A Salvadora

1 Um Garoto Diferente


Notas iniciais
UM AMIGO ESTRANHO
UM NOVO COMEÇO

Nossa é estranho, estou escondendo dos meus próprios pais, meus amigos, e nem sei direito.

Lembro que desde pequena fui muito curiosa, mas acho que fui longe demais dessa vez.

Meus pais sempre me diziam que nunca deveria ir ao cemitério das sombras, mas a verdade é que eu precisava saber o porque era um lugar tão proibido.

— Você é maluca?

— Se seus pais descobrirem eles vão matar você.

Estava pronta para ir ao cemitério e enfrentar meus medos, mas Marina e Pablo não estavam gostando muito da ideia.

— Gente relaxa, eu só vou ali e já volto.-Tentei acalmá-los, mas acho que não deu muito certo.

— Por favor amiga, já pensou na possibilidade de você não voltar? -Disse Marina quase chorando.

— Procuro não pensar muito nisso, olha fiquem tranquilos tá? Eu não vou demorar.- Me distanciei deles para ir ao cemitério para provar que não havia nada.

Cheguei lá, e confesso que senti arrepios, estava sozinho e o céu estava escuro, a neblina era forte e não pude ver nada.Pensei em ir embora mais acabei me perdendo. Fiquei assustada, precisava sair daquele lugar. De repente vi uma sombra no meio da neblina, era um garoto, pele clara, olhos vermelhos e uma beleza sem igual. Fui me aproximar dele, mas antes disso escutei gritos me chamando.

— Luna!

— LUNA!

Estavam me chamando, vi tochas e facas vindo em minha direção, eles estavam furiosos, fiquei assustada, era o meu fim, quando de repente senti uma mão fria segurar a minha e me levar para uma casa velha perto do cemitério. Ele me levou pra dentro e me olhou com aqueles olhos penetrantes e gritou:_ VÁ PARA O SEGUNDO ANDAR, RÁPIDO!

Fiquei assustada mas resolvi obedecer fui para o segundo andar e entrei no primeiro quarto que eu vi. Não sabia o que tava acontecendo, me aproximei da janela e vi pessoas enfurecidas tentando quebrar a porta, vi meu pai e meu irmão na frente da multidão estavam lá pra me resgatar, precisava ir até eles.

Sair do quarto e fui correndo até a porta, quando fui abrir o garoto chegou rapidamente e me segurou, sem poder me mover começei a gritar, mas ele me calou e disse:_Você quer morrer?

— Eles estão aqui pra me salvar deixe me ir.

— Eles não são sua família, são fantasmas crueis que tem o único objetivo de eleminar todos os descendentes de Felix III.

— Quem?

Nesse instante escutei uma porrada na porta, e me assutei. Ele me levou para o segundo andar entramos em um quarto que parecia um laboratório.

O rapaz tirou de um armário um frasco com um líquido roxo que nunca havia visto antes. Ele se aproximou e disse:_ Beba isso, rápido!

— O que é isso?

— Vai te fazer dormir, preciso que durma para não ver.

— Ver o quê?

O garoto parou, como se estivesse pensando em como me explicar algo que não estava entendendo desde o início.Ele disse com os olhos fixos em mim.

— Seu pior pesadelo!

Fiquei com medo, mas decidir tomar, precisava entender o que estava acontecendo. Mas acho que deveria obedecer e confiar nele.

— Antes de eu tomar, qual seu nome?Perguntei!

— Glade!

Bebi o líquido do frasco, e começei a ficar tonta e a escuridão veio me encobrir.

Acordei em um quarto mais limpo que os outros, fiquei um pouco com receio de ir descer ou não, mas no final resolvi ir até o primeiro andar.

Cheguei lá e vi Glade olhar para a janela, como se estivesse pensativo, ele virou pra mim e acompanhou meus passos ao descer a escada.

— Você está melhor?

—Estaria melhor se me explicasse o que está acontecendo.

— Acho que disse demais ontem, a única coisa que posso lhe dizer é que você corre perigo e a minha função é te ajudar e proteger.

— Me proteger? mas eu nem conheço você.

— Também não te conheço mas sei o que devo fazer.

Glade é um garoto sombrio cheio de mistério, sinto que deveria fugir, mas confio que ele vai me proteger, e vai me ajudar, agora entendo o velho ditado, a curiosidade matou o gato.

Notas finais
Próximo capítulo:Luna vai descobrir que ela tem uma missão, que talvez não possa concluir.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.