A Saga E - A pirâmide Colossal

22 Bastet é pesada na Balança


Notas iniciais
A luta entre os especialistas em armas continua. Bastet mostra toda a sua devoção a Rá e Shiryu, por sua vez, mostra pela primeira vez, o maior trunfo de Libra.

Fágulhas e brasas saíam do choque entre lâminas que ocorria na velocidade de luz. O choque de cosmos era tão grandioso que as pilastras que sustentavam a casa de Libra rachavam com a pressão as armas. Shiryu parecia ter dificuldade para acompanhar a felina e Bastet, por sua vez, parecia estar se divertindo. Sumindo e aparecendo. Apreciando a cara de espanto do ex-cavaleiro de dragão.

Ela resolveu se divertir um pouco mais e dobrar a sua ferocidade. Shiryu arregalou os olhos ao notar que não conseguia mais prever os ataques e desviava deles por mero instinto. Os cortes superfíciais no rosto e nas brechas da armadura começaram a aparecer. Foi quando, ele sacou a segunda espada de libra, bem no momento, em que Bastet deu uma pesada usando os dois pés em seu peito e o lançou contra uma pilastra que quebrou com o impacto do seu corpo.

– Desista cavaleiro de Libra! — Bastet ia caminhando lentamente na direção de Shiryu. — Bastet é muito poderosa para você.

– Não seria a primeira vez que eu derrotaria guerreiros mais poderosos que eu, srta deusa! — ela se surpreendeu ao ver o cavaleiro se colocar de pé. — E você nem viu metade do que eu posso fazer.

– Já que insiste, Bastet vai parar de brincar com você e vai matá-lo!

Bastet desapareceu na sua velocidade, mas sua risada esquizofrênica ecoava por toda a casa. Shiryu largou as espadas que cravaram no chão pedrogoso de tão afiadas. Bastet destruia lugares aleatórios da casa, mas estava perplexa, por não conseguir intimidar o libriano. Foi então que, ela ronronou e partiu para o ataque.

Tonfa de Libra! — Shiryu elevou o seu cosmo e de dentro dos seus escudos, um brilho dourado foi liberado e algo luminoso cobriu os ante-braços de Shiryu. — Estou pronto, Bastet!

A gata ronronou e atacou de cima numa velocidade talvez superiou a velocidade da luz, mas foi surpreendentemente bloqueada, pelo adereço dourado no ante-braço de Shiryu. As pilastras e o chão ao redor do libriano explodiram com a pressão do ataque, mas ele mesmo? Estava pleno.

Shiryu forçou o braço para cima e a gata dera uma cambalhota para trás, ele girou a tonfa com a manete em seu punho e ela se tornou uma arma de médio alcance. O choque contra o abdômen de Bastet foi inevitável e a deusa cuspiu um pouco de sangue divino. Shiryu ergueu a outra tonfa no braço esquerdo e sua cosmo energia explodiu, lançando a deusa felina para o teto, dentro de um pilar dourado. Bastet penetrou na estrutura e todo o seu corpo doía. Ela foi tão fundo que seu corpo ficou preso. Ela encarava Shiryu com um olhar de pavor, enquanto o libriano a encarava seriamente, enquanto queimava o seu cosmo.

– Ninguém... Ninguém nunca conseguiu tocar em Bastet antes...

– Eu te disse. Eu estou acostumado a lutar contra pessoas mais fortes que eu. Tudo que eu preciso fazer é queimar meu cosmo até o infinito.

– Entendo... — o olho direito voltou a ativar-se e a gata desceu como um míssel empunhando a sua lâmina. — MORRA!

Escudo de Libra! Me proteja!

Shiryu puxou uma corrente de dentro do seu escudo e ajoelhou-se, levantando o seu escudo para cima. Bastet amaldiçoou Shiryu ao ser parada por uma espécie de campo de força dourado. Ambos os guerreiros urravam e as cosmos energias relâmpiavam por todo redor. Bastet trincou os dentes e cancelou o ataque, ricocheteando-se para o lado.

Shiryu aproveitou para lançar o escudo preso a corrente dourada e a deusa viu aquele projétil que cortava o ar, liberando fagulhas douradas e só teve tempo de cruzar suas lâminas para bloquear o impacto dele. Mesmo bloqueando, o escudo não parava de girar e emanar cosmo.

