A AdaÌla

por San Iak

Dos dizeres de Tsendói, cantados em hino

Trago palavras tristes daquilo que está por vir

Tramado na teia do destino

Da qual é minha missão ver e ouvir


Sombra terrível se abaterá um dia

Que no meio de seu desenrolar

Qual destruição causar tentará

Sombreando vales que deseja apagar


Sobre At’knik e Inàre, dizem-se, cidades de boa vontade

Entrosadas na destruição mútua até as entranhas

Enfatuadas de riquezas, sem gritar de verdade

Solitárias, são as Irmãs das Montanhas


Tempestuoso como Iondà e seus tentáculos destruidores

Terrível como Frazêa com seus sacrifícios amadores

Temível como Maetto com seus músculos avassaladores


Mas algo importante devo dizer

Ainda há luz e uma esperança a surgir

Assim, para todos que puderem ver

Maravilhados, a Adaìla poderá enfim se ouvir:


Entre campos esverdeados

Enrolado em rios prateados


Naquele que chamamos de lar

Nasce esperança para nos salvar


Com a espada em sua mão, brandindo-a forte

Como tocha brilhante de vitória sobre a morte


Mal combaterá com o bem

Mas sendo ainda só um entre cem


Elegante reino o espera sem falta

Ele, Guerreiro de olhos de Esmeralda