e Annabeth.
—Nunca mais vou ao Mundo Inferior com você, Jackson. – falei, lhe dando um sorriso.
—Da próxima vez eu não te convido! – disse ele. – Me ajude a levantar.
Ofereci a mão a ele. A mão dele estava suada. Ele ajudou Annabeth a se levantar.
—Acho que podemos ir embora. – disse Annabeth. – Katy já acabou de fazer o curativo de Alana.
—É acho que está na hora. – respondi.
Quando nos viramos, uma voz disse:
—Não tão rápido, filha de Zeus.
Quando me virei, estava cara a cara com Hades.
—Achou que iria escapar de mim tão fácil assim?
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