– Não é possível.... — a deusa estava incrédula, assistindo as suas lâminas trincando com a tração causada pela rotação do escudo. — ISSO É IMPOSSÍVEL.

– VÁ ! ESCUDO DE LIBRA! — gritou o libriano liberando mais um pouco do seu cosmo.

O escudo destruiu as lâminas. Bastet tentou desviar, mas o escudo golpeou o corpo da deusa na diagonal, lançando-a aos giros pelo o ar e depois contra o chão com grande violência.

– Se... Se Bastet não tivesse saltado... Bastet tinha sido cortado em duas...

– Você não pode me derrotar, deusa dos felinos. É inútil continuar essa batalha... Rá não se importa com nenhum de nós, ele só quer se livrar de uma profecia. — a deusa dos felinos arregalou os olhos e focando na voz de Shiryu, ela lembrou-se do dia que foi enviada ao Duat. — Você acha que ele a considera? Acha que é especial para ele? Por que ele permitiria que uma pessoa amada e estimada sofresse por dez mil anos no lugar dele? — as lágrimas começaram a rolar pelo rosto da deusa. — Abre seus olhos, Bastet! Rá apenas lhe usou.

Cale a boca.

Shiryu afastou-se ao sentir o cosmo da deusa tremular e mudar de cor. Bastet, mesmo com uma ferida aberta no peito, se colocou de pé e seu cosmo parecia muito mais poderoso que antes.

– Como ousa colocar o caráter do Deus Sol a prova, humano? Você vai pagar por essa heresia!

– Bastet, espere! Você precisa abrir os seus olhos!

– Eu vou te mostrar guerreiro desonrado de Libra... Como foi que eu detive o caos por todos esses milênios.... MODO DIVINO!

Uma grande explosão de cosmo energia ocorreu e Shiryu apenas protegeu os seus olhos, mas em milésimos de centésimos de décimos de segundos, Bastet estava trás dele, com a sua forma completamente alterada. Ela era uma gata negra bípede, de pelagem escura e olhos esverdeados com sua pata dianteira direita estendida.

Shiryu sentiu a dor muitos segundos depois. Quando olhou para baixo, não acreditou no que seus olhos viam. A armadura de Libra havia sido rasgada pelas garras da deusa e o sangue começou a fluir para fora. Só então, a pressão do ataque ativou-se o guerreiro foi impulsionado para trás, dando voltas e mais voltas, até ser expulso da casa zodiacal e colidir contra a escadaria e ir arrastando-se até o trigésimo degrau.

[ ***]

Shiryu... Shiryu... Acorde, Shiryu!— uma voz familiar invadiu os seus ouvidos e abrindo seus olhos, se viu num lugar escuro, deitado sobre uma poça de água. — Lembre-se, por quem você luta, Shiryu!

— Essa voz... — até pensar, doía. — É você, Saori?

A figura luminosa de Athena surgiu ao seu lado, portando o seu cetro da vitória. Saori Kido olhou para o seu cavaleiro com tanta compaixão que derramou algumas lágrimas sobre o seu corpo caído. Seu cosmo era de um amarelo solar que aquecia e anestesiava o corpo do cavaleiro de ouro.

– Sim, Shiryu... Sou eu.

– É por você que eu luto, você sabe disso.

– Sim. Por mim, pela paz na Terra e sobretudo pelo amor e a esperança... Mas pense, Shiryu. Quais são as maiores razões de você lutar?

O ex-cavaleiro de dragão focou nas palavras de sua deusa e de repente, o som da cachoeira de Rozan nos cinco picos antigos veio aos seus ouvidos. Ele também pode sentir o perfume silvestre, o sabor dos chás de ervas e principalmente a visão mais linda de todo aquele paraíso: Shunrei.

Sua amiga de infância, intercessora e esposa. Aquela que sempre tinha joelhos machucados de tanto orar sobre o solo pedregoso. Aquela que sempre o recebia com lágrimas depois de alguma batalha.

