A Saga Crepúsculo Amanhecer - Para sempre

5 Capítulo 5 - Uma guerra... de comida


Minha tarde não foi lá muito boa. Não tinha absolutamente nada para fazer. Eu e Jacob ficamos sentados no sofá de braços cruzados olhando a tela da televisão desligada. Já tínhamos feito tudo o que é divertido e que gostamos de fazer. Fomos a praia, à cachoeira, jogamos xadrez, videogame. Não adiantava assistir televisão, eu não gostava e já havia assistido aos filmes. Meu pai disse que compraria filmes novos, mas ele não teve tempo. Mas, apesar de estar sem fazer nada, me sinto cansada. Estava anoitecendo e eu estava muito entediada.

– Então, o que vamos fazer? – eu disse quebrando o terrível silêncio.

– Não faço ideia. – Jacob respondeu dando de ombros. – Vamos comer?

Eu revirei os olhos e ri. Ele só pensa em comer.

– Ei, você só pensa em comer? – eu disse rindo.

– Não. Penso em outras coisas também. – ele disse. Achei que ele estava brincando, mas quando olhei em seus olhos, vi que ele estava falando sério. Muito sério. Isso me fez arrepiar. Não queria perguntar o que ele costumava pensar. Alguma coisa me dizia que a resposta não seria agradável.

– Ahn... então vamos comer. – eu disse me levantando.

– O que tem aí? – ele disse enquanto eu abria a geladeira.

– Muitas coisas... vamos fazer panquecas? – eu disse animada.

– Sou péssimo na cozinha. – ele fez uma careta.

– Sem problemas! Eu sou a cozinheira e você é o meu ajudante. – eu disse abrindo o armário e pegando os ingredientes. Para a nossa sorte, tinha tudo o que era necessário para fazer as panquecas.

– O que eu faço? – Jacob perguntou.

– Coloque esses ingredientes dentro do liquidificador, por favor. – eu disse apontando para as coisas que estavam dentro da pia. Eu coloquei um avental branco e um chapéu, daqueles de profissionais mesmo. Meu pai tinha comprado para a minha mãe, com a justificativa que ela ficaria linda com aquele chapéu. Quando se virou para mim, Jacob soltou uma gargalhada.

– Qual é a graça? – eu perguntei, mesmo sabendo da resposta.

– Nessie, olhe pra você! – pensei que Jacob ia cair no chão de tanto rir, eu pulei em cima dele, o derrubando no chão.

Sem querer, todos os ingredientes que estavam na mão do Jake caíram no chão, fazendo uma enorme bagunça.

– Lá se foram as nossas panquecas. – eu disse. – Preciso limpar isso antes que a minha mãe veja.

Eu peguei um pano e comecei a limpar a bagunça e Jake me ajudou. Não sei por que ele levantou e de repente sentiu algo caindo no meu cabelo, agora desprotegido. Quando o toquei, senti algo grudento e nojento como... ovo. Eu rapidamente levantei e joguei outro na cara dele.

– Nessie! – ele disse tirando o ovo do seu rosto. – Por que você fez isso?

– Por que você jogou ovo no meu cabelo? – eu perguntei. Ele fraziu a testa e eu olhei para a bancada. Jacob tinha colocado vários ovos na bancada e eles estavam todos caindo. Olhei para ele e ri. – Desculpe, eu...

– Não! Agora, você vai ver como não é bom jogar ovo na cara de um lobo. – ele pegou a farinha e dois ovos e jogou em mim. O avental e o meu pescoço estavam cheios de ovos e farinha. Ele tinha brincado com quem não devia.

Comecei a pegar tudo que vi pela frente e joguei nele. Só sei que quando vi, tinha virado uma verdadeira guerra de comida. Jacob estava totalmente sujo de ovo e farinha e eu tinha todo o tipo de comida no meu cabelo e em todo o lugar. Quando fui pegar mais coisas e não tinha mais nada na bancada, me deparei com a bagunça que tínhamos feitos, que não seria nada comparada com a bronca que eu iria levar dos meus pais. Olhei fixamente para o Jacob e ele arregalou os olhos. Estávamos perdidos.

– Edward vai me matar! – ele disse.

– Nos matar, você quis dizer. – eu disse começando a tirar os ovos do meu cabelo e ele assentiu desesperado.

