Notas iniciais
Hey, galeri! Sinto muito por não ter postado esses dias, minha vida anda meio agitada. Mas estou de volta e tentarei verdadeiramente postar um capítulo por dia. Aproveitem esse capítulo! Se estiverem gostando, comentem e deem a sua opinião, isso ajuda muito mesmo e eu agradeço! :D

—Sarah, o que você está fazendo? – perguntou Katy.

Não prestei atenção nela. Estava andando apressada em direção à saída do shopping quando, de repente, ouvi pessoas gritando.

Quando olhamos para trás, havia um homem de terno preto. Sua pele era muito pálida, quase branca, tinha cabelos negros desarrumados.

Ele estava andando na nossa direção. Quanto mais ele se aproximava, mais as pessoas gritavam.

Um arrepio percorreu meu corpo. Ele estava na minha frente, seus olhos eram escuros como um buraco negro sem fim.

Eu estava paralisava, não conseguia me mover ou falar. Katy e Alana, provavelmente, estavam assim também.

—Filha dos céus, você é tão esperta. – disse o homem. – Boa viagem.

Uma névoa escura envolveu meu corpo e senti que estava caindo.

Eu estava deitada numa cama macia e confortável. O quarto era feito de obsidiana nas paredes e o piso de mármore branco.

—Olá, Sarah. – cumprimentou uma voz conhecida.

Sentei-me na cama e quando me virei lá estava Nico di Angelo, sentado em uma cadeira ao lado da cama, com seus cabelos negros e sua pele pálida.

—Sentiu minha falta? – ele perguntou e se aproximou um pouco. – Você deve estar com fome, tome um bolinho.

Ele me deu um bolinho, mas não o comi. Olhava para os seus olhos, tão escuros e profundos.

—Por que você está contra nós, Nico? – perguntei.

—Porque, não sou eu que estou com raiva de vocês, é meu pai. Perséfone encheu a cabeça dele!

Coitado do Nico. Ele não tem culpa de ter Hades como pai.

—Mas, por que você está do lado dele?

—Porque ele me prometeu que traria minha mãe e Bianca de volta.

Lembrei-me daquele dia na praia, no acampamento. A menina da foto era sua irmã, Bianca. Ainda não sei como eu sabia daquilo.

—Nico, você não devia confiar no seu pai. – aconselhei.

—Eu não tenho escolha.

De repente, eu não estava mais num quarto, estava no estacionamento de um shopping. Estava nublado e o estacionamento estava total e completamente vazio. Nico estava na minha frente. Esqueletos começaram a brotar do chão e a andar na minha direção.

Tentei recuar, mas nasceram mais esqueletos atrás de mim e começaram a me cercar.

Tateei meu bolso a procura de meu pedaço de madeira, mas não o encontrei.

Era o fim. Eu não tinha nenhuma arma, nenhum modo de me proteger, nada!

Nico estava rindo e desapareceu numa névoa escura.

Mas esqueletos nasceram do chão. De repente, uma luz brilhante, quase me cegou se eu não tivesse olhado para o lado.

Não pude ver o rosto da figura, mas achei que ela poderia ser do bem, por causa de sua luz branca.

Ela começou a invocar mais luz, o que me fez fechar os olhos.

Não vi, mas pude ouvir que a luz estava matando (ou despedaçando) os esqueletos.

Dei uma olhadinha. Tinha um monte de ossos e espadas voando em todas as direções.

O brilho diminuiu e eu abri totalmente meus olhos. Olhei para a figura que emitia o brilho; ela usava um capuz que cobria seu rosto.

Ela se aproximou e eu senti meu corpo esquentar.

—Quem é você? – perguntei a figura.

Ela se aproximou mais. Meu corpo parecia que iria pegar fogo.

Finalmente, ela botou as mãos no capuz e puxou-o para trás.

Seus cabelos vermelhos caíram sobre seus ombros, seus olhos pareciam pegar fogo. Ela me fazia sentir calor e segurança, como ficar na frente de uma lareira em um dia de frio.

—Eu sou Héstia. – disse a mulher. – Deusa do fogo e do lar.

Eu já tinha ouvido falar de Héstia quando eu era menor. Ela era minha deusa favorita. Ela havia salvado a minha vida, e isso me deixou envergonhada.

—Obrigada por salvar minha vida. – agradeci. – Mas, por quê?

Seus olhos não pareciam pegar fogo, eles ERAM o fogo. Seus lábios se abriram num sorriso.

—Porque eu vim ajudá-la na sua jornada.

—Que jornada? Do que você e Íris estão falando? – perguntei, começando a ficar irritada.

—Querida, você está na sua jornada.

Fiquei chocada. Não sabia que eu estaria nessa jornada sozinha.

—Você não está sozinha. – disse Héstia, como se pudesse ler meus pensamentos.

Ela esticou as mãos e uma luz branca apareceu, envolvendo uma espada.

—Esta é Graecus, a forasteira dos romanos. Ela tem um passado tenebroso. Sua lâmina é feita de um metal muito raro, difícil de ser encontrado. É a única no mundo.

Pego a espada e me sinto um pouco mais forte. Héstia desapareceu me deixando sozinha.

Examino a espada. Sua lâmina é azul, como o céu. Havia alguma coisa escrita, bem abaixo da lâmina:

"Para Sarah de Zeus, o Rei do Olimpo. Faça bom uso.”

Incrível! Por que será que meu pai me enviaria uma espada?

Agradeci a Zeus e segui em frente.