E ele também. O fruto do amor dos dois. Aquele que nunca desistiu do pai, mesmo quando este, não podia abraçá-lo, beijá-lo, vê-lo crescer, etc... Por que estava privado dos seus cinco sentidos. Ryuho sempre foi a luz de esperança que não o deixava se entregar, definhar em sua depressão pós Marte.

– Shunrei... — seu cosmo dourado reativou-se. — Ryuho....

– Sim, shiryu... Você precisa vencer para voltar para a sua família.

Shiryu viu aquela dimensão se desfazer e engatinhando por aquele rastro de destruição, ele começou a emanar seu cosmo dourado ainda fraco, mas absurdamente brilhante. Seth que estava mais abaixo, ficou boquiaberto com a perseverança do Libriano, já Bastet veio para a entrada da casa para conferir com os próprios olhos se aquilo era realmente verdade.

– Agora, eu sei o porquê dele ter sido escolhido, mestre Rá! Ele é um guerreiro formidável... Mas seu olho direito sou eu! — E a gata lançou-se na direção de Shiryu. Sem fazer questão de sua velocidade. — MORRA, LIBRA!

Shiryu... — a voz de Saori ecoou novamente, ressoando em seu cosmo. — Lembre-se do verdadeiro poder que se esconde dentro do cavaleiro de Libra. Lembre-se do símbolo de sua constelação.

Shiryu ainda caído se levantou um pouco até ficar prostrado e viu que a deusa gata estava à menos de um metro do seu rosto. Bastet ergueu a sua garra e provavelmente o decapitaria, mas o libriano sorriu e um pilar dourado se ergueu ao redor deles.

A deusa ficou confusa quando se viu no espaço sideral. Ela pisava em galáxias e buracos negros. Mas foi Bastet seguir o brilho dourado e viu Shiryu às suas costas e encarando-a seriamente.

– O que é isso? Onde estamos?

– Estamos no centro da constelação de Libra, deusa Bastet! É aqui que decidiremos o nosso combate!

– Não seja presunçoso, humano! Não me derrotará no meu modo divino! MORRA!

A deusa dos felinos desapareceu, surgiu atrás do cavaleiro de Libra e desceu com sua garra, mas foi bloqueada pelo escudo sem ao menos Shiryu ter se virado. Os olhos de Bastet se arregalaram e foram tomados pelo pavor.

– Tome o maior dom dos 5 picos de Rozan! CÓLERA DOS 100 DRAGÕES!

Shiryu virou-se dando seu famoso gancho com a sua cosmo energia explodindo. Vários dragões ascendentes se ergueram do chão sideral e ergueram a deusa dos gatos. Ela foi alvejada por cada golpe. Bastet caiu dentro da casa de Libra e abriu uma cratera com o próprio corpo.

O som dos passos vacilantes de Shiryu eram doloridos para os seus ouvidos. A cada passo aquele cavaleiro esmagava o seu orgulho. A cada centímetro que ele se aproximava dela, a vergonha superabundava em seu ser.

– Você é uma guerreira formidável, Bastet. Não precisa voltar para aquele lugar horrível. — ela arregalou os olhos. — Eu realmente não quero lutar com você! Você não é má e me machuca saber que Rá tenha se aproveitado da sua devoção à ele.

– Mas não... Não é isso que Athena faz com vocês? — ela virou-se para olhá-lo nos olhos.

– Não. — ela encarou o dragão confusa. — Por mais que Saori seja a deusa da guerra, ela também é uma pessoa muito amável. Desde muito antes de descobrir que era Athena, Saori nunca ficou feliz em nos ver lutando por ela. Ela tentou ao máximo nos afastar do campo de batalha, mas nós sempre voltamos por ela.

– Athena... Não queria que lutassem?

– Athena sempre desejou a nossa felicidade, Bastet... É por isso que eu não consigo entender como Rá poderia te tratar assim.

O coração de Bastet batia rapidamente. Ela estava tão confusa que colocou as patas sobre a cabeça e algumas lágrimas caíam do seu rosto, enquanto as memórias terríveis de sua estadia no duat mesclavam-se com o sorriso e o abraço que dera no deus sol antes de ir pra lá.

– Eu não consigo, Libra... — seu rosto era inundado por lágrimas. — Eu não consigo desobedecê-lo... Eu não consigo, não amá-lo.