Começamos a tirar rapidamente toda a sujeira que estava em nós, mas já era tarde, quando fui olhar, minha mãe estava parada na porta da cozinha, chocada. Ela não passou da porta, minha mãe apenas olhou incrédula para nós e para a cozinha.

– Resnesmee. – ela me chamou. – O que aconteceu aqui?

Meu pai chegou logo atrás e ficou totalmente chocado, como ela. Mas ele não parecia bravo, ele estava prestes a rir.

– Uma guerra de comida. – ele riu. Mas foi calado pelo olhar da minha mãe.

– Resnesmee, você fez uma bagunça e tanta aqui. – ela disse séria. – Jacob, como maior de idade você não poderia participar de algo como este.

– Ela iria brincar sozinha então? – Jacob disse.

– Nunca deveria ter acontecido isso. Olha o estado da cozinha. – minha mãe disse incrédula.

–Bella, não seja tão dura. – meu pai disse segurando a minha mãe pelo ombro.

– Não seja tão mole com a sua filha, Edward. – minha mãe disse.

– Desculpe, mamãe. – disse baixo.

– Bella, foi uma brincadeira. O que há de mal nisso? Eles se divertiram e é isso que importa. Ela não fez nenhum crime. – meu pai disse. – É claro que isso não é algo que se faça todo dia, mas uma vez... não vejo problema.

– Tudo bem. – ela se rendeu. – Que isso não se torne frequente. Gustavo não vai achar nada de divertido quando vir aqui amanhã.

Eu assenti e ela subiu. Meu pai ficou e não aguentou de tanto rir.

– Me chamem da próxima vez. – meu pai sussurrou.

– Ok. – eu sussurrei de volta e ri.

Depois de alguns minutos minha mãe desceu, eu já tinha tirado a maior parte da sujeira que estava em mim.

– Nessie, vai tomar banho querida. – ela disse sorrindo para mim. – Amanhã vamos sair cedo daqui.

– Ok. Ainda não fiz as malas.

– Acho que não vai ser necessário. – meu pai disse. – Alice. Você sabe

Eu assenti e fui para o meu quarto. Confesso que foi difícil para tirar o cheiro de ovo e a farinha encrostada no meu cabelo. Fiquei pelo menos 2 horas e olha que ainda não saiu o cheiro completamente.

Eu estava cansada e sabia que se deitasse não demoraria muito para dormir. Quando estava quase pegando no sono, alguém bateu na minha porta.

– Quem é? – eu perguntei levantando e indo em direção à porta.

– Sou eu. – disse a minha mãe.

– Oi, mamãe. – eu disse ao abrir a porta. Ela estava com uma grande bandeja, cheia de coisas para comer.

– Você não pode dormir sem comer. Trouxe isso para você. – ela disse levando a bandeja para cima da minha cama, enquanto eu me sentava de frente para ela e atacava a comida. – Me desculpe por hoje, eu não devia ter sido grossa com você.

Eu me senti mal pela minha mãe. Ela estava se sentindo culpada e eu sei por quê. Toda noite antes de eu me deitar, eu vou até o quarto dela para dar um beijo de boa noite, mas nessa noite eu iria dormir sem ir até lá. Eu tinha esquecido completamente deste detalhe importante, mas a minha mãe não. E ela achou que era por culpa da bronca que ela deu há poucas horas.

– Mamãe, não precisa se desculpar. – eu disse acariciando sua bochecha gelada e macia. – Você estava certa. Não posso fazer uma guerra de comida sem a sua autorização. – ela riu. – Eu não estou nem um pouco chateada com você. E quando ao beijo – sei que você veio aqui por conta disso -, eu esqueci de tão cansada que estava. Desculpe.

– Tudo bem. O importante é que você não está chateada comigo. – ela sorriu. – Eu amo você.

– Mais do que a minha própria vida. Lembra? – eu disse tocando o meu colar, dado carinhosamente pela minha mãe. Senti que se pudesse, ela estaria chorando. Eu tinha como chorar e foi o que eu fiz.

Minha mãe me abraçou e ficamos assim por vários minutos, até ela me soltar e dizer que eu tinha que comer. Depois, ela insistiu para fazer como nos velhos tempos, cantar para eu dormir. Confesso que não foi nada mal, eu me senti uma criança de novo. Uma criança feliz.


Notas finais
Comentem. Fico muito feliz com cada comentário de vocês. Obrigada :)