– Bastet...

– Eu preciso derrotá-lo para provar a ele que eu mereço seu amor de volta! — o cosmo da deusa começou a tornar-se tão intenso como antes. — MIL LÂMINAS DA DEUSA FELINA!

Seu olho vermelho irradiou uma grande quantidade de cosmo e disparou milhares de garras avermelhadas feitas de pura cosmo energia. Antes Shiryu não podia ver, mas agora ele podia ver que, na verdade, era apenas a deusa felina se movimentando mais rápido que a velocidade da luz.

Bastet ficou surpresa ao ver o cavaleiro de Libra se esquivando de cada ataque sem ao menos arranhá-lo. Bastet passou por ele e shiryu apenas saiu da frente.

– Como? — ela suava de desespero. — Como um humano pode se igualar a mim, mesmo no modo divino?

– Olhe para os seus pés.

Bastet ficou apavorada ao se ver novamente no espaço sideral, mas desta vez, havia algo diferente. Tanto ela, quanto Shiryu estavam dentro de uma balança, como se fossem pesos.

– O que é isso?

– O maior dom dos cavaleiros de Libra! — disse Shiryu com um sorriso. — A Balança da Justiça. Ela iguala os poderes dos desafiantes e vencerá aquele que queimar mais o seu cosmo no último ataque. Dentro desse perímetro, não existe mais forte, só existe aquele que é mais habilidoso.

A deusa felina estava perplexa. Chegou a se afastar por alguns passos e encarou o ex-cavaleiro de dragão com imenso pavor. Mas também estranhava o fato dele não ter intenção assassina para com ela, afinal, não tinha nexo algum que ele lhe contasse sobre o segredo de sua técnica.

Bastet abriu um sorriso que surpreendeu Shiryu. Pois-se em posição de batalha e começou a elevar seu cosmo. Ela riu novamente quando o libriano baixou o seu semblante, nitidamente, triste por enfrentá-la.

– Vamos combinar o seguinte: Se você vencer uma deusa, eu vou serví-lo! — os olhos de Shiryu se sobressaltaram. — Bastet ficou curiosa para entender a relação dos cavaleiros do santuário com a deusa Athena!

– Certo, Bastet! — Shiryu sorriu de volta.

Ambos começaram a queimar seus cosmos e partiram com seus punhos empunhados para o ataque final. O urro dos guerreiros ecoou por toda a casa de libra e o choque dos seus poderes, gerou um vórtex de cosmo energia que atravessou o teto da casa zodiacal.

Quando a energia cessou, Bastet e shiryu haviam trocado de lugar e estavam com seus punhos erguidos. Shiryu cospiu um pouco de sangue e caiu de joelhos.

– Acho que o destino é uma coisa engraçada! — Shiryu ficou atento a voz de Bastet. — Estou ansiosa pra saber se sua deusa vai me aceitar.

A deusa felina sentiu um filete de sangue sagrado escorrer pelo canto da boca e depois de sorrir para o cavaleiro de Libra, Bastet permitiu-se desmaiar. Shiryu foi mais rápido e conseguiu pegá-la em seus braços.

– Bastet! Bastet, aguente firme! — Shiryu a balançava, tentando reanimá-la. — Oh, Bastet.

Pra ter conseguido vencê-la, você deve ser um oponente interessante, Shiryu de Libra! — uma voz que mais parecia um trovão ecoou pela casa de Libra e Shiryu surpreendeu-se ao notar que se tratava do Lord Vermelho — Seth, o deus das tempestades. — Infelizmente, eu terei de matar, Bastet por sua traição contra Rá.

– Eu não vou deixar! — disse Shiryu tomando-a em seus braços.

– Mesmo que seja poderoso, não poderá fazer nada no estado que está! — o vento começou a rodopiar do centro da cosmo energia do líder dos deuses e Shiryu teve a impressão de que estava num deserto. — MORRAM! PUNHO DO CAOS!

Shiryu teve de tapar os olhos por conta da grande tempestade de areia de Seth. Ele sentia o cosmo do Lorde Vermelho aumentando absurdamente, mas também sentiu uma luz brilhar na altura do seu peito.

Até que um grito de dor ecoou por toda a casa de Libra. Shiryu sentiu as gotas de sangue divino mancharem o seu rosto e uma figura familiar projetando o seu corpo, de forma que, ela ficou entre o libriano e o deus das tempestade. Seth riu em deboche e o guardião da casa zodiacal permaneceu em assombro. Bastet havia sido transpassada em seu peito, mas ainda encarava o seu antigo líder com ferocidade.

– Volte para o Duat e termine o seu trabalho, traidora!

– Bastet! — Shiryu tinha lágrimas nos olhos. — Por que fez isso?

– Porque é isso que uma serva faz pelo seu senhor! — ela virou-se para sorrir-lhe e ronronou com a cara de assombro de Shiryu. — Fuja, Shiryu. Terei que usar a pouca força que me resta para destruí-lo.

– Fugir? Me destruir? Você só pode estar brincando, não é? — a cosmo energia voltou a brilhar. — PUNHO DO CAOS!

A massa de energia voltou a ser liberada através do corpo de Bastet e atingiu Shiryu atrás dela. Ela urrava, mas ao mesmo tempo, liberava todo o poder do olho direito de Rá. Seth arregalou os olhos e foi atingido a queima roupa por todo cosmo da deusa dos felinos.

Ele viu quando Shiryu teve a armadura destroçada do peito à ombreira direita e foi lançado com violência contra o chão da casa de Libra. Então, Seth! Forçou seus pés no chão e tentou repelir o poder de Bastet usando seu cosmo violentamente forte.

Seth urrou como um guerreiro e abraçou o poder da deusa dos felinos, anulando-o completamente. Sua bela escultura vermelha de guerra estava toda chamuscada e seus braços pareciam ter sofrido queimaduras de segundo grau. Ele sorriu, embora sentisse dor, da cara de Bastet que desfigurava-se, tornando-se pó e voltando ao Duat.

Seth caminhou até Shiryu e viu que estava inconsciente. Cuspiu no rosto do cavaleiro de Libra e não sentiu vontade de matá-lo. Dantes, preferiu continuar sua escalada até o santuário de Athena, onde traria a deusa a força e acalmaria a ira de Rá.

– Falta pouco, Athena! Eu lhe levarei até o Lorde Rá! Me aguarde!

[ ***]

Saori Kido se levantou de seu trono quando sentiu o cosmo de Shiryu desaparecer. Não! Na verdade, ele só estava muito fraco e isso a fez respirar, aliviadamente.

Sem tempo de chorar ou sofrer, ela virou-se para o cavaleiro de ouro que estava ajoelhado no começo da escadaria que levava ao seu trono. Ela bateu com seu cetro no chão e aquele jovem ergueu a sua cabeça para encarar a deusa da sabedoria.

– Eu queria que você tivesse tido mais treinamento para dominar o seu cosmo e que seu primeiro desafio como dourado, não tivesse de ser contra deuses. Sinto dizer, mas Hyoga e Ikki foram derrotados, enquanto Shun e Shiryu tiveram que ir além do limite de suas existências para derrotá-los. O que quero dizer é que essa é uma missão praticamente suicida e...

Athena! — a voz grossa e segura a calou. — É uma honra finalmente lutar ao lado dos meus irmãos. Prometo que darei a minha vida para impedir o avanço dos deuses egípicios.

O cavaleiro pôs-se de pé, virou-se de costas e acertou a tiara dourada na cabeça, sem se importar de bagunçar seus cabelos esverdeados e ondulados. Ele olhou para sua deusa e ela assustou-se com o seu sorriso sincero.

– Muito obrigada... — não conteve suas lágrimas. — Agradeço de todo o coração o seu sacríficio.

– Infelizmente... Eu não pretendo me sacrificar, Athena! — a deusa surpreendeu-se. — Eu prometo voltar a sua presença com a cabeça daqueles desgraçados.

– Me perdoe subestimá-lo.... — ela voltou a sorrir. — Meu grande cavaleiro de Ouro: Jabu— o santo de escorpião.

O guardião da oitava casa do Zodíaco acenou para a deusa, virou-se e começou a correr para chegar a tempo de defender a sua casa zodiacal.